Neste episódio, Haroldo Dutra Dias dá continuidade ao estudo do Velho Testamento, aprofundando-se no Livro de Isaías. O foco é a compreensão da mensagem profética de Isaías à luz da Doutrina Espírita, especialmente no que tange à construção do templo e à figura do Messias.
O que é estudado neste episódio
- A tensão entre o templo físico e a religiosidade interior: Haroldo retoma a discussão sobre a advertência do profeta Natã ao rei Davi para não construir um templo fixo, defendendo a ideia de uma “tenda móvel” como símbolo de uma religiosidade flexível e adaptável. Ele compara essa flexibilidade à nossa própria condição de peregrinos na Terra e à necessidade de uma espiritualidade que nos acompanhe em todas as mudanças da vida.
- O Velho Testamento como ensaio de acertos e erros: É enfatizado que o Velho Testamento não deve ser lido como um conjunto de normas a serem aplicadas literalmente hoje, mas sim como o registro da busca humana pela casa paterna, repleta de tentativas, erros e a adaptação à revelação do monoteísmo.
- A destruição do Templo de Jerusalém e a espiritualidade interior: A destruição do templo no ano 70 d.C. é apresentada como uma consequência da materialização da fé e um retorno à essência da peregrinação e da religiosidade interior, que Jesus viria a exemplificar.
- Jesus como o “tabernáculo vivo”: A figura de Jesus é analisada como o modelo do verdadeiro templo, o templo da consciência e do coração, que nos acompanha em nossa jornada. É ressaltado que o Cristo não veio para ser um novo templo físico ou um símbolo material, mas um guia para o desenvolvimento do nosso altar interior.
- O “Escândalo da Cruz” segundo Emmanuel: Haroldo explora a mensagem “No Escândalo da Cruz”, do livro “Coletâneas do Além”, de Emmanuel (psicografia de Francisco Cândido Xavier). Ele define “escândalo” como uma “pedra de tropeço maldosamente colocada” e analisa como a crucificação foi um ardil das trevas para desmoralizar Jesus e sua missão.
- As reflexões de Jesus diante da cruz: A mensagem de Emmanuel revela as razões pelas quais Jesus não reagiu à injustiça, não buscou vingança ou um reino terreno, mas sim perdoou seus algozes, compreendendo a vontade de Deus e o futuro de sua doutrina.
- A atualidade da mensagem da cruz: Haroldo conecta as lições da crucificação aos desafios da vida contemporânea, especialmente durante a quarentena, questionando como os espíritas estão vivendo sua fé sem a estrutura física das casas espíritas e a importância de uma espiritualidade interior.
Reflexões
- A verdadeira religiosidade reside na interiorização e na flexibilidade da fé, não em estruturas físicas ou dogmas rígidos.
- A cruz não foi um destino inevitável ou um plano divino para Jesus, mas sim uma “pedra de tropeço” criada pela humanidade, evidenciando nossa rebeldia e egoísmo.
- Diante das adversidades e injustiças, a resposta do verdadeiro cristão não é a violência ou a vingança, mas o perdão, a compreensão e a busca por fazer luz em meio à escuridão, seguindo o exemplo de Jesus.
Ler transcrição do episódio
Bom dia, bom dia, minhas amigas, meus amigos, queridos, bom dia a todos. Bom dia, Arudo. Bom dia, Adúlio. Tudo bom? Bom aí te encontrar bem. Como é que tá essa semana? Muito trabalho? É, eu tô falando que nós estamos doidos pra terminar a quarentena, pra poder descansar um pouco. Tá sim, né? A Sheila tá perguntando onde é que tá o tempo que o pessoal tá tendo de ler um livro, de fazer alguma coisa, que ela não conseguiu ainda. Mas é isso, né, Arudo? Ô, meu amigo, ó, vamos fazer nossa prece pra gente começar? Não, não faz.
Eu deixo com você? Ah, não faz, aí pode fazer. Fazemos, então. Ah, não faz nada. Querido mestre Jesus, nós te agradecemos, Senhor, por estes momentos em que podemos nos irmanar em torno da mensagem do Evangelho, da mensagem da Tua Boa Nova, à luz do Velho Testamento, do Antigo Testamento, dos profetas, que nós possamos, Senhor, neste momento, receber a intuição, a inspiração do Alto, para que nossas palavras, nossas reflexões possam consolar, esclarecer a todos os companheiros que nos ouvem em todas as partes do mundo, que nós possamos, Senhor, também assimilar e trazer pra nossa vida todo o conhecimento que verte dos Teus mensageiros.
Obrigado, Senhor, mais uma vez, pela oportunidade da vida, que assim seja. Um estudo, Aroldo, obrigado. Oh, minha querida, obrigado. Então, bom dia pra todos, né? Uma sexta-feira abençoada pra todos nós. Nós vamos dar continuidade de onde paramos na última live sobre o estudo de Isaías. Então, se todos se lembram, nós examinávamos aqueles textos lá Dos Segundo Crônicas, Samuel, e até um pedacinho também em Reis, que conta a história de Natan, o profeta, que advertiu o rei Isaías a respeito da intenção que Davi tinha de construir há algum tempo.
Então, aqui a gente vê a primeira tensão, o primeiro ponto de tensão, de dissonância na história do povo hebreu. Eu queria frisar bastante isso, porque o próprio Emmanuel define que o Velho Testamento é o ser humano em busca da casa paterna. É o ser humano fazendo tentativas, errando, buscando a sua religiosidade, a sua espiritualidade. É o ser humano se adaptando à revelação do monoteísmo. O que significa isso? Que o Velho Testamento, em suma, é um ensaio de acertos e de erros. Por isso, o grande equívoco na leitura do Velho Testamento é quando alguém toma os livros da Bíblia hebraica, que nós chamamos de Velho Testamento, e começa a ler como se aquilo fosse tudo um conjunto de normas para ser aplicado hoje.
Como se todos aqueles preceitos, como se aquele estilo de vida, como se aquele modo de agir fosse o correto para ser vivido hoje. Quer dizer, isso é o mais tremendo de todos os equívocos que podem ser cometidos na leitura e na interpretação do Velho Testamento. Infelizmente, algumas correntes religiosas adotam essa concepção e acabam adotando talvez por interesses comerciais, que não vem aqui ao caso a gente examinar, por má intenção mesmo, mas espalham na mente popular uma falsa compreensão de que tudo que está no Velho Testamento deva ser utilizado como norma de conduta dos dias de hoje.
Então, quando a pessoa quer justificar a violência, ele vai no texto do Velho Testamento e cita como se aquilo fosse algo inspirado por Deus, inspirado pela divindade. Quando essa pessoa tem algum preconceito de orientação sexual, ele quer buscar no Antigo Testamento textos do Velho Testamento que apoiem essa sua postura, essa sua conduta. Esquecendo-se que, como diz Emmanuel, o Velho Testamento é o ser humano tentando, é o ser humano batendo a casa paterna, é o ser humano na busca de uma religiosidade que seja pacífica, justa e produtiva, quer dizer, uma religiosidade que produza frutos, produza frutos verdadeiros na vida cotidiana da pessoa, mas é uma busca, é uma busca, é uma grande procura, e nessa grande procura uma quantidade enorme de erros são cometidos.
E aí a gente percebe que na trama do Velho Testamento, na trama da história anterior a Jesus, a todo momento em que os seres humanos cometem erros, cometem erros gigantescos, a providência divina se manifesta no sentido de reprovar esse erro. E nós estudamos, então, na live passada, o que tem a ver isso que eu estou dizendo agora com o que a gente estudou, vocês lembram, nós fizemos uma comparação entre o profeta Natan, que advertia o rei Davi. Qual a advertência? Não construa um templo. Não construa um templo. A orientação foi de uma tenda móvel, ou seja, de um espaço religioso mais simples, de um espaço religioso que pudesse se deslocar com os peregrinos, porque nós somos peregrinos na Terra.
Então, as nossas práticas religiosas, os nossos ambientes religiosos, eles têm que ser flexíveis o suficiente para mudarem junto conosco. Os Espaços religiosos precisam ser capazes de nos acompanhar nas mudanças que a vida, que a nossa vida tem, que a nossa vida apresenta. Então, esse é o ponto. Se construísse um templo, o que ia acontecer? O lugar ia ficar sagrado, o templo de pedra ia se tornar sagrado, todos os objetos iam se tornar sagrados, teria um imenso trabalho de administração desse lugar sagrado e esse lugar sagrado, com todas as suas estruturas, não teria mais a flexibilidade para acompanhar a mudança na vida das pessoas.
