#046 – Estudo do Velho Testamento – Livro Êxodo

video
play-sharp-fill
Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Telegram
Email

Neste episódio do estudo do Velho Testamento, conduzido por Haroldo Dutra Dias, aprofundamos a análise do livro de Êxodo, especificamente a estrutura do Tabernáculo e suas analogias com a jornada evolutiva do espírito, conforme a Doutrina Espírita. O estudo busca conectar as três revelações – a primeira (Velho Testamento), a segunda (Novo Testamento) e a terceira (Espiritismo) – para uma compreensão mais ampla da espiritualização dos seres.

O que é estudado neste episódio

  • As Três Partes do Tabernáculo e a Escala Espírita: Retoma-se a analogia entre as três partes do Tabernáculo (Átrio, Lugar Santo e Santo dos Santos) e a escala espírita, especialmente a classificação dos espíritos.
  • O Átrio (Terceira Ordem – Espíritos Imperfeitos): É associado à condição dos espíritos imperfeitos, caracterizados pelo predomínio da matéria sobre o espírito, orgulho, egoísmo e a necessidade de reencarnar. O derramamento de sangue nos sacrifícios do átrio é interpretado como a reencarnação, que proporciona expiações e provas.
  • Expiação e Prova: A expiação é para aqueles que feriram a lei divina, enquanto a prova é para o aprendizado e aperfeiçoamento. A ideia de que uma personalidade “paga” pelos erros de uma anterior é explorada, comparando-a ao sacrifício de animais no Tabernáculo.
  • A Alma em Busca da Pureza: Discute-se a aspiração inata da alma pela pureza e pela resolução de seus débitos, comparando-a à necessidade de “sair do cheque especial” espiritual. A reencarnação e o esquecimento do passado são vistos como mecanismos para permitir a espontaneidade no progresso.
  • A Autenticidade da Condição Humana: Haroldo Dutra Dias aborda a “falsa humildade” e o “teatro” de se apresentar como um espírito puro. Ele enfatiza que, enquanto encarnados, somos espíritos da terceira ordem, com corpo físico e suas necessidades. A autenticidade reside em reconhecer essa condição e buscar evitar gerar sofrimento aos outros.
  • O Ideal e a Realidade: A importância de alimentar-se do ideal de mundos celestes e da pureza, sem negar a realidade da nossa condição atual. A jornada espiritual é uma peregrinação, um processo temporário de aprendizado e superação.
  • O Equilíbrio entre Empatia e Progresso Individual: A necessidade de cultivar a empatia e a caridade sem interromper a própria marcha evolutiva. A qualificação pessoal permite uma ajuda mais eficaz ao próximo, como exemplificado pela mãe de André Luiz.
  • O Tabernáculo Interior: O conceito de que cada um de nós carrega um “tabernáculo” interior, onde o Santo dos Santos é o superconsciente (futuro), o Lugar Santo é o presente, e o átrio é o passado (débitos, expiações e provas).
  • Leitura de Emmanuel: O estudo é encerrado com a leitura do texto “Na Hora da Crise”, de Emmanuel (livro “Religião dos Espíritos”, capítulo 70), que contrasta as vozes do mundo com os ensinamentos de Cristo, reforçando a importância de ouvir o Mestre nos momentos de dificuldade.

Reflexões

  • A analogia do Tabernáculo com a escala espírita nos convida a uma profunda reflexão sobre nossa jornada evolutiva, reconhecendo a necessidade das provas e expiações como mecanismos divinos de aperfeiçoamento.
  • A autenticidade espiritual reside em aceitar nossa condição de espíritos imperfeitos em evolução, sem cair na falsa humildade ou no autoengano, mas buscando incessantemente o progresso moral.
  • O equilíbrio entre a empatia pelo sofrimento alheio e o próprio avanço espiritual é crucial, pois ao nos qualificarmos, nos tornamos mais aptos a auxiliar o próximo de forma eficaz e duradoura.

