Neste décimo episódio do estudo do Velho Testamento à luz da Doutrina Espírita, Haroldo Dutra Dias aprofunda a análise do Livro de Levítico, focando na simbologia do Tabernáculo e na figura de Jesus como o novo Templo. O estudo é enriquecido com referências à Carta aos Hebreus e a profecias do Antigo Testamento.
O que é estudado neste episódio
- Poesia “Prece” de Alta de Sousa: O estudo inicia com a leitura da poesia, que serve como introdução à prece coletiva e à reflexão sobre a espiritualidade.
- O Tabernáculo como Símbolo: Retoma-se a discussão sobre o Tabernáculo como a “casa” ou “morada de Deus” e “descanso”, conforme abordado em estudos anteriores. A estrutura móvel do Tabernáculo, que acompanhava o povo hebreu no deserto, é apresentada como um grande símbolo.
- Jesus e o Templo de Jerusalém: A abordagem do Tabernáculo é inspirada nos capítulos 3 e 4 da Carta aos Hebreus. O propósito é entender que Jesus se apropria e personifica o símbolo do Tabernáculo. Suas ações e palavras em relação ao Templo de Jerusalém – tanto quando o visita quanto quando o evita – são analisadas como lições profundas, indicando que Ele próprio é o novo Templo.
- Jesus como Síntese: Haroldo Dutra Dias explica que Jesus é a síntese de todas as atividades, sacrifícios e a própria estrutura física do Tabernáculo. Ele resume tudo o que o Tabernáculo representava.
- Comparação entre Jesus e Moisés (Carta aos Hebreus): A Carta aos Hebreus compara Jesus a Moisés, mas sem depreciar a figura de Moisés. Pelo contrário, exalta Moisés e mostra que Jesus merece uma honra e veneração ainda maiores, representando um aprofundamento e avanço da primeira revelação.
- As Três Revelações: A importância de unir as três revelações (Mosaica, Cristã e Espírita) é destacada, comparando-as ao alicerce, paredes e telhado de uma construção espiritual.
- Profecia de Natã a Davi (2 Samuel 7 e 1 Crônicas 17): A profecia de Natã, que promete a Davi que Deus construirá uma “casa” para ele e que um de seus filhos construirá uma “casa” para Deus, é central. Esta profecia é interpretada como a promessa da vinda do Filho de Deus.
- Jesus como Filho de Deus e Servo: A distinção entre Moisés e Davi, chamados de “servos” (éved, no sentido de escravo), e a figura do “filho” na profecia de Natã é ressaltada. O “Filho de Deus” representa um status diferenciado.
- Críticas de Jesus ao Templo: As críticas de Jesus ao Templo em construção na época de Herodes são analisadas à luz da profecia de Natã e das advertências de Isaías, que afirmavam que Deus não habita em templos feitos por mãos humanas.
- A Pergunta Enigmática de Jesus: A pergunta de Jesus aos fariseus: “Como pode o Messias ser filho de Davi se ele mesmo lhe chama Meu Senhor?”, baseada no Salmo 110, é explorada em profundidade.
- Salmo 110 e o Sacerdócio de Melquisedeque: O Salmo 110, que descreve o Messias como “sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque”, é detalhado. A figura de Melquisedeque, um sacerdote sem genealogia levítica, que abençoou Abraão e recebeu dízimos, é apresentada como um sacerdócio superior ao levítico.
- Jesus como Sacerdote, Cordeiro e Templo: A complexidade da afirmação de Jesus de que Ele é o Templo, o Sacerdote e o Cordeiro é discutida, mostrando o impacto revolucionário de suas palavras.
- A Resposta de Paulo (Romanos 1:1-4): A Carta aos Romanos é utilizada para complementar a explicação da pergunta de Jesus. Paulo distingue a filiação de Jesus “segundo a carne” (descendente de Davi) e “segundo o Espírito de santidade” (Filho de Deus), resolvendo o enigma.
- A Genealogia do Cristo: Textos de Emmanuel, como “A Caminho da Luz” e “O Consolador”, são citados para explicar a escolha de Jesus pela “árvore de Davi” e a natureza de sua genealogia espiritual, que “se confunde na poeira dos sóis que rolam no infinito”.
Reflexões
- A Doutrina Espírita oferece uma chave para aprofundar a compreensão das Escrituras, revelando a continuidade e a evolução da revelação divina ao longo do tempo.
- A figura de Jesus transcende as limitações humanas e as instituições religiosas, apresentando-se como a síntese e o aprofundamento das promessas divinas, sendo Ele próprio o Caminho, a Verdade e a Vida.
- A compreensão da filiação divina de Jesus, tanto em sua dimensão humana quanto espiritual, é fundamental para entender sua missão e a profundidade de seus ensinamentos, conforme elucida a Doutrina Espírita.
Ler transcrição do episódio
Começando? Vamos começar com uma poesia da Alta de Sousa, Parnas de Alentúmulo, Francisco Cântico Xavier. A poesia se chama Prece. Estendei vossa mão bondosa e pura, Mãe querida dos fracos pecadores, aos corações dos pobres sofredores, mergulhados nos prantos da amargura. Derramai vossa luz toda esplendores, da imensidade da radiosa altura, da região ditosa da aventura, sobre a sombra dos cárceles das dores. Ó Mãe, excelsa Mãe de anjos celestes, mais amor desse amor que já nos deste, queremos nós em cada novo dia, vós que mudais em flores os espinhos, transformai toda a treva dos caminhos em clarões refulgentes de alegria.
Vamos lembrar… Mãe de vontade, Jesus Mestre querido, agradecemos pela bênção de Mãe, de estudarmos o Teu Evangelho. Neste momento, vinculamos nosso pensamento em prece, com diversos companheiros, nos juntando a prece coletiva em prol do Seminário Líder Fisical Brasil Coração do Mundo Pátria do Evangelho. Que essas energias benéficas e salutares possam auxiliar nos polos de estrutura espiritual em diversas casas espíritas em todo o Brasil. Que possamos receber nossos companheiros que virão de longe, encarnados e desencarnados, dar acolhida, amparo, tal qual árvore ampara os passarinhos, alimenta, protege.
Nosso Brasil também se propõe a esse mesmo esforço. Abençoa a todos nós, encarnados e desencarnados, que as doações da prece possam alcançar aqueles que necessitam e, neste momento, possam aliviar as dores a cada um. Bom, só reforçando toda terça, quinta e domingo a nossa prece coletiva, oito horas da noite para o Seminário Lítero e Musical que já está se aproximando, 14 e 15 de junho, faltam meses, já está chegando. Então, a gente reforçar a nossa prece, agradecer, desde já, o Filipe Mascarenhas, que sempre puxou esse carro da prece coletiva, a equipe toda dele e, também, pelo e-mail carinhoso que ele mandou, eu vou responder incentivando o estudo do Levítico.
E, antes de começar, eu queria só algumas pessoas mandaram mensagens com dúvidas. Esse estudo do Levítico, ele é um estudo mais aprofundado mesmo, ele há muito material, já, de palestra na internet para iniciante, para quem está chegando e a proposta do estudo Levítico é de ser um estudo mais aprofundado. De fato, é mais difícil porque ele trabalha com uma temática até certo ponto inédita. Trabalhar o livro Levítico à luz da Doutrina Espírita é algo, assim, bem novo mesmo. E, é claro que um projeto dessa natureza ele apresenta algumas dificuldades e o tema não é fácil mesmo, é um tema que a gente precisa fazer igual o caracol, a gente vai e volta, vai e volta, repete, repete, vai repetindo até que cria-se uma intimidade com os conceitos, com as ideias, porque são ideias muito profundas mesmo, são símbolos muito profundos.
