Neste episódio do estudo do Velho Testamento à luz do Espiritismo, Haroldo Dutra Dias continua a aprofundar-se no livro de Êxodo, focando na simbologia do Tabernáculo. Após abordar o Pátio dos Sacrifícios (representando as encarnações e a purificação da alma) e o Lugar Santo (simbolizando a transição dos espíritos imperfeitos para os bons espíritos em busca de purificação), o estudo se concentra nas mensagens de esperança e promessa para o futuro.
O que é estudado neste episódio
- O Lugar Santo e a Menorá: Retomada da simbologia da Menorá (candelabro de sete braços) como representação da vida espiritual e do futuro, mantida acesa 24 horas pelos sacerdotes.
- Avodá-Torá: Explicação do termo hebraico “Avodá-Torá” (servidão da Torá ou serviço da Lei), que designava as tarefas sacerdotais de manter a Menorá acesa, o incenso queimando e os pães frescos. A deturpação desse conceito ao longo do tempo, transformando-o em “obras da lei” que não salvariam, em contraste com a fé.
- A Noite da Páscoa e a Alvorada: Análise da “noite das noites” – a noite da Páscoa no Egito – como o grande símbolo bíblico da noite do Espírito, que, através de encarnações e desencarnações, se prepara para a grande alvorada da redenção.
- A Grande Alvorada Individual e Planetária: A libertação dos hebreus do Egito como uma “micro-libertação” que prenuncia a grande libertação individual (o Espírito puro) e planetária (a Terra se tornando um mundo celeste).
- Os Pães Sem Fermento: A simbologia dos pães sem fermento no banquete da Páscoa, representando a pressa e as “primícias do reino”, um gostinho do banquete da redenção que ainda está sendo preparado e fermentado ao longo da jornada evolutiva.
- A Progressão dos Mundos e a Escala Espírita: Discussão sobre a existência de múltiplos planetas semelhantes à Terra e a gradação dos mundos (primitivo, expiação e prova, regeneração, ditoso, celeste), com a ideia de que a evolução não se limita a um único tipo de experiência.
- A Dor como Purificação: A compreensão da dor e do sofrimento como instrumentos de purificação e aceleração do processo evolutivo, preparando o espírito para o banquete celestial.
- Confiança, Esperança e Caridade: A importância desses três pilares para o seguidor do Cristo, que vive na promessa e na esperança, mesmo diante das adversidades, compreendendo que tudo contribui para a purificação e o avanço espiritual.
Reflexões
- A jornada espiritual é um processo contínuo de purificação, simbolizado pelas diferentes etapas do Tabernáculo e pelas “noites” e “alvoradas” da alma.
- A Doutrina Espírita oferece uma chave de leitura para as escrituras antigas, revelando a profundidade dos símbolos e sua aplicação à evolução do Espírito e dos mundos.
- As “primícias do reino” estão presentes em nossa vida diária, nas experiências de amor, caridade e auxílio mútuo, oferecendo um vislumbre do que nos espera na condição de Espíritos puros.
Ler transcrição do episódio
Boa tarde, minhas amigas, meus amigos, boa tarde, Júlio. Sejam todos bem-vindos ao nosso estudo de êxodo. Não é, Júlio? É isso aí, gente. Mais um estudo… Mais uma sexta-feira. Mais uma sexta-feira. E esse estudo tá quente, hein? Vocês vão me ver olhando de lado aqui, é porque eu tô em dois computadores, tá? Vocês não estranhem, não. Não, mas tá… Tá ótimo, né, Júlio? Você quer cumprimentar aí alguém, Júlio? Vamos, vamos sim. Dá boa-vinda aí. Quem aparece pra mim primeiro aqui é a Darcy Rodrigues Girardi. E pra você aí?
Pra mim, Sandra Maria Borges no outro computador, então nós temos aqui a Sandra Maria Borges, a Natália Romero Santos… Natália Romero, exatamente. A Marta Pila. Rafael Gomes, Marta Pila, Marília Candeiro… A Viviane Lopes tá sempre aqui com a gente. Karina Simão… Quem mais? Vai lá. Agora, chegando aí, Viviane Lopes, Amparo Santos, Azuila de Miranda, Maria Rita, o Wilson Tute, Norma Fonseca de Curitiba, Marcilene Pacheco, Amparo Santos, a Daniele Batista, tá falando de Valência, na Espanha. Olha… Cidade maravilhosa, cidade dos grandes músicos, né, compositores do violão clássico da Espanha, Valência.
Aquele… é… é… Toroba, é de lá? Ah, não… Da Espanha não é da Valência, mas em Valência tinha um… era um núcleo, assim, musical, Júlio. Então lá foi o Concierto de Aranjuez, né? Ah! Joaquim Rodrigo. Não tem muita gente… Tá aqui Alicia Dyer também, que tá com a gente no Estúdio de Mateus 24, que é os domingos às 5 da tarde. Quem quiser saber mais, acessa o portal ser.org. Aderildo Coutinho, João Pedro Volpe, a Marta de Paula, Tatiana Lucas, Gisele Garcia, Luísa Leão, Maria Laura, Pedro Luiz, e quem tá chegando agora aqui?
