Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento à luz do Espiritismo, Haroldo Dutra Dias aprofunda a análise do Livro de Isaías, abordando a segunda parte da obra profética. O estudo se concentra nos capítulos 13 a 23, que tratam do julgamento das nações, e estabelece um paralelo entre os conceitos bíblicos e a Doutrina Espírita.
O que é estudado neste episódio
- Revisão do primeiro bloco de Isaías (capítulos 1 a 12): Haroldo retoma o estudo da primeira parte do livro, que foca no julgamento de Israel, a “vinha do Senhor”. Ele reitera a metáfora da vinha (Isaías 5:1-7) como representação da comunidade que falhou em produzir bons frutos, e a vinda do Messias (Isaías 6 em diante) como a expressão da misericórdia divina nesse julgamento.
- A estrutura do Yom Kippur na Bíblia: É explicado como a estrutura do Dia do Perdão (Yom Kippur) serve de base para a compreensão dos livros proféticos, incluindo Isaías e Apocalipse. O Yom Kippur é apresentado não apenas como um dia de julgamento, mas de purificação, onde a desobediência à lei divina é vista como impureza da alma.
- O julgamento das nações (capítulos 13 a 23): Haroldo introduz o segundo bloco de Isaías, que se dedica ao julgamento das coletividades humanas que caíram em desordem. Essas nações são simbolizadas pela Babilônia, representando a humanidade afastada da lei divina.
- A lei de causa e efeito para as nações: O estudo enfatiza a aplicação da lei de causa e efeito em nível coletivo, mostrando como as nações, assim como os indivíduos, colhem as consequências de suas escolhas e ações. Exemplos como a escravidão no Brasil e nos Estados Unidos são usados para ilustrar os débitos coletivos que geram desigualdades e sofrimentos.
- A justiça e a misericórdia divinas: Haroldo ressalta que a lei divina é soberanamente justa e boa, e que a misericórdia oferece caminhos de redenção para que os débitos sejam resgatados através do amor e do trabalho no bem, evitando um “massacre” se apenas a justiça fosse aplicada.
Reflexões
- A Bíblia Hebraica, especialmente os livros proféticos, oferece uma profunda compreensão da lei divina de justiça, amor e caridade, que se manifesta tanto individualmente quanto coletivamente.
- A transição planetária e a regeneração da Terra podem ser compreendidas como um “Yom Kippur planetário”, um processo de purificação coletiva que visa elevar o orbe a uma nova categoria evolutiva.
- A Doutrina Espírita nos convida a uma reflexão constante sobre nossa própria encarnação: estamos degradando ou purificando nosso espírito? A avaliação de nossa jornada é contínua e visa nosso progresso.
Ler transcrição do episódio
Bom dia, bom dia, bom dia, Julio. Bom dia, meninos. Dá uma luzinha aqui. Tudo de Isaías. É, mais uma sexta de Isaías, né? Sextou. Sextou. Nossa sexta-feira começa com Isaías. E como é que tá a semana pra todos? Tá tudo bem? Aroto, que eu não falei essa semana direito. Graças a Deus, Julio, tudo… É, muito trabalho, né Aroto? Eu tô acompanhando aí diariamente. É bom ter tempo de fazer bobagem. Vamos ver quem tá aqui, rapidinho. Olha, eu vou falando os nomes aqui. A Marisa Ruda, o Heitor Barreiros, a Cíntia Castelo, a Valcrísia Braga, a Natasha Vanderlei, Marisa Ruda, de novo aqui, o Marcelo Tranjan, nosso amigo, a Jodalha Arlego, Elizabeth Cursino, Elma Lima, Tânia Antiqueira, tava com a gente ontem também à noite, Elizabeth Moreira, Rosemary Fagherazzi, Denise, Salete Barbosa, Tânia Antiqueira, de novo aqui.
É isso, pessoal, tá chegando aqui, aos pouquinhos a gente vai dando bom dia pra todo mundo, né Aroto? Agradecer aqui a presença do pessoal, né? Marta Castro, Rosiane Japur. Podia ter 15 minutinhos hoje para o pessoal fazer pergunta. Podemos. Ficaria gostoso, né? Legal, legal. Bacana demais. Aí eles vão mandando aqui, a gente vai já separando as perguntinhas para os 10 minutos finais. Vamos fazer uma leitura pra gente começar, Aroto? Vamos. Agora vai ler alguma coisa pra gente aí. Ah, então vamos ler do Pão Nosso, capítulo 29, a Vinha, e disse-lhes e de vós também para Vinha e dar-vos-ei o que for justo e eles foram, Mateus 24.
Ninguém poderá pensar numa terra cheia de beleza e possibilidades, mas vogando ao Léu na imensidade universal. O planeta não é um barco desgovernado. As coletividades humanas costumam cair em desordem, mas as leis que presidem aos destinos da casa terrestre se expressam com absoluta harmonia. Essa verificação nos ajuda a compreender que a terra é a vinha de Jesus. Aí vemos-lo trabalhando desde a aurora dos séculos e aí assistimos à transformação das criaturas que de experiência a experiência se integram no divino amor.
A formosa parábola dos servidores envolve conceitos profundos. Em essência, designa o local dos serviços humanos e refere-se ao volume de obrigações que os aprendizes receberam do mestre divino. Por enquanto, os homens guardam a ilusão de que o orbe pode ser o tablado de hegemonias raciais ou políticas, mas perceberão em tempo o clamoroso engano, porque todos os filhos da razão, corporificados na crosta da terra, trazem consigo a tarefa de contribuir para que se lhe efetue um padrão de vida mais elevado no recanto em que agem transitoriamente.
Onde quer que estejas, recorda que te encontras na vinha do Cristo. Vive sitiado pela dificuldade e pelo infortúnio? Trabalha para o bem geral. Mesmo assim, porque o Senhor concedeu a cada cooperador o material conveniente e justo.” Então, Emmanuel, Livro Pão Nosso, capítulo 29. E tem um aspecto aí bonito que você leu no inicio da mensagem, que fala assim, Embora as coletividades humanas possam cair na desordem, não é isso? As leis divinas, lê esse pedacinho de novo. As coletividades humanas costumam cair em desordem, mas as leis que presidem aos destinos da casa terrestre se expressam com absoluta harmonia.
O Senhor dos Exércitos, né? Porque assim, a gente percebe, e aí quando a gente começa a ler Emmanuel em níveis mais profundos, porque a gente pode ler num nível superficial e num nível mais profundo. Como que ele está vinculando a ideia divinha com a ideia de lei divina, lei de causa e efeito, que é exatamente o livro de Isaías. Então, agora, hoje, nós vamos entrar nessa segunda parte do livro, que se estende, eu chamo de segundo bloco, porque aqui a gente precisa trabalhar blocos, porque internamente no bloco fica, às vezes, difícil de você subdividir, às vezes a subdivisão fica artificial, mas o bloco está bem definido.
Então, nós tivemos um bloco que era um bloco falando de Israel, capítulo 1 a capítulo 12. Ora, se está falando de Israel, a metáfora é a metáfora de um julgamento e a metáfora da vinha, porque Israel é a vinha do Senhor. Olha que bonito, né? Então, Israel é o protótipo da vinha, quer dizer, era o protótipo da comunidade, vamos dizer assim, dos irmãos mais velhos da humanidade, que tinham o dever, a responsabilidade de orientar os irmãos mais novos, porque eles tinham mais experiência religiosa, do aspecto da religiosidade, e esse era um fator importantíssimo para poder conduzir a marcha do progresso espiritual, porque a gente imagina assim, como que seria a Terra se a verdadeira religiosidade, a verdadeira, não estou falando religião, estou falando religiosidade, tivesse presidido o progresso da filosofia, presidido não, orientado, orientado o progresso da filosofia, o progresso da ciência, o progresso social, o progresso tecnológico.