Depois de um tempo que a pessoa cria uma intimidade, eles se tornam simples, se tornam muito claros, mas isso naturalmente demanda um tempo. Então, hoje a gente vai retomar, nós estamos falando do tabernáculo como casa, casa morada de Deus e como descanso já No nosso estudo passado. A gente já trouxe algumas coisas, vamos só retomar alguma coisinha na volta, fazendo a repetição para a gente poder avançar. E também pedir para todo mundo participar, porque está todo mundo muito calado, só ouvindo, ninguém fala nada, não sei se está difícil mesmo, mas vamos participar, por favor.
Pena que um dia a gente vai poder dar oportunidade para quem está acompanhando pela internet também, fazer perguntas, fazer comentários. Bom, então nós falávamos que esse aspecto do livro Levítico, que é o exame do tabernáculo, sob essa ótica que a gente está fazendo agora, ela está inspirada, essa abordagem, nos capítulos 3 e 4 da Carta aos Hebreus. E Qual que é o nosso propósito com isso? O nosso propósito é entender que a estrutura do tabernáculo, daquela tenda do encontro, o tenda da reunião, com a Arca da Aliança, com aquela estrutura de sacrifícios, com aquela estrutura do trabalho do sacerdote e era uma tenda móvel que se deslocava com o povo hebreu durante a sua travessia no deserto, isso tudo representa, na verdade, um grande símbolo.
E é esse símbolo que Jesus vai se apropriar e vai dirigir a pessoa dele. Bom, esse é o ponto, é isso que a gente quer mostrar. Quando Jesus se relaciona com o templo de Jerusalém, seja se dirigindo ao templo ou evitando o templo, são duas ações. Toda vez que Jesus vai ao templo, Ele vai com um propósito muito específico. Ele fala coisas muito específicas quando Ele está no templo, quando Ele se dirige ao templo. E quando Ele evita o templo, Ele também está querendo deixar lições muito profundas. E é esse o ponto. É pra isso que a gente quer chamar a atenção.
Jesus vem propor, Ele age e fala como se daquele momento em diante Ele fosse o templo. Ele é o tabernáculo. Não só a estrutura física, mas todas as atividades, tudo que é feito no tabernáculo e todas as pessoas que atuam no tabernáculo são, na verdade, setas que apontam pra Ele. Ele é um resumo de tudo, de todos os sacrifícios, de todas as ações do sacerdote, de toda a estrutura física do tabernáculo. Ele é a síntese disso tudo. Então, o ponto que a gente quer chamar a atenção é pra isso. A gente precisa ter essa luz.
Nós estamos, assim, numa grande estrada escura, mas tem uma luz lá no fundo. Essa luz é essa ideia. A ideia de que Jesus resume tudo que está lá no tabernáculo. E é isso que o autor da Carta aos Hebreus vai dizer no capítulo 3 e no capítulo 4. Ele vai dizer isso com muita força, nem sempre de uma maneira direta, de uma maneira muito sofisticada, fazendo referências a vários textos. E, o que nós estamos procurando aqui nesse estudo é aclarar esses textos que foram usados, trazer esses textos à luz, para que a gente possa examinar com calma.
Nós comentamos que o capítulo 3 e 4 da Carta aos Hebreus compara Jesus com Moisés, mas sem depreciar Moisés, sem desmerecer a figura de Moisés. Pelo contrário, exalta a figura de Moisés e mostra que Jesus merece uma honra, merece uma glória, uma veneração ainda maior do que a veneração conferida a Moisés. Essa é a abordagem da Carta, não se exclui, soma, aprofunda e avança, porque ao trazer a figura de Jesus há um avanço na revelação, há um aprofundamento da primeira revelação. É importante a gente entender essa palavra aprofundamento, porque ela não é gratuita.
Você só aprofunda algo que já foi colocado. É como um professor, ele dá uma matéria, linhas gerais daquela matéria e depois ele aprofunda. Quando ele vai aprofundar, ele escuta, ele faz referência àquilo que já foi ensinado, porque você não tem como aprofundar um tema que não foi abordado. Então, é essa a ideia de que a segunda revelação aprofunda a primeira. E, quando ela aprofunda, ela avança, ela traz algo novo, não no sentido contrário, mas no sentido de caminhar adiante. Essa é a outra. Eu queria só pensar aqui, eu fico pensando assim, naquela época, quando foi escrita a Carta aos Hebreus, a importância que era essa comparação de Moisés com Jesus, um enaltecendo o outro, porque naquela época Jesus era o desacreditado, e Moisés era a referência maior.
E, hoje, a nossa referência maior é Jesus. E, a importância da mesma Carta para poder resgatar Moisés. Porque, nós, muitas vezes, como cristãos e como espíritas, a gente deixa para trás de Jesus o que houve, como se não houvesse. Exatamente. Isso que a Sheila está destacando é importante. A Carta é viva hoje, ela tem uma função hoje, porque nós incorremos um erro muito grande, que é desmerecer a figura de Moisés. Desmerecer alguém que trabalhou o alicerce. Isso não tem muito racionalidade nisso. Isso é muito emocional.
É como você chegar diante de uma grande casa, de um palácio, e desmerecer o pedreiro que fez o alicerce. Mas, não haveria a casa, não haveria a decoração da casa, os aspectos do azulejo, do piso, se não fosse o alicerce. Porque o trabalho do alicerce deu base para o que pudesse ser feito. Não é, Cláudia? Na semana, a gente estudou a Conferência Nataliana e, se a gente não estudar as três civilações, ou a casa vai ficar sem base ou sem telhado. Exatamente. A gente precisa ter essa união. Exato. Precisa unir as três revelações.
É isso que a Cláudia está dizendo. Unir as três para ter alicerce, o concreto, as paredes e o telhado, que é a nossa proposta aqui, né? A gente está fazendo esse estudo. Oi, Rony, você ia falar? Claro, claro, por favor. Uma coisa interessante aqui, reforçando o que a Cheia colocou, é que a impressão que me vem agora é que, nessa construção do Reino de Deus, sendo a primeira revelação a base, o alicerce, na época de Jesus, até então, nós não entendemos o tamanho da construção desse reino. Essa construção é muito maior do que a gente via.
Então, em uma base muito grande, a gente fez uma construção muito pequena nas questões morais, nas essenciais. E, agora, pra gente ter noção do tamanho da construção, a gente tem que vasculhar de novo e entender o tamanho do alicerce. Então, a gente tem que fazer esse retorno. E, a doutrina é esse farol que vai voltar na primeira revelação, mostrar aspectos que estavam na penumbra, voltar na segunda revelação, mostrar aquilo que ficou na penumbra e revelar que essa casa que a gente imaginava que era um casebre, é, na verdade, um palácio soberbo que é a maior edificação espiritual já proposta aos seres da Terra.
Que é uma edificação muito profunda, muito soberana e isso é bonito, foi interessante você ter trazido isso. Então, vamos lá, voltando um pouquinho. O que Paulo utiliza para comparar Moisés com Jesus? Ele vai trabalhar dois aspectos só, que ambos foram designados para orientar o povo, para conduzir o povo, e ambos foram confiáveis na tarefa que receberam. Fidelidade, fé No sentido de fidelidade, falamos sobre isso. Falamos também dos textos que quando fala minha casa, meu povo, é a mesma coisa. Porque a palavra Beit, em hebraico, pode se referir a uma tribo, a um povo, a uma nação, a uma casa, a uma família, a uma descendência.
E isso é muito bonito porque algumas profecias que se referiram à casa de Davi, se você imagina a casa como o povo, nós estamos falando de algo maior. Então, falamos sobre isso também. E aí, nós lemos os textos que estão em 2º Livro de Samuel, capítulo 7, e o 1º Livro de Crônicas, capítulo 17, onde há a grande promessa, a promessa grandiosa feita a Davi. Uma promessa que foi parcialmente compreendida. Essa promessa era tão grandiosa que foi difícil para os contemporâneos do profeta Natan, que foi o intermediário, que foi o médium dessa promessa, foi difícil para eles entenderem a amplitude da promessa.