Então, as pessoas iam continuar progredindo, mudando, se transformando, mudando, inclusive, os seus hábitos de vida, hábitos de alimentação, hábitos sociais, e esse templo, símbolo da religiosidade, não seria capaz de acompanhar o povo. Olha, gente, isso é profundo, isso aqui é muito, se você não está acompanhando, dá uma parada, eu vou repetindo, isso aqui é vital, isso aqui é o coração da primeira revelação, é o coração da segunda revelação e é o coração da terceira revelação. E o problema que aconteceu na primeira aconteceu na segunda e está acontecendo agora no movimento Espírita.
Então, o mesmo problema está se repetindo. Então, a gente precisa compreender, até para a gente entender a atualidade das questões que nós estamos vivendo hoje. E é interessante isso, porque nós estamos em plena quarentena, vivendo a epidemia, sem poder frequentar templos de pedra. A pergunta é, na verdade, a pergunta que estava sendo feita a Davi é a que está sendo feita para nós hoje. Como ser Espírita se eu não posso mais frequentar uma casa espírita? Então, para aquela pessoa que definiu ser Espírita como frequentar um lugar físico, uma estrutura física, essa pessoa está tendo dificuldade de viver hoje a sua condição de Espírito.
E, realmente, a gente tem percebido isso. O aumento da depressão, do uso de ansiolítico, do uso de remédios para a depressão, remédios para dormir, o aumento da violência doméstica, o aumento do divórcio, o aumento dos conflitos familiares entre Espíritas, Espíritas que estão em casa e não podem ir mais a uma casa espírita. Então, veja que o problema é o mesmo, é o mesmo problema, é o mesmo desafio. Então, o desafio que nós estamos vivendo agora como Espíritas é o mesmo desafio de Darwin, é o mesmo desafio de Acares.
Qual foi o desafio de Acares? E foi advertido por Isaías. A mesma coisa. Estava dando uma dimensão política e econômica e, também, de templo de pedra para uma vivência religiosa que tem que ser, antes de mais nada, interior. E, aí, no meio dessa advertência, é feita a profecia do Messias, do Emmanuel, que é Deus conosco, retomando a profecia de Natan feita a Davi, séculos atrás, de que um filho nasceria e esse filho seria o templo. Então, o templo seria um ser humano. Ou o Messias encarnado. Ser humano. Então, veja aqui, esse é o desafio.
Essa é a atualidade da profecia. E a advertência, desde o início, foi qual? Nós já contamos, deixe-me só fazer uma breve síntese para quem está chegando aí, às vezes está um pouquinho perdido. Davi olha para a Arca da Aliança e a Arca da Aliança é um símbolo, é uma metáfora. A Arca da Aliança era aquela caixa, aquele box, onde estavam guardadas as duas pedras com os Dez Mandamentos. Então, ela é um símbolo do quê? Da Lei Divina. Ela é um símbolo da Lei Divina. E a Lei Divina é o contrato. Então, toda a história do Velho Testamento é o quê?
Deus chama o ser humano e fala assim, vamos fazer um contrato de núpcias? Vamos estabelecer uma relação íntima entre nós? Vamos! Quais são as regras? As regras são essas. E apresenta a Lei do Sinai. A Torá, a revelação. Então, a lei são as condições que precisam ser cumpridas por nós para que essa relação entre criatura e criador seja saudável, seja produtiva e seja satisfatória, sobretudo para o Criador. Sobretudo para o Criador. Então, o Criador seria previdente, ele seria providente, a providência divina cuidaria de nós, mas precisaríamos fazer a nossa parte, que é respeitar as condições do acordo, respeitar o contrato.
Por isso que o termo é Primeira Aliança. O nome mais correto é dizer Primeira Aliança. A Segunda Aliança e a Terceira Aliança. Porque é uma aliança mesmo, é um pacto, é um acordo, é um pacto luxual. Então, esse é o ponto. Ele olha para aquela arca, olha que está em uma tenda, mas sempre esteve em uma tenda. O tabernáculo sempre foi uma tenda móvel. Tenda móvel. Por quê? Porque nós também, enquanto humanos, estamos em uma tenda móvel, que é o corpo. O nosso corpo é uma tenda móvel. Ele nos acompanha nessa peregrinação terrena, que é a peregrinação da encarnação, mas, em um determinado momento, nós vamos deixá-lo.
Teremos que nos servir de outra tenda, que é o perispírito, para seguir a nossa peregrinação enquanto Espíritos errantes, Espíritos peregrinos, Espíritos que ainda têm necessidade de encarnar. Estão no mundo espiritual, mas na situação transitória, porque eles ainda têm que encarnar. Ao contrário dos Espíritos puros, que já chegaram em casa. A casa deles já é o mundo espiritual. Então, eles já estão em casa. Eles não precisam mais peregrinar. Essa é a grande metáfora, essa é a força viva da imagem da peregrinação do Velho Testamento, da tenda móvel.
Mas, aí, o Davi resolve construir um templo, um templo fixo, e isso é a tentativa. Nós não estamos falando que o Velho Testamento é um conjunto de tentativas? É o ser humano batendo na porta da casa paterna, tentando se aproximar de Deus? Pois essa tentativa foi uma tentativa equivocada. Ela foi equivocada. E, desde o início, ela foi repreendida. Foi dito, olha, isso não é bom. Isso não está certo. Não é por aí. Não é por aí. Vocês podem construir estruturas, mas que elas sejam mais flexíveis, como eram as sinagogas.
As sinagogas eram estruturas pequenininhas, estavam ali na cidade, cada cidade tinha a sua, as pessoas podiam frequentar. É como se fosse uma casa espírita. Ali elas podiam morar, elas podiam estudar. Quer dizer, era uma coisa mais dinâmica, mais adaptada à vida das pessoas. O templo, não. O templo é uma coisa complicada, porque ele era central, estava num lugar só, tinha que se deslocar para ele. Então, isso foi reprovado. Foi reprovado, mas, mesmo assim, foi feio. Então, foi reprovado, foi advertido, mas foi feio.
Usando o poder político e o poder econômico, e contrariando a orientação divina, nós construímos um gigantesco templo num lugar, no Monte Sião, em Jerusalém, e começamos a chamar o Monte de Sagrado, a Cidade de Sagrado e o Templo de Sagrado. Então, todo o aspecto sagrado, todo o aspecto de religiosidade e espiritualidade foi transferido para uma coisa, para um lugar. Então, esse deslocamento de uma religiosidade, de uma espiritualidade interna para algo externo causou gigantescos males na experiência religiosa. Tanto que, o que a espiritualidade fez?
Tantos problemas causou esse templo, tantos problemas que a espiritualidade superior permitiu que, através dos mecanismos da lei de causa e efeito, através dos mecanismos de resgate coletivo, o templo fosse destruído. Então, no ano 70, o templo foi destruído por Tito, o imperador herdeiro de Vespasiano, o imperador romano. O pai dele, o imperador Vespasiano, e, depois, ele se torna o imperador romano. Então, Tito destrói e todos os judeus são expulsos de Jerusalém. Então, agora, eles não têm mais templo e eles não têm mais uma cidade sagrada.
E aí? E aí eles voltaram para o que eles sempre foram. Eles voltaram para aquilo que eles sempre foram, peregrinos. Eles sempre foram peregrinos. Voltaram para a religiosidade, para a espiritualidade, que deveria ter sido acerta. E que era a proposta de Jesus. Qual era a proposta de Jesus? Que aquela religiosidade monoteísta se espalhasse por toda a terra e que cada cidade tivesse ali o seu lugar para se encontrar, mas que aquele lugar não fosse o sagrado, porque o sagrado estava dentro. O sagrado estava na experiência, como hoje.
Então, nós estamos na quarentena, ninguém mais pode ir em nenhum lugar físico, ninguém está podendo ir na casa espírita, ninguém está podendo frequentar um ambiente físico. E aí? Como é que você está vivendo a sua condição de espírita? Como é que você está vivendo? Como sempre viveu? Ou como sempre deveria viver? Como sempre deveria viver? Como? Na vida cotidiana, na sua intimidade. Cultivando a sua religiosidade anterior, a sua conexão interior, as suas relações familiares, as suas relações profissionais. Quer dizer, na prática, não em lugares, mas em você, porque o templo é você.
