Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias nos convida a uma profunda reflexão sobre o livro de Isaías, destacando a mensagem de esperança e a figura de Jesus como o “Cordeiro de Deus”. O estudo, que marca o início de um novo ciclo de aprofundamento nos temas-chave de Isaías, propõe uma visão otimista e transformadora da dor e da evolução espiritual.
O que é estudado neste episódio
- A Mensagem Otimista de Isaías: Haroldo enfatiza a necessidade de enxergar Jesus para além de seus momentos de dor, ressaltando sua grandeza e a mensagem de vitória do bem presente em Isaías.
- A “Beleza Colateral” da Dor: Inspirado no filme de mesmo nome, o estudo aborda a dor como um remédio cujos efeitos colaterais são crescimento, amadurecimento e engrandecimento do espírito, sem negar o sofrimento, mas buscando a perspectiva de aprendizado.
- Jesus como o Cordeiro Resplandecente: Através de trechos do livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” de Humberto de Campos, é apresentada uma visão de Jesus vindo das esferas superiores, com “impérios resplandecentes” refletidos em seus olhos e o “ritmo harmonioso dos astros” em sua alma, contrastando com a visão limitada do “servo sofredor”.
- A História de José do Egito como Padrão Cristão: A narrativa de José, rejeitado e depois acolhido em glória, é comparada à jornada de Jesus, apontando para a esperança cristã de acolhimento e redenção.
- A Esperança Messiânica em Isaías: O profeta Isaías é destacado por sua descrição de um mundo vindouro onde o mal será abolido, um mundo de regeneração e ditoso, onde “os leões ficam ao lado dos cordeiros”.
- A Provação como Experimento: A vida é comparada a um laboratório onde as teorias do Evangelho são postas à prova, e a experiência pessoal é essencial para a construção do patrimônio espiritual.
- O Tesouro Enferrujado (Caminho, Verdade e Vida, cap. 24): A reflexão sobre o versículo de Tiago 5:3, “O vosso ouro e a vossa prata se enferrujarão”, é trazida para ilustrar como os potenciais divinos (sentimentos, emoções) precisam ser desenvolvidos e não podem ser dados, mas construídos individualmente.
- A “Mentossíntese” e a Conexão Afetiva com Cristo: A analogia da fotossíntese é usada para explicar a “mentossíntese”, processo pelo qual a mente humana capta as energias do Cristo, transformando-as em vida espiritual. A relação afetiva com Jesus é vista como um momento de cura e iluminação, onde as energias do Cristo operam independentemente das circunstâncias externas.
- A Certeza da Vitória de Jesus: A frase de Jesus a Bartolomeu no livro “Boa Nova”, “Se eu não tivesse a certeza da vitória, eu não teria vindo”, é resgatada como um lembrete da inabalável confiança do Cristo no triunfo do bem, mesmo diante das adversidades.
Reflexões
- A dor, quando encarada sob a ótica do crescimento espiritual, revela uma “beleza colateral” que nos engrandece e amadurece, fortalecendo o espírito.
- A esperança cristã não se limita à superação das dificuldades, mas se fundamenta na certeza da vitória do bem e na promessa de um futuro de regeneração e harmonia, conforme profetizado por Isaías.
- A construção do patrimônio espiritual é um processo individual e intransferível, onde a experiência e a conexão afetiva com Jesus são fundamentais para transformar os potenciais divinos em realidade em nossas vidas.
Ler transcrição do episódio
Boa tarde Leonora, boa tarde Júlio, boa tarde Aroso, desculpa aí pelo atraso eu tava com um compromisso profissional, eu cheguei correndo aqui, mas deu tudo certo. Deu. Eu toquei o chofar de novo aí, porque o pessoal fica falando que tá com saudade do chofar, Aroto, hein. Deus do céu, viu. Eu tinha que arrumar outro negócio, Aroto, pra gente tocar aqui agora. É. Mas e aí, conta pra nós como é que foi esse período. Eu não tô ouvindo vocês, eu vou sair e vou entrar de novo. Tá bom. Conta aí, Aroto, como é que foi esse período aí de recesso, que teve muito trabalho junto, né.
Pois é. Deu pra eu tirar uma semana de descanso e repôr as energias. E agora, voltando tudo, força total, né Júlio. Confiante aí, cheio de esperança, se Deus quiser, esse 2021 consegue vencer essa pandemia. É. Se Deus quiser. Escutando, Leonora, agora? Agora sim, agora sim. Estranho porque a gente tava conversando antes e eu tava ouvindo aí, na hora que começou, depois do chofar eu já não ouvi mais. Esse chofar é perigoso. 2021 ou 2020.1? Não, não, se Deus quiser 2021, né. 2021, ano novo, né. Ano novo. E passaram bem com as famílias, pra reabastecer as energias, diferente, né.
Exatamente, Leonora, foi muito bom, muito bom. Descanso, esse recolhimento, né, bom demais. É, tô gostando de ver, tá com a carinha boa. Ah, descansado. O Leonora também passou com a família, eu também passei com a família, então foi tudo bem. Agora saudades dessa família aqui, das lives, né, garoto. Fiquei com saudades deles também. Então aqui com o pessoal, vamos ver quem tá aqui, ó. Já de pronto aqui, a Tânia Diqueira, a Gilda Brito, né, a Zoila, o Alex, aí ó. A Marisa Calvi, o Edson Guiar, olha quem mais tá aqui.
Letícia, a Vanessa, Rúbia, Juliana Assis. Quem for primeira vez aqui no estudo, manda um recadinho pra gente. Adriana Souza, Anger Matos, eu não vi, não lembro dele. Aqui ó, olha aqui, era o de onde, ó. Nossa, que legal. Bacana, né. A Vanessa da Finlândia. É, Sérgio, o Marcos também, não lembro do Marcos aqui, hein, gente. Magnolia, Felipe, Saulo Soares, Jorge Mar. Jorge Mar também não lembro não, você lembra, Leonora? É que a tarde a gente pega pessoas com outro horário, né, talvez. Ah, pode ser. A gente mudou o horário, né, então às vezes quem não podia de manhã aproveitou hoje pra acompanhar a tarde, então bem-vindos.