Imagina se os princípios do amor a Deus, do amor ao próximo, da justiça, do equilíbrio, da fraternidade, tivesse orientado as várias frentes de desenvolvimento espiritual do orbe. O planeta seria outro, talvez a gente não estivesse mais no mundo de expressão e prova, possivelmente nós já estivéssemos na próxima categoria, que é o mundo regenerado. O tão sonhado mundo regenerado, que é o destino bíblico. A Bíblia aponta para um Éden, para um mundo regenerado, para um jardim, para um jardim. Então, é interessante isso, não é, como é que ele ele junta isso, e esses conceitos estão juntos, eles estão juntos.
É tanto que o povo hebreu, até hoje, possui uma festa, uma festa, uma celebração que dura dez dias, que é o Yom Kippur. Começa com o grande dia do Yom Kippur e aquela cerimônia prossegue. Ela tem uns dias antes e uns dias depois, então ela abarca um tempo interessante, uns sete a dez dias. Mas, ali tem o dia do Yom Kippur, que é o dia do quê? O dia do julgamento, o dia do juízo. E, o julgamento, justiça, em hebraico, não é apenas justiça em português, porque a palavra tzedek pode ser traduzida por justiça, tzadik, justo, tzedek, justiça, pode ser traduzida por justiça, caridade, amor.
Olha que interessante! Eles têm uma palavra para expressar isso tudo. Em português, a gente fala justiça, acho que é só julgar, mandar prender, mandar para a cadeia. Em hebraico, não tem isso, não é? É a mesma lei que o Kardec trouxe, não é? A de justiça, amor e caridade. Justiça, vírgula, amor e caridade. Quer dizer, então é bonito porque, se a gente fosse traduzir, eu acho que já tem. Se fosse traduzir o Livro dos Espíritos para hebraico, essa lei moral seria assim, lei de tzedek. Não precisaria abrir três palavras.
Se traduzir para o hebraico, lei de justiça, vírgula, amor, vírgula e caridade, em hebraico seria tzedek. Uma única palavrinha, porque ela expressa essas três coisas. Então, isso é bonito porque, aqui também, do capítulo 1 ao 12, a gente viu que misturou. Israel estava sendo julgado, mas, ao mesmo tempo, a gente ouviu falar do Messias. Então, no capítulo 5, falou da vinha, a vinha que secou, se referindo a Israel, não é? Que era a vinha do Senhor e essa vinha se tornou improdutiva. Mas, aí, já no capítulo seguinte, que é o 6, começa a falar da vinda do Messias para restaurar a vinha.
Então, a justiça está sem… O Chico falava isso de uma maneira tão bonita, não é? Ele falava assim, nós precisamos compreender que a justiça divina paira no mesmo nível da misericórdia. E, aí, isso é bonito, porque está lá no capítulo, na questão 13 do Livro dos Espíritos, os atributos da divindade. E é um atributo, olha, Deus é soberanamente justo e bom. Justo e bom, não é? Soberanamente justo e soberanamente bom, não, soberanamente justo e bom. Então, justiça e bondade estão no mesmo nível. Os sábios judeus, os sábios de Israel, costumavam dizer que a gente não consegue separar, em Deus, o que é justiça, o que é bondade, o que é justiça, o que é misericórdia.
A gente não consegue separar isso. Por quê? Porque eles estão no grau absoluto. A bondade em Deus está no grau absoluto, no grau supremo, e a justiça está no grau supremo. Então, não tem como separar. Como é que você separa duas grandezas infinitas? Quem separa somos nós, por enquanto, não é? Quem separa é a gente, não é? Mas, muito bem, então, semana passada estudamos o capítulo 5 sobre a vinha, o 6 entramos em Emmanuel, e hoje? Hoje, então, nós estudamos o primeiro bloco. Então, só para a gente revisar, não é, Leonora?
Para quem está anotando, o livro de Isaías é um livro que tem a estrutura do Yom Kippur. Aliás, é bom também quem está aí anotando, todos os profetas, todos os profetas, é por isso que Jesus fala assim, a lei e os profetas. Então, Jesus divide a Bíblia hebraica em dois blocos, Torá e profetas, lei e profetas, não é? Torá e Nevinh. Os profetas sempre vão falar do julgamento divino. E é um bloquinho, não é? É uma pecinha de Lego, não é? Se eu dou a lei, se eu falo da lei, eu tenho que falar da aplicação da lei, porque de que adianta uma lei que não é aplicada?
Isso é o que a gente mais reclama, não é isso? Então, você tem lá uma lei bonita, toda com palavras lindas, falando de valores maravilhosos, mas, se aquela lei não é aplicada, que valor que tem isso? Então, a Bíblia hebraica pode ser dividida em Torá, a lei, a lei revelada, a lei, quando eu digo aqui, são os parâmetros de Deus para a evolução dos seres, é lei nesse sentido. Não é lei de que tamanho de saia você vai ter que vestir, o que você vai comer, o que você vai beber, não é isso. Leis morais, né? É, nós estamos falando de leis morais, nós estamos falando de leis que regem a evolução espiritual dos seres no universo, nem só na Terra, são leis morais.
Então, de um lado, se eu falo da lei, Torá, eu falo da aplicação da lei, ou de como que a lei age quando alguém desobedece essa lei, quando alguém fere essa lei. Então, por isso que Jesus usa essa expressão bacana, que é a lei e os profetas, a lei e os profetas. Então, se nós estamos falando do profeta Isaías, nós estamos falando do quê? Da aplicação da lei, por isso que o livro está dividido em etapas de julgamento. Então, esse livro aqui, como o Apocalipse também. Qual que é a estrutura do Apocalipse? É a estrutura de uma festa de Yom Kippur.
Inclusive, no início do livro, ele começa a descrever os elementos do Yom Kippur. E todos os profetas bíblicos, eles falam de o dia, o grande Yom Kippur da Terra. O dia, porque os hebreus, quando eles iam falar do Yom Kippur, eles não falam Yom é dia. Kippur é aquelas palavrinhas que você pode traduzir por 10 em português, não é? Então, é dia do juízo, dia da misericórdia, dia do julgamento, porque a palavra está junto. Então, Kippur é purificado, o dia da purificação. Então, isso é bonito também, por quê? Desobedecer a lei divina é visto como uma impureza da alma.
Só as almas impuras desobedecem a lei divina. Então, o Yom Kippur é o dia da purificação. Por quê? O que eu faço com a alma impura? Purifico. Está vendo, não é, Leonor? A gente perde essas referências, não é? Na Doutrina Espírita, a gente estuda a lei divina. Os limpos de coração, eu pensei enquanto você… Puros de coração. Eu limpo o coração. Puros de coração, puros de coração, bem-aventurados os puros de coração. E, Jesus fala lá, porque é do coração que vem o adultério, o roubo, a inveja, não é? Está lá em Mateus, finalzinho lá do 13.
Então, ele fala que é do coração que vem tudo, de ruim. Então, as impurezas estão no coração, elas estão nessa estrutura emocional e sentimental do Espírito. Então, rebeldia, temosia, crueldade, orgulho, egoísmo, inveja, despeito, ódio, revolta, quer dizer, são impurezas que geram todos os males da Terra. Todos os males da Terra. E, não só males individuais, quanto males coletivos. As comunidades, também, se desvirtuam, se perdem por impureza do coração. E, aí, vem a lei fazer o quê? Purificar. Por isso que é o Iom Kippur.