O templo é você. Então, é importante isso aqui, essa tensão, a gente precisa entender essa tensão que essa história está contando. Todos preferiram ir para algo material, mas a revelação divina estava indicando uma figura, um tipo, um guia, um guia e modelo que representaria o verdadeiro templo, que é o templo da consciência, o templo do coração, a experiência religiosa que é móvel, que é flexível, que se adapta. Então, se eu precisar mudar de cidade, se eu precisar mudar de país, se eu precisar desencarnar, o templo vai comigo, o tabernáculo vai comigo, o tabernáculo vai comigo.
É por isso, então, que na parábola do mordomo infiel, Jesus diz assim, grangeai amigos para que eles vos recebam nos tabernáculos eternos. Qual é o tabernáculo eterno? O coração. Então, o nosso tabernáculo eterno é o nosso interior, é o nosso mundo interior, nosso coração, cheio de afeto, de sabedoria. E, quando você acolhe alguém no seu coração, essa pessoa passa a habitar eternamente o seu tabernáculo, e é eterno. Porque o seu interior sempre te acompanha, sempre te acompanha. Para dar um pouquinho de humor, tem até uma piadinha que aparece assim, uma pessoa falando assim, eu tentei fugir de mim, mas, aonde eu ia, eu estava.
Essa é a ideia. Essa é a ideia. Se o tabernáculo é interior, onde você estiver, o tabernáculo está com você. Se eu materializo esse tabernáculo, pronto, ele não me acompanha mais. Ele não é capaz mais de acompanhar a dinâmica da vida, a dinâmica da evolução. Então, esse é o ponto. E, aí, eu queria hoje, eu reservei hoje para falar um pouquinho, só um pouquinho, porque precisamos conectar isso com a figura do Cristo. Com a figura do Cristo. Por quê? Porque ele é o tabernáculo vivo. Mas, ele é o tabernáculo vivo, aí houve uma grande confusão, uma grande confusão, porque as pessoas acharam que o templo é a figura de Jesus, uma figura religiosa.
Aí, eu comecei a criar alguns símbolos materiais. Não, não é isso. O Cristo é um modelo, é guia. Então, ele veio demonstrar na prática como é desenvolver o nosso tabernáculo interior, o nosso templo interior, o nosso altar interior. Ele veio servir de modelo. Ele não veio ser um novo templo para nós. Não é isso. Esse também foi um outro grande equívoco da teologia. Substituir um templo de Jerusalém por um templo, agora, que é uma figura religiosa, que é um símbolo religioso de cruz, de altar. Substituir uma coisa material por outra.
Uma coisa material por outra. Ao passo que a proposta era o Cristo veio para servir de modelo, modelo do verdadeiro tabernáculo, do tabernáculo eterno, que é o tabernáculo da consciência. A consciência que resume todas as faculdades do Espírito, as faculdades de sentir, de lembrar, de pensar, de refletir, de criar. Isso tudo está na consciência. É um atributo da consciência, que é o Espírito imortal, é o eu profundo. É onde está o tabernáculo. E é onde Deus se comunica com cada um de nós. É onde Deus se comunica. Se comunica através da linguagem falada?
Não, porque linguagem é matéria, é material. Linguagem falada eu preciso de boca, eu preciso de corda vocal, eu preciso de dente, eu preciso de um aparelho fonador. A linguagem pela qual Deus se comunica é a linguagem das ideias, do pensamento, dos sentimentos, das emoções, dos insights. É assim que Deus se comunica conosco. Então, esse é o ponto. Aí vem Jesus para ser esse modelo, e o que acontece? Lógico que a religião estabelecida, e quando eu digo religião estabelecida, é aquela que tem instrumentos nas suas mãos, e se ela tem instrumentos políticos e instrumentos econômicos, ela tem poder de oprimir, poder de praticar injustiça.
Foi o que aconteceu. Então, a religião que estava organizada foi injusta com o Immanuel, com o Emmanuel, com Deus connosco. Então, estava ali o modelo e guia, e algo aconteceu. Algo aconteceu. Jesus vinha trazer um novo padrão de religiosidade, mas aconteceu um problema. Esse problema estava programado para acontecer? Programado, não. Mas ele estava previsto? A possibilidade? Sim, sim. Não é? Estava previsto por uma razão muito simples. Deus não dorme no ponto. Deus não dorme no ponto. Não será o ser humano que vai surpreender o Criador.
Nunca nós vamos presenciar Deus falando assim nossa, não pensei nisso. Claro que não. Havia possibilidade disso ocorrer? Havia. Aliás, uma probabilidade grande. Mas isso estava programado de ocorrer? Não, não estava programado. Não estava programado, mas ocorreu. E, no final, o que nós fizemos? Nós destruímos o modelo de religiosidade encarnada, que é o Cristo. Então, o Emmanuel, e aí eu trouxe uma mensagem do Emmanuel aqui para servir de base para a nossa reflexão. Eu vou ler essa mensagem aqui para a gente poder concluir esse pensamento, que é muito importante.
Essa mensagem de Emmanuel está no livro Coletâneas do Alenco. Coletâneas do Alenco. Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier. Agora, olha como é que se chama a mensagem. Porque Emmanuel já fala muito no título da mensagem. No título da mensagem ele já deu lição. Eu até sugiro, quando você for ler Emmanuel, você faça assim, você lê o título, aí, no dia seguinte, você lê a mensagem. Precisa ficar um dia pensando no título. E o título dessa mensagem é No Escândalo da Cruz. No Escândalo da Cruz. Então, o que Emmanuel está tentando transmitir para nós aqui?
Que o escândalo, escândalos, em grego, é uma pedra de tropeço. É uma pedra para tropeçar. Vamos explicar isso melhor. Não é uma pedra onde eu tropeço, mas eu posso tropeçar em qualquer pedra do caminho. Eu estou andando distraído, tropecei numa pedra, é um escândalo. Não. O escândalo é a pedra que você tropeça, mas ela é uma pedra que foi maldosamente colocada para você tropeçar. E isso é que distingue uma pedra qualquer do escândalo. Então, o escândalo é uma pedra qualificada. É uma pedra que alguém colocou de propósito, intencionalmente, maldosamente, para te derrubar.
Essa é a ideia de escândalo. Uma pedra maldosamente posicionada para te derrubar. Isso é escândalo. Essa é a definição de escândalo. Eu olho para aquela pedra, vejo as pessoas tropeçando nela e vejo alguém que colocou e que está vibrando com aquela queda porque ele fez aquilo de propósito. Ele colocou aquela situação ali para realmente derrubar as pessoas. Olha isso! Então, quando Emmanuel coloca o título da mensagem no escândalo da cruz, o que ele está tentando dizer? Que a cruz foi uma pedra desse tipo. A cruz foi uma pedra feita por seres humanos encarnados para tentar derrubar Jesus, para tentar desmoralizar Jesus.
Esse é o ponto que, às vezes, nos escapa. Aí, a pessoa, no escândalo da cruz, ele lê, mas não entende o título. Não compreende o título. Então, a cruz foi uma pedra colocada no caminho de Jesus para ele cair, para ele tropeçar. Foi uma pedra colocada no caminho de Jesus para que a missão dele falhasse, para desmoralizar Jesus. Então, esse era o propósito da cruz. E todas as pessoas que participaram aqui, nós vamos ler, todos os encarnados que participaram eram atores coadjuvantes. Porque, como diz Paulo, as verdadeiras forças que criaram essa pedra, esse escândalo, são forças tenebrosas do mundo espiritual.
São poderes espirituais que atrasam a evolução planetária até hoje. Então, cruz é armadilha. Armadilha. É um conjunto de circunstâncias para te derrubar, para te testar. Para te testar. Para você cair, para você falhar, para você colocar a perder a sua encarnação. É isso. Então, vamos ver agora. Eu vou ler a mensagem. O título é um dia. Dá para fazer uma palestra aqui só sobre o título. O escândalo da cruz. A pedra de tropeço. Mas não é qualquer pedra de tropeço. É uma pedra propositadamente, maldosamente, intencionalmente, colocada no caminho de alguém para que essa pessoa caia.