Verdade, tem muita gente aí. Tereza Bonando, também não conhecia, olha que legal, né, a gente mudou o horário e vem um monte de gente nova. Marisa Arruda. Olha quem tá aqui, ó. A Cidinha. Estudou conosco. Maria. Olha quem tá aqui, ó. Minha mãe. Que legal. Boa tarde. Sandra Morine. Gente demais, viu, ó. Marcos. Marcos tá aí sempre. Virgínia, Darcy. Gente, muito bom. Eu vou aos pouquinhos, a gente vai dando uns alôs aqui, ó. Evelyn. Maria Lúcia, Ana Prada. Ana aí, ó. É, o nosso time tá completo. Tá aí, ó. A gente nova também aqui, ó.
É que o pessoal estuda lá no grupo do Face, né, e quando nós fizemos a publicação essa semana, várias pessoas disseram que iam tentar assistir pela primeira vez, que só assistem os vídeos depois gravados, né, aí quando a gente publicou, aproveitando as férias e tudo, o pessoal às vezes tá com tempo, e aí disseram, não, essa vez a gente vai assistir ao vivo. Então, todos bem-vindos. Muito bom. Elis Henrique. A turma tá firme, Arruda. Nossa. Ó, pessoal, nós vamos dando as boas-tardes aí. Mas aí, Arruda, como é que nós vamos de segunda temporada?
Não, pois é, Júlia. Na verdade, agora a gente… A gente precisa só trabalhar, assim, alguns temas que estão faltando pra gente compreender. A gente já compreendemos a estrutura, já demos aquele voo panorâmico sobre o livro de Isaías, e agora seria importante a gente destacar alguns temas, pra gente aprofundar um pouquinho. Assim, eu diria que são os temas-chaves do livro, né, e se a gente guarda esses temas-chaves, o restante, depois cada um estuda com mais paciência, mais calma, mais profundamente. Mas hoje eu queria abrir uma coisa nova aqui, porque a gente tem falado muito, a gente fala muito que o tema central do livro de Isaías é o capítulo 53, do cordeiro, do servo sofredor e tudo, mas eu queria começar esse ano de 2021 trazendo uma mensagem otimista também.
A gente precisa também enxergar a figura de Jesus de uma outra maneira também. Não podemos só reduzir toda a grandeza dele a alguns dias de dor intensa, ou algumas dificuldades que ele passou em três anos da missão dele. Então, é preciso a gente ter um olhar, um olhar amplo, desde a formação do orbe até hoje, essa presença dele. Então, ressaltar também um outro lado, para a gente não ficar apenas com uma visão pessimista, uma visão muito tendenciosa, enfatizando apenas a dor. Tem um filme que eu gosto muito, muito mesmo, para mim é um filme de uma beleza, aliás, o nome do filme é Beleza Colateral, com o Will Smith, e a tradução foi até errada, porque eles chamam de Beleza Oculta.
Mas, eu acho que o Colateral tem uma sutileza no título, porque a ideia do filme é de que a dor é um remédio, e todo remédio tem um efeito colateral. E o efeito colateral da dor é uma beleza, é um crescimento, é um amadurecimento, é um engrandecimento, é o engrandecimento do espírito. E o filme é exatamente isso. O filme fala de não enxergar a dor de uma maneira infantil, não é colocar lentes cor-de-rosa, fingir que não está sofrendo, não é isso, porque isso é uma negar, é não viver o luto, é não respeitar a sensibilidade própria e alheia, não é esse o caso.
Mas, é também não colocar uma lente que nos impeça de perceber os efeitos colaterais da dor, das experiências dolorosas, porque elas nos engrandecem, elas nos dão uma fortaleza, nos dão uma maturidade, uma visão da vida. E, na verdade, nós somos o que somos em virtude das experiências desafiadoras que nós passamos. Então, em nenhum momento da cruz, a gente vê Jesus desesperado. Esse é um estado emocional que não existe nele. A gente o vê chorando, ele chora diante do túmulo de Lázaro, a gente o vê suando, suando, a gente o vê gemendo, caindo, tem um momento que a cruz fica tão pesada, ele está tão cansado, tão machucado, que ele não consegue carregar a cruz, aí Sirineu ajuda, mas a gente não vê ele desesperado.
Então, ele não deixa essa mensagem para a gente. Então, eu queria, eu trouxe um texto aqui e até para comentar, um texto complementar. Está no livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho e tem uma conexão com o livro de Gênesis. Nós vamos ver aqui e a gente vai… tem que juntar esse texto de Gênesis com o livro de Isaías para que a gente possa ter uma visão com ele. Então, a proposta para hoje é essa. Então, vamos embora! Já que vamos subir ao monte com Jesus, eu ia convidar para a gente fazer uma prece. Então, né?
Chamar os nossos amigos todos que estão online para nós subirmos ao monte com ele. Emanados por esse amor de Jesus, que nos convida a subir ao alto de mãos dadas para que possamos reconhecer as bem-aventuranças em nossos corações. Ele prometeu que viria a construir o reino dos céus em nossos corações utilizando o cinzel do amor em nossos corações de magma. Que nos sintamos como aquele grupo que ouviu as suas palavras e que as guarda até hoje exemplificando em suas vidas. Que possamos, nesse estudo de hoje, colhermos as bem-aventuranças para os nossos dias de vida aqui na Terra.
Que assim seja. Que assim seja. Então, está no capítulo 1 do livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. E é o momento em que Jesus vem fazer aquela visita periódica que ele faz à Terra, encontra com Eleão. E, aí, o quadro não é animador, é o quadro aqui da Terra. É um quadro desafiador. Temos que imaginar que devemos estar aqui no século XV, 1400 e alguma coisa, ou até antes, não sei. Então, existe esse quadro aqui na Terra. Mas, o bonito é Humberto de Campos descrevendo a dimensão da qual Jesus está vindo.
Então, isso é bonito, porque, na verdade, muito engenhosamente, com muita sabedoria, Humberto de Campos coloca isso lado a lado para realçar que a condição aqui da Terra, seja ela qual for, é sempre uma condição provisória. É sempre uma condição provisória. Eu gosto muito, eu acho que tem uma música que retrata muito isso, que é a música Aurora. A música Aurora fala muito disso. Ela fala de uma Terra que vai ser lavada, que vai ser purificada, que vai ser restaurada, que vai ser regenerada. Por quê? Não é simplesmente o que Jesus quer.
É porque é a lei de progressão dos mundos. Essa é uma lei universal. Todos os mundos irão progredir e ponto final. Esse é o determinismo da lei divina. Então, essa música Aurora é bonita, porque fala ver teus lágrimas, ranger os dentes, mas gestou-se, gerou, engravidou, e majestou-se, ficou majestosa. É essa a trocadilha do Gladys. E é isso, eu acho que essas palavras dele captam a essência da evolução. Então, olha que interessante, Humberto dos Campos descreve assim, Anjos e tronos lhe formavam a corte maravilhosa.