Marina Guzzo. Maravilha! É isso, Haroldo. É, vamos lá, né? Nossa, quem tá chegando aí? É importante rever os episódios anteriores, porque é um estudo sequencial. É um estudo que tem um encadeamento, tem um conteúdo programático que nós vamos desenvolvendo aos poucos. Então, quem tá chegando da primeira vez, naturalmente vai sentir um pouquinho de dificuldade para acompanhar, mas nada, nada que impeça a pessoa de voltar depois, assistir os episódios anteriores e retomar para poder acompanhar juntamente com todos, né?
Nós estamos agora naquela terceira parte do livro Êxodo falando especificamente sobre o tabernáculo. Já falamos do primeiro ambiente do tabernáculo, que é o local onde eram realizados os sacrifícios, explicamos essa profunda simbologia bíblica em que esse local do sacrifício é uma grande metáfora das encarnações, dos inúmeros corpos que nós nos servimos para o aperfeiçoamento, especialmente para a purificação da alma. A alma se purifica nas provas e expiações da existência corporal. Passamos isso e entramos no lugar santo, o lugar santo simbolizando não mais a terceira ordem, não mais os espíritos imperfeitos, mas agora os bons espíritos, aqueles que, exauridos, exaustos das escolhas ruins, exaustos da prática do mal, exaustos de sofrerem as consequências do mal causado, se afastam desse tipo de conduta, de escolha e desejam ardentemente o bem.
Entram num processo muito intenso e intencional de purificação da alma. O Honório Abreu adorava dizer que nessa etapa nós temos a evolução consciente. Evolução consciente. Eu sei por que estou aqui e sei para onde quero ir e faço de tudo, faço de tudo para encurtar o caminho, para apressar a marcha no sentido de fazer a reforma íntima, a transformação moral e seguir adiante. Então, é disso que nós estamos falando. Comentando já, né, Júlio? O grande símbolo do lugar santo que é a menoral candelada de sete braços. E aí falamos, a árvore está até aí, a árvore da mendoeira.
Tudo no lugar santo aponta para a vida espiritual, aponta para o futuro. Porque quem está na segunda ordem não quer mais fazer parte da primeira ordem, da terceira ordem, dos espíritos imperfeitos, mas ainda não se aprimorou o suficiente para integrar a primeira ordem. Então, ele está ali entre um e o outro. Está no meio do caminho, desejando. Então, as grandes mensagens do lugar santo são mensagens de esperança e de promessa em relação ao futuro. É isso que nós falamos. Uma passada rapidinha, só, bom, pelo pessoal que chegou agora, que está ouvindo a gente falar do lugar santo.
Então, nós estamos falando aqui da estrutura do templo, que é formado ali pelo Pátio dos Gentios, aquela área externa. O lugar santo, que é onde os sacerdotes tinham as suas tarefas espirituais, as suas atividades, e que envolve a menoral, que todo mundo já viu, que é aquele candelabro de sete hastes. Então, nós já passamos por essas simbologias. E o santo dos santos, que é, repassando para quem não estava aí, está chegando agora, na simbologia, é o local onde fica a Arca da Aliança, e que fica ali as Tábuas da Lei.
Então, quando você ver, se você procurar na internet, olhar direitinho, vai ver lá o templo, a estrutura do templo. Aí você tem todas essas partes e isso tem uma simbologia que o Aroudo está aqui destrinchando e fazendo as analogias com a escala espírita. Nesse momento, a gente está falando dos espíritos de terceira ordem, segunda ordem e primeira ordem. Isso está aí no Evangelho segundo o Espiritismo, Aroudo? No Livro dos Espíritos, lá na escala espírita, no Evangelho segundo o Espiritismo, tem a escala dos mundos, a progressão dos mundos, no capítulo 3.
No Livro dos Espíritos, a escala espírita fala dessas ordens, terceira ordem, segunda ordem e primeira ordem. Nós estamos aqui fazendo uma analogia, não é, Júlio? Uma interpretação do livro Eso, do Alus, da Doutrina Espírita, fazendo uma conexão. E, por isso, essa relação aí com a segunda ordem. Falamos da menorá, que deveria ser mantida acesa 24 horas, essa era a tarefa dos sacerdotes. Então, eles se revezavam em turnos para… Agora, Júlio, sabe esses trabalhos de manter a menorá acesa 24 horas? Manter o incenso queimando 24 horas e manter os pães frescos, embora pães sem fermentos, porque lembra o pão da Páscoa.
Trocar esses pães, à medida que eles fossem envelhecendo, tinha que trocar, porque o pão tinha sempre que ser novo. Sabe como que chamava esses trabalhos, mais o trabalho do sacrifício de animais? Não, não lembro. Em hebraico, Júlio? Não, mas não é de lembrar mesmo, não, porque isso só tem na tradição judaica. É mesmo? É. Os sábios chamavam de avodá-torá. Avodá-torá. É. É a servidão da torá. O serviço da torá. Então, por que era uma servidão? Porque era 24 horas, Júlio. Não tinha descanso. Tinha escala? Tinha escala.
24 turnos anuais, as ordens. Aí o sacerdote ia e ele fazia tipo plantão médico. Havia uma semana, um grupo daquela semana, e eles ali revezavam entre si. Então, geralmente, eles faziam duas escalas por ano, Júlio, cada grupo de sacerdotes. Cada escala sete dias. Aí ficava ali. Eles revezavam entre eles, para descansar. Era o serviço da torá. Avodá é serviço do servo mesmo. Avodá e torá é a torá, é a lei. Só que aí, Júlio, o Paulo traduziu isso para o grego traduziu isso para o latim traduziu isso para o português e aí deturpou 100%.