É por isso que Jesus diz assim. É necessário que o mal venha. Que o mal surja. Mas, ai daquele por quem vem o escândalo. Necessário que o escândalo venha. Mas, ai daquele por quem vem o escândalo. É necessário por quê? No processo evolutivo, nós temos que adquirir experiência. E, para adquirir experiência, você tropeça. Para adquirir experiência, você cai. Você comete erros. Mas, ai daquele que, intencionalmente, que, maldosamente, colocou um elemento para derrubar o outro. Ai daquele. Porque um está caindo para aprender.
O outro está derrubando por maldade. É diferente. É diferente. Uma coisa é você errar, porque está adquirindo experiência. Porque precisa amadurecer. Amadurecer o sentimento e amadurecer o raciocínio. Outra coisa é o outro que, maldosamente, está derrubando as pessoas. Ai daquele que causa o escândalo. Então, aqui, o escândalo da cruz. Forças espirituais contrárias ao Evangelho. Forças espirituais que não queriam o progresso da Terra, porque queriam e querem manter a Terra escravizada a um conjunto de vícios, colocaram essa baita pedra de tropeço no caminho de Jesus.
E o que ele fez? Tropeçou? Tropeçou? Ai nós vamos ler a mensagem. Vamos ler. Fim da crucificação, espraiou ao mestre o olhar pela turba inconsciente, uma multidão inconsciente. As opiniões contraditórias do povo alcançavam os ouvidos. Olha isso. Primeira lição. Quando se trata de multidão, é opinião contraditória e, na média, é uma inconsciência total. Por isso que quem fica aí direcionando a sua vida de acordo com a opinião de multidão, está perdido. Aí vai se pautar pela inconsciência, pela contradição. Ocultavam-se os beneficiários de seu amor.
Então, vamos lá. Estou construindo aqui o escândalo. Emmanuel aqui está construindo, peça a peça, a pedra de tropeço. Então, primeiro elemento. Inconsciência e contradição da multidão. Segundo elemento. Todo mundo que foi beneficiário de Jesus se ocultou, foi embora. Era constrangido agora a permanecer entre o insulto dos acusadores e o escárnio da multidão. Mais dois elementos da cruz. Insulto. Aqueles que colocaram a pedra de propósito estavam insultando Jesus para provocá-lo. Os causadores do escândalo estavam insultando.
E a multidão, que é Maria vai com as outras. Estava escarnecendo. Por quê? Ela estava inconsciente mesmo, não sabe nem o que está acontecendo. Angustiado. Então, olha só. Jesus, angustiado, identificava a maioria dos semblantes. Olha isso. Então, se Jesus identificava os semblantes, é porque a maioria das pessoas que estavam aqui eram pessoas que já tinham se encontrado com Jesus. Já tinham estado na presença. Não eram estranhos. Eram pessoas que já tinham estado na sua presença. Ali comprimiam-se pessoas da cidade que lhe conheciam a missão divina.
Pessoas que conheciam a missão dele. Mais além, acotovelavam-se romanos aos quais socorreram, generosos. Não tinha cidadãos romanos ali que tinham recebido algum benefício dele. Romeiros de regiões diversas que lhe deviam favores e benefícios. Quase todos haviam comparecido à festividade da sua entrada triunfal em Jerusalém. Ou seja, quase todos daquela multidão ali foram os que aplaudiram ele quando ele entrou em Jerusalém. Olha a contradição da multidão. A mesma multidão que está aplaudindo alguém, daqui a pouco está condenado.
Comentando-lhe o feito na ressurreição de Lázaro ou recordando-lhe entusiasticamente a virtude, a cooperação, o ânimo e o serviço. Então, o que Emmanuel está dizendo? Aquelas pessoas que estavam ali foram as pessoas que aplaudiram ele na entrada triunfal em Jerusalém, foram as pessoas que aplaudiram a ressurreição de Lázaro e foram as pessoas que entusiasmadamente comentavam sobre as virtudes, a cooperação, o ânimo e o serviço de Jesus. Então, eram pessoas que antes elogiaram. Antes elogiaram. E agora estavam escarnecendo.
Antes elogiavam e agora estavam escarnecendo. Quer dizer, esqueceram. Então, qual o primeiro grande elemento aqui da cruz? Memória. Todo mundo esqueceu. Tudo que Jesus fez foi esquecido. Esqueceu. Tudo que ele fez antes, todo o trabalho feito, esqueceu. Ninguém mais lembra. Só lembra agora de escarnecer, de criticar, de atacar, de jogar pedra. Não haviam decorrido muitas horas e as mesmas bocas ridicularizavam no sem piedade. Ou seja, aquelas mesmas bocas que elogiaram agora estavam ridicularizando. Não é assim? É assim.
Esse é o padrão. Esse é o padrão. A mesma boca que te elogia é a mesma boca que vai te ridicularizar. Por que não reagira em recebendo a ordem de prisão? Então, começam os questionamentos da multidão. Por que Jesus não reagiu quando ele recebeu a ordem de prisão? Por quê? Aceitou uma coisa injusta? Eu não sou obrigado a aceitar nada injusto? Eu não sou obrigado a aceitar uma ordem injusta? Jesus não reagiu. Não reagiu. A ordem injusta de prisão. Não seria razoável a fuga dos discípulos diante da sua tolerância em frente aos sequazes dos sacerdotes?
Ou seja, alguns começaram a argumentar que os apóstolos fugiram. Fizeram certo. Tinha que fugir mesmo. Jesus não reagiu. Ficou tolerando as injustiças dos sacerdotes. Os apóstolos têm que ter autodefesa, legítima defesa. Tinha que fugir mesmo. Vai ficar do lado de um mestre que não reage à injustiça? Que vê a injustiça acontecendo e silencia? Que negócio é esse? Como é que nós vamos seguir um mestre desse? Tem que se defender. Não salvar a tantos? Por que não remediaria assim mesmo? Ele curou leproso, curou cego, ressuscitou Lázaro, salvou tanta gente, agora não vai salvar ele mesmo?
Que negócio é esse? Não salva ele mesmo? Vocês vejam que são dúvidas razoáveis. E são dúvidas que muito espírita está tendo hoje. O que eu mais recebo de mensagem é dúvida de espírita falando isso aqui. Quem está tendo essa dúvida hoje é espírita. Espírita que lê Kadek, que lê a obra do Chico e está agarrado nessas dúvidas aqui. Nessas aqui. Está preso. Não consegue se movimentar porque acha razoável isso aqui. Por que Jesus não salvou assim mesmo? Ensinar a resistência ao crime e às tentações. Por que se entregava assim como desordeiro vulgar?
Porque Jesus sempre ensinou que você deve resistir à tentação. Você não deve se entregar ao crime, ou seja, a sua vida, a sua conduta tem que ser pura. Tem que ser pura. Você deve evitar ao máximo as tentações e cair nas redes do mal. E como é que ele se entrega assim como desordeiro vulgar? Como é que ele aceita ser tratado como um desordeiro? Que negócio é esse? E a dignidade? Onde está a dignidade? Onde está a minha dignidade? Estou colorindo aqui para a gente sentir o drama, para todo mundo entender por que a cruz foi um desafio.
Ela foi colocada para Jesus tropeçar. E aí eu te pergunto, se for colocado na sua vida uma situação dessa aqui, você passa ou você tropeça? Você passa ou você tropeça? Se você receber uma ordem injusta, se você for considerado um desordeiro vulgar, se você sofrer tudo isso aqui, o que acontece com você? Você tropeça ou você supera esse escândalo aqui? O que você faz? Não seria vergonha atender a missionário como aquele incapaz de qualquer reação? Qual que é a pergunta aqui? Poxa, mas estou com vergonha de seguir esse Jesus.
Se ele é um missionário, estou com vergonha de segui-lo. Por quê? Porque ele é incapaz de qualquer reação. Ele não reage. Ele não reage. Então, vamos passar. E se na sua vida for colocada uma injustiça? Alguém fizer a injustiça? Olha lá, a pedra de escândalo. O que você vai fazer? Vai reagir? Vai reagir? Estão perguntando. Eu não vou seguir esse missionário? Que vergonha! Ele não reage. Entretanto, um dia, indignaram-se no tempo perante os mercadores infieles. Então, olha aqui. Aí é engraçado, porque como é que as pessoas começam a criar pretexto com o texto do Evangelho?
Perceberam? Então, aqui eles estão assim. Ele não expulsou os vendilhões do tempo? Ele não reagiu com energia? Então, a gente tem que reagir. Aí eu quero um pretexto para justificar a violência. Um pretexto evangélico para justificar o olho por olho, dente por dente. Não é? E aí eu me lembro daquela frase do Martin Luther King, não é? Não sei se acho ela aqui. Essa frase é maravilhosa. Martin Luther King, ele fala assim que retribuir… Não sei se acho que já tinha guardado essa frase. Não sei se vou achar aqui. Achei!
