Neste 33º episódio do estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda a análise do livro de Gênesis, focando no sexto dia da criação e na figura de Adão. O estudo continua a desvendar os significados profundos das palavras hebraicas, essenciais para uma compreensão mais rica e contextualizada das escrituras à luz da Doutrina Espírita.
O que é estudado neste episódio
- Revisão de Néfesh: Retomando o estudo da palavra “Néfesh”, frequentemente traduzida como “alma”, Haroldo Dutra Dias reitera que sua tradução nem sempre é adequada. Néfesh, no contexto hebraico, refere-se a aspectos concretos como o aparelho respiratório e os órgãos da alimentação, evidenciando a mentalidade hebraica que parte de símbolos e realidades simples para poetizar e espiritualizar.
- Aprofundamento em Ruach: O foco principal deste episódio é a palavra “Ruach”, geralmente traduzida como “espírito”. É destacada a importância de estudar a ocorrência e os múltiplos sentidos desta palavra no Antigo Testamento para evitar interpretações equivocadas, muitas vezes influenciadas por memórias de catequese ou teologias superficiais.
- Estatísticas e Sentidos de Ruach:
- Ruach ocorre 389 vezes no Antigo Testamento (378 em hebraico e 11 em aramaico).
- Em 129 ocorrências, Ruach se refere a seres humanos, animais ou falsos deuses, com o sentido de “pessoa” ou “ser”.
- Em 136 ocorrências (o maior número), Ruach designa Deus, sendo um sinônimo de Deus ou do “Espírito Santo” (Ruach Kodesh).
- Em 113 ocorrências, Ruach significa “vento” ou “sopro” (ar em movimento), como em Gênesis 1:2, onde o Espírito sopra sobre as águas. Este vento é frequentemente associado a uma ação divina, expressando o poder de Deus.
- Ruach como Hálito e Fluido Vital: No ser humano, Ruach se manifesta como respiração, hálito ou fôlego. Em passagens como Salmo 146:4 e Ezequiel 37:6, 8 e 10-14, Ruach é entendida como uma força vital, o “fluido vital”, que anima os corpos. A passagem de Eclesiastes 12:7, que fala do retorno do Ruach a Deus após a morte, é comparada à compreensão espírita do fluido vital.
- O Hálito Divino e o Fluido Cósmico: O Salmo 33:6 é analisado, revelando que os céus e as estrelas foram criados pelo “hálito da boca de Deus”. Esta ideia é conectada ao conceito de “hálito divino” e “fluido cósmico” de André Luiz no livro “Evolução em Dois Mundos”, sugerindo que o fluido cósmico é o veículo do pensamento e do amor divinos.
- Ruach como Força Divina e Empoderamento: Ruach também significa uma força divina que desce sobre o homem, conferindo sabedoria, paciência, força interior e mediunidade. Exemplos como o Faraó buscando um homem com a “Ruach de Deus” (Gênesis 41:38) e a posse dos profetas pela descida do Ruach são explorados. Este empoderamento é comparado ao fenômeno de Pentecostes e à mediunidade.
- A Descida do Espírito sobre Jesus: O batismo de Jesus por João Batista é interpretado como um empoderamento pelo Espírito de Deus, simbolizado pela pomba, que remete a Gênesis 1:2 (o Espírito de Deus “batendo as asas” sobre as águas). Jesus, como o “segundo Adão” (1 Coríntios 15), é Ruach que dá vida, manifestando um poder cocriador único.
- Empoderamento e Desempoderamento Espiritual: A palestra conclui com uma reflexão sobre o empoderamento espiritual na vida de palestrantes, médiuns e trabalhadores espíritas. A conexão com as fontes divinas e o cumprimento de um mandato são essenciais para manter o brilho e a inspiração, alertando para o risco do desempoderamento quando essa conexão é perdida.
Reflexões
- A riqueza da língua hebraica e a profundidade dos seus termos, como “Néfesh” e “Ruach”, revelam camadas de significado que transcendem traduções literais e enriquecem a compreensão das escrituras.
- A Doutrina Espírita oferece chaves interpretativas valiosas para desvendar conceitos bíblicos como o “fluido vital” e o “fluido cósmico”, conectando a sabedoria antiga com a revelação moderna.
- O “empoderamento” pelo Espírito Divino, presente no Velho e Novo Testamentos, é um convite à reflexão sobre a responsabilidade e a conexão com o plano superior em todas as ações e manifestações espirituais.
Ler transcrição do episódio
Música Nós voltamos hoje a mais um no episódio desta segunda temporada do Gênesis, em que nós estamos focados no sexto dia da criação e trazendo, assim, alguns elementos sobre Adão. Para isto, nós tivemos que resgatar alguns pontos da figura de Adão que estão no capítulo 3 de Gênesis. Eles estão, propriamente, no capítulo 1 e 2, que falam da criação dos dias. Já adentra mais no início do capítulo 2 de Gênesis. Nós achamos importante isto para contextualizar este processo da criação do Adão. No episódio passado, nós comentávamos sobre uma palavra muito importante, que é Néfesh, muitas vezes traduzida por alma e destacamos, aqui, que nem sempre é uma tradução adequada à alma.