E isso virou obras da lei. Por isso que o Paulo diz que obras da lei não salvam ninguém. Aí o pessoal achou que obras da lei era qualquer tipo de atividade humana. Olha isso. E aí o povo começou a dizer que você não precisava fazer nada, bastava ter fé. Não precisa trabalhar, não precisa fazer nada. Não precisa fazer o bem, basta ter fé. Então é a deturpação da deturpação da deturpação da deturpação. Porque avodá, torá, não é qualquer obra. É a obra, Júlio, de constantemente fazer os sacrifícios de animais, trocar os pães, manter a menorá acesa e manter o incenso queimando.
E isso é avodá, torá. Esse é o serviço da torá. Esse é o avodá, torá. A palavra servidão também, serviço, né? Ela ficou muito… É. Ela ficou muito… É porque a ideia aqui, Júlio, é que enquanto você não é filho, você é servo. Você é servo. É. É servo. Porque o filho é o espírito puro. Toma posse da filiação divina. Olha que coisa linda. Uma posse da filiação. Uma vez eu estava fazendo uma leitura de um texto e aí a espiritualidade… Aquele amigo nosso falou assim, que eu estava lendo e falei, não, eu não estava concordando com isso.
Ele falou assim, é, mas você está lendo como servo ou como filho? Como filho. É a questão da leitura, né, Lula? Isso. Posição. Então, criou… Só para lembrar, nesse é o avodá, torá. Então, precisava ser mantido. Agora nós começamos, nós já falamos da menorá. Agora nós vamos falar dos pães. Vamos falar dos pães. E aí, Júlio, o Gladisson tem uma letra, se chama Aurora. Todo mundo conhece, né? Essa é a Oconcur, né? Será que eu não conheço? Essa é a Oconcur, né? É. Depois, se você quiser colocar um pedacinho dela, mas Aurora.
Então, quando a gente fala em alvorecer, nós estamos falando de um amanhecer, de um nascer do sol. Quando a gente fala de alvorada, é a mesma coisa, né? O nascer de um novo dia. Aurora, alvorada, alvorecer, não é? E, se a gente fala de aurora, de alvorecer, nós estamos contrapondo a uma noite. A uma noite. Para amanhecer tem que ter uma noite, né? Só amanhece se for noite, né? Só depois de uma noite. É, nessa ordem, né? A ordem é essa, primeiro a noite, depois a alvorada. Essa é a ordem. Melhor se acostumar com isso.
É. Então, esse é um símbolo simples, né? A gente vive isso todo dia. Todo dia. Mas, em êxodo, em êxodo, tem a noite das noites. A noite das noites. Tem uma noite que é mais noite do que todas as noites. Olha isso. Tem uma noite que é a noite mais noite de todas as noites da Terra. Que é a noite da Páscoa. Lá, né? Tem até um livro grande, como é que chama? La Nuit Pascale, né? A noite da Páscoa. Aquela noite em que o anjo da morte visitou o Egito, nas casas onde havia o sangue do cordeiro, ele pulou a casa. Na casa em que não havia o sangue do cordeiro, ele levou o primogênito.
A noite da Páscoa. Essa noite termina com uma alvorada. Essa alvorada é prenúncio. É anúncio da alvorada nova, Júlio. Da grande aurora da Terra. É prenúncio ainda. Que alvorada foi essa? Foi o amanhecer em que os hebreus acordaram, seus primogênitos foram preservados, mas os primogênitos dos egípcios foram levados pelo anjo da morte. Naquele momento, de profunda dor pro faraó e para o povo, os hebreus são libertados da escravidão no Egito. Então, a noite da Páscoa é o grande símbolo bíblico, é o grande símbolo bíblico da noite do Espírito.
É em que? Encarnando e desencarnando, nós nos preparamos para a grande alvorada, pro grande dia da redenção, mas não aquele prenúncio, não aquela primícia, não aquela promessa daquela manhã dos hebreus que foram libertados, porque aquela libertação foi uma micro-libertação. Aquela micro-libertação simboliza a grande libertação, Júlio. A grande alvorada. Vai ser o dia, Júlio, que você cruzar a linha de chegada. Júlio, Espírito puro. Aí, Júlio, é a grande alvorada, é um sol que nunca mais vai se apagar, Júlio. Sabe por quê?
Porque aí nunca mais vai ter noite na sua vida. Aí é a ressurreição, porque aí você tem o corpo espiritual, o corpo da redenção, a vida dos redimidos, a morada celeste dos Espíritos puros, onde só há dia. Não tem noite, Júlio. Estão entendendo a metáfora, né, gente? Pelo amor de Deus. E ver alguém aqui interpretando ao pé da letra… Vai cair um raio aí. Vai duplicar as expiações nessa encarnação. Não, Júlio. Estão falando da metáfora, gente. Tem que usar a mente aí. Tem que usar a mente, pelo amor de Deus, interpretando literalmente.