E que contexto que se deu? Nós lemos isso aqui. Paulo faz uma referência, está em capítulo 3 da Carta aos Hebreus, versículo 3 a 4, quando ele diz assim, Jesus, todavia, foi considerado digno de maior glória que Moisés. Assim como recebe a maior honra da casa, aquele que a estabeleceu, aquele que a construiu. Pois toda casa é preparada por alguém, mas quem preparou todas as coisas é Deus. E aí mistura Deus e Jesus como construtores de uma casa. E aí nós fomos lá nessas profecias de Natan, que está em 2 Samuel 17 e 1 Crônica 17, 2 Samuel 7 e 1 Crônica 17, para mostrar a profecia de Natan.
Que contexto que era? Davi olha para o tabernáculo, para a arca da aliança, que estava numa tenda, e olha para o seu palácio de rei e fala não é justo a arca habitar numa tenda e eu morar num palácio de cedro. E aí ele recebe um puxão de orelha que ele não ouviu. Ele não ouviu. E qual é o puxão de orelha? Deus, a metáfora de Deus falando, através de Natan para Davi, dizendo assim, você vai construir uma casa para mim? Como? As estrelas são, o céu é minha casa, a terra é o estrado dos meus pés. Você vai construir uma casinha para mim aqui na Terra?
Não. Eu vou construir uma casa para você. Para o seu povo, para o povo todo. E o meu filho vai construir uma casa para mim. Então, introduz a figura do filho. Porque nós vimos aqui, Moisés é sempre chamado de servo. E a palavra, a raiz é éved, que é escravo, é servo no sentido de escravo. Ele não tem autonomia. É um escravo. É servo nesse sentido. Senão, a gente acha que, quando usa a palavra servo, a gente acha que é um empregado doméstico com carteira assinada. Não é isso. A palavra éved é escravo. Ele não tem liberdade pessoal.
Ele não tem autonomia. Davi é chamado de servo. Todos são chamados de servo, mas a profecia de Natan faz referência a um filho. Filho. E é bonito, porque o texto diz assim, ele fala, eu te tirei das pastagens, deixa eu ver onde que está aqui, pois manterei, depois de tua posteridade, vai ser um de teus filhos, cujo reinado firmarei, me construirá uma casa, e eu firmarei seu trono para sempre. Eu serei para ele um pai, e ele será para mim um filho. Não lhe retirarei meu amor, como o retirei daquele que o precedeu, mantê-lo-ei para sempre na minha casa e no meu reino, e seu trono será firme para sempre.
Ou então, da descendência de Davi, nasceria o filho de Deus. Isso é importante, porque nós estamos aqui, está em 1 Cronicas, capítulo 17, versículo 13, nós estamos aqui mil anos antes de Jesus. Mil anos. Esse fato. Daí surgiu a expressão filho de Deus. O Deus vivo já era a expressão filho de Deus. O Deus vivo já é uma expressão comum do Velho Testamento, porque toda vez que o Velho Testamento diz Deus vivo, ele está querendo contrastar com os deuses mortos de pedra. Então, os deuses dos gregos, dos romanos, antes lá, dos babilônios, dos persas, são deuses estátuas, frios, mortos.
E, o Deus de Israel é um Deus vivo. Ele não é de pedra, ele não é de mármore, ele não tem imagem, porque ele é espírito. Espírito. Ele é vivo, é um ser. Ele não é uma coisa. Então, é Deus vivo. Agora, aqui, muito bem lembrado, aparece a figura do filho de Deus. O filho de Deus é um status diferenciado. E, esse filho de Deus vai receber a casa, Deus vai construir pra ele uma morada e ele vai construir uma morada pra Deus. Uma ação mútua. Foi aqui que nós paramos na semana passada, né? Na semana passada nós paramos nisso aqui.
E, aí, nós lembramos aqui desse aspecto duplo, o Senhor construirá a casa do filho e o filho construirá a casa para o Senhor. Tanto tanto Deus como o filho são mencionados como construtores. E, Hebreus vai usar isso com muita intensidade. Vai aproveitar essa metáfora da dupla construção. Bom, agora vamos lá, vamos trabalhar, porque na semana passada eu li alguns textos do Nicholas Thomas Wright, mas eu li muito rápido, né? Foi muito correndo, não deu pra… Agora, vamos trabalhar um pouquinho mais. Ora, o que o Wright vai dizer?
O livro do Nicholas Thomas Wright chama Os Desafios de Jesus. Esse livro é um livro, assim, quase que de pastoral, bem simplesinho, que ele resume a obra dele, grandiosa, que é uma trilogia, uma obra extensa. Aqui ele resume algumas coisas, então eu peguei ideias, assim, bem básicas mesmo pra gente trabalhar. Então, vamos lá, abre aspas, Já afirmei que durante seu ministério na Galileia, Jesus agia e falava, como se ele tivesse sido chamado, em certo sentido, para ser e fazer o que o templo era e fazia. Sua oferta de perdão, sem os requisitos do sacrifício e a adoração no templo.
Então, vamos mastigar isso aqui um pouquinho? Vamos! Qual é a instituição central de Israel na época de Jesus? Na época de Moisés, é o tabernáculo, é uma tenda, móvel. Depois, Davi não ouviu a profecia que falou que não era pra ele construir nada de cedro, não ouviu, o filho dele veio construir um templo de pedra. Esse templo foi destruído, eles foram cativos, voltaram, reconstruíram o templo. O templo foi destruído de novo e na época de Jesus o templo estava em construção, isso é importante a gente lembrar. Quando Jesus estava no seu ministério, o templo de Jerusalém não estava pronto, ele estava sendo construído, era uma obra em construção.
Herodes estava terminando o templo. É importante a gente entender isso, porque Jesus pega um templo que está em construção e ele vai fazer o que? Severas críticas a esse templo, voltando indiretamente, tentando trazer a mente das pessoas pra quê? Pra profecia de Natan. O que que a profecia de Natan que nós lemos diz? Deus, puxando a orelha de Davi, dizendo pra quê que você vai construir um templo, uma casa de cedro pra mim? Eu nunca pedi casa de cedro, eu sempre andei no deserto, eu gosto de peregrinar com meu povo, eu gosto de acompanhar meu povo, eu gosto de andar, eu gosto de ficar no meio deles, eu não preciso de templo feito por mãos humanas.
A profecia de Natan, vamos imaginar, mais ou menos mil anos antes de Cristo, mas depois você tem setecentos anos antes de Cristo, mais ou menos, mais ou menos, Isaías. E o que que Isaías vai dizer? Deus não habita em templos feitos por mãos humanas, reforçando a profecia. Qual mão humana vai construir uma casa pra Deus, que fez tudo? Ele fez as estrelas, o mar, as profundidades, tudo. Olha pro oceano, foi Deus que fez, e nós vamos construir uma casa pra Ele? Não faz sentido. Não faz sentido. Então, ficam essas advertências no Velho Testamento, que não foram ouvidas.
Ok? Então, eu gostaria, agora, que vocês imaginassem que essas advertências fossem duas buzinas. Elas vão ficar aqui toda hora buzinando, porque nós vamos precisar dessa buzina daqui a pouquinho, pra gente entender esse eco. Não, claro, claro. É isso aí, e lá nós vamos chegar. O Rony está lembrando a questão da profecia de Jesus, que o tempo seria destruído e ele regueria em três dias. Imagina, quando ele diz assim, destruam esse tempo, não ficará pedra sobre pedra, e eu construirei em três dias, o que ele está dizendo?
Quem que ia construir uma casa pra Deus, na profecia de Natan? O Filho de Deus. E Deus iria construir uma casa pra ele. Olha o eco! Mas, os apóstolos nem perceberam, não se deram conta. Por quê? Estava todo mundo concentrado no Templo. Vamos lá, por que concentrado no Templo? Três vezes por ano, todo homem judeu tinha que sair, se ele pudesse, evidente, se ele tivesse condições, mas era uma obrigação, ele tinha que sair de onde ele estivesse e peregrinar para Jerusalém. Lá em Corinto, lá na Grécia, ele vinha para Jerusalém.