Olha isso! Dos céus à terra foi colocado outro símbolo da escada infinita de Jacob, formado de flores e de estrelas cariciosas. Então, plasmaram uma escada de Jacob, uma nova escada de Jacob, de flores e estrelas. Uma plasmagem maravilhosa. E, aí, no caso, os anjos estavam descendo, porque nós estamos tentando subir essa escada. Tentando não, estamos subindo. Com passos de formigas sem vontade, mas estamos subindo. E, Os anjos descendo nessa escadaria de flores, de estrelas, por onde o Cordeiro de Deus transpôs – olha que bonito, olha a expressão que ele usa para identificar Jesus – por onde o Cordeiro de Deus transpôs às imensas distâncias, clarificando os caminhos cheios de trevas.
Olha isso! Então, aqui é o Cordeiro. Aquela visão do Cordeiro ali na cruz, aquela visão do Cordeiro sendo insultado, sendo agredido, aquilo é um momento temporário. Nós temos que tomar cuidado para não limitar a nossa visão do Cordeiro por aqueles breves momentos. Por aqueles breves momentos. Então, aqui a gente vê um Cordeiro resplandecente, descendo às distâncias imensas que separam a crosta planetária das esferas espirituais, onde estão localizadas a governadoria espiritual do planeta. Agora, olha que interessante!
Mas, se Jesus vinha do coração luminoso das esferas superiores, olha a metáfora. As esferas superiores são o coração de Deus. E é tão interessante que toda pessoa que você já viu algum documentário de EQM, de experiência de quase-morte, ou quem já passou por uma experiência de quase-morte, invariavelmente as pessoas descrevem alguém que chega e ela sente um amor assim impressionante, uma coisa, um amor, ela não tem nem vontade de voltar. Então, as esferas superiores representam um coração pulsando amor, compreensão, paciência, tolerância, vigilância, disciplina, respeito.
É o coração. Então, Jesus vem do coração luminoso das esferas superiores. Agora, olha que bonito! Trazendo nos olhos misericordiosos a visão dos seus impérios resplandecentes. Então, eu acho bonito, porque é bem cinematográfico. É como se Humberto de Campos descrevesse nos olhos de Jesus o reflexo dos impérios da luz. Imagina que visão! Porque é isso que Jesus enxerga lá de cima. Lá pra cima só tem isso. É isso, não é? Impérios resplandecentes, onde reina soberano o bem, o amor, a luz, a justiça, a igualdade, a fraternidade, a caridade.
Agora, olha que bonito! Então, nos olhos dele está o reflexo dos impérios resplandecentes. E, na alma profunda, na alma profunda, o ritmo harmonioso dos astros. Então, o coração de Jesus está no ritmo da natureza, no ritmo do cosmos. O nosso coração, não. O nosso está descompassado. Ou a gente está acelerado demais ou está lento demais. Nós sempre estamos emocionalmente descompassados. O Cristo, não. Está nesse ritmo harmonioso. Então, este aqui é o Cordeiro. Este aqui é o Morelegueiro. Agora, para dizer assim, que na alma profunda ele trazia o ritmo harmonioso dos astros, alma profunda, o que confere profundidade à alma são as experiências desafiadoras.
Uma alma que não passa por experiências desafiadoras. É uma alma rasa, sem profundidade, inexperiente, muitas vezes ingênua. Então, o que dá densidade, profundidade, maturidade espiritual são exatamente essas experiências. Então, eu queria destacar isto aqui. Por quê? Porque tem o Paulo, na Carta aos Hebreus, ele fala isto, não é? Ele fala que a revelação do Velho Testamento é como se fosse pecinhas de lego. Ele chama de polímeros. São fractais que a gente vai montando. E, quando a gente monta tudo, todas aquelas pecinhas, a gente chega na figura de Jesus.
Olha que legal! Então, tem uma das pecinhas do Velho Testamento que é a história de José. O José foi rejeitado pelos irmãos no primeiro momento e, no segundo momento, ele é aceito, ele vem em toda glória, porque ele era um conselheiro do faraó e, depois de passar todos os desafios, todos os impecíveis, ele consegue receber os irmãos, receber o pai, a família toda, numa situação muito confortável, muito boa, acolhe a família inteira. Então, esta história do José tem um pouquinho disto aqui de Jesus, não é? No primeiro momento, ele vem, tem a cruz, tem aquilo tudo.
No segundo momento, ele é este José, reinando, conselheiro, membro da comunidade dos Espíritos puros e eleitos pelo Senhor da vida, que vai receber todos os seus irmãos ingratos. Então, a história de José do Egito aponta para um padrão que iria acontecer na história de Jesus. Então, nós temos que ter esta esperança. Esta é a mensagem que eu queria abrir em 2021, abrir o estudo de Isaías e, na verdade, esta é a esperança cristana. A esperança cristã não é outra, a não ser esta. Esta é a esperança cristã. Nós esperamos, confiamos e esperançamos nesta promessa.
Eu irei e vos prepararei um lugar para que onde eu estiver, estejais vós também. Olha o que nos aguarda aí, Júlio. É, rapaz. Essa promessa de um lugar aí é uma promessa para ser compreendida, não é, Haroldo? Esse lugar que está sendo preparado, ele também dentro de nós, não é, Haroldo? Ou até essencialmente dentro de nós, não é? Primeiro dentro, mas depois vira fora, não é? Tudo que está dentro vai para fora, não é? É, infelizmente está sendo assim, não é, Haroldo? Tudo que está dentro vem para fora e essa bagunça que está aí, não é?
Mas eu queria te perguntar, Haroldo, se na promessa de Isaías você percebe uma esperança e nas previsões dele, mesmo nos detalhes que ele tem dos processos difíceis, o que você sente? Você sente mais a esperança? Essa esperança? Eu acho bonito, Júlio, porque assim, ele não é fantasioso para descrever o quadro. Então, isso aqui é bonito em Isaías. Mas quando ele descreve a esperança, ele também é forte. Então, é Isaías que vai dizer daquele mundo em que os leões ficam ao lado dos cordeiros, as serpentes andam… É ele que vai descrever isso, não é?