Ler transcrição do episódio

Ei, Leonora! Olá, meninos! Estamos sem internet aqui, viu? Nossa! Pois é. Nós avisamos o pessoal, mas o Tiago entrou aqui, já colocou os avisos de que iniciamos em alguns minutos. Vai dar eco os dois com o microfone aí. Estou cortando aqui. Estou tirando. Espera aí. Eu vou cortar o meu aqui. Vou cortar o meu áudio, não? Já cortei o meu áudio. Pronto. Agora deu certo. Vamos começar, né? Boa tarde a todos. Não, nós não começamos, não. Por quê? Sejam todos muito bem-vindos. Sejam todos bem-vindos. Boa tarde, pessoal. Nós estamos aqui com os pequenos problemas de internet.

Choveu aqui, olha lá. O pessoal falou que está sem internet também. Mas chegamos. Chegamos. Estamos aqui, né? E hoje… Hoje o Júlio está… Olha só até o transporte. Que bom, meu Júlio. Hoje o Júlio está aqui. Um mundo pós-pandemia com a colaboração. Aí, pronto. Todo mundo junto. Muito bom. Acho que aqui vai tranquilo, né? Pronto. Agora sim, né? Ficou ótimo. Eu posso sair, né? Boa tarde para todos. Boa tarde, amigos. Boa tarde, Leonora. Desculpa aí, pessoal. O atraso, né? Nossos supercalços aqui. Mas já estamos aqui.

Estamos aqui. Vamos começar, né, Leonora? Vamos começar. Vamos começar dando boa tarde. Agradecendo ao Tiago que entrou aqui e colocou todos os avisos. A gente está transmitindo pelo Facebook também. Porque a gente ficou com medo que pudesse cair, né? E aqui para mim, a primeira pessoa que nos deu boa tarde foi… A Cátia Gado. Salve, cristãos. Julio, Haroldo, Eleonora, boa tarde a todos. Saudade, Cátia. Boa tarde a todo mundo. Sandra Morine. Sandra Morine. A Sandra está sempre aí. A Regiane está fazendo o intervalo dela no trabalho e está ouvindo o êxodo.

Ótimo trabalho, Regiana. É isso aí. Deixa eu ver quem chegou por último aqui. Elisângela Ferreira. Iazara, Elidia. Muito bem. Bom, vamos retomar então, né, Leonora? De onde a gente parou, né? Lembrando aí que a gente… Nós estamos estudando… Não sei se todo mundo lembra… Aquelas três partes do tabernáculo, né? A entrada, o lugar santo e o santíssimo ou santo dos santos. E nós começamos a fazer uma analogia, porque… É importante a gente frisar isso aqui, né, Julio? Esse estudo, ele procura conectar as três revelações para que as três revelações possam conversar.

É como se você chamasse as três revelações para tomar um cafezinho em casa, né? E elas estão ali batendo papo. Cada uma delas fala de um jeito. Fala com uma linguagem. Com uma abordagem específica. Então, a primeira revelação está falando da escala espírita, da espiritualização dos seres, através da metáfora do tabernáculo. A terceira revelação fala numa linguagem direta, do século XIX ao século XX, escala espírita, parecendo uma nomenclatura lá do Lineus da biologia, né? Uma taxonomia aos nomes, escalas, é outra linguagem.

Mas a ideia é a mesma. A ideia é a mesma. Então, nós comentamos os espíritos imperfeitos, o predomínio da matéria sobre o espírito, o orgulho, o egoísmo, a necessidade de encarnar. Por quê? Porque se o espírito tem predomínio da matéria, ele precisa estar em contato com a matéria para que ele possa se aperfeiçoar. Não é? Então, faz todo sentido, ele está vinculado aos processos da matéria. É como uma criancinha que precisa dos brinquedinhos dela, do material pedagógico, porque ela não consegue ainda os raciocínios abstratos.

Aí é piagê puro, não é? Eu preciso do concreto, depois eu vou para o abstrato. É essa a ideia. Só que aí a gente chega no lugar santo. E lembramos que a marca da terceira ordem, que é o átrio lá dos gentis, do templo, ou a parte do sacrifício do tabernáculo, o que tem ali? Derramamento de sangue. Derramamento de sangue, você anota aí no seu caderninho. Derramamento de sangue é igual à reencarnação. Reencarnação nos proporciona expiações e provas. Expiação para quem cometeu crime perante a lei divina e prova para quem não cometeu crime, mas é o aluno que precisa prender.