Três vezes por ano. Quais ocasiões? Durante as festas, as três principais festas, Páscoa, Pentecostes e Tendas. Festa das Tendas. O que é a Festa das Tendas? É a festa em que o povo relembrava o tempo em que ele habitou em tendas, ele tinha um tabernáculo móvel e não tinha casa. Parece uma ironia. A pessoa saia lá dos confins do mundo pra vir para Jerusalém, pra uma festa, dentro do templo que estava sendo construído por Herodes, pra lembrar que um dia não tinha tempo, que eles moravam em tendas. Mas… Alguém viu alguma coisa?
Alguém viu alguma lição nisso? Não. Porque a coisa mais difícil de ver é o óbvio. Ninguém viu. Três vezes por ano, todo mundo tinha que peregrinar. E o que diz o texto? Pra que você vai a Jerusalém? Pra ver a Deus e pra ser visto por Deus. Por que ver Deus? Porque o templo é a casa de Deus. Foi uma transposição que eles fizeram. Porque, na verdade, Deus ordenou construir um tabernáculo. Ele não ordenou construir um templo. Mas transformaram o tabernáculo, que era uma tenda, num templo. E Deus falou que ia morar lá, no meio deles.
E o tabernáculo era a tenda da reunião, onde todos se reuniam e Deus se reunia com eles. Tiraram o tabernáculo, construíram um templo de pedra e chamavam esse templo de pedra de morada de Deus. Se Deus mora lá, pra que eu vou pra Jerusalém? Pra ver Deus, pra visitá-lo. Pra vê-lo. E pra ele me ver. Oi, Deus, tô aqui. Olha, eu moro longe, mas eu tô aqui. Eu vim aqui só pra dar uma olhada pra mim. Não esquece de mim, não. É isso. Então, Jerusalém, que tinha uma população de 100 mil pessoas, ficava com 1 milhão e 500. Certas.
Vocês imaginam o número de pessoas. Que loucura que era Jerusalém na época dessas três festas. O que mais se fazia no templo? Sacrifícios de animais. Cordeiro, bezerro, farinha, os passarinhos. Nós vamos ver isso em mais detalhes, mas nós já, nas primeiras reuniões nossas, nós já estudamos isso. Por que que existe sacrifício de animal? Pra que que se sacrifica animal no templo? Para pedir perdão dos pecados. Para purificar-se dos pecados. E pra pedir perdão. Então, você vai lá, tem o sacerdote, ele sacrifica o animal, o sangue.
O sangue espia o pecado. Então, se eu quero perdão dos meus pecados, o que que eu tenho que fazer? Ligar pro sacerdote? Não adianta. Entrar no Whatsapp, mandar uma mensagem pra ele? Não vai adiantar. Não adianta mandar um Whatsapp pro sumo sacerdote. Ô, sumo sacerdote, eu errei aqui, só que é o seguinte, eu tô morando aqui agora na Índia, não tem como eu ir, viu? Tá difícil, não tem jeito. Se eu quero perdão dos pecados, eu tenho que ir a Jerusalém, eu tenho que entrar no templo, tenho que comprar um animal, tenho que sacrificar um animal no templo, senão não tem perdão.
Ponto final. É forte isso, gente. Olha como é que é forte. Outra coisa, a adoração verdadeira é no templo. Todas as sinagogas judaicas do planeta Terra apontam para o templo em Jerusalém. Todas. Elas têm que apontar para o templo. Então, olha como é que o templo é importante. Aí, gente, chega um carpinteiro de Nazaré em uma região rural, região de agricultor, lavrador, pescador, um carpinteiro. Ele não tem estudo, não fez faculdade, não estudou na UFMG, não tem mestrado, não tem doutorado, nada. É um carpinteiro de cabelo grande e está dizendo que ele perdoa pecados.
E, Agora? Ele está dizendo, olhou para um paralítico e disse assim, os teus pecados estão perdoados. Tinha fariseu na roupa. Mas, o que é isso? O paralítico quer perdão dos pecados? Ele tem que ir para Jerusalém, ele tem que entrar no templo, tem que comprar um animal, tem que sacrificar um animal, o sacerdote tem que sacrificar, se ir, todo ritual, porque senão não tem perdão de pecados. Mas, vocês estão achando muito? Vocês não viram o que ele vai falar. Para que as pessoas vão para o templo? Para ver Deus, não é?
Para ver Deus. Aí, o discípulo pergunta para Jesus, que queria ver Deus. Ele fala, você quer ver Deus? Olha para mim. Quem vê a mim vê ao Pai. Tem alguma coisa errada. Quem vê a mim vê ao Pai. Mas, Deus não mora, não é, no templo? Jesus está dizendo que Deus mora nele. Eu, para entender agora, gente, o que Jesus está dizendo? Jesus está dizendo para os discípulos assim, Deus agora mora em mim. Grilos cantando. Nenhum apóstolo entendeu nada. Perdoa o pecado. Está falando que Deus mora nele. Ok. Chega diante do templo que está em construção e Diz assim, a pedra que foi rejeitada pelos construtores será a pedra angular.
Vamos voltar ao filme. Você está numa construção, o tempo está sendo construído. Vocês lembram disso? Herodes está construindo o tempo. Jesus chega e diz assim, olha, foi trazida uma pedra para construir o tempo, mas ela foi rejeitada. Ele está falando de quem? Dele. Só que essa pedra que foi rejeitada é a principal pedra do templo que vai ser construído. O que Jesus está dizendo, gente? Que aquele templo de Herodes vai acabar. E, Ele é o novo templo. Gente, isso por isso que ele foi crucificado. Deu para entender agora?
Eu vou tentar assim, o Nicholas Thomas Wright ele usa uma coisa muito engraçada, uma metáfora, é mais ou menos assim. Eu vou sair na rua agora e vou dizer assim, ninguém precisa ir ao DETRAN para tirar carteira de motorista. Venha toda quinta-feira no MEI-MEI, oito horas da noite que eu vou fazer o exame e vou dar carteira de motorista. Que isso? O senhor está ficando maluco. Tem que ter o documento oficial, tem que ir lá no DETRAN, tem o examinador oficial. Não, não, não. Vem aqui, eu vou dar uma olhada como é que você está dirigindo e vou te dar carteira de motorista.
Mas, qual validade que tem isso? Que validade que tem essa carteira que você está dando? É isso que Jesus fez, gente. Ah, não, não, não, eu perdoo o pecado. Deus mora em mim e Eu vou construir uma casa para ele e ele vai construir uma casa para mim. Parece surreal, não é? Mas, não é nada mais, nada menos do que a profecia de Natan. O que que a profecia de Natan dizia? Que uma semente de Davi, um renovo, um broto da árvore de Jessé, que é o pai de Davi, surgiria. Então, esse renovo, essa semente de Davi, seria o filho de Deus.
E o filho de Deus construiria um tabernáculo novo para Deus. E Deus construiria uma casa para ele. É isso. É como se Jesus pegasse um megafone e berrasse para os quatro cantos do mundo. Eu sou o filho de Deus da profecia de Natan. Alguém ficou com alguma dúvida nesse aspecto? Deu agora? Ficou mais claro? Então, é isso que o Wright está dizendo. Jesus agia como se ele tivesse sido chamado para ser e fazer aquilo que o templo era e fazia. É isso. Bom, mas ele fala mais. Então, ele está trazendo a figura do consultor.
Agora, aqui que nós pegamos a questão de pedra, filho, filho de Davi. Agora, aqui que ficou o enigma da reunião passada. Qual que é o enigma? E, aqui, eu gostaria de abrir uma aspas. Toda vez, eu estava até comentando isso com a Gisela, toda vez que os historiadores, historiadores do cristianismo vão fazer pesquisa sobre Jesus histórico, eles pintam um quadro de Jesus Deus me perdoe com todo o respeito ao Nosso Senhor Jesus Cristo se Jesus fosse um débil mental. Esse é o quadro. Se você pegar um livro sobre Jesus histórico, quem denuncia isso?