O dia… Só que aí, qual que foi o problema? Porque, quando a reforma protestante, os alemães foram estudar, eles sabiam nada de hebraico. E, aí, começou a criar esse negócio do dia do juízo, juízo final. Aí, criou essa fantasia hollywoodiana e, infelizmente, milhões e milhões de pessoas ficam com essa ideia boba na cabeça de juízo final, de Armagedon, essa bobajada. Porque não compreenderam a cultura que gerou a Bíblia hebraica, que é a cultura hebraica. Então, lá é o dia do juízo, é o Iom Kippur. E, para eles, todo ano nós temos um juízo, um dia do juízo.
E, nesse dia, que é o Iom Kippur, é decidido se você vai viver o próximo ano ou não. Então, no dia do Iom Kippur, tem o Livrinho da Vida, é feito um julgamento do ano anterior, não é? É igual a hipogirenda, é sempre o ano anterior, o exercício anterior. Então, examina o seu ano anterior e fala assim e agora? Não, então, Eleonora vai viver mais um ano. Aí, seu nome é anotado no Livro da Vida. Você vai viver mais um ano. Senão, você vai voltar para o mundo espiritual, se o seu nome não for anotado. Então, tem esse simbolismo.
E, aí, essa teologia protestante passou por cima disso tudo, desvirtuou tudo, adulterou tudo, não é? Mas, aqui, nós estamos retomando os conceitos. Então, o Iom Kippur é esse dia do julgamento que todo ano tem, mas, como toda festa hebraica, você tem uma festa semanal, mensal, anual, de 7 em 7 anos, 7 vezes 7, que é 49, 70 vezes 7, que é 490, 7 mil, que é uma semana milenar, aí você tem os ciclos maiores. E, aí, tem o quê? O Iom Kippur do planeta Terra. O Iom Kippur do planeta Terra. Infelizmente, o Espírita não sabe isso.
Fica falando de regeneração planetária. O que é a regeneração? É o Iom Kippur da Terra. Transição planetária é o quê? É a entrada no julgamento, às vésperas, do Iom Kippur planetário, em que toda a Terra será purificada. E, isso está lindo, não é? O poeta Glarus explicou, quem tiver dúvida, é só ouvir a música Aurora. Nos trouxe em canção, para ficar gravado igual o mantra. É só ouvir a música Aurora, que está explicando. Aquilo ali é uma palestra de 5 horas sobre o Iom Kippur. E, no Levítico 12, você explicou bem essas semanas adâmicas, os trabalhadores da última hora, se mil anos é um dia, o que é essa última hora.
Mas, aí, o Gladisson resume na poesia. A Terra sofreu noites convulsivas, verteu lágrimas, rangeu dentes, mas gestou-se. Mas gestou-se. Então, gestou e mas gestou-se. Tornou-se gloriosa, por quê? Porque foi purificada. O Emmanuel fala isso, também, no Caminho da Luz, quando ele vai falar da transição planetária. Muitas dores, muitas lágrimas, muito sangue, muita luta, mas, depois, a Terra sai purificada, sai pura. É isso aqui. Então, todo profeta, todo livro profético, todo, todo, todo, Isaías, Jeremias, Ezequiel, todos, falam do quê?
Do julgamento, de um Yom Kippur. Um Yom Kippur. Eles viveram isso, não é, Haroldo? Eles já viveram isso, ela, não é? Então, eles têm, já, esse registro espiritual do que é um Yom Kippur de um planeta, não é? É. E o Cristo, não é, Eleonora? Nós não podemos ser ingênuos, não é? Se os especialistas da Terra fazem previsão para um ano, para dois anos, se a gente consegue prever linhas de desenvolvimento em cinco, dez anos, um Cristo planetário, Ele consegue prever dezenas de milhares de anos para frente. Ele consegue delinear.
Nós não sejamos ingênuos, não é? A comunidade de Espíritos puros e eleitos pelo Senhor da vida, que dirige o Sistema Solar, eles têm uma previsão de desenvolvimento do Sistema Solar de cem mil anos, no mínimo. Não sejamos tolos, não é? Então, eles já estão em dez mil e tanto, não estão em dois mil e vinte, já estão planejando o ano dez mil. As linhas de desenvolvimento já estão aí delineadas, não é? Estão delineadas. É isso, não é? Então, a gente estudou o primeiro bloco, o primeiro bloco foi capítulo um ao capítulo doze.
Então, capítulo um, capítulo dois, quem que é o tema? Avinha. Avinha. Então, por isso que nós lemos a passagem da Avinha, que está no capítulo cinco do Profeta Isaías. Então, o que que eu ia dizer para quem está perdido aí? Porque a gente fica meio, meio zonzo, não é, Eleonor? Pega um livrão desse aí, a gente fica meio zonzo. Você fica meio, meio grogue. Então, se você está perdido, vou resumir para você. Primeira parte de Isaías, primeiro bloco, primeira etapa do julgamento. São vários réus aqui que vão ser julgados ou purificados.
Olha que legal. Vários réus aqui serão purificados. O primeiro é Israel. É o irmão mais velho. É o primogênito dos povos da Terra. Israel é o primogênito. É o que tinha a responsabilidade de orientar os seus irmãos. É o primogênito. Então, a sequência do julgamento aqui começa pelo irmão mais velho. Depois, vai chegar nos irmãos mais novos. Todos vão ser chamados. Mas, começa pelo irmão mais velho. Capítulo 1 a 12 é o julgamento do irmão mais velho. O que que resume esse julgamento? Uma passagem que está no capítulo 5, versículo 1 a 7.
Capítulo 5, versículo 1 a 7. Vou anotar aqui, julgamento. Essa passagem, ela resume o primeiro bloco. Quem está anotando, essa passagem resume o primeiro bloco. Ela se chama O Cântico da Vinha. Da vinha. Então, está falando de uma vinha. E nós já explicamos isso no episódio anterior. O que que é a vinha? Prolegômenos do Livro dos Espíritos. O que que representa o bago de uva? O simbolismo da purificação que está aí na uva. Que ela é amassada para ela dar a essência, que é o vinho. Não é? Então, a gente passa pela vivência.
A gente passa pelas vicissitudes da vida corporal como um processo de esmagamento da uva. Para quê? Para que o nosso espírito saia purificado desse processo. Para que a gente saia vinho. Vinho. Então, vinho não é só uma bebida na Bíblia hebraica. Não sejamos ingênuos. Não está falando de bebida aqui. Quando Jesus transforma água em vinho na boda de cana, a pessoa fala Ah, ele bebeu vinho. Quer dizer, está com preocupação de criança. O simbolismo ali é espiritual. O vinho é o simbolismo do ser humano purificado, do espírito, da espiritualização do ser.
Então, é isso. Você pega a base do elemento biológico, a base da vida biológica, qual que é o símbolo da encarnação? A água. Porque, se não tiver encarnação, não tem vida biológica. Se não tiver água, se não tiver encarnação, se não tiver água, não há vida biológica, não há vida corporal. Sem água. Então, a água é a base da vida corporal. Da água, da estrutura da vida corporal, que está representada pelos elementos, pelo galho, pela folha, pelo bago de uva, as vicissitudes que representam esmagar essa uva, dão origem à essência, que é o licor, que é o vinho, que é a essência ali.
Isso é o espírito. Isso é o espírito. Nós falamos sobre isso. Por isso que o espírito tem cor de rubi, tem a forma de uma chama. Aí, você pode ver. Hora que estiver falando em vinho, hora que estiver falando em fogo, no Velho Testamento, está falando de realidade espiritual. É por isso que, em Pentecoste, desceu as línguas de fogo. Falou em fogo, que é a forma do espírito, chama. Falou em vinho, está falando o quê? Da cor, da essência do espírito. É isso. É simples assim, sem complicação. Então, aqui, está falando de uma vinha.