Exploramos, aqui, os vários sentidos da palavra alma, as suas características de aparelho respiratório ou o próprio todos os órgãos da alimentação, começando pela boca, garganta, aguela, todos fazendo uma referência concreta, porque a mentalidade hebraica tem esta característica, inclusive a língua. Ela parte de símbolos e de realidades bastante concretas, simples mesmo, da vida de um camponês, de um pastor, e poetiza estes elementos, ou espiritualiza estes elementos, retira consequências espirituais, morais e abstratas destes elementos concretos.
Por isto, nós não podemos partir para o abstrato em uma leitura do texto bíblico. Nós temos que ter o cuidado de sempre resgatar o elemento concreto para que o nosso voo não seja um voo sem rumo, um voo que desrespeite o texto, uma divagação de alguém que está perdido, que não tem o texto como referência. Também dissemos, aqui, da importância de se pesquisar a ocorrência das palavras, quantas vezes a palavra ocorre, em quais livros ela ocorre, quais os sentidos que ela assume no texto, porque a palavra não tem um só significado.
Ela tem vários significados em contextos diferentes e, para fazer a interpretação espiritual, eu não posso desconsiderar os vários sentidos que uma palavra tem. Então, comentamos tudo isto, mas, hoje, nós queremos resgatar uma outra palavra, também, de suma importância, a palavra ruar, ruar, que, geralmente, é traduzida por espírito. É uma palavra muito importante. Ela vai ocorrer, aqui, na criação de Adão, já na descrição do capítulo 1 e, no capítulo 2, quando Deus insufla a néfas com o seu ruar. Esta palavra, também, é muito importante, porque ela vai compor com uma outra, com um adjetivo, o ruar kodesh, o Espírito Santo, que é muito mal compreendido, muito mal compreendido.
Por quê? Nós partimos para o texto bíblico com uma memória de catequese, memória de culto dominical na igreja de bairro. E, as pessoas, as pessoas têm certeza de que esta memória dela do culto dominical da igreja do bairro dela é o que há de mais sofisticado em estudo bíblico que em teologia. E, alguns espíritas escrevem até livros falando sobre o Espírito Santo e combatendo a ideia da igreja católica sem o estudo da ocorrência da palavra, do significado da palavra, ou seja, sem um estudo bíblico embasado. Falta substância, falta fundamento.
Eu me recordo, aqui, de um caso muito engraçado. Eu fui com a irmã Aíla, que é mada superior, da Nova Jerusalém, amiga nossa, já participou até do evítico, não participou do Gênesis ainda, está convocado. E, um palestrante, uma pessoa, ia falar sobre Céu e Inferno. E, a pessoa começou assim, porque a igreja católica diz isso e isso e isso. Começou a falar um tanto de coisa, num determinado ponto da palestra, a Aíla me cutucou e disse assim, uai, engraçado, eu formei para freira, mas nunca vi isso na minha vida. Então, a pessoa falava a igreja, a igreja, a igreja e eu estava com a madre superior do meu lado falando, eu nunca estudei isso, não sei que igreja é essa.
O que ocorre com a palavra Espírito Santo também. A palavra Espírito, então, a gente precisa ter muito cuidado de fazer um estudo embasado, sério, para que a gente não cometa este tipo de erro, muito primário, muito simplório. Nós estamos fazendo esta jornada com o auxílio de um guia. Que é este livro, nós já falamos, Antropologia do Antigo Testamento, do Hans Walter Wolff, que é um alemão. Nem sempre dá para concordar com as conclusões dele, nem sempre, a gente pode concordar, ele concatena bem os dados, mas nem sempre ele consegue juntar de uma maneira tão boa quanto ele faz em outras partes.
Então, tem estas desigualdades. A gente precisa ler com o Espírito crítico, mas uma coisa nós precisamos valorizar nesta obra. Ele teve o cuidado de contar as palavras, quantas vezes elas ocorrem e quais os sentidos elas assumem. Então, vamos começar pelo Espírito e nós vamos ver que coisa maravilhosa. A palavra Espírito, em hebraico, é Ruach, parece em aramaico também, e ela ocorre 389 vezes no Antigo Testamento. 389. Agora, olha, aqui começa a estatística que é uma beleza, é uma maravilha. Dessas 389 ocorrências, 378 estão em hebraico e 11 em aramaico, porque parte do Velho Testamento está em aramaico, sobretudo o profeta Daniel.
Desses 389 casos ou 389 ocorrências, é um número relevante, é quase um terço. A palavra Ruach tem o significado de vento, vento, o ar em movimento. Olha que interessante isso. Em 129 vezes, Ruach se refere a seres humanos, então eu posso tomar o ser humano, um sinônimo da palavra ser humano, eu ponho Ruach ou sinônimo de pessoa, é como se eu dissesse assim, nesta sala existem 20 pessoas ou eu pudesse utilizar, nesta sala existem 20 Espíritos. Tem esse sentido de pessoa, mas também de animal ou de falsos deuses. Então, se você somar as ocorrências de Ruach, Espírito, no sentido de pessoa, de animal ou de falsos deuses, 129 vezes ocorre, mais de um terço.