E aí vai ficar de castigo. Mas a Viviane falou que vai junto. Pois é. Então, veja. Nós estamos trabalhando aqui com um grande símbolo. Na verdade, nós, individualmente, teremos esse dia, Júlio. E o meu dia é diferente do seu. Sim. O seu é diferente da Bianca, do Bernardo, da Cheia. Cada um tem seu dia. Cada um terá sua alvorada. Mas, além desse processo individual, a Terra, Júlio, a Terra rangeu dentes, verteu lágrimas, mas… Gestou-se. Gestou. Majestou-se. Bonito, né, Sam? A Terra também vai ter o dia da alvorada dela, Júlio.
A alvorada da Terra. Hoje, ela é terra de expiação e prova. Um dia, a Terra será mundo celeste, Júlio. Ei, Haroldo, explica como é que é esse mecanismo. Não sei. Não sei, não. Não sei. Você quer que espírito encarnado da terceira ordem explique como que um planeta chega à primeira ordem e vira mundo celeste? Só pode te explicar isso um habitante de mundo celeste. E se algum encarnado se aventurar a te explicar isso? Duvida. Desconfia. Você está comprando gato por lebre. Sonda-se a Jesus. Né? Mas ele não quis contar, né?
Ele falou para Nicodemus assim, se eu vos falei das coisas terrenas e não acreditais, imagina se eu te falar das celestiais? Eu estou te falando de coisa daqui da Terra, você está tendo dificuldade, imagina se eu começar a falar dos mundos celestes para você? O soldado Milliman defesa os planos do general. Mas o importante é o seguinte, a Terra terá, depois da noite da Páscoa, a derradeira, a última alvorada, Júlio. Porque é o seguinte, Júlio, quando ela passou de primitivo para expiação e prova, teve uma noite e uma alvorada.
Quando a gente passar de expiação e prova para regeneração, vai ter uma noite, está tendo já, né? Já está tendo, né? Aliás, nós estamos na noite. Vai ter alvorada. Quando ela passar de regeneração para ditoso, vai ter uma noite e uma alvorada. E, quando ela passar de ditoso para celeste, é a grande alvorada da Terra, Júlio. Aí é o reino de Deus. O reino de Deus. Esse símbolo é importante. Importante. Porque daqui eu falo que é o seguinte, Júlio, símbolo bíblico, presta atenção, símbolo bíblico é igual filhote, dá um tanto.
Um símbolo dá um tanto de filhotinho. Então, a noite pascual, a alvorada da libertação do povo hebreu vai gerar o símbolo dos pães e da ceia. Mas vamos lá, vamos com calma. Vamos ver se alguém aí… Você ia falar alguma coisa? Eu tentei uma opinião. Vamos ver se alguém… Eu ia falar que a crucificação de Jesus vai ocorrer na Páscoa, né? Não é isso? Na Páscoa. Que foi outra noite escura, né? Outra noite. Com sangue de cordeiro. Com sangue de cordeiro. Noite com sangue de cordeiro. E ele… E a resplandecência da ressurreição, logo após.
Você falou da luz, né? Que é o prenúncio da alvorada. Então, ele aparece para Maria de Magdala numa manhã de domingo. É um amanhecer também. É uma manhã. É uma… É uma entradinha, viu, Júlio? É uma provinha da refeição que está sendo preparada. Ali, o que Maria de Magdala experimentou foi só uma prova. Só uma prova. Vê se o tempero está bom. Né? Né? Porque o banquete ainda não está preparado. E ele diz, né? Não toque em mim. Ainda não fui ao pai. Ainda não fui. É… A turma… Vamos ver o que a turma está… Pergunta, Júlio.
Então, se diz… É necessário a reencarnação até o espírito tornar-se puro? Há outros planetas com as características da Terra onde o espírito recebe um corpo de carne? Sandra Maria Borges. Sandra… Raciocina comigo. Dois trilhões de galáxias. Faz a conta aí, Sandra. Dois trilhões de galáxias. Isso é o que a ciência está calculando. Só que agora parece que vai aumentar, né? Porque o telescópio James Webb está mostrando que tem mais galáxias ainda, tá, Sandra? Então, esse número vai aumentar. Mas, vamos lá. Dois trilhões de galáxias.
Cada galáxia, duzentos bilhões de sóis. Cada sol… Quantos planetinhos você quer que eu coloque? Quantos? Três? Vou ser humilde. Vou colocar três. Então, multiplica aí, Sandra. Dois trilhões vezes duzentos bilhões vezes três. Você acha que tem algum planeta igual à Terra? Sandra… O que você acha? Eu vou te dizer. Quantas centenas de bilhões de planetas iguais à Terra tem? Quantas centenas de bilhões de planetas iguais à Terra? No universo. Centenas de bilhões! Sabe o que me ocorreu, Arudo? A gente nunca conversou sobre isso.
Eu vou só lançar, né? É que também tem uma questão, né? Que para Deus ou para a progressão do homem, né? A encarnação necessariamente não necessita dos mesmos elementos, né? Então, você pode estar encarnando no outro planeta em outras condições com outro corpo que não é de cá. Com certeza, Júlio. Você quer ver uma coisa? Lá em Marte, o pessoal está encarnando, né? Pois é. E aí? Em Júpiter, estão encarnando. Porque só para de encarnar nos mundos celestes. Então, há corpos… Diversos. Em matérias dos mais diferentes níveis de vibração, de contexto.