O senhor da vinha plantou uma vinha e ele esperava que essa vinha produzisse um bom vinho, mas a vinha não produziu. Ela não produziu nada de útil. Ela falhou. Então, essa vinha vai secar. Esse é o cântico da vinha. Esse é o cântico da vinha. Então, é um simbolismo bem rude, porque nós temos que entender que esse livro aqui foi escrito mais de 600 anos antes de Cristo. Então, nós estamos falando de um livro que tem mais de 2.400 anos. Então, se a pessoa está pegando esse livro aqui, está achando que ela está lendo um livro que acabou de sair na Amazon agora, pelo amor de Deus.
Esse livro aqui tem 2.600 anos. Ele está falando de uma realidade que está milênios antes da nossa cultura. Está falando de um outro mundo, de um outro tempo. Por isso que a linguagem aqui é toda agrícola. É uma linguagem agrícola, mas ela é fácil de ser entendida. Por quê? Porque o mundo progrediu, mas mudou a agricultura? A gente continuou plantando uva, plantando laranja. Então, é interessante isso aí. Isso resume o primeiro bloco. Esse é o julgamento, mas todo julgamento ele tem o lado da misericórdia. E qual que é o lado da misericórdia?
É o capítulo seis que fala do Emmanuel. Não é? Então, pega o capítulo seis, ele pega o grande, né? O seis, o sete, o oito. Ele vai estendendo aí, vai adentrando até lá no doze. Não é? E termina com o salmo. E aí termina como? Olha que bonito. Como é que termina o bloco, Eleonora? Capítulo doze, versículo um. Termina com o salmo e o salmo diz assim, E dirás naquele dia, Eu te louvo, ó Senhor. Adonai, né? Porque aqui tá o tetragrama, né? Porque, embora tivesse encolherizado contra mim, a tua ira cessou e agora me deste o teu consolo.
Olha isso. Fechou. Eu te louvo, Senhor, porque esse julgamento não foi só justiça, ele teve também misericórdia. E qual que é a misericórdia desse julgamento? A vinda do Messias. A vinda do Cristo é a expressão da misericórdia divina no julgamento de uma vinha, da vinha chamada Israel. Então, o julgamento do povo hebreu tem uma parte justiça e uma parte misericórdia. A parte misericórdia é a encarnação do Cristo. Por isso que ele diz misericórdia quero e não sacrifício. Ele é a parte da misericórdia. E, aí, encerra.
E, aí, encerra. Aí, o capítulo treze já começa outro bloco. Outro bloco. Agora, nós temos que entender isso. Então, dei aí, vai ali até o cinco, julgamento da vinha, chega ali no seis, aí começa a falar da misericórdia do Messias, mistura com o filho de Isaías, porque isso é natural, é igual lá em Crônicas, misturou com o filho de Davi, não é? Por que isso? Para dar características do Messias. Por que quando vai falar de Jesus lá em Crônicas, do Davi, fica falando do filho do Davi, fica parecendo que o Messias é um filho mesmo de Davi?
Um filho que vai nascer ali daí dez anos. Por quê? É porque você quer dizer que a linhagem do Messias, ela é, que o Messias é majestade, que ele é rei, que ele é rei, ele é um rei, ele é um governador, mas o meu reino não é deste mundo. Então, o governo dele é espiritual, por isso que fala lá. E agora, o que que vai confundir aqui? No finalzinho do capítulo 7 até o 12, o Messias com o filho de Isaías, porque o Messias tem também uma característica de profeta. Então, a lei de rei, ele é também profeta. Então, vai dando as características do Messias.
Lá em Crônicas, a característica da realeza do Messias e aqui em Isaías, a característica profética do Messias. São várias características. Nós vamos ver lá em Ezequiel as características sacerdotais. Ele também é um sacerdote, mas não da ordem de Levi, da ordem de Mephizedek. Aí, o tema vai dando os três aspectos do Messias. Então, está tudo juntinho. A gente tem que fazer essa leitura aí, juntar as pecinhas para a gente poder ter uma integração. E lá no 11, Haroldo, você considera que é onde o Mateus, ele pegou para começar o evangelho dele, não é?
O ramo sairá do tronco de Gessé. Essa é a passagem mais citada por Mateus, por Levi. Por que, Eleonora? Porque essa é a passagem que Jesus lê na sinagoga em Cafaraú. Ele lê essa e uma que está lá na frente, de 52. Quando Jesus entra na sinagoga em Cafaraú, ele pega o rolo de que? De Isaías. Então, eu acho interessante isso, não é? Porque tem Espírita que pergunta assim, eu tenho que estudar o Velho Testamento? Mas, pergunta para Jesus, Ele lê o rolo de Isaías. E como lê o Isaías, não é? Ele entrou na sinagoga em Cafaraú, pediu a palavra, pegou o rolo de Isaías e leu.
Jesus deve ter selecionado passagens e ele finaliza ali, ao que tudo indica, no capítulo do Messias Servo, que é o Messias sendo massacrado. E aí, o que que ele diz? Hoje se cumpriu essa profecia diante dos vossos ouvidos. Olha isso. Hoje, vocês estão ouvindo a profecia que sou eu. Eu sou essa profecia. Bonito, não é? Bonito. Então, eu diria que, naquele momento, o pessoal já tinha estudado, meditado e sentido, agora eles iam viver a profecia. Que agora a profecia virou carne e osso. Então, eu falo que é assim, Leonor, estudar a Bíblia é fácil, o difícil é transformá-la em carne e osso.
Mas você ia chegar a entrar nesse treze e eu cortei, porque o treze ele vai falar sobre os povos. Agora muda, então o treze é o segundo bloco. Agora mudou o julgamento. Sai o filho mais velho, sai o filho mais velho, Israel, e entram agora outros réus. Quantos? Quem se arrisca? Quantos réus? A humanidade inteira. É a humanidade inteira, mas quantos? Doze réus. É a humanidade inteira, né? Simbolizando a humanidade inteira. Simbolizando quem? Os gentios. As nações, gentios. A gente fica lendo gentio, gentia em português, isso não existe no evangelho.
O que está lá no texto grego é nações, as nações. Então, eu tenho Israel e as nações. Israel e os outros povos. Os outros povos é o quê? A Terra. É um raciocínio de conjunto, de matemática, de segundo ano do ensino fundamental, do ensino primário. Segunda série de grupo. Conjunto. Tem dois conjuntos. Num está Israel, no outro conjunto as outras nações. Que outras? Todo mundo. Todo mundo. Mas todo mundo, como é que está simbolicamente agrupado todo mundo? Quando eu falo todo mundo? Doze. Como os discípulos, né? Como os nacionalidades, né?
Os povos são citados lá? Doze. Mesma coisa. Então, mais importante aqui do que eu dizer quais são esses povos aqui, o importante aqui não é o nome desses povos, porque eles são impérios, são nações que se destacavam na época de Isaías. Isso não é mais importante, a não ser um aqui, que vai ser bem simbólico. São povos. São povos. Então, eu vou ter doze sequências. Doze. Doze sequências. Então, eu vou ter Babilônia, Assíria, Filístia, Moab, Síria, Etiópia, Egito, uma outra parte da Babilônia, Edom, Arábia, a parte de Jerusalém não-judaica, a Jerusalém gentia, Tiro.
Então, ele faz uma perramenta ali. Mas, o importante aqui não é isso. O importante aqui é entender o quê? Primeiro, eu julguei o irmão mais velho e agora eu estou julgando os outros irmãos. A humanidade, os outros povos, as outras nações. E aí, meu amor, nós não vamos ficar descendo em detalhe aqui, porque não é isso. A ideia aqui é a gente entender o aspecto geral do livro. São doze. Então, isso significa o quê? A humanidade. Teve um julgamento da humanidade. A cada ciclo de desenvolvimento há um julgamento. A cada ano, o ano tem um Iokipú.