Que maravilha! Olha aqui. Retribuir violência com violência multiplica a violência. Retribuir violência com violência multiplica a violência, acrescentando escuridão mais profunda a uma noite já sem estrelas. Vou ler de novo. Martin Luther King. Retribuir violência com violência multiplica a violência, acrescentando escuridão mais profunda a uma noite já sem estrelas. A escuridão não pode afugentar a escuridão. Só a luz consegue isso. É o pastor evangélico Martin Luther King que lutou pelos direitos civis dos negros norte-americanos, lutou pacificando.
Então, aqui a multidão estava muita. Como é que ele não reage? Jesus tinha que reagir com violência, com mais energia do que quando Ele purificou o templo. Ele não purificou o templo. Por que Ele não reage aqui? Que razões o moviam a não recorrer à justiça do mundo? Por que Ele não procurou o tribunal? Por que Ele não recorreu à justiça do mundo? O que estava sendo feito ali era uma injustiça. Por que Ele não entrou no processo, no tribunal romano, contrariamente a toda expectativa, aceitar a prisão sem resistência?
Isso é absurdo. Aceitou ser preso sem resistência? Agora aqui vai, vai ficar pior. Deixou-se conduzir como criança? Olha isso, está acusando Jesus de infantil. Deixou-se conduzir como criança, pela pior companhia. Submeteu-se aos açoites e a boquetadas. Está falando que Jesus foi ingênuo, infantil, criança. Como é que segue assim sem resistência e apanha, recebe bofetada? Que humilhação é essa? Por que Ele não reagiu? Por quê? Deixou-se vestir de uma túnica escandalosa Ele que era simples e sóbrio, por excelência? Essa é ótima.
Porque Jesus era simples e sóbrio. E, no momento da crucificação, Ele está vestido com uma túnica vermelha, que o Herodes colocou nele. Negócio exótico, escandaloso, uma túnica vermelha, uma coroa de espinho, uma cana na mão. Jesus estava vestido de maneira exótica. Ele que sempre foi simples e comedido, sóbrio. Nem reclamou contra os espinhos com que lhe coroaram a fronte. Olha aí, olha o escândalo, olha o tamanho da pedra que colocaram no caminho de Jesus para Ele tropeçar. Eu te pergunto, uma pedra desse tamanho no seu caminho, você tropeça ou passa por cima?
Se eu colocar uma pedra desse tamanho no seu caminho, você tropeça ou passa por cima? Aceitou a cruz como se merecesse. Olha isso. Olha as acusações. Você está aceitando como se merecesse. Vai ver, você merece. Será que você não tem culpa? Olha o que começaram a questionar. Se Ele está passando por isso, é porque Ele merece, não é? Ele não está reagindo. Ele vai ver, Ele merece. Aceitou a cruz como se merecesse. E, por fim, ó ridículo supremo! Não se revoltou quando o exibiram no madeiro, semi-nu, sob apuros e gargalhadas.
Ridículo por quê? Porque Jesus estava quase pelado. Vamos falar na linguagem popular. Estava semi-nu. Não bastassem todos esses elementos, aí agora vem a cereja do bolo. Ele é colocado na cruz semi-nu, expondo a sua intimidade corporal e as pessoas batendo, cutucando Ele, gargalhando. Aqui está o escândalo. Esse é o escândalo. Perceberam todos os elementos? Eu li aqui, fui montando elemento por elemento. Esses são os elementos. A pergunta é, se todos esses elementos forem reunidos e colocados na sua vida, você tropeça ou você supera?
Porque esses elementos foram reunidos aqui maldosamente, calculadamente. A cruz foi calculada, foi uma pedra colocada para Jesus tropeçar, para Ele cair, para desmoralizar a missão dEle. Agora, todo mundo percebeu o tamanho da pedra? Eu quero que você não seja ingênuo. Quero que você pare e reflita na magnitude dessa pedra. Se fosse você, se fosse a sua vida, o que você faria? Se fosse você nessa situação? Tem tudo aqui nessa pedra, tem tudo. Até praticamente nu Ele estava, em praça pública. Então, comece a se imaginar, você semi-nu, em praça pública, e tudo isso aqui acontecendo.
Percebeu o tamanho da pedra? Percebeu o tamanho do escândalo? Escândalo, em grego, é a pedra colocada maldosamente para alguém tropeçar? Por isso que a mensagem se chama No Escândalo da Cruz. A cruz é isso. Tudo isso aqui foi um ardil das trevas para derrubar Jesus. Aí Emmanuel vai prosseguir. Jesus ouvia as opiniões que se entrechocavam, guardando silêncio. Guardando silêncio. Ouvia, mas meditava. Aí, agora, Emmanuel vai transcrever as reflexões de Jesus. Por que Ele não reagiu? Por que Ele não revidou? Por que Ele não procurou o tribunal de justiça romano?
Por que Ele aceitou todas aquelas humilhações, toda aquela injustiça? Por quê? Qual a razão? Então, agora, Emmanuel vai explicar. Jesus está refletindo nas razões que justificam a conduta que Ele teve. Então, vamos conversar. A primeira delas. Onde estaria o Evangelho se reagisse? Onde estaria o Evangelho? Porque o Evangelho não é de Jesus. Nós já aprendemos isso aqui no estudo do Velho Testamento. O Evangelho é de Deus. O Evangelho não é de Jesus. O Evangelho significa a boa notícia, as boas novas, de Deus. Onde estaria o Evangelho se Ele, Jesus, reagisse?
Para onde enviaria os Seguidores de Sua Palavra se lhes abrisse no coração a sede de vingança? Olha isso. Para onde Jesus conduziria os seus seguidores se Ele estimulasse a sede de vingança nos apóstolos? Para onde eles iam caminhar? Espiritualmente falando, gente, quando você estimula a sede de vingança em alguém, essa pessoa caminha para onde? Para o crime. Para o crime. Por quê? Porque a vingança é óbvio. A vingança cega. E a vingança faz você ser excedente. Então, se Jesus abrisse no coração dos discípulos a sede de vingança, para onde Ele estaria encaminhando os seus discípulos?
Para o bem? O que seria do reino de Deus se pretendesse o reino dominador na Terra? O que seria da implantação do reino de Deus se Ele tentasse construir aqui um reino dominador na Terra? O que seria do projeto de implantação do reino de Deus se você constrói um poder político e econômico na Terra? Onde colocaria a justiça do Pai se também duelasse com a justiça dos homens? Então, se Ele procurasse a justiça dos homens para fazer um duelo, ah, sou ingênuo, sou inocente, não, não é inocente, Ele ia ficar duelando com a justiça humana e a gente ia saber o que ia dar.
A gente ia saber qual ia ser o resultado. Então, se Ele duelasse com a justiça dos homens, onde Ele colocaria a justiça do Pai? Onde ficaria a justiça do Deus? Onde situava o auxílio divino de quem era portador se não desculpasse a ignorância? Olha, Ele, Jesus, era portador do auxílio divino à humanidade. Se Ele não desculpasse a ignorância, como é que o auxílio divino ia chegar aos ignorantes? Mais ou menos assim. Se Ele rejeitasse os doentes, quem ia operar a cura? Ele, Jesus, era portador do auxílio divino. Se Ele não desculpasse a ignorância, como é que esse auxílio chegaria aos seres humanos?
Como demonstraria o amor de que se fizera pregoeiro, lançando chamas de cólera, exigindo reivindicações e castigando os escarnecedores já de si mesmo tão infeliz? Porque a pessoa mais infeliz é que pratica o mal. Ela não sabe. A única coisa é que ela não sabe ainda. Quem está na prática do mal é o maior infeliz, a pessoa só não sabe. Aí, o que Jesus ia fazer? Castigar? Exigir reivindicações? Lançar chamas de cólera? De raiva? E o amor? E o amor que Ele pregaria? Ficaria para quê? Só para os textos? Só para as palestras?