Mas, a ocorrência Campiã, 136 vezes, e aqui eu vou chamar a atenção para isso, Ruach designa Deus. Olha só, Ruach designa Deus. vezes. O Espírito é Deus. Deus é o Espírito do Velho Testamento e algumas vezes ele ocorre com um adjetivo. O Ruach Kodesh, ou seja, o Espírito Santo, é um sinônimo de Deus. Você pode trocar, Ruach ou Ruach Kodesh, você coloca Deus. O maior número de ocorrências. Isto é muito relevante, muito interessante, muitíssimo mesmo. Então, nós vamos começar vamos começar aqui pela primeira ocorrência, o primeiro sentido que a palavra Espírito tem no Velho Testamento, que é o sentido de vento ou de sopro, um vento, um ar em movimento.
É muito interessante porque já em Gênesis 1, 2, capítulo 1, versículo 2, no primeiro dia da criação, o que a gente encontra lá? Um Espírito que sopra sobre as águas. Então, é o Espírito, é o Ruach, é o vento, o vento que sopra sobre as águas, uma corrente de ar em movimento. Aqui, a gente fica curioso, porque não tem nem terra formada ainda, não tem sol, não tem um tanto de coisa e já tem este elemento, o ar, em movimento, soprando sobre as águas. Depois, haverá a divisão das águas de cima, das águas de baixo. Este vento é interessante, muito interessante.
O sentido concreto é do sentido meteorológico. É um vento que sopra, mas eu acho que aqui dá para fazer uma digressão mais espiritual. O fato é que nas ocorrências de Espírito como vento, ele indica um fenômeno da natureza, que é o vento, mas, geralmente, associa a uma ação divina, ou seja, o vento como um instrumento nas mãos de Deus. Então, é assim que Deus seca as águas do dilúvio, com o Ruach, com este vento. É assim que Ele mostra o seu poder e a fragilidade do ser humano. O vento é poderoso e o ser humano é frágil.
E, assim, vai. O vento no sentido de um instrumento de juízo, então, assim, passa um vento de Deus de modo irrevogável, está, por exemplo, em Salmo 78, versículo 39, Isaías 41-29, mas sempre dando esta ideia de um elemento que expressa o poder de Deus em ação, um elemento natural da natureza, mas usado para expressar o poder do Criador, o Todo-Poderoso, o atributo de Deus, de ser Todo-Poderoso, ao contrário do homem, que é frágil, que é débil. Muito relevante isto, porque o que o texto quer destacar com isto? Quer destacar que Deus é o detentor do poder.
É importante, porque em 113 casos dos 389, esta palavra tem esta expressão. Então, aqui, nós estamos ainda no concreto. Parece que não faz sentido, por enquanto. Mas, nós vamos ver este vento, no início, no primeiro dia. Nós vamos vê-lo atuando, aqui. Então, vamos lá para a segunda acepção. Vento, aqui o ar, o ar em movimento, porque rua é o vento ou o ar em movimento, mas, agora, não mais na natureza. Ocorrências deste rua no ser humano. Onde tem vento no ser humano? Na respiração. Então, enquanto o néfex é o respirar, ou é a garganta, o órgão, o aparelho respiratório, o ar que circula é o rua.
Agora, vai começar vai começar a ficar bom, vai começar a ficar bom. Quando você chega o nariz muito perto da boca da pessoa e você vê o ar dela que está circulando, a gente chama isto de hálito. O hálito. O ruar é o hálito e é o ar que está respirando. Portanto, o hálito vai ser usado como sinônimo de néfex. Então, às vezes, ele é intercambiado. Você pode usar na poesia hebraica, principalmente, que você faz uma frase e depois repete trocando palavras, alma e espírito nesse sentido, não de um ser, nada disso, no sentido do ar, da respiração, do hálito, do fôlego, porque onde tem respiração, onde tem fôlego, tem vida.
Aliás, antes dos instrumentos técnicos, na antiguidade, como é que você determinava de pronto, de rápido, se a pessoa estava viva ou não? Colocava um espelhinho lá perto do nariz da boca, se embaçasse, está vivo, se não embaçou, morreu. Néstor Capitim, morreu. Então, é muito interessante. Agora, aqui tem uma coisa curiosa. Nessas ocorrências da palavra rua, espírito, como fôlego, como hálito, não dá para pensar apenas no concreto, no ar. Em algumas ocorrências, por exemplo, Salmo 146, versículo 4, ou Zacarias 12, versículo 1, Jeremias 10, 14, 51, 17, a palavra rua, a respiração, é entendida como uma força vital que torna o ser vivo.
Aqui, eu não tenho como fugir. Se fosse traduzir, traduziria por fluido vital. Não tenho como traduzir melhor. Querem ver que coisa curiosa? Há uma passagem épica no profeta Ezequiel, está no capítulo 37, versículo 6, 8 e 10 a 14, que havia um vale com ossos. É no sonho do Ezequiel. Ele vê um vale cheio de ossos. De repente, os ossos se agrupam, formam esqueletos, os esqueletos se enchem de músculos, depois dos músculos preenchem de carne, depois vem pele, estão lá os corpos. Fica parecendo filme de clone. Estão os corpos.