Então, a cada final de ciclo tem um Iokipú. Por isso que a cada final de uma encarnação tem um Iokipú. Quando você desencarna, tem um Iokipú, tem um juízo, porque aí vai avaliar do berço ao túmulo, como é que foi sua vida, se você cumpriu o dever, se você foi fiel, se você aproveitou os recursos, vai ter uma avaliação, claro. Vai ser avaliado aquele período, aquele ciclo. Então, é isso que está dizendo aqui. E quem é o primeiro a ser julgado? Quem é? Porque aqui nós vamos ter o Egito, vamos ter, mas quem vai ser primeiro julgado aqui?
Quem vai ser primeiro julgado é um nome aqui que nós temos que gravar, temos que anotar no espelho, assim, porque esse é o nome da humanidade desviada. Então, qual que é o símbolo da humanidade, das nações impuras? Qual que é o símbolo? Aí, o Emmanuel leu aí, Leonora, você está com a passagem aí? Se você puder ler de novo o parágrafo para a gente. Você está com ela aí? É o capítulo 29, não é? Já está abrindo aqui. É o 29. É o 29 do Pão Nosso. Qual a partezinha que você está pensando? O planeta não é um barco desencadenado.
O povo se desvia, mas a lei divina. Aquele trechinho que você lê. As coletividades humanas costumam cair em desordem. Ótimo. Mas as leis que presidem os destinos da casa. As coletividades humanas. É isso. As coletividades humanas. Então, aqui, do capítulo 13 ao 23, quem vai ser julgado? As coletividades humanas que caíram em desordem. Vou até anotar aqui. As coletividades humanas que caíram em desordem. Que caíram em desordem. Então, as coletividades humanas podem cair em desordem, mas a lei… Continua. Preside aos destinos da casa terrestre.
Se expressam em absoluta harmonia. Absoluta harmonia. Casa terrestre. Por que o Emmanuel usou a expressão casa? Porque é uma família. Se é uma família, são irmãos. Eleonor, isso é muito importante. Por isso que a maioria dos Espíritas não entendem o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. Porque o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho não está falando só do Brasil. Está falando dos irmãos da casa planetária. Está falando dos irmãos da casa terrena. Os irmãos da casa terrena. Que são as coletividades humanas.
Então, no concerto das nações, cada povo tem uma missão específica. Ou seja, na casa terrena… Por que o Emmanuel está usando essa expressão casa? É o que Jesus usava. O reino dos céus é semelhante a um pai de família. Está lá no Evangelho, gente. O reino dos céus é semelhante a um pai de família. Se é um pai de família, quem que é a família? A humanidade terrena. Então, é uma casa só. É uma casa. A casa planetária. E todos são irmãos. Esse conceito é vital, porque senão eu não vou entender nada do que está sendo dito aqui no texto bíblico.
Se eu não entender esse conceito, eu não entendo nada. O conceito é Deus é pai. Ele é pai de uma família. Essa família mora em uma casa. Que família é essa? A família terrena. A humanidade terrena. Qual que é a casa? O planeta Terra. A casa planetária. Essa casa está dividida em coletividades humanas. Quando as coletividades humanas caem em desordem, elas recebem um nome. Um nome simbólico. Quem está anotando, o nome é Babilônia. Babilônia. Então, no texto bíblico, o símbolo da coletividade que caiu em desordem, o símbolo da coletividade que se afastou da lei divina, o símbolo da coletividade que degradou é Babilônia.
Por isso, adivinha quem vai ser o primeiro réu aqui, do capítulo 13 e 14 do Livro dos Arias. Que é esse bloco. Nós estamos no bloco, capítulos 13 a 23. Qual que é o primeiro réu que vai entrar? Babilônia. Babilônia. Babilônia. Aí, você lembra de Daniel. Nabucodonosor, o sonho dele, que ele foi degradando, a cabeça começava como ouro e termina como barro, que é símbolo de quê? Da coletividade que vai se degradando. Vai se degradando por quê? Porque ela vai, com o tempo, se afastando da lei divina. Ela se afasta da lei divina, aí ela começa a gerar injustiça, violência, exclusão, sofrimento, crime, corrupção.
Então, como o indivíduo, como o indivíduo. O indivíduo também, não é? Então, ele encarna, está bonitinho, está lá o bebezinho, é a cabecinha de ouro, porque não cometeu erro ainda, não é? Está lá bonitinho. Aí, começa a encarnação, zerou o placar, zerou o videogame. Aí, ele começa a crescer e vai dando curso à encarnação dele. E aí, a gente vai examinar. Está degradando ou está purificando? Essa é a pergunta que nós temos que nos fazer. Essa é a maior pergunta que nós temos que fazer dentro da Deuterna Espírita. A minha encarnação está degradando ou está purificando?
Eu estou piorando ou estou melhorando? É isso. Então, Babilônia é o símbolo das coletividades humanas que caíram em desordem. Não é simples, Eleonora. Não é simples com as suas filhas? É, mas a gente precisa de ter essa luz, não é? Não, não, não. Não a gente se perde nesse monte de símbolos. Eu vou dizer que a obra é simples, não é? Então, você abre o Apocalipse, toda hora está aparecendo lá a Babilônia. Toda hora. Caiu, caiu a Babilônia. Não tem esse grito lá no Apocalipse? Caiu, a Babilônia caiu. E vai cair mesmo.
Por quê? Porque a lei de ação e reação vai reajustar todas as coletividades humanas. Com harmonia, né? Ele fala que com absoluta harmonia. Com absoluta harmonia. Por quê? Porque a lei divina é soberanamente justa e soberanamente boa. Se a lei divina não fosse soberanamente boa, não teria como nós resgatarmos os nossos débitos trabalhando no amor. Se não fosse a misericórdia, eu teria que resgatar tudo na dor. Aí, seria um massacre. Por que seria um massacre? Porque, vamos avaliar assim, Eleonora, se abri meu passado espiritual, será que eu mereço estar andando?
Será? Será que eu mereço enxergar? Se fosse seguir a lei na risca mesmo, eu não deveria estar cego? Eu não deveria estar surdo? Eu não deveria estar paraplégico? Se fosse seguir a lei na risca, tudo o que eu tenho hoje é mérito? Será? Eu vou fazer um julgamento bacana, vou pegar só as últimas 30 encarnações, só as últimas 30, não vamos voltar no que vamos fazer de conta que prescreveu, passou o prazo. Depois de 30 encarnações, prescreve. Então, vamos lá, pegar só as últimas, brincadeira, tá, gente? Eu não sei quanto que prescreve, não, estou só, porque eu tenho os débitos congelados, eu não sei quanto tempo que dura aí, mas, vamos pegar as últimas 30.
Será? Será que você mereceria ter uma família? Será que você mereceria ter gerado filho? Será que você mereceria ter um casamento? Será que você mereceria ter uma casa, um lar? Depois de ter destruído várias? Será que você mereceria estar falando? Depois de ter desviado tantas pessoas com a palavra? Aí, o que aconteceria? A maioria dos encarnados estaria o que? Cego, sudo, mudo, treta plégico, catatônico na cama, se fosse só a justiça. Se a lei divina fosse só a justiça, estava todo mundo catatônico. E, aí, aí entra a misericórdia, com seus infinitos caminhos de redenção, com seus infinitos caminhos de redenção.
Então, nós estamos de pé, estamos enxergando, estamos ouvindo, estamos com os recursos que temos para o misericórdia, para reerguer, e, à medida que você reergue, você purifica. Então, a lei espera você adquirir méritos para pagar os débitos. Ela espera você juntar dinheiro para poder pagar dinheiro. Então, é isso. O que está falando aqui, agora, é isso. E eu acho bonito, por que eu acho bonito esse capítulo 13 ao 23 do livro de Isaías? Porque nós, espíritas, a gente não tem o hábito de falar de lei de causa e efeito para as nações.