Ele é um profeta que vai falar disso, não é? Do mundo vindouro, da esperança messiânica, da era messiânica, em que o mal é completamente abolido da Terra. E é quando a Terra não é nem a regeneração, não é nem o mundo de regeneração, já é o mundo ditoso para a celeste, não é? Porque o mal só cessa completamente nos mundos celestes. Quem tiver alguma dúvida sobre isso, é só ler o capítulo 3 do Evangelho segundo o Espiritismo. Está bem explicadinho lá. Está muito bem explicado. Somente nos mundos celestes o bem reina soberano.
Soberano. Não tem espaço nenhum para o mal. Antes disso… Mas, não tem problema. No mundo de regeneração a balança já muda. Já tem mais bem do que mal, não é? Já está bom demais, não é? É um processo, todo mundo passou por isso, não é, Haroldo? Tem que passar, também, para consolidar esses valores. Tem que passar por tudo isso. Então, é ele que fala disso, não é, Júlio? Então, eu gosto de usar uma imagem, ela é forte, ela é forte, mas ela é uma imagem verdadeira. Isaías é como aquele médico que chega para você e diz assim, olha, você está com câncer.
Nós vamos ter que fazer uma cirurgia, vamos ter que fazer o tratamento, mas você vai ficar curado. Interessante, não é? Vai curar. Fica tranquilo. Vai curar. Então, esse ânimo dele, essa esperança dele é contagiante, é muito forte mesmo. Eu estava com um probleminha, acho que a minha internet, quando fica ruim, eu não estava conseguindo ouvir vocês, não é? A gente tem estudado essa semana sobre esse momento de provações, e uma analogia com o experimento científico. Então, você tem as teorias, você estuda as teorias, a gente faz as hipóteses, então, a gente está aqui com os evangelhos, estudando, que a gente tem que perdoar, porque se a gente perdoar, vai ser bom por isso, por aquilo ou outro.
Mas a prova, ela vem em um sentido de provação, quando a gente vai na hora do experimento para o laboratório, para fazer a prova. Então, agora, vamos na vida aprender esse perdão todo. Então, é uma analogia a essa provação, a prova, a do laboratório. Mais ou menos, vamos ver se essa água, ela ferve mesmo a 100 graus, e a gente ali dentro fervendo junto com a água. Exatamente. As teorias todas que nós carregamos, que nós estamos aqui conversando, e nos preparando, servem para nos dar esse subsídio para a hora mesmo do experimento, que é a provação, para ver se é assim mesmo, não é?
Exatamente. Esse é o mecanismo. Até porque a experiência precisa ser construída. Eu não posso me valer daquela experiência que o outro construiu, não é? E ter uma license, uma base que eu tenho que construir. Então, é bonito porque, por exemplo, a questão 625, ela fala em modelo e guia. Se é um modelo, significa que você vai ter que construir, não é? É uma planta, não é? E, aí, aquela planta tem que ser transformada em transformadinha. Está voltando. Você estava falando se é modelo e guia, não é? É um modelo porque, assim, é uma planta, não é?
É uma planta que vai precisar ser executada por cada um individualmente. A gente ouviu… Tem que construir. A gente ouviu do homem espiritual que, recentemente, a Leonora vai lembrar, num texto, falava disso, que uma hora nós vamos ter que oferecer as nossas oblatas, ou seja, não vai ser base dos outros, porque a gente vem construindo em cima do que o outro fez. Ah, o mártir passou por aquilo, e a gente cita, e a gente fala, e parece que a gente é muito bom. Mas, uma hora, nós vamos ter que oferecer também. E isso não precisa ser sofrimento, não é, Haroldo?
Quando se constrói o valor, a oferta não dói, não é, Haroldo? A oferta… Ela é natural. Ela vem de você. E ninguém vai crescer ofertando o valor que o outro tem, não é? Não tem. É pessoal e intransferível, não é, Haroldo? É. E é bonito, tem uma mensagem, agora eu esqueci, tem um comentário do Emmanuel, há um versículo de uma carta de pau, que fala do tesouro do indivíduo, do material precioso. E aqui há um texto do Velho Testamento que diz assim, mas o ouro deles enferrujou a prata… E aí o Emmanuel vai dizendo isso, que esse tesouro que o texto está dizendo é o nosso mundo afetivo, são os sentimentos, as emoções, nosso mundo afetivo, e que cada um apura isso com a experiência.
Então não tem como alguém construir isso para a gente, não é? Nós podemos ter o modelo, podemos olhar ali para Jesus como esse modelo, como ele fez, mas se eu não fizer, se eu não construir esse patrimônio, não tem jeito. Isso não é dado, isso é construído, não tem como dar, porque se fosse assim, Jesus trazia e daria para todo mundo, acabou, está todo mundo evoluído, não precisava ninguém fazer esforço, fazer nada. É… Não faz sentido, né, Haroldo? É… Mas eu vi aí, Júlio, que citou aqui, deixa eu voltar aqui, alguém citou o versículo lá que fala, acho que foi…
É o Luiz Ingrid, citou aí o 5512, né? Isso. Vocês sairão com alegria e serão conduzidos em paz. Na presença de vocês, todas as colinas e montes explodirão de alegria, todas as árvores baterão palmas. Legal. É, 5512. E o Thales está comentando que é o tesouro enferrujado do capítulo 24, Caminho em Verdade e Vida. Isso, isso, que bom, Thales, obrigado. Boa tarde, Júlio. Caminho em Verdade e Vida, capítulo 24, que bom, Thales. É, meu Caminho em Verdade e Vida… Exatamente. Ô, Júlio, lê aí pra gente, que eu acho tão bonito isso, acho que…
pra gente entender isso aqui, né? É, o capítulo 24 do Caminho em Verdade e Vida. O vosso ouro e a vossa prata se enferrujarão. Thiago, capítulo 5, versículo 3. Os sentimentos do homem, nas suas próprias ideias apaixonadas, ser dirigidos para o bem, produziriam sempre, em consequência, os mais substanciosos frutos para a obra de Deus. Em quase toda parte, porém, desenvolve-se ao contrário, impedindo a concretização dos propósitos divinos com respeito à redenção das criaturas. De modo geral, vemos o amor interpretado tão somente à conta de emoção transitória dos sentimentos, dos sentidos materiais.
A beneficência, produzindo perturbação entre dezenas de pessoas para atender a três ou quatro doentes. A fé, organizando guerras sectárias, o zelo sagrado da existência criando egoísmo fulminante. Aqui, o perdão fala de dificuldades para expressar-se. Ali, a humildade pede a admiração dos outros. Todos os sentimentos que nos foram conferidos por Deus são sagrados, constituem o ouro e a prata de nossa herança. Mas, como a severa ao apóstolo, deixamos que as dádivas se enferrujassem no transcurso do tempo. Faça, se necessário, trabalhemos afanosamente por eliminar a ferrugem que nos atacou os tesouros do espírito.