E, aí, o que acontece? Deus vem e coloca o fluido vital. Aí, os corpos ganham vida. Então, rua no sentido do fluido vital, ou seja, daquele elemento que é um tipo de ar, como se fosse uma respiração energética, que os organismos vivos têm, que os mantém vivos. Olha que coisa linda! Por que nós estamos dizendo isso aqui? Porque Deus sopra rua nas narinas de Adão e ele vive. É lindo, não é? Isso não pode ser só uma coisa. Tem várias coisas. Primeiro, Adão começou a respirar, começou a ter o ar da respiração, mas, também, essa energia vital que vitaliza, que torna vivo o corpo do Adão.
O fluido vital. É tão interessante, tão interessante, que, em Eclesiastes 12, versículo 7, fica claro que é fluido vital, porque diz que Deus dá e, quando a pessoa morre, volta para Deus. A gente aprende, na literatura espírita, que, ao ser desencarnado, o fluido vital volta para a fonte. Tem, até, tentativa de se apossar do fluido vital, dos espíritos vampirizadores, dos espíritos daquele elemento, mas, ele volta para a fonte. Isto está em Eclesiastes 12, versículo 7 e a palavra que está lá é rua. Então, não dá para traduzir por espírito.
Como é que você traduz em Eclesiastes 12, versículo 7, a palavra rua por espírito? Não tem jeito, é o fluido vital, em Ezequiel, também. Tem um caso curiosíssimo, está em 1 Samuel 30, 12, que Sansão bebeu da fonte que Deus fez brotar e, aí, o que aconteceu? A rua dele voltou e ele reviveu. Que fonte boa, não é? A fonte de água com fluido vital. Estou precisando de uma dessas. É o melhor tratamento de rejuvenescimento que tem. Beber fluido vital. Fica jovem, some as rugas, vitalidade. Pois é, mas, isto aí é só para Sansão.
Não vamos animar, não, porque toda Sansão tem só Dalila. Bom, então, é interessante isto, o hálito como o fluido vital, o hálito como a respiração, no sentido concreto, mas como o fluido vital, um elemento que nós tiramos de Deus, utilizamos e, depois, devolvemos. Isto é muito bonito, muito interessante. Mais interessante, ainda, quando a gente vai lá em Salmo 33, versículo 6 e lê e lê isto aqui. Os céus foram criados pela palavra de Deus. Está lá o nome dEle, as quatro consoantes que não se pronunciam. Os céus foram criados pela palavra de Deus.
E, aí, vem o segundo verso que vai repetir o primeiro. Todo o seu exército, ou seja, todo o exército do céu, o exército aqui de Cevaúte são as estrelas e todas as estrelas pela rua da sua boca, pelo hálito da boca de Deus. O que este Salmo está dizendo? Que as estrelas do céu, o sistema solar, as galáxias, está dizendo que o Senhor das estrelas criou as estrelas com o hálito da sua boca. Alguém está lembrando de alguma coisa aqui? Alguém está lembrando de mas de onde? Que tem esta palavra hálito? Capítulo 1 do Evolução em dois mundos, primeiro parágrafo, André Luiz vai definir o fluido vital, o hálito divino.
Olha que sensacional! Foi aqui que André Luiz buscou, foi aqui. Então, com certeza, Emmanuel deu aulas de hebraico bíblico para André Luiz e assessorou-o para escrever o início do Evolução em dois mundos. Emmanuel e outros, Emmanuel e outros. E, estudaram palavra por palavra, coisa que nós, encarnados, não estamos fazendo. Mas, estamos escrevendo o Livro. A torta é direita. O cuidado que tem que ter com isto é fazer o estudo das palavras. O hálito divino. Deus tem um hálito divino, que é o seu fluido cósmico, e nós temos um hálito, que é o fluido vital.
Aí, nós voltamos para o Livro dos Espíritos. O fluido vital é uma modificação do fluido cósmico, uma parte nós absorvemos e depois devolvemos. E, tem a ver com a vitalidade, porque alguns têm mais fluido cósmico, portanto, mais vitalidade, outros têm menos, portanto, menos vitalidade. E, a quantidade e outras características do fluido vital estão relacionadas com o tempo da encarnação. Daí, a dificuldade do suicídio, porque, quando você suicida, você ainda está com um repositório de fluido vital e isto causa perturbações.
Olha que bonito isto! Já estava lá no Velho Testamento. O hálito. Só que, a palavra é a mesma, gente. Olha que confusão! A palavra é a mesma, rua, espírito. Dá para traduzir por espírito? Não dá. Se você traduz tudo por espírito, perde o sentido. É a mesma palavra, mas, ela tem vários sentidos. Ou seja, em português, nós temos várias palavras para expressar aquilo que os hebreus só tinham uma, só tinham uma palavra. Bom, até aqui, todo mundo acompanhou, não é? Aqui, eu queria chamar a força vital. Agora, eu quero entrar em uma coisa bonita.
Tem uma ocorrência de Ruach que, por incrível que pareça, não. Compreensivelmente, o Hans Walter Wolff colocou esta ocorrência de Ruach, com este sentido que eu vou falar agora, dentro do item de força vital. Por quê? Porque, se ele tivesse criado um item próprio para expressar esta força, ele teria que começar a frequentar grupo espírita. Mas, não tem como fugir. A palavra rua significa, também, uma espécie de força divina que desce sobre o homem e que se expressa de diversos modos. Sabedoria, paciência, força interior, mediunidade.