A gente não costuma fazer estudos de lei de causa e efeito de débitos e resgates coletivos. O que a gente faz é um negócio aguinha com açúcar, aqueles estudos bobinhos, rasos, que não aprofunda, que não aprofunda. Então, por exemplo, você pega a história da Inglaterra, a história da França, a história da América do Norte, aí você pega a história e você vai vendo desenrolar dos resgates cárnicos dos desdobramentos de uma nação. É interessante, é muito interessante, é muito interessante. Se nós pegarmos o Brasil, por exemplo, a gente não estaria falando um monte de bobagem que muita gente fala aí.
Ah, porque o Brasil não tem débito caro. Como que não tem débito caro? Quem falou isso? Você abre lá o Brasil, o coração do mundo, qual que é o primeiro grande débito violento do Brasil? A escravidão, a escravidão. Esse foi um débito terrível na história evolutiva do Brasil e ele está pagando esse débito até hoje. Desigualdade social, favelas, tudo isso é consequência daquele ato infeliz de escravizar os africanos na época do início do Brasil. Se não tivesse acontecido aquilo, hoje nós não estaríamos vivendo os problemas que nós estamos vivendo.
Então, não é só que guerreou com o Paraguai. Não é só isso, não. Não é só isso. Então, quando você pega uma nação e você vai vendo as escolhas que aquela nação vai fazendo, e por que são escolhas coletivas? Porque a coletividade aplaude. A coletividade acha bonito aquilo, apoia, sustenta aquilo. Não é? Então, esse é o tempo para perguntar Ah, Haroldo, a desigualdade, as favelas, não sei o que. Isso tudo é resgate da escravidão. Tudo é resgate da escravidão. E não se iluda. E não se iluda. Tem muita gente aí vivendo agruras financeiras, agruras em comunidades, são escravocratas reencarnados resgatando os seus débitos.
Ontem escravizaram, hoje estão vivendo as consequências da escravidão. Não é? Para a gente começar a pensar nisso. Então, eu acho bonito esse bloco aqui de Isaías, porque ele nos mostra uma visão coletiva do planeta Terra. Visão coletiva. Coletiva. Então, você começa a olhar hoje Estados Unidos, China, Blaterra, França, você começa a ver a história dessas nações, os equívocos cometidos, os equívocos cometidos, e aí você para de se assustar. Não é? Então, eu vejo esse problema que teve aí agora, as passeatas do Jorge, lá que foi assassinado pelo policial.
Gente, os Estados Unidos têm um tremendo débito coletivo, que é também a escravidão. E, esse hoje é um grande problema da nação norte-americana, mas é um problemão. Por quê? Porque essa nação tem um tremendo débito coletivo, e a lei divina ela purifica de forma harmoniosa, mas ela purifica. Por quê? Porque ninguém foge da lei divina. Você pode fugir da lei humana, mas da lei divina ninguém foge. Leonor, eu acho que é isso, não é? É só isso. Nossa, muito bom. Agora, para a gente tomar um conhecimento, vamos de tarefa de casa, vamos fazer a leitura, não é?
Do 13 ao 23, desse bloco, para a gente tomar um conhecimento dessas nações, dessas 12 nações todas, da humanidade inteira, não é? Desses padrões. Está sem microfone, Júlio. Eu apareço, a gente descobre, eu apareço aqui maior, porque eu sou administrador do negócio, não sei como é que resolve isso aqui, não. Mas é que agora aparece pelo tamanho da ignorância. Então, pergunte, Júlio, você tem pergunta aí do pessoal. A capela, viu? Vamos lá. Eu já achei uma aqui, que eu estou procurando, o pessoal mandou. O Tales perguntou se existe uma relação entre o Yom Kippur e o Dia do Senhor, de que fala em 1 Tessalonicenses 4.
É a mesma coisa. Na verdade, a tradução não foi bem feita. O Dia do Senhor é uma expressão hebraica que significa Yom Kippur. Então, na tradução que eu estou fazendo, eu vou colocar uma nota de pé de página e dizer assim, porque esse é um problema. Esse é um problema, não é? É a mesma coisa eu dizer assim, Júlio, eu falo assim, olha, fevereiro, no Rio de Janeiro, a Sapucaí está cheia. Traduz isso para alemão. Porque se eu falar isso aqui, qualquer brasileiro entende. A Sapucaí está cheia. Porque a pessoa fala, ah, não, Sapucaí, gente, é onde tem o local em que o carnaval, o desfile do carnaval, no Rio de Janeiro, que é o mais…
Eu vou demorar três minutos para explicar uma palavra. Olha o que é linguagem. Eu falo aqui em português. Sapucaí está cheia. Não preciso falar mais nada. Se eu for explicar isso para um alemão, eu gasto cinco minutos. Eu tenho que falar para ele o que é Rio de Janeiro, o que é carnaval, o que é desfile da escola de samba, onde está o local onde ocorre o desfile, por que está ligada a Sapucaí? É igual ao Yom Kippur, dia do Senhor. Fala, dia do Senhor? Qualquer judeu sabe Yom Kippur. Não tem dúvida. Deixa eu ver se eu acho aqui outra.
O pessoal está sabendo, está entendendo bem aí, Varodo. Não fizeram muitas perguntas. Eu estou tentando achar a pergunta da Silene aqui, mas ela sumiu aqui, não estou achando. É… Tem uma pergunta aqui interessante da Vera Zacarias sobre Yom Kippur, que ela fala assim, mas isso dá a impressão que só morrem aqueles que são julgados culpados. Se você não tem o nome anotado no livro da vida, três pontinhos, mas é um julgamento espiritual, não é? É, gente, isso aí eu estou descrevendo uma crença judaica, não significa que a gente acredita nisso, não, gente.
Eu estou descrevendo um aspecto da cultura judaica, um simbolismo da cultura judaica. É uma maneira simbólica com a qual eles enxergam o Yom Kippur. Eu estou apenas citando um aspecto da cultura judaica. Nós não estamos endossando ou dizendo que nós espíritas enxergamos assim, ok? Estou apenas citando um elemento da cultura. Então, na cultura judaica, como é que eles enxergam? No Yom Kippur, é tomada a decisão se no próximo ano você vai ir embora para casa ou se você vai ficar aqui, na cultura judaica. Ponto final, ok?
Não vamos falar se é certo, se é errado. Eu não quero que você julgue a cultura judaica. Eu só quero que você entenda a cultura judaica. Compreender é diferente de julgar. Nós não estamos aqui para avaliar se é certo, se é errado. Se eles estão certos, eles estão errados. Nós estamos aqui para compreender como eles pensam. Haroldo, não sei se é bem isso para o pessoal entender. Aquilo que você fala lá, quando você escreveu Parábolas de Jesus, texto e contexto. Aqui, nós estamos querendo entender o contexto em que o livro foi escrito, para que eu possa entender do que eles estão falando, do ponto em que eles estavam vindo, não é, Haroldo?
É. Então, se eu tiro do contexto, daquele tempo, daquele povo, daquela cultura, é muito perigoso eu dar uma interpretação ocidental e totalmente distorcida de uma cultura oriental, pautada em outras coisas. E a outra coisa que me vem à mente, Haroldo, é que esse povo, eles estavam, não sei se tem a ver, você me corrija. Eles estavam muito ainda com aquilo muito latente do exílio, não é, Haroldo? De voltar, não é? Do julgamento que também determinava quem voltava. Não, e o exílio, juro, e o exílio é um padrão. Porque a lei divina, ela é una.
Há um só Deus. O autor da lei é um só. Então, eles viveram um exílio. Então, eles sabem como é que é. Eles sabem o que é o Yom Kippur de um planeta. Eles viveram isso. Aham. Eles estavam aqui na Terra porque eles saíram de um Yom Kippur. Eles estão falando com conhecimento de causa. Né? É alguém que está falando de algo que viveu. Jesus fala isso lá em João. Eu testemunho daquilo, das coisas que eu vi, e vocês não acreditam no meu testemunho. Né? Então, é bonito isso, é como se Jesus estivesse dizendo, escuta, eu não estou aqui, eu não estou aqui fazendo filosofia.