Isso aí é fato. Interessante, né, Arudo? Também refleti, me fez refletir agora nisso. O que está evoluindo em nós, né? Para que nós tenhamos essa limitação de pensar só na Terra. Então, eu tenho que encontrar outro planeta. Com a Amazônia, com os rios, com não sei o quê. Com tudo que tem aqui. Com a forma que tem aqui. Como a gente está preso às formas, né, Arudo? Uma vez que o que evolui é o espírito, né? É. A criação é surpreendente, né, Arudo? É. Nós não sabemos. Nós não estamos falando, afirmando isso ou aquilo.
Mas dizendo que não há, assim… Não há delimitação de que haja. Olha, só vai ser possível isso aí. Só é possível se tiver outros planetas que tenham carbono. Que tenha tal elemento, que tenha tal elemento. Isso é coisa do humano. Isso é coisa da análise do homem da Terra, encarnado aqui na Terra. Que pensa que o mundo… Vida só existe onde existem esses elementos aqui, né, Arudo? Vida só existe. Eles falam assim… Ah, pode ter vida nesse planeta se tiver água. A gente fica pensando, né? Ah, ela está perguntando das características.
Com certeza, Sander. Que tem planetas que devem ser extremamente semelhantes. Imagina. É uma questão de probabilidade, né? É. A partir do momento que você tem bilhões de exemplares, é natural que milhares de exemplares sejam iguais, não é? Faz sentido? É uma questão de probabilidade. É uma questão de probabilidade. Com certeza. Aliás, a própria ciência hoje já está visualizando planetas muito semelhantes à Terra. A nossa ciência hoje. E esse telescópio aí, o James Webb, já está captando aí muitos planetas com atmosfera muito semelhante à da Terra.
Então, eu te diria que tem. Nossa. Que tristeza, né? Eu acho que igualzinho, igualzinho deve ter uns bilhões. Igualzinho. Mesma atmosfera, tudo igual. E mais outros bilhões diferentes. No mesmo nível. Porque a escala dos mundos é a mesma. Primitivo, expiação e prova. Regeneradores, ditosos, celestes. Então, os degraus são a unidade cósmica. Porque a mesma lei que vigora aqui, vigora no universo. Agora, há uma variedade assustadora. Não é? É a mesma coisa. Você olha, oito bilhões de encarnados aproximadamente na Terra.
São todos da espécie humana, mas são todos iguais? Não. Não tem nenhum idêntico ao outro. Então, há uma variabilidade absurda. É a mesma coisa. Com os planetas é a mesma coisa. É a mesma coisa. Temos parecidinho, né? Temos irmão gêmeos. Não é? E tem uns muito diferentes, mas é a mesma coisa. É a mesma coisa. Não tem diferença. Se você cair no Polo Norte, né? Fazer uma Terra cheia assim, tem árvore. O cara cai lá na Antártida. Você não cai no planeta Terra, não é? É, pois não. Bom, mas vamos lá, né? Porque o nosso tema aqui é êxodo e a gente precisa voltar aqui.
Então, a noite da Páscoa e a alvorada da libertação do povo hebreu é uma semente, é uma amostra de um grande futuro. Essa grande alvorada do Espírito e essa grande alvorada da Terra é o que os hebreus chamam de o tempo ou a era messiânica. A era? Messiânica. Messiânica. O tempo do Messias ou a era messiânica. Então, a era messiânica, a nova era verdadeira é a alvorada da redenção da Terra ou da redenção do ser. Percebe, gente? Porque Lívia, a esposa de Publius Lentulus já viveu essa alvorada dela. Aquela encarnação há dois mil anos foi a última encarnação com Martírio.
Ela é recebida na esfera do Cristo e assiste a uma palestra do Cristo. Ela já fez a alvorada. Ela já fez. Nós temos que compreender isso. Temos que entender isso. O importante, aqui, é a gente fazer conexão com os símbolos. Então, noite alvorada. Na alvorada redentora tem um banquete. Tem um banquete. Então, vamos lá. O banquete, no mundo antigo, é a refeição. E essa refeição tem o quê? Pão. Pão. Essa refeição tem vinho. Essa refeição tem azeite. Os elementos da refeição. Simbolizando a redenção. Símbolos, gente. Esquece a substância.
Fica preso. Ah, mas o vinho. Esquece a literalidade da coisa. Esquece a literalidade. Então, nesse banquete, quando Jesus transforma a água em vinho nas bodas de Caná, aquelas bodas ali eram um símbolo das grandes bodas que ocorrerão. As bodas da nossa alma, a nossa comunhão com Deus e as bodas da Terra, em que a Terra vai fazer o matrimônio com o Cristo. Já falamos disso. E no banquete das bodas tem o vinho. E tem o pão. Agora, repara comigo. No pequeno banquete da libertação do povo hebreu, eles comeram pão sem fermento.
Por quê? E ervas amargas. Por quê? Por quê? Por quê? Ervas amargas, porque eles estavam próximos ainda da escravidão. Eles poderiam voltar. Então, essa erva amarga era para lembrar não volta não, continua caminhando para a frente. E o pão sem fermento? Pressa. Não é o pão do banquete da redenção, porque o pão do banquete da redenção está sendo preparado, ele está sendo fermentado. Interessante. O seu pão está crescendo ainda. Ele está… não é? Bom, tem uma dúvida aqui do José Vicente Martins. Uma dúvida muito comum e muito afetiva.