Para isso, é indispensável compreendermos no evangelho a história da renúncia perfeita e do perdão sem obstáculos, a fim de que estejamos caminhando verdadeiramente ao encontro do Cristo. Nossa, bonito, né? Então, assim, tem esses potenciais divinos que a gente recebe e tudo, mas a gente precisa desenvolver. E aí, cada um vai desenvolver no seu ritmo, no seu tempo e com experiências diferentes, né, Leonora? Com experiências diferentes. E a gente vê isso muito claro, o que Humberto nos trouxe lá no livro, no Boa Nova, né?
Então, os apóstolos e as pessoas que vão lá e conversam com eles, como a gente, com os nossos problemas, as nossas dificuldades, as nossas imperfeições. Aí a gente encontra com Jesus e aí depois Humberto de Campos mostra o encontro com Jesus, a lição, a abertura de horizontes e de pensamento e num terceiro momento mostra o apóstolo mudado, agindo diferente, tendo outras atitudes. E eu entendo que é bem assim mesmo, a gente tem o encontro com o Evangelho e com as lições, pra quando vier esses momentos, né, que estamos todos experimentando nessa nossa hora, né, encarnatória, nessa transição, que é do mundo, mas que é uma transição nossa, individual, de cada um, né, com seus…
com as suas questões íntimas, né? Então, a gente encontra com Jesus e a pergunta é, a gente tá mudando o homem velho que era antes, né, a gente tá conseguindo colocar em prática essas essas lições que a gente tá lendo que tão lindas, que a gente lê e acha, como é lindo, como é bonito. Verdade. Lições pro nosso coração, né? Tem uma coisa, né, Leandro, bonita que você citou aí, porque no primeiro momento dos discípulos, dos apóstolos, o primeiro momento é um momento de encantamento com a figura de Jesus e com o ensinamento de Jesus.
Então, é um momento necessário e fundamental, é o primeiro degrau, não tem como não passar por ele, né, ele é muito importante. É um momento de encantamento com a lição, com a mensagem, e a gente fica admirado, porque realmente é um padrão muito elevado mesmo, de vida, de moralidade, o padrão de Jesus é uma coisa muito divina mesmo, né. No entanto, chega um determinado momento que vira uma chavinha, uma chavinha. Isso aconteceu em Pedro, em Tiago Menor, no próprio Paulo, eu não estou falando nem na conversão dele com o Paulo, não, essa chavinha virou nele lá mais na frente ainda.
Vira uma chavinha que é quando nós começamos a ter uma relação afetiva com Jesus. E aí, nesse momento, espiritualmente falando, porque a gente sabe que isso é muito natural, hoje a gente conversa por WhatsApp, nós estamos aqui fazendo uma live pelo Wi-Fi, imagina os recursos que Jesus tem para comunicar energias e pensamentos para a gente, né. Quando há esse contato afetivo, as energias, o Emmanuel diz assim, as energias do Cristo se comunicaram ao círculo estreito dos apóstolos. Olha que interessante! E é curioso, sabe, Leonora, porque é uma cura, é um movimento de cura, porque a pessoa passa verdadeiramente a sentir as energias do Cristo operando nela e na vida dela, independente da circunstância exterior.
Independente das decisões alheias, independente do ambiente, se o ambiente está agitado, está pegando fogo, independente disso, ela sente essa energia curadora, essa energia vitalizadora do Cristo. Esse processo, ele não é mais intelectual, ele não é. E é por isso que ele é difícil de ser descrito. É muito difícil a pessoa descrever isso em palavras. E, nesse momento, é um momento de iluminação mesmo. Eu não tenho outra palavra, é um momento de iluminação. É como se a gente ligasse a nossa lâmpada na energia, na fonte da energia.
E, aí, aquela lâmpada se acende. E, aí, a gente percebe, nossa, meu Deus, por que eu demorei tanto tempo? Por que eu fiquei sozinho tanto tempo? Por que eu quis viver sem essa força, sem esse apoio do Cristo? Ele sempre prometeu isso. Estarei convosco até o final dos tempos, até o final dos tempos, não, até a consumação dos íons, dos ciclos. Olha que bonito, não é? E, aí, a pessoa fala, poxa, por que eu não soube aproveitar? E, aí, eu lembro muito do senhor Norio que gostava disso. O André Luiz, no Evolução em Dois Mundos, o André Luiz descreve, ele primeiro descreve a fotossíntese.
Fotossíntese, a gente sabe. A plantinha retira alguns nutrientes do solo e da água, mas, com aquela energia que ela capta do sol, da luz, ela produz a molécula, a molécula de glicose, não é? Ela produz e as outras, aquela substância da vida, as moléculas da vida. E, eu acho que tem um pouco disso, não é? Sem essa luz, sem essa força, nós não conseguimos realizar os nossos processos. E, aí, o André Luiz chama, em nós, seres humanos, ele chama isso de mentossíntese. Mentossíntese. Então, a nossa mente ela capta essas energias, esse amor, essa luz do Cristo, busca os ingredientes que estão no ambiente em que nós fomos colocados pela providência divina e, aí, a gente transforma, transforma isso em vida.
Cria os elementos da vida espiritual que cada um vai ter que reconstruir. E, aí, fica pensando, meu Deus, por que eu fiquei tanto tempo sem mentossíntese? Eu estava abrindo aqui, não é, Herodias? Você falou que a gente estava aqui falando, a gente vinha falando do do servidor, e tal, do… como é que é a expressão? É o… Servo sofredor? O servo sofredor, e tal. E eu tenho uma lição no Caminho em Verdade e Vida, que chama-se Filhos e Servos. Muito interessante, e o convite para filiação é muito forte, também. A gente tem que sempre se lembrar disso, de agirmos como filhos, filhos de Deus, irmãos desse Cristo, desse exemplo que veio.
E se são os filhos, todo o trabalho é para o bem, Herodias, todo o trabalho é para uma construção de Crescimento. É sempre para subir, Herodias, é sempre para subir. É sempre para subir. E é sempre, não é, Júlio? É sempre… É uma escultura. Então, para você esculpir uma pedra de mármore, você precisa tirar muita coisa. Eu lembro disso, que é bonito, não é? Um repórter entrevistou o Rodin. Tem tempo ainda de entrevista de lápis-papel, não tinha nem aparelho eletrônico nenhum, não é? E ela perguntou para o Rodin, aquele quadro lá do pensador, como que você conseguiu, como é que você conseguiu imprimir aquela figura naquele bloco de pedra?