Não, eu estou, eu estou narrando para vocês a realidade. Bonito, né? Tem uma pergunta da Serlene aí. Aroto, será que há alguma influência da cultura grega de Dionísio sobre esse uso da metáfora da vinha e o vinho oriundo do coração de Dionísio? Isso é uma coisa curiosa, porque, o que acontece? Toda mitologia grega, ela tem uma forte raiz no Egito. Então, isso é uma coisa muito legal de se estudar, né? Então, os grandes, por exemplo, Pitágoras, o próprio Platão, eles participaram daquelas iniciações no Egito, Ísis, Osíris, aquela simbologia ali do Egito.
O que, por sua vez, bebeu muito da simbologia da Mesopotâmia, que é onde surge ali, onde os capelinos chegam, né? Ali no Irã, onde hoje é a região do Irã, que é Nínive, e dali vem se espalhando, aí vem pro Egito. Então, tem uma unidade nessas simbologias. Agora, a gente só precisa tomar cuidado, por quê? Porque o povo hebreu, eles pegam o símbolo de outras nações, mas eles reconfiguram os símbolos. Então, eles… Por quê? Porque em Dionísio, você tem o vinho, tem a uva, o símbolo do coração do Dionísio, mas você não tem Deus, você não tem o Senhor da vinha, você não tem um Deus único onipotente que plantou a vinha.
Então, eles bebem os símbolos. É a mesma coisa do Gênesis. Você tinha lá o abismo, aquelas simbologias lá do Tiamate, da Mesopotâmia, mas aí o povo hebreu pega todos aqueles símbolos e eles reconfiguram. Aí, vira outra história. Aí, vira outra história. Por isso que não dá para fazer um paralelo assim perfeito, porque, embora a simbologia tenha características, no povo hebreu tem um elemento que muda tudo, o monoteísmo. O monoteísmo. E, na mitologia grega, nós temos o quê? O politeísmo. Então, tem que só tomar cuidado, porque aí isso muda o jogo, não é?
Isso aí muda toda a configuração. Ó, José Luiz aí. O orgulho e o egoísmo, raízes dos males terrenos, têm origem no medo, ou seja, por não termos controle sobre a vida? É, não sei se fala no medo, viu, José Luiz? Eu poderia dizer, com base na codificação, que o orgulho e o egoísmo, eles têm origem na experiência corporal. Por quê? A vida corporal, ela exige conservação da espécie e perpetuação da espécie. Então, os organismos vivos, eles têm uma série de mecanismos fisiológicos para que eles possam preservar a sua vida e a sua integridade corporal.
Então, se você colocar num tubozinho, uma bactéria, e você pingar ali uma coisinha minúscula de um veneno, ela vai se afastar. Se você tem lá uma bactériazinha e você tocar nela, aquela parte que você toca nela, ela retrai e ela foge daquilo que está tocando nela. Por quê? Porque toda a estrutura fisiológica de uma bactéria, de um ser unicelular, está construída para preservar a vida dela. Então, não existe bactéria kamikaze. Isso aí só existe no ser humano. Todos os seres vivos vão preservar a sua existência e a sua integridade corporal.
A sua existência e a sua integridade corporal. Então, você não vai haver uma zebra atravessando um rio e falando assim, ah, crocodilo, me come. Você não vai ver isso. Você vai vê-la atravessando, correndo, por quê? Porque ela quer preservar a sua vida e sua integridade corporal, a qualquer custo. E a perpetuação da espécie. Isso aí gera o quê? Gera dois movimentos. Dois movimentos. Gera um movimento de querer o máximo os recursos para poder sobreviver e perpetuar, que é o egoísmo. Então, o egoísmo é tudo para mim. E o orgulho, que é o quê?
Eu sou o maior, que é a liderança. Então, é por isso que o leão briga ali para ser o macho alfa. É por isso que o gorila briga ali para ser o macho alfa. Então, por quê? Porque ele estando na liderança, ele comandando, ele tem mais poder e mais chances de preservar e perpetuar a espécie. Então, o egoísmo e o orgulho são um excesso dessa concentração em mim. Em mim. Que a experiência biológica provocou. Por quê? Nós temos 200 mil anos de humanidade, nós temos bilhões de anos de evolução biológica. Não é? Então, como diz o ditado, o hábito do cachimbo faz a boca torta.
Isso aí acabou gerando essas forças que são o egoísmo e o orgulho. Forças que ficam perpetuando no ser, mesmo quando ele já está na humanidade. Mesmo quando ele está na humanidade. Haroldo, vamos aqui, só duas perguntinhas que são, acho que a gente junta numa só, para a gente encerrar. A Ana Souza falou assim, nós passamos individualmente pelo Yom Kippur todos os anos, dentro da cultura hebraica, como seria? Exemplo, nosso aniversário. E a Cíntia Castelo falou, Haroldo, você acha que devemos realizar o nosso Yom Kippur?
Também com misericórdia, mas procurando uma modificação consciente de nós mesmos? Sim. Então, vamos lá, gente. Não vamos misturar. Nós estamos narrando lá uma compreensão da cultura hebraica, que traz um modelo para que a gente compreenda a lei divina. Então, nós não podemos interpretar ao pé da letra. O Yom Kippur não tem nada a ver com a data do seu aniversário. O Yom Kippur é um dia fixo. Ele tem a ver com o calendário lunar e solar. Então, ele ocorre em uma data fixa. Não tem nada a ver com o aniversário da pessoa.
O dia do Yom Kippur é um dia fixado. Tem lá as características, não é? É sete meses depois de Pentecostes, tem todo um cálculo. Pentecostes é 50 dias depois da Páscoa, a Páscoa é o 14º dia do primeiro… Então, você tem uma sequência. Não tem nada a ver com o aniversário, a data em que você nasceu, nada disso. É uma data fixa. O Yom Kippur simboliza o quê? Uma maneira do judeu compreender o próximo ciclo. Não é um ciclo de ano, de janeiro a dezembro. Não tem nada a ver com o ano novo da gente ocidental. Não tem nada a ver com isso.
Tem a ver, sim, de um Yom Kippur para outro. Então, a ideia é, ao longo da sua vida, a cada ano você passa por um Yom Kippur. Faz sentido isso? Faz sentido, é claro. Agora, vamos sair do símbolo judaico e vamos pensar. A nossa vida, a nossa encarnação está sendo constantemente avaliada, é claro. Os Espíritos superiores que dirigem a nossa encarnação estão avaliando, é claro. Estão avaliando. Então, é isso. O importante é isso, não é? Bom, outro grande Yom Kippur, que é o Yom Kippur, aí você tem vários Yom Kippur. Tem esse que ocorre todo ano, tem o que ocorre a cada sete anos, tem o que ocorre a cada 49, 490, não é?
Tudo em hebraico é assim, vai desdobrando em ciclos de sete. Então, nós temos o Yom Kippur, que é quando você desencarna. Quando você desencarna é o grande Yom Kippur. É o grande Yom Kippur. Porque aí vai ser avaliado aquele ciclo, aquela encarnação, não é? Você encarnou com qual propósito? Qual que era a programação? Qual era o plano de trabalho? Aí eu vou ver, executou? Não executou? Por isso que André Luiz fala em completista. O que é o completista? Aquele que cumpriu a programação dele. Ele tinha lá, você vai ter que resgatar com fulano, ciclano e beltrano.