A redenção de Lívia foi direto de um mundo de expiação e prova para mundo celeste. Isso é possível? José, de onde você tirou que o mundo da Lívia era de expiação e prova? Só porque ela encarnou no mundo de expiação e prova para resgatar a alma querida dela? Aí você achou que ela era uma moradora daqui. É isso? Você achou que por ela ter encarnado aqui para resgatar a alma querida dela, ela era uma habitante do mundo de expiação e prova? Você achou que a Lívia era daqui? Você pensou isso? Então você acha que todo mundo que está encarnado aqui na Terra é espírito de um mundo de expiação e prova?
Oh, meu irmão… Aqui na Terra tem moradores e tem gente que está de passagem, José. De passagem. Às vezes, a gente tem que tomar cuidado, viu? Nem todo mundo que está encarnado aqui é morador daqui não, meu amigo. Se a pergunta dele é se é possível alguém que esteja na situação de expiação e provas na Terra ir direto para essa situação… Não, não é possível. Não é possível, porque é um… Você não consegue viver no mundo de expiação e prova todas as experiências que você precisa viver para chegar ao mundo celeste.
Não é possível. Vou complicar um pouquinho. Aparentemente, Saulo, Paulo, nessa encarnação, como é que você analisa o processo dele? Que espírito era Saulo, Paulo? E como é que você acha que ele saiu desse planeta? Júlio, aquele era o vaso escolhido que entristeceu Jesus. Por quê? Olha o que está lá na Revista Espírita, fevereiro de 1868. Chegados ao último grau da hierarquia dos Espíritos puros estão os Cristos. Uma vez nessa posição, uma vez nessa posição, se tornam infalíveis, mesmo na carne. Então, antes disso, meu amigão, se você encarnar, você pode cair.
Encarnar pode cair. Então, Paulo, Saulo é um espírito que já estava em condições, ou possivelmente já estava morando em um mundo ditoso. Agora veja também, Júlio. Você tem um mundo ditoso, baby, você tem um mundo ditoso, criança, você tem um mundo ditoso, adolescente, você tem um mundo ditoso, 18 anos de idade, você tem um mundo ditoso, 35, e você tem um mundo ditoso, ancião, que está se preparando para virar celeste. É que a gente pensa assim, um a um, né? Só tem um tipo de mundo de expiação e prova, um tipo de regeneração, um tipo de ditoso e um tipo de celeste.
Não! Tem uma gradação gigante. Uma gradação gigante. É aquela história, né? Respostas exatas, às vezes, a gente não tem, né? Principalmente quando se trata de espíritos assim como Madalena, Paulo, né? Maria, né? Espíritos que vieram muito preparados e vieram com toda a condição de nos mostrar o caminho e tal. E a gente tem muito o que aprender ainda com relação a isso. Mas, com certeza, nós não vamos dar saltos sem nós cumprirmos as etapas. E falar de Paulo, não é o tempo, né, Haroldo? É uma decisão. Saulo viveu experiências depois de convertido, muitas experiências, e a qualidade de como ele viveu elas diz das possibilidades ou não disso.
Exatamente, exatamente. Porque tem pessoas que, às vezes, conhecem a lei, mas não fazem o que ele fez, né? Madalena da mesma forma. Exatamente, exatamente. Os espíritos que talvez tenham ingressado, talvez, no mundo baby lá do outro lado, né? Exatamente. Mundo ditoso baby. Mas é legal pensar sobre isso. Eu acho que a gente sai um pouco da casinha. Porque nós estamos nesse processo falando disso tudo aqui, né, para falar dessa evolução espiritual, né? Do processo de evolução espiritual. E outra coisa que me veio à mente quando você falava é que o conceito de mundo, ele é para o macro e é para o micro.
Hoje em dia você fala assim, em que mundo você vive? É o mundo íntimo também. Claro. A gente pensa só que o mundo é um planeta que eu vivo. No planeta Terra, você tem pessoas habitando diversos mundos. Isso. Isso. Nesse momento encarnados na Terra, você fala assim, tem muitos mundos internos. Tem muitos. Tem muitos. Tem, por exemplo, tem aqui na Terra, tem muitos vivendo mundo primitivo. Tem muitos vivendo expiação e prova baby. Já tem muita gente na regeneração. E olha, tem gente aí que já está vivendo meio que de todos, hein?
Já está meio que de todos. Tem uns que eu admiro muito. Nosso Chico querido, Tir Nartan, o mestre Thay, grande monge vietnamita, madre Teresa de Calcutá, né? E com certeza muitos anônimos, muitos anônimos. Pelos interiores, pelos grandes centros urbanos. Mas o importante aqui é, o pão que estava no lugar santo não é ainda o pão verdadeiro do banquete das bodas. Ele é só uma promessinha. Porque o pão que está lá no lugar santo, ele é pão sem fermento. Ele não teve tempo de ser feito ainda. O pão da redenção é um pão demorado.
Você está aqui no mundo expiação e prova e está fazendo o seu pão. Aí você vai para o mundo de regeneração e continua preparando o seu pão. Aí você vai para o mundo de tozo e continua aperfeiçoando o seu pão até que o seu pão fica pronto. E aí você vai comê-lo no mundo celeste. Morada dos bem-aventurados, dos espíritos puros. Eu fiquei assim, porque fiquei pensando, né? Que já ali naquele trabalho sacerdotal e tal, mas ele tem um símbolo, que é o símbolo do pão que eles comiam no deserto. É, porque o pão é primícia, Júlio.