Essa é a diferença. Então, feriu a lei divina, você cai no código penal da lei divina. Aí você vai expiar. Não cometer o crime ou cometendo ou não, você precisa passar por treino, por teste, você precisa ser avaliado, você precisa ser forrajado. Isso é prova. Essa é a ideia. Por isso que tem tanto sacrifício lá na primeira parte do tabernáculo. É por isso que tem sacrifício. Agora entenda. O Haroldo, o Júlio. O Haroldo e o Júlio. O Júlio tá falando que você vai falar de espírito puro, né? Não, eu tô falando de eu e você, não tô falando de Eleonora.

Então, o Haroldo, o Júlio e a Eleonora hoje estão vivendo coisas nas suas vidas que eles se perguntam assim o que que eu fiz pra merecer essa colheita não é da minha plantação, né? É. E, de fato, a personalidade Eleonora não semeou. A personalidade Eleonora, por isso que chama causas anteriores das aflições. Então, foi outra personalidade sua que semeou. Foi outra. É por isso que lá no templo você levava outro animal pra espiar o seu pecado. Então, veja. Eu, Espírito eterno e imortal, estou levando o Haroldo pra espiar o meu pecado.

Perceberam, gente? A metade, isso é profundo, né? Isso é profundo. Vou até parar aqui, Eleonora vai sondar ali, porque eu tenho certeza que isso vai gerar uma confusão. Eu quero comentar com os amigos… Não, não fui eu que semeei. Foi uma pessoa com outro nome. Não, eu queria comentar com os amigos que, então, nós estamos fazendo uma relação da escala espírita com as partes do templo. E, na semana passada, nós conversamos sobre a terceira ordem e só conseguimos conversar sobre ela por enquanto. Então, tudo que o Haroldo está comentando é espíritos imperfeitos da terceira ordem que estamos no atrio dos gentios.

Chegamos até aí por enquanto. Isso aí. Então, vamos lá. Vamos tentar raciocinar. Vou inventar aqui uma história. O Haroldo foi o Pierre no século XVIII em Paris. É uma das personalidades da minha individualidade. Por quê? Porque eu sou legião, eu sou muitos. Tem uma multidão de gente aqui dentro de mim. Tem o sujeito que viveu dois mil anos atrás, depois teve o próximo século. Se for pegar do tempo de Jesus até agora, tem umas vinte pessoas aqui dentro de mim. Todas elas com nome, com aparência, com cultura. Então, o Pierre abusou da gastronomia francesa.

Abusou. E agora o Haroldo vem com o estômago frágil. Foi o Haroldo que abusou dos hábitos alimentares? Não é o Haroldo. O Haroldo não fala na Haroldo. CPF, personalidade. Esse vocês estão vendo aqui, carne e osso. Porque a minha essência você não vê. Não adianta. Você não está vendo a minha essência, você só está vendo a minha personalidade. Então, o Pierre errou. Quem está espiando é o Haroldo. É o outro animal. É o outro. Então, por isso que eu brinquei aqui. Um animal erra, o outro paga. Está apontando para mim?

Eu não vou fazer lado com você, não vou ficar do seu lado, não. Você ficou parecendo que eu estava apontando para você. Um animal erra e o outro paga. Vou fazer gesto, não. Perceberam, gente? Então… É por isso que o sujeito que cometia um pecado, ele levava lá um bodezinho, e é o coitadinho do bode que era sacrificado. Levava uma ovelhazinha, era a coitadinha da ovelha que era sacrificada. Então, quando você lê o Velho Testamento, você não entende isso, você fala, gente, que loucura é isso? Está matando os pobrezinhos dos animais?