O amor fica bonito, então, só na palestra, só na pregação. Deveria acusar publicamente os organizadores do escândalo? Deveria acusar publicamente os organizadores do escândalo, dando-lhes paz com os sentimentos perversos? Porque Jesus sabia quem organizou aquele escândalo. Então, o que Jesus ia fazer? Acusar publicamente? Pessoal, quem criou essa situação foi fulano, ciclano, deutrano, esses aqui. Acusar publicamente? Dando em sejas sentimentos perversos? Porque aí os acusados iam reagir com mais violência, com mais ódio ainda?
Ou deveria tratá-los com silêncio? Com silêncio, para que tivessem de enxergar a si próprios? Fazer o quê? Acusar? Para despertar mais raiva? Não, Jesus ficou em silêncio e colocou um espelho na frente dos organizadores do escândalo. Aqui, agora, não está falando mais da massa, não. Está falando em quem pensou, em quem organizou essa pedra de tropeço para derrubar Jesus. Os organizadores do escândalo. Só que, como Jesus ficou em silêncio, Jesus colocou um espelho na frente deles. Para quê? Para que eles tivessem de enxergar eles mesmos.
O mestre espraiou o olhar pela multidão desvairada, lembrou-se dos amigos distantes, fez os amigos e foi embora. Os amigos foram todos embora. Fixou os adversários presentes, os amigos foram embora, só estavam ali os adversários. Meditou nas profundas perturbações da hora em busca. Meditou nas profundas perturbações da hora em busca. Ou seja, gente, o que foi a crucificação de Jesus? Foi uma perturbação. Foi uma perturbação total. Foi a maior perturbação da humanidade. A maior obsessão coletiva que a humanidade já viveu até hoje.
Então, Jesus meditou nas profundas perturbações da hora em busca, considerou as necessidades espirituais de cada homem, olha isso, necessidades espirituais de cada um daqueles indivíduos ali, compreendeu o imperativo da vontade de Deus, compreendeu, o imperativo, entendi qual que é a vontade de Deus agora. E, já que era indispensável dizer alguma coisa, porque, se não fosse indispensável, ele teria ficado em silêncio. Mas, já que era necessário dizer alguma coisa, movendo os lábios na direção do futuro, olha isso, movendo os lábios na direção do futuro de sua doutrina, movendo os lábios na direção do futuro da sua doutrina, porque a questão é a seguinte, quando alguém coloca uma pedra de escândalo no seu caminho, você vai dar uma resposta para o presente ou para o futuro?
Tem que escolher. Ou você reage agora e dá uma resposta agora para o presente, ou você quer dar uma resposta para o futuro? Você vai reagir ao presente ou vai construir o futuro? Então, movendo os lábios na direção do futuro da sua doutrina, levantou os olhos da Terra para os céus, olha isso, quer dizer, Jesus tirou os olhos daquela perturbação temporária de encarnado e olhou para a eternidade do mundo espiritual e murmurou com paciência, Perdoai-lhes, meu Pai, porque não sabem o que fazem. Acabou. Acabou, Alô? Acabou.
Perdoai-lhes, meu Pai, porque não sabem o que fazem. Então, Jesus colocou uma pedra, um escândalo, para Jesus tropeçar, ele abriu as asas e voou. E voou. Por que a cruz não derrubou Jesus? Porque ele parou de caminhar e começou a voar. Voar para os altos montes, para os altos planos da espiritualidade superior. E ficou a mensagem imperecida do Evangelho, Deus conosco. Agora sim, Deus estava para sempre conosco. É isso, meus amigos. Muito obrigado. Opa! Oi, Haroldo. Olá, Júlio. Muito obrigado por chamar o Eleonor aqui para te dar um alô, para a gente se despedir, e despedir do pessoal todo que acompanhou.
Você conseguiu acompanhar algum comentário do pessoal durante a live? Não apareceu aqui, Júlio. Ah, sim. Ah, bacana. Eu fui transmitindo para eles, à medida que você lia o texto, os trechos, depois que você lia, para eles também fazerem a leitura nos comentários, né? Deixa eu trazer o Eleonor aqui. E foi bacana, né? Teve várias manifestações aqui, realmente, de compreensão, de interiorização dessa mensagem, né? Do escândalo, né, Haroldo? Essa é forte, né? É muito forte, né, Haroldo? Essa é forte. É, recentemente, eu estava escutando o Isaías 3, e você estava, uma frase, lá no início você falou dos templos, né?
E você comentou lá, já comentou lá, antes da pandemia, e eu estava escutando esses dias, assim, o quanto que o Isaías 3 está falando dessa postura, inclusive, porque você fala da questão dos templos lá, e você fala que tudo nasce de uma dissenção interna, né? Quando se corrompe internamente, né? O templo começa a se desfazer, por conta de uma ação interna, né, do ser humano, de uma dissenção entre os membros do grupo, daquele agrupamento, e aí hoje você trouxe de novo. É isso que chama atenção aqui no escândalo, né?
A maior parte dos atores desse escândalo, das peças desse escândalo, são pessoas que estavam com Jesus, estavam seguindo, estavam sendo beneficiados, estavam aplaudindo, estavam elogiando. A minoria que foi a que trampou o escândalo é minoria, verdadeiramente minoria. Então, essa é a parte da perturbação dessa história, né, que aconteceu com Cristo, né? E, aí, o que fazer? Porque as pessoas acham que, assim, Jesus chegou lá no mundo espiritual, eu vou encarnar e vou ser crucificado. Não! Não era essa a proposta. A proposta é eu vou encarnar e vou levar o Evangelho.
A cruz foi obra nossa. A cruz foi uma pedra que nós colocamos para ele tropeçar. Quer dizer, não só deixamos de absorver o conteúdo da missão dele, como criamos uma dificuldade extra para ele. É importante a gente dizer isso, né? Nós não fomos só rebeldes, fomos também maldosos. Isso é o pior, né? É. Agora… Eu não quero ouvir, deixa esse homem para lá, vou seguir, vou seguir a minha vida. Outra coisa é falar, não, não. Eu não só não vou segui-lo, como eu vou me roubá-lo. Sim. E como é que a gente trata essa profecia de Isaías, Haroldo, diante do fato dela se concretizar, ou seja, dela acontecer?
Como é que a gente… É inevitável? Como que é isso? É igual… Eleonora trabalha aí dentro do Departamento de Saúde, sabe? É uma estatística, né? E quando você trabalha com estatística, com grupo, você não está mais medindo o comportamento individual. Quando você trata com grupo, é igual, por exemplo, a taxa de transmissão do vírus. Você não está mais fazendo um estudo sobre o Haroldo, Julia, Eleonora. Você está pegando uma coletividade, um grupo, e a tendência de comportamento do grupo. É uma tendência. E aí, é natural, porque a probabilidade te mostra que havia uma tendência.
Então, a profecia é a revelação da probabilidade. Se eu pudesse resumir, seria isso. A profecia é a revelação da probabilidade. Então, você olha assim. No Brasil, a expectativa de vida é 75 anos. Não significa que você vai desencarnar com 75. Ou que eu vou… Eu posso ir com 50, com 60, posso ir com 90. Mas, na média da população, dos 200 milhões, aproximadamente, essa é a média. O comportamento da sociedade está nessa média. Por ele, fatores. A profecia é a divulgação da média. Da probabilidade. Então, a espiritualidade sonda, faz os cálculos e fala, ó, tem uma notícia para vocês aqui.
Fica esperto aí, porque a probabilidade de 95% é essa. E aí a gente pode entender que, dentro da probabilidade e da terapêutica divina, com relação à experiência que o ser humano vive, ela não está ali colocada de uma forma que todos possam não cair nela. Porque tem a questão do alguns, você aumenta o percentual, você faz isolamento social, e aí alguns não vão se contaminar porque foram previdentes. E, mesmo assim, aqueles que foram previdentes, que têm que se contaminar, acabam se contaminando por outras vias. Agora, como é que a gente…
Haroldo, está aí ainda? Congelou? Estou aqui. Está aqui. Porque a gente acaba olhando para isso e pensando assim, às vezes eu mesmo já me peguei assim, mas imagina se não tivesse crucificado Cristo, se não tivesse acontecido nada disso, o que seria? Ou se isso tem a ver com… Isso, sim, é de cunho pessoal, ou seja, é de um aspecto de cada um. Como é que funciona isso? Porque às vezes a gente se questiona, porque acaba que, porque a gente aprende com o erro do outro, acaba que se você fica pensando assim, mas se elimina o erro do outro, como é que eu aprenderia?