Então, olha que interessante isto. Em Gênesis, capítulo 41, versículo 38, o faraó, está falando do faraó, ele está procurando quem? Um homem no qual está a rua de Deus. Ele está procurando um homem para administrar. Encontra, não é? José encontrou. Mas, ele queria um homem que estivesse empoderado, que estivesse em conexão com esta rua, com este Espírito que vem de Deus. No caso aqui, que poder teria este homem? O poder de administrar, porque ele precisava de um administrador. De um economista, de um ministro da economia.
Nós, agora, também, estamos aí buscando um homem que tenha esta rua de Deus para poder resolver os problemas macroeconômicos. Nós estamos precisando de um José do Egito. Não é isso? Precisamos de um José do Egito. Mas, no versículo 33, 39, este homem é prudente e sábio. O que está implícito aqui? Que quando esta rua se aposta do ser humano, ele passa a ser dotado de talentos extraordinários. Talentos extraordinários. Isto aqui é muito importante. Vamos com calma. E, com relação aos profetas, aqui é uma coisa muito importante, o profeta, como é que ele toma posse no cargo?
Qual é a posse do profeta? Como é que ele assina, ata, agora, sou profeta? Qual é o elemento que autoriza ele? É esta descida da rua sobre ele. Porque, quando o rua, o Espírito de Deus, desce sobre o profeta, ele se torna um homem autorizado a Falar, a prever, a orientar, a julgar, a discernir, a sonhar, a predizer. Tudo a ver com a mediunidade, o empoderamento. É empoderamento. E, aqui, este, talvez, no caso aqui, seja um sentido muito importante para a gente. Porque, enquanto Néfesh é a alma, um dos sentidos de Néfesh é a alma, no sentido do ser humano enquanto um ente necessitado, que precisa comer, que precisa respirar, necessitado, carente, rua expressa, aqui, o ser humano autorizado por Deus, o ser humano secundado por Deus, envolvido por Deus, em condições de agir e de ser um instrumento de Deus.
Gente, é importante isto, aqui, porque a gente vai perceber que Pentecostes, lá em Atos dos Apóstolos, não é um fenômeno isolado. Aquilo, ali, aconteceu com todos os profetas do Velho Testamento. Enquanto, lá em Atos, está falando que o Espírito Santo desceu em forma de língua de fogo, no Velho Testamento dizia que o Espírito descia sobre os profetas do mesmo jeito. Mas, não podemos imaginar o Espírito como uma entidade. O Espírito de Bezerra de Menezes não é isto, apenas. Não é isto. Não é isto. Isto é uma concretização.
Então, a vinda de um Espírito para orientar o profeta, de um Espírito mesmo, de uma entidade, é apenas o resultado do Espírito de Deus já ter descido sobre ele. Aqui que está o ponto. Porque, às vezes, nós, Espíritas, vamos interpretar, a gente quer tudo levar para a mediunidade, psicofonia, psicografia. Não é assim. O fato de vir uma entidade em concreto para o profeta, que, às vezes, é dito que é um anjo, que disse para ele alguma coisa, isto é uma consequência do fato de ter descido sobre ele o Espírito de Deus.
Ou seja, ele foi envolvido por esta força. Você pensa em fluido cósmico? Sim. Porque, se você pensar no fluido cósmico, não mais como a fonte que gera a matéria nas suas infinitas combinações, mas, se você pensar em fluido cósmico, como Kardec escreveu no livro A Gênese, como veículo de transmissão do pensamento de Deus, o fluido cósmico está impregnado do pensamento divino, da sabedoria divina. Por isso, agora, eu vou colocar o Tiago em um aperto danado. Quando este episódio for ao ar, ele vai colocar o vídeo da música Matéria Cósmica, que é o poema de Augusto dos Anjos, musicado pelo Zé Henrique Martineano, nosso querido amigo.
O Tiago, agora, foi envolvido pela rua divina. Ele se empoderou e falou que, no final, agora, já vai estar aí o vídeo. Então, na hora que terminar, eu vou falar assim, agora, nós vamos assistir para encerrar o vídeo Matéria Cósmica. Porque, o que é que fala lá nesse poema? Esse poema é uma aula. Ele fala que o livro onde Deus grava com o seu pensamento, com o seu pensamento almo e insondável, seus poemas de seres e universos. Fala, também, que lá é a fonte máter de toda a sabedoria. Por quê? Porque é o que Kardec fala.
Como o fluido cósmico é um veículo de transmissão do pensamento divino, ele está impregnado da sabedoria divina. Porque o pensamento divino está circulando lá, é como você pegar um cabo de fibra óptica. O que é que está passando no cabo de fibra óptica? Imagens, sons, vamos deixar para o finalzinho, senão, se não, tira aqui o raciocínio. Então, a ideia é essa, que o fluido cósmico não é só um elemento que gera a matéria, ele também é a biblioteca de Deus. A lei divina está inscrita no fluido cósmico e ele transmite o pensamento de Deus.
E, aí, vem Emmanuel, no capítulo 30 do livro Pensamento e Vida, não vamos entrar muito nisso, porque é tema do próximo, do litero musical, Pensamento e Vida, vem Emmanuel e acrescenta mais um elemento. Diz assim, não é só o pensamento divino que está no fluido cósmico, não. O amor de Deus também. Então, o fluido cósmico é onde Deus deposita a energia do seu amor e de toda a sua sabedoria, ou seja, nós estamos mergulhados na sabedoria e no amor de Deus. Olha, por isso que Irúa é isso. De repente, tem uma chuva de fluido cósmico lá e o indivíduo tem um acesso, um insight da sabedoria e do amor de Deus.