E aí, sabe o que o Rodin respondeu? Ele falou assim, já estava lá, eu só tirei o excesso. Eu acho que isso não deixa de ser verdade, não é? Então, assim, Júlio, tem uma coisa na evolução, nesse período que nós estamos vivendo, de transição, nesses desafios, que é para subir, para a gente subir, há Encontros, encontros com Deus, com a espiritualidade superior. Mas, toda vez que há um encontro desse, a espiritualidade superior ou Deus, deixa algo dela e tira algo de nós. Esse é o processo de esculpir, não é? Esse é o processo de esculpir.
Alguma coisa não é agradável, não é agradável, porque toda vez que a gente perde algo, a emoção que surge é a tristeza. Agradável não é. O nosso Cristo, então, Ele já está aqui. A gente só tem que tirar o que está sobrando. Eu li uma coisa linda essa semana que dizia que, eu vi que a sombra só acontece quando alguma coisa impede a luz. A luz está ali brilhando, a sombra é só o que está demais ali, o que está impedindo. Temporal. Outras reflexões mesmo a respeito dessa visão. Eu acho bonito isso, Júlio, porque eu acho que 2020 e parte de 2021 que a gente está vivendo isso, eu chamaria de o ano do Bartolomeu.
O ano do Bartolomeu, porque todo mundo deu uma abaixada na cabeça. Todo mundo deu uma baqueada. Os ânimos ficaram meio tristinhos, a gente sentiu o peso, e a gente está com o Bartolomeu. Aquele estado meio desanimado. E eu acho que aquela conversa que está no Boa Nova, a conversa que Jesus tem com o Bartolomeu, é a conversa para hoje. Eu acho que aquele capítulo do Bartolomeu, ele deveria ser lido todo dia. Durante essa quarentena, durante essa pandemia, durante esse desafio. Porque é tão interessante, porque tem uma frase de Jesus lá que é muito forte.
Jesus é muito forte. A gente tem um hábito de imaginar Jesus frágil. Não, não. Porque há tanto amor em Jesus, tanta empatia, tanta misericórdia, que a gente acha que ele é frágil. Mas não. E ele disse para o Bartolomeu assim, se eu não tivesse a certeza da vitória, eu não teria vindo. É mais ou menos assim, não é, Júlio? Eu não vim para perder. Eu não vim para perder. O jogo, o jogo vai ser vai ser vai ser o quê? Sete a seis. Não vai ser dois a zero. Vai ser sete a seis. Então, tem que estar preparado para tomar seis gols.
Seis, seis, seis. O número da besta. Seis, seis, seis. A famosa besta não quadrada, a cúbica. Seis, seis, seis. Tem que estar preparado para tomar seis gols. Eu acho que é isso que ele deixa claro. Vamos fazer sete gols, mas vamos tomar seis. Não necessariamente nessa ordem. Pode ser que a gente só comece a fazer o primeiro gol depois de tomar seis. Bem jogadinho, vai ser um jogo bem jogado. A gente ouvia também na reunião, uma vez quem escutou isso, ele falou assim, olha, acho engraçado, vocês têm que jogar, vocês têm que agir como quem está jogando o time que já ganhou.
Ou seja, vocês estão trabalhando para o Chris, seguindo o Chris, estão jogando, pensando se vão ganhar a partida? Ou seja, vocês já estão jogando o time que já ganhou, ele não vai ganhar, ele já ganhou. Agora, você vai ter que fazer o esforço aí, porque esse time vai ganhar, mas só que ele já ganhou, mas você tem que fazer os gols ainda. Tem que jogar, né? Tem que jogar. Tem que entrar em campo. O Thales está colocando os textos aí, que bacana, né? O que você viu de interessante? O bom ânimo, né? Achas, então, que eu teria vindo a este mundo sem essa certeza confortadora, certeza da vitória, a certeza de conquistar cada coração da terra?
Eu não teria vindo, né? Isso de cima é boa também. Isso de cima é boa. De cima é quando ele começa a dizer, né? Você já teve a ocasião de ensinar que o meu reino ainda não é deste mundo? Isso não quer dizer que eu desenhe o trabalho de estendê-lo um dia aos corações que morejam na terra. Tem de bom ânimo, eu venci o mundo. É bonito, é importante a gente resgatar essa imagem, essa imagem, porque tem uma passagem que está no livro Nosso Lá. Eu não me canso de ler essa passagem, sabe? Porque ela é muito forte. Foi quando Nosso Lá descreve a eclosão da Segunda Guerra Mundial.
E foi uma onda de medo no mundo espiritual. Olha que curioso, né? Espíritos que estavam desencarnados morrendo de medo. Medo. E medo também. Medo também dos entes queridos que estavam ainda na encarnação. Muita coisa em jogo, né? E, aí, ficavam olhando, será que vai progredir? E, aí, o benfeitor fala assim com André Luiz, olha, nós soubemos das esferas superiores que essa guerra é inevitável. Olha isso! E, lá no Ministério da União Divina, os ministros de Nosso Lá estavam em paz. Em paz. Em paz. Sabendo que é uma tempestade, vai derrubar a árvore, vai lamassar tudo, vai derrubar ninhos, vai fazer um estrago, mas, tudo será regenerado.
Então, está tão engraçado isso, né? É porque essa lição está perto da gente. Ela está no nosso corpo. No nosso corpo. Então, você faz um tratamento dentário. Ontem, por exemplo, eu concluí meu canal. Fiz um canal no Dentro. E foi bom, porque eu cheguei a visitar as esferas superiores. Eu estava na cadeira, por breves segundos, mas, quando pega lá no nervo, você… Eu vi, assim, meus potenciais angélicos. Me aguardando. E, aí, você sai, a boca inchada, dolorido, e, aí, vai um tempo, vai… voltando, vai… voltando ao normal, vai se recompondo, se regenerando, e é regeneração mesmo.
Regeneração de tecidos. E volta. Se isso tem no corpo, por que não tem na mente? O nosso psiquismo, o nosso espírito também tem essa capacidade de regenerar, de renovar, de refazer. É normal. Essa é a esperança. Essa força da vida que envolve tudo e que leva tudo para a renovação. Então, eu queria deixar essa mensagem. Por quê? Essa é a mensagem central do livro de Isaías. O livro de Isaías, ao contrário dos filmes, 2012, aqueles filmes que deixam você com um gosto amargo na boca, que deixam você para baixo, está tudo perdido, tudo vai ser um caos, uma catástrofe.