Como é que seria o cristão sem a cruz? Pois é, aí seria um planeta com uma linha evolutiva diferente. Então, esse aqui é um ponto. E, aí, foi bom você ter tocado nisso, Júlio? Por quê? Cruz é para espírito rebelde. Cruz não é padrão de evolução universal. Então, me entendei disso. Então, a mensagem da cruz é para espíritos profundamente rebeldes, egoístas e orgulhosos. Por quê? Você vai lá no início do a dois mil anos. O senador Puglio Lentos tem um sonho. Ele encontra um tribunal simbólico e os espíritos que dirigem a evolução dele dizem olha, você está prestes a viver um ponto de inflexão na sua evolução espiritual.
Você pode mudar o curso da história. Você pode. Então, a história da humanidade era para ser outra. Era para ser outra. A verdade é que nós estamos vivendo o pior cenário. E por que nós estamos vivendo o pior cenário? Por rebeldia, orgulho e egoísmo. Esse é o pior cenário. Isso não era o plano. Nunca foi o plano. Aliás, o Acaminho da Luz deixa isso claro 150 mil vezes no texto. Quando tem o apogeu da Grécia, o século de Péricles, aquele apogeu todo, Jesus dá um sorriso no mundo espiritual. Fala que maravilha, que coisa linda.
Deixa eu mandar a Sócrates agora. E ali começou um processo de desvio. Aí organiza Roma. Aí Roma, quando precisa desativar Roma, Emmanuel só fala assim. A única coisa que ele diz é lágrimas foram vertidas nas esferas superiores. Lágrimas foram vertidas. Então, é isso. É sempre o pior cenário escolhido e a melhor alternativa oferecida por Deus, não é? É uma velha história. Fica parecendo que a gente está repetindo palavras, não é? Mas, assim, vai escolhendo o caminho da dor, porque vai fazendo escolhas que são escolhas muito infelizes.
E, naturalmente, essas escolhas vão trazendo consequências. Esse momento aqui da cruz foi grave. Ele foi grave por quê? Porque Jesus não fez uma programação reencarnatória para ele ser assassinado. Ele fez uma programação reencarnatória para ele ficar aqui uns 90 anos com a gente. Ficar uns 90 anos com a gente. E o que teria sido? O que teria sido? Não teve tempo. Muita coisa que ele queria fazer e dizer não deu tempo. Por exemplo, ele não organizou ele mesmo o trabalho com os gentios. Não deu tempo. A gente tirou ele.
Muitas coisas ele não esclareceu. Não teve tempo, não é? Foi usar Paulo, Pedro e outros. Acho que a Leonor ia perguntar uma coisa e eu cortei ela. Não, não, estou só ouvindo. Muito linda a explanação e me chamou a atenção ali quando fala sobre as nossas cruzes, não é? As tribulações que nós teremos. Se as nossas respostas vão ser para agora ou vão ser para o nosso ser espiritual eterno, não é? Acho que isso ficou muito importante, essa reflexão, nesse momento mesmo que nós estamos vivendo. Se as nossas escolhas… Que escolhas que estamos fazendo?
Se a gente projeta para esse ser eterno, as nossas escolhas vão ser outras. Exato. E uma coisa que tem nos preocupado, não é, Leonor? Porque, por exemplo, eu tenho recebido pedidos de lives aqui, eu vou só manter o sigilo para preservar as pessoas, mas de presidentes de federativas, de coordenadores de grandes instituições espíritas que estão recebendo ligações e contatos, porque tem espíritas que estão entrando num quadro de total perturbação. Espíritas estão entrando num quadro de completa perturbação, angústia, depressão, ideação suicida, violência doméstica, querendo divorciar, surtando.
Com o livro na mão, não é? Porque espírito é aquele que está passando por esse momento os mais avisados, não é? As redes, os estudos, os tempos são chegados. Pois é. E aí a gente começa a pensar, não é? Eu só consigo lembrar daquela letra do Paralambas do Sucesso em que o Ébio Stiviano diz assim, os livros na estante já não têm mais tanta importância. Do muito que eu li, do pouco que eu sei. Então, essa é… Então, o que acontece? Construímos uma religiosidade, uma espiritualidade que precisa ser revista. É uma religiosidade, uma espiritualidade baseada em ler livro, assistir palestra e ir à casa espírita.
Está errado? Não. Isso é maravilhoso. Está incompleto. Está incompleto. É como um ciclo, não é? Como um estudante. Está insuficiente. Está insuficiente, porque isso tudo é elemento didático para eu chegar em um núcleo, que é o quê? Trazer para dentro de mim uma verdadeira espiritualidade e religiosidade. Por quê? Se essa pedra, e ela é colocada, todos nós vamos ter essa pedra no caminho. Se essa pedra for colocada no caminho, o que vai acontecer? Você vai tropeçar ou vai saltar? Ou vai voar? Se essa pedra de tropeço for colocada…
E a gente já sabe qual é, não é nem novidade. A gente já sabe qual é, está ali. Todos os elementos estão ali configurados. Aí a pessoa vem falando, mas você não entende, nós estamos vivendo um problema político no Brasil, e você quer fazer o quê? Você quer tropeçar? Mas é porque você não entendeu, a gente está vivendo uma crise econômica. Mas você quer fazer o quê, amigão? Você quer tropeçar na pedra? Não é? Aí eu lembro dessa frase do Luther King. Retribuir violência com violência é acrescentar escuridão a uma noite já sem estrelas.
Então, o que nós vamos fazer? Nós já estamos numa noite sem estrelas. O que o Espírita vai fazer? Acrescentar escuridão? Ou ter a certeza de que vai amanhecer, não é? E ser a luz do mundo. Nós estamos numa noite escura, então seja a luz do mundo. Seja a luz do mundo. Engraçado, não é, Roderico? É tão óbvio que a escuridão é com luz, e não com mais trevas, não é? É porque, Júlio, eu, quando estava na mocidade, a gente é mocidade, rapaz, você é mocidade, você acha que vai conquistar o mundo, não é? Então, eu li aqueles romances do Emmanuel.
Qual era o meu sonho? Ser mártir, ser assassinado, em nome do Evangelho. Eu li os romances e falei, nossa, eu quero tanto ser assassinado, em nome de Jesus. Não entendeu nada. Inocente, não sabia de nada. Não sabia de nada. Então, é aquela frase que Jesus falou com o Inácio, não é? Inácio em Tioquia. Ele foi conduzido para o martírio e chegou lá e não foi morto. Aí, ele saiu vivo, rapaz, absorveram o Inácio. Decepção. Aí, o Inácio falou, nossa, e agora eu estou perdido, vou vagar que eu merei Jesus. Caramba, eu queria ter morrido, pelo amor de Deus.
Aí, ele fica apavorado, ele queria ter morrido. Aí, na hora que ele sai, Jesus aparece para ele e fala assim, Inácio, morrer é fácil. Morrer é fácil, Inácio. Eu quero você vivo, testemunhando o meu Evangelho, Inácio. Morrer é muito fácil. É desencarnar. É desencarnar. Você pega um danadinho desse vírus aí e depois você está no mundo espiritual. Uma semana e meia você está no mundo espiritual. Morrer é fácil. O difícil é, nessa noite escura da transição planetária, você ser um pirilampo. Eu não estou falando nem um farol, pelo amor de Deus.
Eu estou falando um vagalume. O difícil é, nessa noite escura da transição planetária, ser um vagalume. Isso é máquina. Então, Júlio, nós estamos vivendo a maior oportunidade e, durante muitas encarnações, eu sonhei com esse momento. Nós estamos tendo a oportunidade real de ser os novos mártires do Evangelho. De novo, rapaz, nós estamos na mão agora. Ele voltou para isso. Voltou a oportunidade da gente ser o mártir. Nós fizemos bobagem. Nós matamos, queimamos. Agora temos a oportunidade de ser o mártir do Evangelho.
Como? Nessa noite escura da política, da economia, do pensamento humano. Nessa noite escura dos costumes, da falta de compreensão, da intolerância, do fanatismo, do radicalismo. Nós podemos ser os mártires, os vagalumes do Cristo, que vão olhar para esse escândalo da cruz e vão bater as asinhas. É asa de vagalume? É, mas o que tem? É asa, pô. É asa de vagalume, mas é asa. Ele já voa e já tem luz, né? Tem luz. Tem luz. Então, estão falando. Está arbucheado? Faz o culto. Faça a prece. Coloca dentro. Agora é hora de você levar a casa espírita para dentro de você.