É primícia. Isso é bonito, Júlio. Olha aqui, Júlio. Foi até bom você ter falado isso. Deus é tão bom. É tão bom que nós já estamos hoje provando o mundo celeste. Quando um amigo compartilha com você, você já está provando um gostinho do mundo celeste, Júlio. Quando você ama e é amado, quando a misericórdia te alcança, tudo isso já é primícia. Primícias do reino, Júlio. Primícias do reino. Quando você se entrega à caridade e ameniza a cruz de alguém, primícias do reino, Júlio. Nós estamos cercados de primícias do reino, Júlio.
Cercados. Por quê? Porque quando você chegar lá, você vai pensar é isso? Nossa, eu já provava isso? Já? Já. Primícias do reino. E nós temos que entender isso. Então, eu estou aqui, eu estou falando agora, estou vendo aqui, está um pôr do sol aqui, uma cor laranja, primícias do reino. Eu estou com uma dor, vem a médica, o médico, dá aquele analgésico, primícias do reino. Estou com uma dificuldade, um amigo, uma amiga, fala, vem cá, meu irmão, não é assim não, vem cá, deixa eu te ajudar, primícias do reino, Júlio. É isso.
Alguma coisa me acontece e eu consigo perdoar, primícias do reino. Primícias do reino. Então, a gente começa, por isso que é o pão sem fermento. O pão sem fermentos é primícias do reino. É um gostinho do pão que nós vamos comer. Então, a amizade que a gente cultiva aqui, Júlio, no Mundo de Expiação e Prova, é um gostinho das amizades celestiais dos Espíritos puros, Júlio. Amizades que são extraordinárias. O amor que você tem por alguém aqui e o amor que alguém tem por você, primícias do amor que você vai amar e do amor que você será amado.
O bem que você faz aqui, Júlio, gostinho, primícias do bem que você será capaz de fazer quando alcançar a condição de Espírito puro. As palestras que a gente faz aqui, Júlio, primícias do reino, rapaz. É uma provinha, é um gostinho. É um gostinho da fala dos celestiais, Júlio, dos arcanjos, dos querubins, dos celestiais, é um gostinho. A música que você compõe aqui é primícias, Júlio, da música celeste, mas já está aqui. Já está aqui. Então, Paulo vai dizer algo, nós vamos trazer isso semana que vem. Paulo vai dizer assim, quem segue o Cristo já vive na promessa.
Tudo que ele experimenta já é primícia do reino. Porque ele não coloca mais no cardápio dele nada que é da retaguarda, Júlio. O verdadeiro seguidor do Cristo vive na esperança e na promessa, mesmo vergado sob sofrimento e derramando lágrimas. Sabe por quê? Porque ele sabe que quando está derramando lágrimas, quando está doendo, é porque está purificando. E se está purificando é porque são os aguilhões te empurrando pro mundo celeste. Saulo, Saulo, por quê? Por que recalcitrais ante os aguilhões? Foi isso que Jesus falou pra ele.
Meu filho, eu estou querendo te dar um empurrão pro mundo celeste e você está resistindo. Eu estou te empurrando, meu filho, você está aí. Ananias, vai lá e vai e cura a cegueira dele. Cura a cegueira porque eu vou mostrar o quanto que ele tem que sofrer pelo meu nome. Aí tu vai falar, nossa, mas que fala, mas que coisa, meu não. O quanto que ele deve padecer pelo meu nome? Gente, padecer em nome do Cristo significava o quê? Deixá-lo preparado pro banquete. Anda, Ananias, faz ele enxergar Será que eu quero purificar esse meu vaso?
É rápido. Eu tenho pressa pra purificar esse vaso. Tenho pressa pra purificar esse vaso. Ele está pronto pra ser purificado porque tem vaso que não está pronto ainda, Júlio. Tem vaso. Se você mandar dor pra ele, ele quebra. Nem todo vaso está preparado pra purificação. O vaso preparado pra purificação tem que ter muita resiliência, muita fé, muita esperança. Nem todos os corações estão ainda nessa condição. Isso, e pra estar nessa condição, né, Arouca? A gente tem falado muito aí, né? O nome que eu viva, né? Talvez a gente já conhece, né?
Que é a questão da fidelidade a Deus, né? É a comunhão com Deus. Porque esse vaso, ele… O vaso, na mão do oleiro, uma hora ele tem que ir ao forno, né? Ele tem que ir ao forno, né? Tem, tem. Por isso que eu gosto. Tem aquela música, né? Entra na minha casa, entra na minha vida, mexe com a minha estrutura, sara todas as feridas. Olha isso. É. Me ajuda a ter santidade. Quero amar somente a ti. Bonito, né? Mexe com as minhas estruturas. Tem que mexer, ué. Você tá achando que Deus vai entrar dentro de você e vai manter tudo igual?