Não! O livro de Isaías ele deixa o sabor da vitória, da vitória do bem. A vitória do bem. A questão é que a pessoa pode dizer assim Nossa, Haroldo, mas é tão demorado. Mas, é demorado pelo seguinte, o bem não pode fazer o jogo do mal. O mal pode trapacear, o mal pode mentir, o mal pode trair, o mal pode ferir. O bem, não! Não! O bem não pode! Não pode! O bem participa desse desafio com outras ferramentas, com outro estilo de jogo, e ele vence servindo, ele vence amando, vence regenerando. É diferente. Aí, mais lenta, claro.
Aí, fica mais devagar. Fica mais devagar mesmo. É, mas no tempo, né, Haroldo? Se a gente for analisar, não é mais devagar, né? Devagar é quando você cisma de fazer por outros caminhos, aí você nota que tem que refazer. É mais devagar, mas é mais efetivo. É. Quando a gente resolve apressar, meu Deus! É uma beleza, né, Haroldo? Vamos ver o que nós temos lá. É na estrada certa, né? Mas eu fiquei ainda com a mensagem que o Haroldo trouxe no início, lá do livro Brasil Coração do Mundo, aquela escada de jacó cheia de flores.
Acho que vamos focar nela e saber que os anjos vêm e vão a todo momento, estão nos protegendo. A gente tem só que se conectar. É como se fosse o caminho mesmo. Essa estrada é como Jesus, né? O sol que nos ilumina e que nos dá essa direção. Às vezes, apressado, é só para pegar a estrada que tem buraco, que tem estrada de terra. É. A gente… Eu sinto dificuldade, às vezes, né? Aquelas oscilações que a gente fica, né? Porque você tem que entender o convite da vida, né, Haroldo? E… compreender e diminuir um pouco das oscilações nessa fé, né?
Nessa confiança. Porque a gente oscila nessa confiança de que vamos vencer, que vamos dar conta daquilo que nos é apresentado, né? Eu me lembro que uma vez a gente estava nessa casa, às vezes eu conto às pessoas isso, porque foi um momento muito especial para mim. A gente conversando um pouco lá sobre essa questão de passar pela fieira do mal, e a gente estava meio que falando sobre isso, né? Aí você leu a luta contra o mal, falando sobre aquela passagem que Jesus, que ele tinha vindo para os de boa vontade, que quando vinha a adversidade, ele via naquilo a confiança do pai nele, né?
Ou seja, via naquilo que é apresentado para ele, a confiança do pai que ele vai conseguir. Que foi assim que ficou guardado para mim na minha mente, né? Exatamente. Porque ele fala assim, eu não vou lá provocar os maus. Eu não vou lá provocá-los. Interferir. Porque se Deus está permitindo aquele movimento, se Deus não estivesse permitindo, aquele movimento não ocorreria. Se aquele movimento está ocorrendo, principalmente quando é um movimento de grandes proporções, é porque há uma permissão da justiça divina. É aquela frase, tem muita injustiça no mundo, mas nenhum injustiçado.
Então, se Deus está permitindo, então Jesus tem esse respeito, né? Ele não vai lá provocar situações que Deus está permitindo. Agora, quando o mal procura, ele vê aquilo como uma oportunidade de mostrar o bem. Então, ele fala assim, se sente digno da confiança divina que permitiu que o mal se aproximasse. Porque tem isso também, né? Tem a poesia, né? Em meio ao Maria Dolores, que é a vida. A ninguém te ligaste de improviso. A ninguém te ligaste de improviso. É o Casimiro Cunha. Tem até uma mensagem de Natal, a gente já postou no Seramão, alguns natais atrás.
A ninguém te ligaste de improviso. Não tem isso, né? Ninguém recebe a permissão de cruzar nosso destino. Ninguém recebe a permissão de entrar na nossa vida se não tiver causas profundas por trás disso. Nenhuma ocasião, né, Heródoto? Nenhum fato, nenhuma ocasião, nada que nos atinja, a saúde ou qualquer dificuldade, ocorre sem a permissão divina. A gente tem que entender que o exercício da encarnação, eu penso assim, eu tento entender assim, é um exercício de superação. Constante. É o laboratório, não é, Julio? É o laboratório, é o que a Eleonora falou.
Lá no mundo espiritual, a gente fica pleno de esperanças, pleno de promessas, pleno de projetos, repleto de metas, mas o jogo é aqui. Aqui é o jogo. Aqui o árbitro apita e é bola rolando. Que tá ganho, mas tem que jogar. Não, mas às vezes a gente pode entregar o jogo, né, Eleonora? Tem que jogar, né? Tem gente chegando, tem gente chegando aqui, entrando no jogo aqui, ó. Agora já te anunciei. A cheirinha está aí. Essa aqui. Vem cá, sô. Vem cá, meu cabelo. Eu tenho tal do cabelo. Vou te falar agora. Eu vou te falar agora.
Às vezes eu passo uns apertos por causa desse negócio de cabelo. Mas é isso mesmo, né, Arouca? O jogo é aqui e é interessante que você vê num time de futebol, você fala assim, né? Começa o jogo e tal, e tem ali entre os jogadores do mesmo time, né, os ajustes que vão se fazendo no meio da partida, né, um que dá um grito com o outro e tal, e um que está mais desatento no início da partida até chegar no final. Aí, ó. Pronto. Oi, Sheila. Tudo bem? Oi, Cheininha. Tudo bem? Tudo bem. Retomando o estudo de Isaías hoje, em horário novo.
Boa! Só hoje, né, Arouca? A gente vai permanecer as nove e meia, né? Depois vamos ter que combinar um outro horário, Eleonora, porque quando voltar as aulas eu vou ter aula todo dia de manhã agora, né? Mas aí a gente combina depois no outro horário. A universidade é uma coisa séria. Muito bom, muito bom. Bom, meia saudade sua. Oi, Sheila, também. Temos que encontrar, né? Os meninos estão só crescendo agora mesmo. Agora mesmo é risco se encontrar. Mas é isso. Sheila, um beijo. Fica com Deus. Eu estava falando disso, né, do time, né?