O Nicholas Thomas Wright, nesse livro aqui, que eu citei, que é Os desafios de Jesus, ele diz isso. Só que ele diz de uma maneira mais polida. Aí, eu estou dizendo de uma maneira mais grosseira. Mas, é isso que ele quer dizer. Você pega os historiadores do cristianismo, a ideia é de que Jesus é uma pessoa com, assim, profundas limitações intelectuais. A gente fica sem entender como que a pessoa consegue construir essa imagem de Jesus a partir dos textos. Mas, isso é uma realidade. Eu estou só dizendo isso aqui para que a gente tome cuidado.
Então, vai, lê um livro lá, Res Laslan, o livro que está aí, Jesus Zelota, você vai dar uma lida e parece que Jesus é uma pessoa estúpida. Essa é a impressão. Então, só que ele dá essa letra, agora fecha aspas, vamos voltar. Por que não é? Olha a pergunta que Jesus faz para os fariseus. Ele estava conversando com doutores da lei. Pessoas que tiveram 25, 30, 35, 40, 50 anos de formação estudando textos, que era o bacharelado jurídico. O Pentateuco Mosaico são leis, aquilo era um curso de direito. Quando Paulo foi estudar com Gamaliel, ele saiu formar bacharel em direito, direito mosaico.
Então, Jesus está conversando com pessoas formadas, doutores da lei. E ele faz uma pergunta simples, tão simples que ninguém consegue responder. Então, questão de múltipla escolha. Letra A, Jesus era bobinho. Letra B, Jesus era mais inteligente, que é todo mundo junto. Resposta certa? Letra B. Entenderam? Importante a gente ter essa ideia. É um carpinteiro, é um carpinteiro fazendo uma pergunta que nenhum doutor da lei conseguiu responder. Então, eu vou tentar usar uma metáfora. Reúne todos os juízes lá de contagem, todos os colegas reunidos, entra um lavrador e faz uma pergunta jurídica, nenhum dos 30 juízes consegue responder.
Tem uma coisa aí, não tem? Dá pra pensar, não dá? Fala que é pensativo. Tem uma coisa, tem uma coisa diferente. Qual que é a pergunta que ele fez? Como pode o Messias ser filho de Davi se de acordo com o salmo 110, ele não cita o salmo, né? Eu estou citando aqui pra dar uma canja, porque ele não cita, não. Jesus fala assim, como pode o Messias ser filho de Davi se ele mesmo lhe chama Meu Senhor? Como é que é? Chama quem? Chama quem? Chamou quem? Onde? Pra ninguém ficar tonto, eu simplifiquei, eu pus legenda na pergunta.
Como pode o Messias ser filho de Davi se o próprio Davi no salmo 110, que é o salmo de Davi, vamos só lembrar, a maioria dos salmos são músicas compostas por Davi, Davi era o compositor, fazia melodia e letra. E tinha uma equipe de músicos, faziam músicas, letras, ele adorava, adorava cantar. E no templo eles cantavam unsinhos, corais, daí que saiu a música gospel. Brincadeira, já é piada. Mas é por aí, no templo eles cantavam os salmos. Os salmos são músicas cantadas. Por que que as pessoas todas sabiam? Porque só tinha mil anos que eles estavam cantando essas músicas.
Então, você imagina daqui mil anos o Senhor das Estrelas. Todo mundo sabe a letra. Mil anos nós estamos cantando. Estradas, mil anos depois, todo mundo sabe. Então, quando Paulo cita um salmo, Jesus cita um salmo, quando as pessoas citam salmos no Novo Testamento, são letras de músicas populares. Todo mundo conhecia, porque aquilo era cantado na sinagoga o ano inteiro. Todo sábado, no Shabat, cantava salmo. A letra da música estava só Fresquinha. Então, quando Jesus fala assim, o próprio Davi lhe chama Meu Senhor, todo mundo já sabe.
Onde que Davi chama o Messias de Meu Senhor? No Salmo 110. Mas, ele não é o filho de Davi? O Messias não é da casa de Davi? Não é descendência de Davi? O Davi chama ele Meu Senhor? Eu não entendi nada. E ficou todo mundo sem saber. E agora? E agora? Eis a questão. Então, o Nicholas Thomas Wright, eu vou ler aqui, porque ele, eu não achei que ele explicou, não. Eu achei que ele ampliou a pergunta, ele ampliou a questão, mas, explicando, ele não explicou. Nesse livro, né, estou dizendo que ele não saiba a resposta, não é isso, pelo amor de Deus, né.
O Wright é um grande. Eu estou dizendo que no livro ele não explicou. E aí, eu trouxe uma coisinha assim pra gente saborear. Acrescentei uma coisinha, não minha, do Paulo. E o Paulo explica. O Paulo explica. Mas, vamos ver primeiro a explicação do Wright, que aqui está incompleto. O Wright diz assim, eu acho que vai ter que ler o Salmo, né, senão ninguém vai entender nada. Deixa eu ver como é que está aqui. Agora, vamos ter que correr. O Senhor disse ao meu Senhor O Salmo é dificílimo. O Senhor, o Deus, Deus Todo-Poderoso, disse ao meu Senhor Senta-te à minha direita até que eu faça dos teus inimigos um estrado para os teus pés.
O que é sentar à direita? Sentar-se à direita de um rei é tornar-se um corregente. Ok? Então, o que esse Salmo de Davi está dizendo? Que Deus se dirigiu ao Senhor de Davi, que é o Messias, e falou pra ele, senta-te à minha direita, ou seja, você reinará junto comigo. Nossa Senhora! O Senhor estenderá o cetro de teu poder desde Sião e dominará sobre os teus inimigos. Quando convocares as suas tropas, o teu povo se apresentará voluntariamente, trajando vestes santas. Desde o romper da alvorada, os teus jovens virão como o ovalho.
Amanhecer do dia. O Senhor jurou e não se arrependerá. Tu, agora Deus está falando com o Messias, Tu É sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. Puxa, agora que não deu pra entender nada mesmo. O Senhor está à tua direita. Ele esmagará reis no dia da sua ira e julgará as nações, amontoando os mortos, esmagando governantes em toda a extensão da terra. No caminho beberá de um ribeiro e então erguerá a cabeça. Difícil, não é? Então, fala, tem duas coisas aqui. O Salmo é difícil mesmo, esse aqui trava cérebro.
Se persistirem os sintomas, é melhor procurar um médico. Algum sacerdote no Velho Testamento, umzinho, que não é da tribo de Levi? Existe algum que não seja da tribo de Levi? Existe. Umzinho. Umzinho. Melquisedeque. Melquisedeque. O rei de justiça. Que história é essa, gente? Bom, que história é essa? Abraão, isso é muito antes de Moisés, é bem lá atrás, Isaac não tinha nascido, Jacó não tinha nascido, Jacó não tinha tido seus filhos, os filhos não tinham ido para o Egito, não tinha ainda acontecido a escravidão de quatrocentos anos, Moisés não tinha surgido, ou seja, nós estamos falando muitos séculos antes.
Portanto, não tem tribo de Levi, não tem tabernáculo, não tem tenda, tem Abraão. Abraão é chamado para constituir o povo hebreu. Abraão chega em Saleme, a cidade da paz, e encontra Melchi, o rei da justiça, o rei de Saleme. E conta, sabe o que o texto de Gênesis diz? Que ele era sacerdote do Altíssimo. Observador, mas não tem tabernáculo, não tem templo, não tem nada, era sacerdote do Altíssimo. E, O que que Abraão faz? Paga dízimo para Melchizedec. Gente, Moisés só paga dízimo para o sacerdote. Dízimo só foi, só paga para o sacerdote.