Agora é hora da casa espírita estar dentro de você. Porque o que adianta você falar? Eu sou o frequentador da casa espírita. O que adianta agora? O que isso adianta agora? Mas essa é a nossa chance. Nós estamos… E vou dizer, viu? Eu esperava. Pode até ser que aconteça, hein? Mas os Cristos do Sistema Solar adotaram, por enquanto, uma medida branda, hein? Não foi guerra. Foi um vírus. Mandou a gente para casa. Amarrou o homem material para ver se o homem espiritual se envolve. O homem no sentido de ser humano, né?
O ser humano material está na quarentena. Está amordaçado. Não pode voar. Não pode ir ao shopping. Não pode sair de casa. Não pode fazer evento. Para ver se o homem espiritual alcança o homem material. Então, e se nós não aproveitarmos? Aí, eu não sei. Pode ser que a transição assuma características ainda mais dolorosas. É necessário que isso aconteça? Não é necessário. É totalmente desnecessário que isso aconteça. Principalmente para os que estão conscientes, né, Haroldo? Principalmente. Principalmente. É uma bênção.
Então, Haroldo, o que eu faço? Coisa simples. Primeiro, vai aprender a viver em família. Vai aprender a viver com seu cônjuge. Vai aprender a fazer prece. Vai aprender a meditar. Vai aprender a ler um livro em recolhimento. Vai aprender a ir no Instagram e postar a palavra de amor e não agressões e críticas. Aprende a postar no Facebook o bem. É isso. É lição de criança. Nós estamos com um paracate de menino no jardim da infância. Pinte o quadro. Pinte o quadro. Vermelho, a roupa, os sapatinhos. É isso. É só uma pinturazinha do quadro.
Verdade, Haroldo. A gente estava ontem, para encerrar, para encerrar assim, né? Ontem eu estava respondendo um post de uma amiga que falava sobre a indignação. E aí essa palavra, ela toma… Você até comentou um pouco disso, né, Aida? Na live do nosso celular. É. A indignação, né? O que é? O que, na verdade, é? Existe uma indignação positiva? Como que a gente se indigna? Lá no capítulo 9 do Nosso Lar. Lá no capítulo 9. O capítulo se chama Problemas de Alimentação. Então, teve um grave problema em Nosso Lar e foi a única vez que o governador de Nosso Lar precisou levantar as forças de defesa da colônia, mandou vários trabalhadores do Ministério da Regeneração para o cárcere, desativou o Ministério, suspendeu as atividades do Ministério da Comunicação, do Esclarecimento, fechou o Ministério da Comunicação e todo o contato com a crossa planetária, por conta de toda a dificuldade que estava acontecendo.
E isso depois de 30 anos conversando. 30 anos. E aí, André Luiz diz assim, e os moradores da colônia conheceram o que é a indignação de um Espírito manso e justo. Tem dois tipos de indignação. Tem a indignação do Espírito imperfeito. Como é que é a indignação do Espírito imperfeito? É violência, é palavrão, é xingamento, é agressão. Essa é a indignação do Espírito imperfeito. E existe a indignação do Espírito manso e justo. Se o Espírito é manso, então ele não pratica nenhum ato de violência, nem mental, nem com a palavra, nem com a conduta.
E, se ele é justo, ele não é partidário, ele é imparcial. E a indignação dele é o quê? Fazer luz. O que é a indignação do Espírito superior? Fazer luz. Porque a pessoa fala… É o texto aqui do Martin Luther King. Essa noite está sem estrela, essa noite está sem escura, eu estou indignado. Claro, parabéns. Tem que estar indignado mesmo. E o que você vai fazer? Eu vou acrescentar mais escuridão. A sua indignação é louvável, mas a sua conduta não tem sentido, não faz sentido. Então, eu estou na noite escura, tá. Está uma noite escura, sem estrela, tá.
Está sombra, é sombra, ignorância, é. E o que você vai fazer? Eu estou indignado. O que você vai fazer? Eu vou iluminar essa noite escura. Essa é a indignação do Espírito manso e justo. Faça luz. Porque é o que o Martin Luther King diz. A escuridão não é capaz de afastar a escuridão. Só a luz é capaz de vencer a escuridão. Só a luz. É isso aí. É isso aí, pessoal. Obrigado. Vamos convidar o pessoal também, depois ir lá assistir novamente o estudo lá no espiritismo.tv. A gente está com uma campanha lá, convidando a todos para que colaborem com a plataforma, que está totalmente aberta agora, mas que ela precisa da colaboração das pessoas que visitam a página, que assistem os vídeos, que querem manter os projetos do SER e da plataforma andando.
Então, a gente está convidando as pessoas lá na plataforma, quem está utilizando, quem acompanha os estudos de Isaías, do Antigo Testamento, que, dentro das suas possibilidades, que se puderem, colaborem lá com a gente, para a gente tocar os projetos, que envolvem não só projetos, mas pessoas, Arudo, que estão envolvidas nesse processo. E a forma que a gente tem de manter é com a assinatura, com a contribuição que as pessoas fazem. Então, fica aí o convite também para as pessoas ajudarem. E daqui a uns dias, a gente vai estar iniciando um projeto que é o projeto Cuidando da Vida Mental, que é muito do que você falou aí também.
A gente aprece a oração em prol da nossa saúde mental e também em prol dessa criança que nasce, esse ser espiritual aí que quer nascer no meio dessa pandemia. Mas é isso. Eleonora, quer comentar mais alguma coisa para a gente encerrar? Agradecer o estudo e deixar o convite para quem quiser. Nós temos o grupo de estudo no Facebook e no WhatsApp, Estudando Isaías à Luz do Espiritismo. No WhatsApp, inclusive, a gente está com um grupo de preces diária, entendendo essa questão de tentar fazer à luz, pelo menos quando nós elaboramos a prece, dentro de nós iluminamos o nosso templo íntimo.
E estamos com um grupo de prece diária, onde todos são convidados a participar e seguimos em comunidade, estudando Isaías, nos fortalecendo diante dessas atribulações que todos nós estamos vivendo. E para encerrar, lembrando que a gente está na véspera do Dia das Mães, então mandar um beijo para todas as mães do nosso grupo, para todas as mães que estão nos assistindo e agradecer às nossas mães, se cada um de nós está aqui nesse momento espiritual, nessa hora espiritual, que tanto nos preparamos, como disse o Haroldo, nos preparamos para estar nessa hora da humanidade na Terra.
Agradecer às nossas mães que disseram sim para a nossa vida. E é isso. Agradecer também a essa mãe que aceitou, vamos dizer, essa Maria cheia de raça, como diz o Altair Veloso, que aceitou ser mãe do Cristo, não é, Haroldo? Que tarefa, hein? Essa aí é corajosa, não é? Corajosa. Pois é. Então fica aí a nossa mensagem, o nosso agradecimento, também nas vésperas do Dia das Mães. Se você quiser deixar algum recado para as mães aí, Haroldo, você fica à vontade. Eu queria mandar um abraço para todas as mães. Como diz a Eleonora, tem mães que, com tanto sacrifício, receberam os filhos e renunciam à sua vida particular, renunciam a anseios, a sonhos pessoais, para que outros seres possam realizar os seus sonhos e as suas vidas.
Então, toda vez que chega o Dia das Mães, eu lembro muito disso, desse espírito de renúncia das mães, porque elas abrem mão de uma parcela considerável dos seus projetos pessoais de felicidade para que possa haver uma felicidade mais coletiva, uma felicidade de outros seres. E a gente… São todos que estão preparados para isso. E a gente pode lembrar que, nesse planejamento espiritual, as crianças seguem vindo aí. Não afetou em nada os nascimentos, não afetou em nada a gestação. Então, isso quer dizer que o mundo de regeneração vem aí, com muita criança nascendo, protegidas dessa pandemia.
Não são o foco, não são o foco dela. Então, a mensagem realmente é de esperança. Vai nascer mais, porque a fila da volta aumentou. Isso significa que a fila do retorno vai ser grande. É a nova geração. Nova geração, não é, Arudo? Semana que vem, então, daqui 15 dias, a gente segue em frente. Então, tá, Jair? Arudo, um abraço, viu? Leonor, um beijão. Feliz Dia das Mães. Feliz Dia das Mães para todas as mães do ser, para todas as mães que estão acompanhando a gente. Estou ligado. A dona Marta está lá, isoladinha. Meu Deus!
Legendas pela comunidade Amara.org
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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