E o time vai se ajustando, a gente como com os companheiros de encarnação, com aqueles que caminham conosco, né? Tem paciência, às vezes tem que ter bastante perseverança, não é? O técnico tem o primeiro para o segundo tempo, dá aquela chamada. O importante no final é a gente, né, jogar com esse time que está jogando lá de lá, que somos nós mesmos, né? O time que está jogando do lado de lá é o nosso multiverso. E tem uma coisa legal, outro dia eu estava conversando com um amigo e ele disse assim, que tinha tido um sonho, sabe?
Um sonho muito nítido. E ele acredita que seja o espírito protetor dele, o anjo guardião. E aí o espírito protetor estava com uma planilha, assim. E aí começou a descrever para ele várias fases da vida dele. Aí disse assim, aqui não foi bom. Aqui não foi bom, não. Aqui foi muito bom. Aqui você fez tudo certinho. Aqui também foi bom. Isso aqui foi bom. Aqui você falhou de novo. Isso aqui não foi legal. Podia ter sido melhor. No geral está bom, mas você podia ter logado melhor. E aí ele acordou. Ele acordou com isso, assim, né?
Os momentos, as fases, assim, nítidas na mente. Olha que curioso, né? Muito legal. Interessante, né? Interessante isso. Porque às vezes fica uma expectativa, ou tudo ou nada, não é assim. Ou tudo ou nada, né? Até na escola as professoras, assim, às vezes dão uma quebrada de galho, né? Fala assim, olha, você veio calculando certinho. Então é que essa parte chegou aqui nessa conta aqui. Daqui pra frente… Acertou metade da questão. Daqui pra frente você deu um confundido, né? É. Imagina. É isso mesmo, né, Haroldo? Acho que nós estamos passando por esses momentos, e momentos importantes de ter bastante fé, de muita esperança, muita confiança na promessa do Cristo, né?
Desse lugar que está preparado. Muita confiança na condução paterna, né? Porque ninguém reencarna com o propósito de fracassar, né, Haroldo? Nem fazer o mal. E nós temos que considerar que nós sabíamos, e foi a nossa oportunidade de reencarnar nesse período, né, Haroldo? E é uma grande oportunidade de verdade, né? Uma grande oportunidade. Na escola tinha aquela coisa da recuperação, aquela prova pra quem não alcançou a média, né? Vamos lá nesse período lá, que nós vamos fazer um intensivão e A gente vai recuperar esse atrasado, né?
Eu acho que nós estamos fazendo esse intensivão nesse momento, sabe, Haroldo? E vamos ser aprovados com louvor, com certeza. Mas é isso, mais alguma coisa a acrescentar, Haroldo? E aí na próxima estuda, a gente já foi… Eu vou combinar com você durante a semana, com Eleonor, o horário mais adequado pra gente. Seja bom. A gente já está com a promessa aí um próximo estudo de Êxodo, né? Parece que é o que você tem em mente tocada aí. Isso, nós vamos pra Êxodo. E como é que você está imaginando os próximos estudos? A gente caminha mais um tempo, você imagina quanto tempo?
Não, tem tempinhos aí ainda, assim, alguns encontros ainda. Alguns tem meses. Pelo menos mais um mês aí pra gente poder fechar. Dar uma fechadinha, né? O pessoal poder estudar sozinho, né, Haroldo? Estou sentindo que você está querendo empurrar o pessoal do Ninho. Está igual aquelas mães passarinho que vai empurrando os bichinhos do Ninho, falando assim, agora eu vou. Agora vocês estudam isso aí, nós vamos aprender. Eu só voltei só pra me despedir também do nosso horário, né? Ah, voltou, voltou. Ah, é interessante mesmo.
Quando fica ruim, eu paro. Eu estou falando, Eleonora, com o Haroldo sobre o próximo estudo. É um 2021 de muita esperança mesmo, está tudo certo, o mundo que vem aí é de regeneração, né? E o Haroldo começou falando sobre o remédio, o colateral, o efeito colateral, né? É um tratamento, o remédio às vezes é amargo, mas é pra curar. Só tem esse objetivo, né? Esse é o único objetivo disso tudo, né? O pessoal está perguntando se vai terminar Isaías. Não, a gente ainda tem mais alguns encontros, né? No assunto. A gente estava falando disso agora, você está me ouvindo, Eleonora?
Agora estou. Estava perguntando ao Haroldo, ele falou que tem mais alguns estudos, né? Pra gente poder fechar direitinho, eu brinquei com ele, que ele está parecendo aquelas mamãe passarinha empurrando os passarinhos de cima do ninho pra ver se eles voam, sabe? Com Isaías aí. Daqui pra frente, chegar num ponto, falar assim, agora vocês voam aí, vão estudando Isaías, né? E tal. O Haroldo não está em parada dramática, não, está travado mesmo. Está travado. Haroldo, mas é isso então, vamos combinar com você a próxima reunião e a gente já fala com o pessoal, divulga e tudo mais, tá bem?
Bom, Júlio, então tá, a gente combina. Gostei muito de te ver animado, sorridente. Claro, com certeza. E transmitindo essa felicidade pra gente também, pra todo mundo. 230 pessoas acompanhando o estudo aqui às 14 horas, tá achando que esse horário aqui o pessoal gostou, hein? Pois é. E vamos lá, vamos nessa, né? Um abração pra todo mundo aí, agradecer a presença. Daqui uns dias o estudo já vai estar lá na plataforma espiritismo.tv. Haroldo, a gente está com 227 pessoas aqui, eu queria fazer um convite ao pessoal, né?
O SER, ele tem o Espiritismo. tv como a sua plataforma também de sustentabilidade, né Haroldo? Se as pessoas quiserem contribuir, quem puder aqui, dessas 227 pessoas, a gente precisa muito do pessoal que contribui lá na plataforma, é só entrar lá na espiritismo. tv, contribuir, vai estar ajudando a gente a manter esses projetos aqui, todos os outros, é muito importante porque são projetos que são caros na importância e também caros muitos deles na sua produção e sem a ajuda às vezes fica difícil, né Haroldo? Então a gente realmente reforça o pedido, quem puder, a plataforma está aberta pra quem não tem condições, mas tem quem tem e quem pode e quem se sente, né, tocado pra ajudar, se puder é muito bem-vindo a ajuda, é acessar espiritismo.
tv barra contribuir, tem lá um iconezinho, né? E vai ser muito bem-vindo a contribuição de quem puder. Né? É isso. Então deixando aí o agradecimento e até a próxima, né? Exatamente. Então falou, gente. Um beijo pra todos, viu? Um ótimo final de semana e até a semana que vem. Até a semana que vem. Até a semana que vem, gente. Com Deus.
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