Tudo igual? Tá achando que Deus vai entrar no arouca aqui e vai deixar o arouca do jeito que ele tá? Não tem jeito. Não pode. Não pode. Porque aí Deus seria irresponsável. E isso ele não é. Isso ele não é. Então, Deus não pode entrar em mim e ser conivente com as minhas imperfeições? Entrar em mim e ser conivente com a minha ignorância? E ser conivente com a minha maldade? Não pode, Júlio. Até porque a luz não é conivente com as trevas? Não é? Ela ilumina. Então, é isso. A gente termina aqui. Não é? Todo mundo aí…
Olha, tem uma passagem, Júlio, que eu nunca gostei dessa passagem. É? Nunca gostei. Você tá lá no evangelho segundo o espiritismo. Olha que a dor… é o prêmio que Deus envia pros seus eleitos. Você fala… Que papo é esse, né? Que conversa fiada é essa, meu Deus do céu, né? Vai amadurecendo… Vai amadurecendo… Amadurecendo… E aí você vê… a dor que alcançou o Paulo de Tarso. A intensidade da purificação que foi feita naquela alma. E não deu outra, né? Quem que foi buscar o vaso escolhido limpo? O vaso escolhido limpo!
Quem? Quem? Quem é? Ele. O próprio Cristo. O próprio Cristo. E com mimo… E com mimo, do lado esquerdo, a noiva espiritual. Do lado direito, a vítima. Porque é da vontade do meu pai que verdugos e vítimas se reúnam para sempre. Maravilhoso, né? Tá tudo muito… Aí, Haroldo. Tá tudo aí. A obra pra quem não leu, né, Haroldo? Se tem alguém chegando aqui hoje, não conhece, né, Haroldo? Ainda tá conhecendo a doutrina, tá conhecendo o estudo. Não leu, né, Haroldo? É, nossa… Isso aqui é indispensável, né? Mas é ótimo, Haroldo.
Acho que isso tudo hoje foi muito bacana, né? Muito bacana mesmo. Acho que nós não estamos falando de algo externo, né? É importante que o pessoal vá se lembrando. Nós estamos falando de nós mesmos, né? Nós estamos falando da estrutura do ser, né? Não é só da estrutura do templo, né? É. É isso aí. Então, vamos embora. Vamos botar a aurora. Vamos lá porque nós temos uma promessa. Por isso que o Paulo diz, ó, agora permanecem a confiança, a esperança e a caridade. Paulo, agora permanecem essas três. E dentre elas? A maior delas, né?
Por quê? Sem arrares, sem a nossa doação em favor do bem comum, como purificar o vaso? Como concretizar a esperança? Não tem jeito. Mas nós vivemos na esperança, gente. Nós temos uma esperança. Nós temos uma esperança. Eu acho que tem. Olha, primeira vez que eu conheci o Leão Zário, Júlio. Você lembra disso, né? Leão. Lá no Leão, aquele jeitão dele, aquele banguel, né? Ele chamava Leão, né? Ele chamava Leão, né? Leão. E ele morava num bairro aqui chamado Floresta. Era muito engraçado. E eu conheci ele lá no bairro Floresta, né?
Aí ele falava assim, ô, meu filho, o que tem de crente em Deus vivendo como se fosse órfão? Olha, o que tem de filho de Deus vivendo como se fosse órfão? É isso, gente. É isso, hein? Vamos olhar. Eu tô olhando aí com o movimento espírita, tô vendo, tô vendo, tô vendo coisas. Tô vendo coisas. É isso. Nós temos uma promessa. Nós temos uma promessa. Nós temos uma promessa e a gente confia nessa promessa, hein? Porque essa promessa foi repetida várias vezes, hein? Nós temos uma promessa. O que é isso? Nós vivemos na promessa.
Então, o que eu tô vendo de espírita órfão, espírita órfão, tá achando que não existe Deus, que a Terra é o único planetinha em expiação e prova no universo, é o único que tá em transição planetária no universo. O que é isso, gente? O que é isso? Então, agora permanecem a nossa confiança e confiança é confiar, fiar com fidelidade, esperança, porque nós temos uma promessa e raios, doação. Júlio, bom fim de semana. Bom fim de semana pra todos. Né? Foi óbvio, bom final de semana a todos também, né? Obrigado mais uma vez.
Foi muito gostoso te ouvir e palpitar. E vou só botar uma aurora aqui pro pessoal. Ah, isso aí, Júlio. A Alice Narayana mandando abraço lá de Austin, do Texas. Saudade, Alice, de Austin. Manda um beijo pra todo mundo aí. Um grande abraço. Vamos lá, vamos pra aurora. Uma grande noite abate a terra e se abate. Treva imensa, não sem estrelas. Passados milênios, um abraçado, o vento diz no horizonte, clareando esperança, prenúncio milenar do amanhecer. Bem-vinda, aurora. A terra sofreu noites convulsivas. Verteu lágrimas, rangeu dentes.
Mas gestou-se, mas gestou-se. No parto regenerativo deu-se à luz na remissão. Bem-vinda, aurora. O lobo basta junto ao cordeiro. Crianças brincam com a serpente e os anjos andariam com os homens que volitam no amor. Da provisão. Bem-vinda, aurora. Aterfazendo o belo rumo entre florindo ordeal. A aliança homem-Deus já não é só arco-íris, é comunhão. Bem-vindo, dia. Bem-vinda, luz. Bem-vindo, dia. Bem-vinda, luz. Bem-vinda, aurora. Aterfazendo o belo rumo entre florindo ordeal. A aliança homem-Deus já não é só arco-íris, é comunhão.
Bem-vindo, dia. Bem-vinda, luz. Bem-vindo, dia. Bem-vinda, luz. Bem-vinda, aurora. Bem-vinda, luz. Bem-vinda, aurora. Bem-vinda, luz. Bem-vindo, dia. Bem-vinda, luz. Bem-vindo, dia. Bem-vindo, dia.
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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