Pensando aqui, a ligação que tem esse espiar, com o perdão, buscava o perdão da falta. Ou seja, faltava, aí levava uma coisa para saudar aquilo que… Era uma espécie de auto-perdão. Isso. Ou de perdão de Deus, porque dava sacrifício e Deus estava perdão daquilo. Isso. E aí está lembrando, porque naqueles estudos que a gente faz lá do Mateus de 4, fala que do limiar da terceira para a segunda ordem, ele coloca o perdão. E eu estou vendo uma… Tentando perceber… Porque, você imagina, está todo mundo ali no átrio querendo espiar o perdão através de um sacrifício.

Mas, no caso, um sacrifício de um animal, cumprindo aquilo que eles compreendiam da lei. E aí eu estava tentando ver a lógica desse pensamento, que a gente sempre reflete… O que a gente fica, Júlio, nesse processo de levar o animal constantemente. Até que a gente consegue uma purificação total. Então, a terceira ordem é uma purificação total. Mas, aqui, gente, na primeira ordem é uma purificação total. Na terceira ordem não tem purificação total, gente. O fato de você espiar um erro de uma encarnação passada não torna você mais puro.

Mais puro. Ela te deixa no estágio que você estava antes de cometer o erro. Perceberam, gente? Então, eu cometi o erro. Criei uma situação. Agora eu tenho que sanear para eu dar o próximo passo. As outras propostas, que é o que Jesus disse… Eu não vim batizar com água. Não é isso que Jesus fala? Eu não estou vindo aqui purificar vocês, eu não estou vindo aqui falar de reencarnação. Eu estou vindo aqui purificar vocês com fogo, porque eu quero que vocês avancem. Transformem, né? Transformem. Para quê? Para não voltar a cometer o erro.

Agora, veja, quem leva para o sacrifício? A individualidade, o eu profundo. É o eu profundo. Porque é o seu espírito imortal que tem fome de evolução. É o seu ser que tem sede de se tornar puro. Bonito isso, gente. Vários estudiosos já disseram isso. Abraham, Maslow… Os grandes da psicologia positiva, o próprio Carl Gustav Jung… Existe algo dentro de nós que aspira a pureza, que aspira resolver tudo, que está a sair do cheque especial. Entendeu? Tem uma força dentro de nós. É por isso que a dona Laura, a senhora Laura, está lá em nosso lar.

Ela e o marido começam a ter lembranças. Tem lembranças do passado e fala Queremos reencarnar, precisamos voltar. Por quê? Porque a alma tem sede de sair do cheque especial. Ela não quer. Você não quer, porque você quer a dignidade de ser filho de Deus. Só que para ser filho de Deus, você tem que estar puro. Tem que estar puro. Perceberam, gente? É por isso que o sangue… O sangue, claro… É claro. É por isso que você vem para cá. Por que eu esqueço? Você tem que esquecer mesmo. Você tem que estar em uma condição de total espontaneidade.

Porque o que está sendo avaliado em uma expiação e em uma prova é a sua espontaneidade de progredir. Porque é o seguinte, gente. Às vezes funciona assim. Quando a gente está apertado, você vira um anjinho. Ai, meu irmão, está tudo bem, caridade. As coisas melhoram, você vira um danado de novo. Então, você só é bom quando está com dificuldade. A providência divina não deseja isso. A providência divina deseja que a gente construa uma bondade permanente na tristeza, na saúde, na doença, na dificuldade, na bonança, na riqueza, na pobreza, em todas as situações.

Esse é o desafio. Esse é o desafio. Então, terceira ordem é isso. É a parte ali do sacrifício. É a parte material. É material. É material. Por isso que… Vou falar uma coisa aqui. É por isso que eu tenho, com todas as forças da minha alma, tentado tirar uma prática espírita que é boba. As pessoas falam. Ai, não. Nós temos que ser humilde. Gente, para com isso. Conceitou, meu irmão? Conceitou, meu irmão? Para com isso. Para com essa bobagem. Deixa eu te dizer uma coisa. Você está encarnado. Eu vou te dar uma dica aqui.