E tem que ser o sacerdote da tribo de Levi. Aqui, Abraão pagou dízimo. Tem uma coisa mais complicada ainda. O Melchizedec abençoa Abraão. Agora complicou, porque é o seguinte, gente, quem é o maior? Quem abençoa ou quem é abençoado? Quem abençoa. Se Melchizedec abençoou Abraão, Melchizedec é maior que Abraão. Dorme com um barulho desse. Esse ossinho na garganta, esse espinho na garganta, está lá em Gênesis. Todo mundo fingiu que esse ossinho não existia. Até que o Paulo fez questão de jogar a luz no ossinho. Não, não vem me enganar, não.
Agora eu quero a resposta. Agora eu quero. Quero a resposta. O Salmo está falando que o Messias é sacerdote da ordem de Melchizedec. Ou seja, o Messias não é Levi. Não é da tribo de Levi. Ele não é Levita. Mas, qual que é a descendência dele? Qual que é a genealogia de Melchizedec? Não tem. Melchizedec não tem genealogia. Não sabe bem quem que é o pai, quem que é a mãe. Sem pai, sem mãe, sem genealogia. Por que que a genealogia é importante para o sacerdote? Porque é através da genealogia que você prova que você é da tribo de Davi e que você prova que tem direito a ser sacerdote.
Senão você não pode ser. E Melchizedec não tem pai, nem mãe, nem genealogia. Não tem nada na rama dele. Gente, então tem um outro sacerdócio que não é o sacerdócio levítico. Nunca ninguém tocou nesse assunto. Esses são aqueles assuntos proibidos na família. Ninguém. Ninguém toca no assunto. Sabe esses assuntos? Quando alguém toca lá, já vai sair, já inventa alguma coisa. Assunto tabu. Esse assunto, ninguém tocava nesse assunto. Sacerdócio que tem… Imagina, eu tô aqui cheio de sacerdote levita há milhares de anos, aquela tradição dos sacerdotes, de pai pra filho, de família.
Aí alguém fala assim, papai, meu coleguinha na escola quer ser sacerdote. Não pode, meu filho, ele é da tribo de Benjamin. Não pode. Você é da tribo de Levi. É papai. E o Melchizedec? Menino, vamos lá agora colher os frutos, porque tem muito trabalho e nós não temos tempo pra esse tipo de coisa. Assunto proibido. Tem um sacerdócio, tem uma exceção. Hã? Não, porque não, porque hoje não tem mais a estrutura do sacerdócio, porque não tem o templo. Não, não existe sacerdote hoje no povo hebreu. Só existe rabino, que é um doutor da lei.
Não tem mais sacerdócio, porque não tem templo. E por isso que todo mundo chora lá na parede do templo. Esse é o motivo das lágrimas. Os judeus ficam lá chorando no muro, chama Muro das Lamentações, porque aquele muro é o pedacinho que sobrou do templo. Olha como é que é profundo, né? Então, deu pra entender o tamanho do problema? O curioso, então, o que que o Nicholas Thomas Wright vai dizer? Quando Jesus faz uma referência ao Salmo 110, ele fez um trava cérebro, parou todos os cérebros. Você sabe responder isso? Não, não sei.
Você sabe? Não, também não sei. Ninguém soube responder. Ele é da descendência de Davi, mas Davi chama ele de Meu Senhor e ele é sacerdote da Orde Melchizedeque. Se é da Orde Melchizedeque, ele não tem pai nem mãe, nem genealogia. O sacerdócio dele não é da tribo de Levítico. O problema é que ele ainda fala que além dele ser sumo sacerdote da Orde Melchizedeque, ele fala que ele é o templo. Eu queria que vocês experimentassem um pouquinho da confusão que Jesus espalhou em Jerusalém. Você imagina Simão Pedro tentando explicar.
O sujeito pagou por um cordeiro caro, viajou de longe pra ir pra Jerusalém na Páscoa, juntou um ano de economia pra comprar um cordeiro, está entrando lá no templo, acabou de entregar o cordeirinho pro sacerdote, dizendo assim, olha, eu cometi um pequeno erro, queria até que o senhor não comentasse com a minha esposa, não ficasse só entre a gente, trouxe esse cordeirinho pra poder pedir perdão do pecado, e aí vem Simão Pedro e diz assim, olha, o nosso mestre está dizendo que ele é o cordeiro, ele é o sacerdote e ele é o templo.
Aí, a pessoa olhava assim, como é que é? Hã? Que? Eu não estou entendendo o que você está dizendo, moço. Eu não entendi. Isso é algum tipo de brincadeira? Eu viajei, tem uma semana que eu estou viajando, moço, economizei um ano para comprar um cordeirinho, você está dizendo aquele moço de Nazaré, capinteiro, galileu, ele é o templo, ele é o sacerdote e ele é o cordeiro? É, Mas hoje nós vamos estudar, nós estamos estudando só, ele é o templo, ele é o cordeiro e ele é o sacerdote, vamos deixar um pouquinho pra frente, ok?
Ele é o templo, um pouquinho dele é o sacerdote também, mas ele já é o cordeiro, já é outras aulas. Então, vamos lá. Isso tem sido algumas vezes interpretado, o Nicholas Thomas Wright dando a explicação dele, isso tem sido algumas vezes interpretado como a negação do messianismo davídico de Jesus, o que não faz sentido. Então, algumas pessoas interpretam assim, então Jesus não é Messias da profecia de Natan, não. Não é. Que ele está falando, citou o Salmo 110, que ele é senhor de Davi, então ele não pode ser filho.
Aquela profecia de Natan é furada, Velho Testamento é furada, tem que rasgar o Velho Testamento, eu não sei pra que as pessoas ficam estudando o Velho Testamento, é isso que dá. Se ficasse só com o Novo Testamento, não tinha esses problemas, mas fica inventando de estudar o Velho Testamento, isso que acontece. Mas, o Nicholas Thomas Wright fala, isso não faz sentido. Essa resposta não faz sentido. Nós não podemos anular a profecia de Natan, a profecia da vinda do Filho de Deus. Não podemos. Até porque Jesus chamou essa profecia pra ele.
Então, essa interpretação é fraca. É isso que o Wright está dizendo. Uma sugestão, aparentemente melhor, ele vai dar uma sugestão, é a de se enxergar isto como uma redefinição do verdadeiro significado do messianismo davítico. Nós estamos achando que o Messias, filho de Davi, é uma coisa, mas, na verdade, ele é outra. Nós vamos ter que dar um novo significado. Faz mais sentido? Faz. Para ser mais específico, deve ser enxergado como a oposição de Jesus às especulações de que viria um rei guerreiro sobre Israel. Porque quando o povo hebreu imaginava que o Messias seria um guerreiro, um general, em que ele se baseava?
No Salmo 110, que fala de inimigo, colocar o inimigo debaixo dos pés, não sei o que, é o Messias guerreiro. Se Jesus está fazendo esta pergunta difícil, é porque ele está querendo dizer o que? Eu não sou o Messias guerreiro. Eu não vim fazer guerra. Eu não vim fazer violência. Eu não sou, eu não estou fazendo movimento. Eu não estou saindo na rua para o movimento contra a FIFA. Não é isso. Eu não vim aqui para fazer passeata, nem para pegar espada, nem para fazer revolução política, nada disso. Isso é o Wright está dizendo.
Interessante. Contudo, seria estranho ele usar o Salmo 110, bastante militar, para esse propósito. Para Jesus mostrar que ele não é o Messias guerreiro, ele cita o Salmo militar, que é o 110. Esse negócio está ficando difícil. Ao invés disso, penso haver duas questões maiores envolvidas nisso. Em primeiro lugar, esse Salmo sustenta a tese de que o rei também é sacerdote para sempre. Aí ficou interessante, porque o Salmo diz que o Filho de Deus, ele é rei e sacerdote para sempre. Fica difícil você conjugar o Messias guerreiro com a figura de um sacerdote.