Então, ele se compadece porque isso é o que é o profeta, aliás, é o livro Profeta, do Abraham Joshua Herschel, a tese dele é essa. Deus envolve o profeta e o profeta se compadece do ser humano. Como é que ele envolve? O fluido cósmico é o veículo do amor de Deus. Então, é esse empoderamento aqui. O profeta é envolvido pelo Criador através do seu fluido cósmico. É como se Deus concentrasse fluido cósmico nele, e, aí, ele passa a receber sabedoria e amor divino. É o que aconteceu com Salomão na Literatura bíblica. Ele começou a ter uma sabedoria que não era dele, no sentido de que não foi ele que construiu com o seu talento essa sabedoria.
Ele foi envolvido por uma sabedoria divina, diretamente de Deus e, também, através dos entes espirituais que Deus envia, que são os seus intermediários, que, por suas vezes, estão mergulhados, também, nesse fluido cósmico. Essa que é a ideia. Ou seja, quando chega um Espírito protetor, um Espírito iluminado e me orienta, ele é um instrumento. Então, ele é o responsável direto pela orientação. Mas, quem é o responsável indireto? É Deus. Quer dizer, na ponta, na causa primária, está Deus. Gente, eu não sei se eu estou me fazendo compreender.
É por isso que o Espírito verdade não se identificou e é por isso que a maioria da plede dos Espíritos que compõem a plede do Espírito verdade não se identificaram. Por que não? Porque o Espírito, a causa primária, o Espírito primário, é Deus. Tudo mais é instrumento desse Espírito. Todo Espírito é instrumento desse Espírito. Então, o Espírito Santo é Deus. A plede de Espíritos que atuam, Espíritos redimidos que atuam, são veículos desse Espírito. Então, você pode escolher. Você quer falar com o assessor ou com o juiz?
Você quer falar com o chefe de gabinete ou com o presidente? Depende. Agora, você imagina o assessor de imprensa da presidência falando algo que o presidente não autorizou? Não. Não é? Então, quando diz assim, o palácio do governo se pronunciou, aí vem o assessor lá e fala. Quem está falando? É o governo. Não é ele pessoa. Não é ele pessoa. Deu para entender isso? Então, quando vem alguém da pleja do Espírito e Verdade, eles estão falando, mas não estão falando em nome próprio. Estão falando em nome do Espírito. Do Espírito.
Por isso que eles não se identificam, na maioria das vezes. Isso é lindo. É uma questão de remontar as causas. Então, a causa direta, vem o doutor Bezerra. A causa direta é ele. É quando você pega, por exemplo, a mensagem do doutor Bezerra de Menezes sobre a unificação. Não é o doutor Bezerra que está falando. Ali, ele está falando em nome de, em nome de Ismael, em nome do Cristo. Aquela mensagem é fabulosa. Mas, qual é o nosso problema? Ah, nós precisamos de uma carteira de identidade do CPF, senão não tem jeito. Não tem jeito.
Não tem jeito. Então, eu me lembro do Arnaldo ter contado um caso muito engraçado, que tem tudo a ver com isso aqui. Tinha uma senhora que tinha um problema de respiratórios e ele falou que tinha uns exercícios aqui, porque ele fazia natação e ele ensinou para ela uns exercícios e tudo. Na hora que ele acabou de dar, a moça ficou muito feliz, ela falou assim, Chico, que Espírito foi esse que orientou o Arnaldo? E, aí, o Chico falou assim, o Espírito da fraternidade. Bom, a piada é boa, mas não é que é verdade. No Velho Testamento, rua é utilizado como o Espírito da sabedoria, o Espírito da prudência, o Espírito da compaixão, o Espírito da maledicência, o Espírito da maldade, o Espírito da crueldade.
Olha que interessante! Então, claro, quando se refere a Deus, é só coisa boa, óbvio, não é? Salomão foi tomado pelo Espírito da sabedoria. Estou com dificuldade de entender isto, então, precisa ler o capítulo 1 do Pensamento e Vida. Porque, no capítulo 1 do Pensamento e Vida, Emmanuel diz que a mente é o espelho, ou seja, não tem nenhum Espírito no Universo original que cria coisa original. Ele só reflete, porque o único original é Deus. Deus original e primeiro. Nós refletimos, nós refletimos, mas eu eu criei isto.
Não, filho, não, você não criou, isso já existe. Eu criei a lâmpada, ó meu amigo, lá em Capela já tem lâmpada, já nem tem mais, já não usa mais, teve. Então, o que nós criamos? É esta que nós criamos, é verdade. Nem nisto nós somos originais, porque tem os que criam confusão antes da gente e nós refletimos neles, que é pela associação. Esta é que é a ideia. Quando se diz assim o Espírito de sabedoria tomou Salomão, significa que a mente de Salomão, como espelho, passou a refletir a sabedoria divina, entrou em conexão com as fontes da sabedoria, como você pode entrar em conexão com as fontes da inspiração, na música, na poesia, etc., etc.