Ele resgatou. Você vai ter que passar por essa, por essa e por essa expiação. Ele passou. Você vai ter que passar por essas e por essas provas. Ele passou. Você vai ter que realizar isso, isso e isso. Ele realizou. Completou. Então, no Yom Kippur dele, acabou a encarnação e foi aprovado. Aprovado com nota 100. Mas, você não precisa tirar nota 100 para ser aprovado. Se fosse assim, a gente estava lascado, não é? Se você tirar 60, você está aprovado. Tirou 60, você está aprovado. Mas, tem uns que passam com nota 100, tem outros que passam com 80, 70, ok?
Então, tem o Yom Kippur da encarnação. E tem o Yom Kippur depois de muitas encarnações que são ciclos reencarnatórios. Então, você tem um conjunto de encarnações e ali tem o Yom Kippur desse conjunto. E tem o Yom Kippur do planeta. O Yom Kippur do planeta é quando o planeta vai mudar de categoria. Então, quando a Terra saiu de mundo primitivo para se tornar mundo de expiação e prova, teve o Yom Kippur. Quando ela sair agora de expiação e prova para mundo de regeneração, vai ter o Yom Kippur. Quando ela sair de mundo de regeneração para mundo ditoso, vai ter o Yom Kippur.
Quando ela sair de mundo ditoso para se tornar mundo celeste, vai ter o Yom Kippur. Dei uma travadinha aqui para mim, para vocês também? Você também? Travou. Vamos ver se ele volta aí. A gente vai estar ótimo, não é, o estudo? Não é, Leonora? Muito bom. Muito bom. Muito bom essas luzes de interpretação das partes, assim, não é? Na quantidade de símbolos que tem aqui. Eu estava querendo ler ao final para vocês aí um texto que que nós recebemos através da média da nossa reunião, muito bacana, tem muito a ver com tudo que nós falamos aqui hoje.
Só esperar o Arudo, ver se ele vai conseguir voltar aqui. Eu vou, bem, vamos aproveitar um tempinho, ver se ele consegue voltar. E aí eu vou, eu vou ler aqui para vocês esse texto, deixa eu só achar aqui, deixa eu só tirar a mensagem da tela. E aí, antes de você ler, a gente pode aproveitar para convidar o pessoal para participar dos grupos de estudo, no Facebook, no Whatsapp. Pessoal que participa lá no Whats, já vamos combinar de fazer a leitura, não é? Desses capítulos, do 13 até o 23. Oi, teve um idioma puro aqui do estudo.
Caiu a internet aqui, caiu o computador e desligou tudo. E nós já estávamos avaliando o estudo, convidando o pessoal para a gente estudar, para a gente fazer a leitura do 13 até o 23, para a gente ir reconhecendo o texto. Arudo, eu queria, tem um texto que eu estou, o tempo todo estou lembrando que você está falando, que nós recebemos na nossa mídia única, que chama O Inventário Divino. E que é muito dentro disso que a gente falou aqui, eu acho que vale a pena a gente ler, porque olha só, é uma mensagem atual, né? Como é que ela trata muito do que você falou hoje aqui?
Eu vou, é muito rapidinho, chama-se assim, O Inventário Divino. Disse que certo mensageiro de Deus, imbuído de tarefa especialíssima, instituída pelo próprio sempre-eterno, buscou as terras materiais, cantarolando osanas dominicais. Provável fosse um final de semana ensolarado, ou quem sabe uma quarta-feira cinza, destas de manhãs nubladas, pardacentas. O fato é que, qual lágrima divina, esgueirou-se densa atmosfera adentro e pôs-se logo a trabalhar, sem perda de tempo ou pausa para cafezinho. O Inventário Divino solicitava números e ali estava um curador muito competente.
Decidiu visitar as estâncias de trabalho terreno, por ordem cronológica, de início de jornada. Imperceptível aos homens carne, a luz caminhou sutil aqui, ali e acolá, aproveitando as ocasiões de movimentação para cumprir esta ou aquela função de amparo aos chorosos e reclamões perambulantes. Que em nada se encaixavam em suas carícias fraternas. Em seu caderno de notas, pois fácil e necessário esboçar-lhe um caderninho para satisfazer nossa materialidade, iniciou o apontamento, inventariando as concessões divinas e seus resultados nos seios das nações e dos povos.
No Oriente e no Ocidente, passando o velho mundo, as anotações iam crescendo, crescendo, em tabelas bem alinhadas, bem elaboradas, concatenadas, organizadas. Os dados eram claros. Cada povo desenvolvia em seu seio o monetário indicativo de seus cuidados acerca de alguma virtude interessante aos seus objetivos, seus interesses. A disciplina ali, a obediência naquele canto, ali na esquina a liberdade, lá em cima a justiça. Sendo eu quem sou, muito satisfeito e otimista ficaria só de conseguir separar características das nações, que são o coletivo de homens.
Mas sendo o mensageiro quem era, anotava e balançava negativamente a fronte na sua divina sutileza. Parecia insatisfeito. Completou a tarefa nas paragens mais antigas e voltou para as novas terras, conquistas das experientes e desenvolvidas terras dos racionais. Passou pelas matas semi-torturadas, pelas metrópoles desequilibradas, pelos tuguros enclausurados entre os prédios altaneiros e ameaçadores. Aqui no Brasil, então, gastou suas energias divinais, subindo as ladeiras enlamaçadas dos morros esquecidos, pousando os pés iluminados nas águas poluídas dos ribeiros exaustos, visualizando os aglomerados e os aterros.
Nas ruas limpas dos bairros burgueses, viu o esconderijo das sombras da alma, que abundava entre concretos revestidos de travertinos importados. Na minha vã mentalidade, penso comigo, que seria esta a ocasião de corar as faces e encolher os joelhos nos cantos escuros, de modo a não testemunhar a vergonhosa situação. Mas, como esta história, da qual sou apenas o depositário incapaz, não se prende às minhas vaidades e opiniões sem critério, o mensageiro sorriu. Sorriu daqueles sorrisos iluminados de esperança que tendem a se expressar pelos olhos.
Sorriu e anotou. Anotou. Parecia tecer daqueles poemas de improviso obras-primas da sensibilidade. Quanto ao Brasil, caros irmãos perplexos e aturdidos, que como eu fiz no passado, caem de amores pelas previsões apressadas, o nosso anjo anotou, eu vi, com lágrimas nos olhos, que cumprindo a missão de coração do mundo, pátria do evangelho, era um verdadeiro celeiro de virtudes, onde o povo, sob as injunções da educação em métodos disciplinares avançados, experimentava as mais belas possibilidades de ascensão, empunhando a bandeira límpida da paz.
Esta pobre mente viciada ainda necessitará de aprofundamentos sistemáticos no assunto para compreender, de fato, o fato. Fala de nações, fala das justiças dos povos, né, Arudo? É isso aí, né, que tá. Oh, meus queridos. Muito bom. Fica aí a mensagem, né, pra gente refletir. Tudo muito bom. Pra gente pensar no nosso Brasil também, né, Arudo? Nesse povo que foi reunido aqui, né, Arudo? Trazido da terra. Exatamente. Das terras do velho mundo, né, e quando a gente fala dessa escravidão no Brasil, reflexo de todas as nossas tendências, né, que trouxemos aí do Egito, dessa escravidão que já estávamos acostumados a ela, né, realizando assim.
E aquilo, né, que o Brasil, o coração do mundo traz pra gente, né, que é essa possibilidade de estarmos aqui construindo essa nova história, né, Arudo? Construindo essa nova história. Então, nesse exílio, né, Exatamente. Eu ia agradecer o estudo, né, convidar o pessoal pra gente fazer a leitura do 13 ao 23, pra gente entender essas nações, e daqui a 15 dias seguimos o nosso estudo. É isso aí. Abração, Arudo. Obrigado, viu, querido? Um abraço, um abraço pra todos aí que estão acompanhando. Um abraço. Com Deus. Com Deus.
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