Fica difícil. Segundo a ordem de Melquisedeque, ele, portanto, tem autoridade sobre o templo, o que explica as atitudes de Jesus. Ora, se ele é um sacerdote da ordem de Melquisedeque, Melquisedeque é maior do que Abraão, Jesus tem maior… Se ele é o Filho de Deus, ele tem autoridade total sobre o templo. Nem o sumo sacerdote, porque o sumo sacerdote é da ordem de Levi, é da tribo de Levi. Ele é da ordem de Melquisedeque, então ele tem mais autoridade do que o sumo sacerdote Anás e Caifás. E, agora, o que explica as atitudes de Jesus.
Em segundo lugar, esse Salmo, particularmente o verso citado, revisa a figura messiânica de tal forma que inclui a cena de uma entronização, ou seja, de sentar na cadeira junto com o rei, ou seja, ser coroado rei, cor-rei, cor-regente, na qual aquele que é entronizado executa julgamento, porque o Salmo fala isso, que ele ia sentar à direita de Deus e ele ia julgar, porque o rei, ele é um juiz. Na Antiguidade, o rei, ele exerce as funções de poder executivo, poder legislativo, poder judiciário. O rei julga. Todo mundo lembra do célebre caso do rei Salomão julgando o caso das duas mães que disputavam uma criança.
O rei também julga. Então, se o Messias seria entronizado, sentaria à direita de Deus, ele julgaria. Quem? Jesus está, uma vez mais, afirmando sua autoridade para anunciar a sentença do presente templo e da elite que o governava. Gente, isso é sério. É sério. Ao apresentar a questão da forma que fez, Jesus está afirmando de forma enigmática ser o legítimo filho de Davi, além de apontar para o fato de que é também senhor de Davi. Respondeu mais ou menos, né? Bom, o que que Jesus diz para Caifás que o Caifás fica irado?
O que que Jesus diz? O que que é grave que Jesus diz? Jesus é apresentado para o sumo sacerdote. Quem manda no templo? O sumo sacerdote. Quem era o sumo sacerdote na época de Jesus? Caifás. Quem é o sogro de Caifás? Anás, que foi sumo sacerdote também, foi um anterior a ele, no mandato anterior ao de Caifás. Quando Jesus é levado para Caifás, no julgamento dele, ele lê. Ele lê. Você está sendo acusado disso? O que que Jesus fala para ele? Vereis o filho do homem vindo sobre as nuvens da glória à direita de Deus. Nossa, na hora que ele falou isso, foi uma rasgação de roupa dentro do templo.
Porque quando você ficava bravo, indignado com uma coisa, você rasgava a veste. Não tem nada de místico que Jesus está falando. Ele não está falando que ele vai vir em uma nuvem voando, não tem nada disso. Ele está dizendo que ele é o Senhor que o Salmo 110 está falando. Ele está dizendo para Caifás o seguinte, você lembra do Salmo 110? Do Senhor de Davi, assentado à direita de Deus Todo-Poderoso, para julgar superior ao sacerdócio levítico, porque ele é sumo-sacerdote da ordem de Melquisedeque, que vai julgar a todos, inclusive o templo, que vai julgar você.
Sabe quem é ele? Eu. E aí? E aí, gente? É mais ou menos assim. Você vai em Brasília, o Presidente do Supremo Tribunal Federal, numa cerimônia, é o Presidente do Supremo. Você está numa festa e ele faz aquele discurso da minha autoridade, Presidente do Supremo e de todo o Judiciário e a esposa dele vira mas é quem manda nele, sou eu. É o Presidente do Supremo e é quem manda nele, sou eu. Então, eu mando mais, porque eu mando no Supremo, no Judiciário, nele e lá em casa. Manchete no New York Times. Ainda bem que ela é uma senhora educada, não fala isso, né?
Pensa, mas não fala. Jesus falou isso. Falou pra Caifás. O que vocês acham? Qual foi a reação de Caifás? Pena de morte. Está julgado. Pena de morte. Não preciso ouvir mais nada. Eu não preciso ouvir mais nada. E aí, mandou pra quem? Pro Herodes, pro Herodes, que é um fanfarrão. É um fanfarrão. É um rei, mas um rei momo. O que ele fez? Colocou uma cana Ah! O que ele falou? Não tinha WhatsApp, não tinha telefone, então eles se comunicaram. Caifás deve ter mandado um comunicado pro Herodes. E mandou Jesus com alguma carta.
Ele deu aqui. Ah, você que é o rei, então. Você que é o rei do Salmo 110, que está assentado à direita de Deus, você é corregente junto com Deus. E você é o sumo sacerdote da ordem de Melquisedeque. Traz uma capa vermelha, tem uma cana pra ele de cetro e uma coroa de espinho. Fanfarra. Ironia. Colocaram a coroa de espinhos em Jesus, colocaram a capa escarlate vermelha e no lugar de um cetro, uma cana. Um pedaço de cana. Não sei se caiana, mas uma cana. Escarne. Só, gente, que ele era mesmo. Ele era e é. Ele era e é.
Mas eu tenho dúvidas se algum de nós acreditaria nessa história na época em que ela foi contada. Por quê? Vamos lá. O Nicholas Thomas Wright respondeu a pergunta Não respondeu. Ele disse assim, não, o que Jesus está dizendo é que ele é filho de Davi e, ao mesmo tempo, Senhor. Mas, se fosse isso, todo mundo teria respondido. Se essa fosse a resposta, todos teriam matado a charada. Ele é, ao mesmo tempo, as duas coisas? Então, eu trouxe aqui uma pimentinha malagueta. A referência ao sacerdote da ordem de Melquisedeque que apresenta aspectos tão profundos que merece exame mais acurado.
Depois nós vamos aprofundar isso. Porém, nós vamos investigar agora o tema da filiação divina. Filho de Deus e fidelidade. Porque fé é fidelidade. Nós já estudamos isso. Então, vamos lá. Eu coloquei que a explicação do Wright é referente à intrigante pergunta de Jesus sobre o Messias, filho de Davi. Pode ser complementada com a citação da Carta aos Romanos. Complementada. Não estou dizendo que o que ele disse. O que ele disse é muito importante. Nós vimos aqui. Inteligentíssimo o Nicholas Thomas Wright. Só que eu dei uma compreendida.
Eu peguei a comida e coloquei uma pimentinha, um azeite, só para dar um gostinho. O que o Paulo vai dizer? Capítulo 1 da Carta aos Romanos. Versículos 1 a 4. Eu vou ler devagar. Paulo, servo do Cristo Jesus, Cristo é Messias, então eu já vou substituir para a palavra em hebraico, Paulo, servo do Messias Jesus, nomeado apóstolo, separado para o Evangelho de Deus. O Evangelho não é de Jesus? O Evangelho não é de Jesus? O Evangelho não é de Jesus? O Evangelho de Deus? O Evangelho de Deus. Quem deu as boas notícias foi Deus.
Qual é a boa notícia? Jesus. O Evangelho de Deus. Separado para o Evangelho de Deus, o qual foi previamente prometido através de seus profetas nas Escrituras Sagradas. O que o Paulo está dizendo? O Evangelho foi prometido no Velho Testamento, através dos profetas do Velho Testamento. Então, como é que eu estudo o Evangelho se eu não leio os profetas do Velho Testamento? Alguém poderia responder essa pergunta? Foi prometido lá. A respeito do seu filho, gerado da semente de Davi. Eu, essa tradução é minha, tá? Eu dei uma, eu vou pôr uma notinha, mas eu não quis traduzir certinho do jeito que está na origem, porque a palavra grega aqui é esperma.
Esperma é uma palavra grega. Esperma significa semente e significa o esperma masculino, que gera, que fecunda a mulher. Então, o filho de Deus foi gerado da semente de Davi, do esperma de Davi, vírgula, segundo a carne. Matamos a chave. Aqui está a resposta. Como pode o Messias ser filho de Davi se Davi lhe chama meu Senhor? Porque ele é filho de Davi apenas segundo a carne, o corpo. O corpo é Da Linhagem, da descendência do esperma da semente de Davi. É um renovo da árvore de Gessé. O corpo é um novo corpo. E o Espírito que está nesse corpo?