Então, você ouve trechos de melodias, você ouve e aqui você vem e arranja, você faz um mexido, você combina, combina. Então, este sentido é bonito, não é? E é sobre este sentido que nós vamos ter um texto que todo mundo conhece, que é o texto que está em Joel, capítulo 3, versículo 1. E eis que, naqueles dias, derramarei do meu Espírito sobre toda a carne. E eis que os vossos filhos e as vossas filhas terão sonhos de dar O que é isso? A carne, porque bassar, que é carne, nunca é utilizada com referência a Deus, porque bassar é a nossa condição perecível.
É o encarnado. É o encarnado. É o encarnado. É como se fosse assim. O que é preciso para desencarnar? É encarnar. A condição para desencarnar é encarnar. Esta é a nossa condição. E, aqui, o Espírito de Deus desce e, aí, fala do evento, que é o quê? A abertura dos talentos espirituais que não são só mediúnicos, são, também, faculdades anímicas, porque nós não podemos falar que a psicometria está mais para uma faculdade anímica do que para uma mediunidade. Ela pode estar associada a uma mediunidade, mas é uma faculdade anímica.
O desdobramento é uma faculdade anímica. Ele pode se associar a uma mediunidade. Então, as faculdades psíquicas, anímicas e mediúnicas são parte deste poder, deste empoderamento que desce de Deus sobre o encarnado, para que Ele ultrapasse os limites e a sua condição limitada de encarnado e passe a devassar o ilimitado, o mundo espírita. O mundo espírita? É! O mundo espírita, para Kardec, é o mundo dos Espíritos. Não é o do movimento espírita, não, gente. É diferente. O mundo dos Espíritos, o mundo espiritual. Então, é lindo isto, porque agora nós temos condições de interpretar com mais maturidade com mais maturidade um texto que está no Novo Testamento.
Porque, no capítulo 1 de Gênesis, versículo 2, diz o quê? Que o Espírito de Deus, a gente sabe que não é, será que dá para traduzir para o Espírito? Não é? É o rua de Deus, o vento de Deus, o poder, o quê? Soprava sobre as águas, mas, este soprava, olha que engraçado, sabe qual é o verbo usado em hebraico? Mephahefesh, é o batido das asas de um pássaro. Não sei nem se tem isto em português, tem, será? Como é que é? Asava? É, mas, é voo, é voo, não é o bater da asa. É, mas, aí, o resultado da ação, a ação de bater a asa.
Azar? Azavezar? Se fosse traduzir literalmente, seria e o rua de Deus batia as asas sobre as águas. Vamos guardar isto? Aí, nós vamos lá no Novo Testamento. Jesus vai ser batizado por João Batista. Antes de começar o seu ministério público, ele vai ser batizado. O que é isto? Chega João Batista e fala assim, Senhor, não, o Senhor está de brincadeira. Eu que tenho que ir ao Senhor para ser autorizado como profeta, o Senhor não está entendendo. O Senhor está vindo até mim para eu te autorizar como profeta, para eu te Porque, por exemplo, Eliseu foi até o profeta Elias e Elias impôs as mãos sobre ele e o Espírito foi, e não é todo, não, é percentual.
Não, aqueles são a parte, fizeram um cálculo lá, calculadora, não, x%. E, o Espírito foi para Eliseu. João Batista chega e fala, como é que eu vou fazer? Eu, com o meu copinho d’água, vou encher este tanque de milhões de litros? Senhor, eu que tinha que ir a ti, você que vem a mim. E, faça-se assim, para que se cumpra a lei. Submeteu-se para fazer referência ao quê? Todo profeta do Velho Testamento passou por um processo de empoderamento. Só que, aí, acontece uma coisa maravilhosa. Quando João Batista batiza Jesus, o que acontece?
Uma pomba, o Espírito de Deus, desce em forma de pomba. Daí, vem a associação, aí, todo mundo lembra da catequese, da igreja, do bairro, Espírito Santo, a pomba. Gente, menos. Vamos voltar aqui. A referência é o capítulo 1, versículo 2 de Gênesis. As asas batendo sobre as águas, o Espírito de Deus, o Espírito Santo é Deus. Então, ele desce sobre o Cristo, significa que o Cristo foi empoderado para a ação pública, porque, a partir daquele momento, ele sairia da vida privada e iniciaria uma vida pública de profeta, o profeta Nazareno.
Então, ele é empoderado pelo Espírito de Deus, mas, de uma maneira única, única. Por que única? Porque aquelas asas, lá do início da criação, vêm sobre ele. Ele acalma a tempestade, ele multiplica pães, ele cura cegos, ele tem poder co-criador, nunca antes visto em nenhum profeta. Poder co-criador. Investiu. É bonito, não é? E, dentre este poder, está o quê? O poder de vivificar, de dar vida, de infundir fluido vital, curava leproso, recompunha órgãos físicos, ressuscitava quem já estava quase rindo dessa, para melhor.
Recebeu as asas. Então, é um símbolo. Mas, é um símbolo que faz referência a isto. A partir daquele momento, significa dizer que aqui, agora, a ação pública de Jesus é uma ação que expressa a ação divina. Ele, agora, é instrumento de Deus. Ele, agora, fala por Deus. Ele, agora, age por Deus. Ou melhor, Deus fala por ele. Deus age por ele. Deus conosco. Emmanuel. Deus conosco, não é? Que é a palavra Immanuel. Deus conosco. Agora, Deus está conosco na pessoa do Cristo, porque ele, agora, é um instrumento. Agora, que eu digo o simbólico, ali, daquele momento, ele expressava a presença de Deus.
Não era só mais arco-íris, comunhão. Agora, era comunhão. É bonito isto porque Paulo, em Coríntios 15, vai fazer o jogo de o primeiro Adão, o primeiro homem. É Alma, Néfesh, que vive. A Néfesh, que tem fôlego de vida. É um vivente. Mas, o segundo Adão, que é o Cristo, este não. Este é rua, este é Espírito que dá vida, porque o Espírito desceu sobre ele. Não é incorporou, não, gente. Desceu o Espírito em mim. Não é neste sentido, não. É no sentido muito mais amplo, no sentido de empoderamento mesmo. Empoderamento. Isto é muito bonito, gente, porque isto nos leva a pensar no seguinte.
Um palestrante, um médium, um escritor, eu me referi, aqui, apenas ao meio espírita para não falar de ninguém, só da gente. Um palestrante espírita, um médium espírita, um escritor espírita, um trabalhador espírita, um dirigente espírita, se ele perde este empoderamento, porque tem. Tem. A pessoa é empoderada, ela recebe este envolvimento e esta energia dos planos superiores. Aí, alguns vão dizer assim, ah, ele tem orientação dos Espíritos. Isto é concretização, isto é plano secundário. Isto é execução. Ter um Espírito, ter um orientador, estar inspirado, isto é execução.
A causa primária é o Criador, dando o aval. A ação dele é uma. Se ele perde esta conexão, a ação dele se enfraquece e ele começa a agir por conta própria. Ele é um palestrante por conta própria. Ele não fala mais inspirado. Está falando dele, por ele. Está escrevendo por ele. Está sendo um médium por ele. Está dirigindo por conta própria. Perdeu o brilho espiritual, que vem de onde? Da conexão com as fontes e de um mandato, de um mandato. Então, a pessoa é investida, se ele descumpre as regras contratuais do mandato, ele é desempoderado.
E, aí, há uma tristeza. Pode acontecer com qualquer um, tanto o empoderamento quanto o desapoderamento. O desempoderamento é muito triste, porque a criatura é brilhante e, aí, você vê ela desempoderada, ela é humana. Humana. Humana. Tem uns altos e uns baixos, assim, que dão vontade de chorar. Então, o Velho Testamento falava disso. Falava disso. Por que o profeta era ouvido? Por que o profeta comovia? Porque ele estava empoderado. Ele estava envolvido. Como é que é esse mecanismo? Gente, não sei. Não sei. Tem fluido cósmico no meio?
Tem. Tem a ação divina, o pensamento divino, o amor divino? Tem. Tem os espíritos que são instrumentos? Tem. E, como é que é? Não sei. Não sei. Então, agora, para terminar, assistam ao vídeo. A gente vai fazer a prece, não é, primeiro? A gente faz a prece e assistam ao vídeo. Matéria cósmica. Porque todos esses sentidos da palavra rua, da palavra espírito, vão ficar patentes neste poema do Augusto dos Anjos e desta música lindíssima do Zé Henrique Martiniano, nosso querido amigo, que resume tudo o que eu falei aqui.
Mas, aí, você precisa se concentrar, você precisa entrar em prece para captar tudo o que este poema diz. Vamos fazer a nossa prece, então. Pai de infinita bondade, Divino Mestre, estudando as Tuas palavras divinas nas escrituras humanas, nós Te suplicamos, Senhor, que envolva a nossa vida com as Tuas bênçãos, com o Teu poder, com a Tua glória, com a Tua bondade, com a Tua sabedoria. Envolva, também, Senhor, os nossos familiares, os nossos entes queridos e amados e, também, por que não, seguindo os exemplos do nosso Mestre Jesus, do Teu Cristo, envolva, também, os nossos inimigos na Tua paz, nas Tuas bênçãos, para que, um dia, Senhor, eles sejam preparados para a reconciliação.
Proteja o nosso trabalho e, em razão dele, Senhor, nós Te agradecemos todos os dias as dádivas recebidas e suplicamos que continue nos envolvendo e autorizando as nossas atividades. Que assim seja, Senhor! Música Glória à matéria cósmica à energia potencial Que dá vida aos elementos Vaze de portentosos movimentos Onde a forma se acaba e principia Sistematização dos argumentos Que elucidam a teleologia Dentro da força cósmica se cria A fonte inátea dos conhecimentos É do mundo o digno tú O eterno diminuo Onde Deus grava a história do destino Dos seus feitos de amor No amor imerso Livro longe o criador inimitável grava Com pensamento, almo e insondável Seus poemas de seres e universos Seus poemas de seres e universos Onde Deus grava a história do destino É do mundo o digno tú O eterno diminuo Onde Deus grava a história do destino Dos seus feitos de amor No amor imerso Livro longe o criador inimitável grava Com pensamento, almo e insondável Seus poemas de seres e universos Seus poemas de seres e universos Em Jesus tem início uma nova gênesis Uma nova criação E um novo homem Um novo ser humano E portanto
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