Filho de Deus, investido como filho de Deus, investido, investidura. O que Paulo está dizendo é que Jesus tomou posse como filho de Deus. Como é que é investidura de filho de Deus? Como é que é? Como são? Messias não é ungido? Messias, em hebraico, significa ungido. Cristós também. Cristós é ungido. O que que é um ungido? É a pessoa que passou pela cerimônia de coroamento divino. Então, Deus coroou Jesus como filho dele. Isso é filho. É corregente. É dono da casa. É administrador da casa. Ou, se você preferir uma linguagem mais atual, é governador do orbe.
Investido, filho de Deus, em poder, segundo o Espírito de santidade pela ressurreição dos mortos. Nossa, aqui foi fundo. O que aconteceu com Jesus depois da crucificação, ele ressurgindo naquele corpo, não é simplesmente uma desencarnação. Ele fez alguma transformação no corpo espiritual. E, aquele corpo se transformou no tipo, modelo do corpo dos Espíritos puros da Terra, que é o corpo da ressurreição. Mas, eu não vou entrar nisso, porque aí também é acrescentar muita pimenta no negócio que já está um vatapá. Em dois minutos.
Em dois minutos. Então, vamos guardar isso aí e depois nós vamos falar sobre isso. Com calma. Então, o que que o Paulo está dizendo? Ei, ei, ei, corpo, Espírito. Mas, aqui, Paulo leu o livro dos Espíritos? Não é possível. Não leu. Vocês acreditam? Não leu. Porque o livro dos Espíritos foi lançado em 1857. E, Ele escreveu isso aqui, só 1800 anos depois. É quase, porque ninguém pensava isso. Ninguém pensava isso. E, até hoje, muitos não pensam. Aqui está nítido. O Espírito é o Filho de Deus. O corpo, corpo é descendência de Davi.
Por isso que Davi lhe chama meu Senhor. Ok. Então, há uma nítida separação entre a condição humana, decorrente da encarnação, e a posição hierárquico espiritual de natureza divina, ocupada pelo Cristo, ressaltada no texto de Emmanuel. Isso aqui foi eu que escrevi. Condição humana e a condição hierárquico espiritual de natureza divina. Porque nós já lemos isso aqui, introdução do Evolução em Dois Mundos. Das inteligências divinas agregadas a Deus. O que que é agregadas a Deus? Um hebreu diria assim, assentado à direita do trono de Deus.
Os co-criadores em plano maior são as inteligências divinas agregadas a Deus em processo de comunhão indescritível. Então, não é humano. Não é humano. Não é humano. Vamos ver, demanda um pouquinho para a gente fechar. A Caminho da Luz, capítulo 7. E, recordando esses apontamentos da história, somos naturalmente levados a perguntar o porquê da preferência de Jesus pela árvore de Davi. Árvore. Vou repetir. Árvore. Seminário, litro musical, 14 e 15 de junho, Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho, o transplante da árvore do Evangelho da Palestina para as terras do Brasil.
Aqui, Emmanuel está dizendo. Somos naturalmente levados a perguntar o porquê da preferência de Jesus pela árvore de Davi para levar a efeito as suas divinas lições à humanidade, se Ele poderia ter nascido em qualquer lugar que Ele quisesse. Mas, a própria lógica nos faz reconhecer que de todos os povos de então, todos, todos, todos, sendo Israel o mais crente, o mais fervoroso, que tinha mais fé, era também o mais necessitado, dada a sua vaidade exclusivista e Pretenciosa. Os vaidosos e os orgulhosos são as criaturas mais necessitadas da Terra.
Jesus disse isso. Eu Vim para os sãos? Eu vim para os doentes. Por que que Ele escolheu a árvore de Davi? Porque era a mais necessitada do planeta e a que tinha mais fé. Não é curioso? Os mais religiosos e os mais necessitados. Mas, isso mudou. Hoje no mundo não é assim. Isso mudou completamente. Hoje, as pessoas religiosas são as pessoas mais equilibradas, são as pessoas mais amorosas, as pessoas religiosas são as mais caridosas, elas são as mais bondosas, as mais compreensivas e, acima de tudo, as pessoas religiosas, sobretudo os palestrantes, são os mais humildes.
Isso mudou completamente. Mas, na época de Jesus, eram os mais necessitados. Jesus veio para os mais necessitados. Muitos se pedirá de quem muito haja recebido. E os israelitas haviam conquistado muito do alto em matéria de fé, sendo justo que se lhes exigisse um grau correspondente de compreensão em matéria de humildade e de amor. Que é o caso do Espírita. Até apagou a luz. É o caso do Espírita. Exige-se muito do Espírita, quando ele chega no mundo espiritual, quando ele retorna ao mundo espiritual, em matéria de humildade e de amor.
Porque ele recebeu muito, muito do alto. A Caminho da Luz, capítulo 3. Todos os povos o esperavam em seu seio acolhedor. Todos o queriam, localizando em seus caminhos a sua expressão sublime e divinizada. Olha o que Emmanuel está dizendo. Todos os povos queriam a expressão divina de Jesus. Divina. Todavia, apesar de surgir um dia no mundo como alegria de todos os tristes e providência de todos os infortunados, à sombra do trono de Jessé, pai de Davi, o Filho de Deus, em todas as circunstâncias Gente, isso aqui é Emmanuel, não é Nathan, não.
É Emmanuel. O Filho de Deus, em todas as circunstâncias, seria o verbo de luz e de amor do princípio, cuja genealogia se confunde na poeira dos sóis que rolam no infinito. Todo mundo entendeu agora porque ele é da ordem de Neco-Zedek? Emmanuel está explicando. A genealogia do Cristo, Espírito, se confunde na poeira dos sóis que rolam no infinito. Sóis. Um solzinho, um solzinho dura 15 bilhões de anos pra ele virar poeira. E tem muita gente querendo se comparar a Jesus. Pra finalizar, questão 285 Agora pegar pesado, né?
Questão 285 do livro O Consolador Perguntaram pra Emmanuel assim Jesus Cristo é sem pai, sem mãe, sem genealogia. Como interpretar essa afirmativa em face das palavras de Mateus? Essa aqui foi, pelo amor de Deus, vocês entenderam? Onde que está isso? Onde que esse sujeito tirou isso? Tirou, está em Hebreus. Hebreus 7, reciclo 3. Lá está dito o seguinte Está dizendo que Jesus é como Melquisedeque. Ele fala assim, 7 e 3 Sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem princípio de dias, nem fim de vida. Feito semelhante ao Filho de Deus, ele permanece sacerdote para sempre.
Então, Melquisedeque é que foi feito a semelhança do Filho de Deus. Não foi o Filho de Deus que foi feito a semelhança do Melquisedeque. Então, o Filho de Deus é sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem princípio de dias, nem fim de vida, feito semelhante ao Filho de Deus. Considerem a grandeza desse homem, até mesmo o patriarca Abraão lhe deu o dízimo. E o Filho do homem é ainda maior do que ele. Aí perguntaram para Emmanuel, estão falando aqui que o Filho de Deus, você falou que Jesus é o Filho de Deus. Pessoa inteligente quem fez essa pergunta.
E a genealogia de Mateus? Aí Emmanuel responde com uma charada. Responde assim Faça inecessar entendermos a missão universalista do Evangelho de Jesus através da palavra de João, do Evangelho de João, para compreender tal afirmativa no tocante à genealogia do Mestre Divino, cujas sagradas raízes raízes raízes repousam no infinito do amor e da sabedoria em Deus. Emmanuel respondeu metade da pergunta. Ele está dizendo assim você quer saber Jesus Cristo ou Jesus Nazareno? O corpo ou o Espírito? O corpo ou o Espírito? O corpo, genealogia de Mateus.
O Espírito que encarnou no ventre de Maria. O Espírito que encarnou no útero de Maria. Qual a genealogia desse Espírito? Se confunde na poeira dos sóis que rolam no infinito, cujas sagradas raízes repousam no infinito do amor e da sabedoria de Deus.
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.
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