Você quer ter certeza se você está na terceira ordem? Vou te dar uma dica prática. Prática. Você tem certeza de que você está na terceira ordem? Você tem intestino? Se você tem intestino, você é espírito da terceira ordem. Então, deixa de bobagem. Abre os olhos e comece a caminhar com autenticidade. Para desse teatro de achar que eu sou espírito puro. Isso é teatro. Isso é teatro. Você tem intestino. Você é espírito da terceira ordem. Nossa, Arnaldo. Então, o que eu vou fazer? Evita gerar sofrimento e mal para os outros.

É isso. Evita gerar sofrimento e mal para os outros. Se você der conta de fazer isso, você vai evoluir. Esse é o ponto. Porque aí a gente para de endeusar, para de ficar com essa bobagem de falsa humildade. Esse teatro de querer ser espírito puro. Esse teatro de ficar recalcando, negando o desejo. Porque sabe por que o espírito puro vive uma vida pura? Porque ele não tem corpo físico. Ele não tem intestino, gente. Ele não tem corpo físico. Ele não vive vida material. O mundo celeste não tem corpo físico. Não tem fome, não tem sede, não tem trânsito.

Não tem cair, não tem cortar. Não tem vida material. Então, para de bobagem. Para de bobagem. Entender que ponto que você está e viver com dignidade, viver com dignidade o degrau que você está. É? É isso. Então, você vai passar. Vai passar. Vai passar. Provavelmente você vai desencarnar no hospital, você vai estar com soro, você vai estar com sonda. É assim. Nós aqui em Belo Horizonte acompanhamos nosso grande amigo, mentor, Honório Abreu. Acompanhamos a luta do Honório Abreu nos últimos dias da encarnação dele. Internado, cirurgia, Sheila dando passe lá na UTI.

Passando apagado ainda espiritualmente naquele período. Entendeu, gente? Para com isso. Agora eu vejo, a gente chega aqui, Júlio, aí fica no meio espírita, esse discurso, esse teatro de que a gente vai achando que é espírito puro. Se você fosse espírito puro, você não estava encarnado, criatura. Você não estava encarnado. Porque você acha o quê? E vou fazer uma coisa. Você acha que mesmo para espírito da terceira ordem, você acha que não tem mundo melhor do que a Terra? Tem, sim. Tem mundo de espírito imperfeito, mas que os espíritos não são tão teimosos como a gente.

Aqui na Terra tem gente aqui que já é o segundo degredo. Porque, olha só, a maioria dos hebreus não voltaram. A maioria dos romanos não voltaram. Dos arianos não voltaram. Os que voltaram a maioria foram os egípcios. Então, hindu, ariano, está tudo aqui. Esses capelinos estão tudo aqui ainda. Você acha que todos os mundos espíritos são tão teimosos quanto a gente? Está ótimo. O pessoal está adorando. Tem tanta pergunta, mas nem paramos, porque o raciocínio… Agora é jogo de discórdia aqui. Daqui a pouco, parquinho aqui.

Ficou tentando nos compreender. Afinal de contas, descobri que eu tenho intestino. O pessoal colocou aqui, e eu que tenho intestino preso. Agora já foi. Você está quase espírito puro. O cara tem intestino e o intestino é preso. O intestino é preso. Irritado. O pessoal colocou aqui. Meu intestino é irritado. Deixa eu dar aqui. Porque a gente, quando vai entender o Sermão do Monte, que se fala aquelas coisas todas, os mansos, os humildes, os limpos de coração. Então é lógico que a gente comete às vezes esse engano, às vezes esse…

de encarnar um personagem que a gente deseja ser, ou almeja ser, ou imagina daquela forma. Porque a gente olha para a lei do Cristo e fala bem-aventurados os povos de coração, os povos de espírito. E a gente está tentando ser essas coisas. E como é que a gente trabalha isso sem que a gente resvale no engano? Ah, isso é bonito. Bonito, Júlio. Porque a compreensão é fundamental. E a gente está num processo de difícil aprendizado, inclusive por causa da nossa rebeldia. Vocês entenderam o que o Júlio está levantando? Por quê?

Porque se nós temos que abandonar esse teatro de espírito puro, de ficar encenando algo que você não é, então como viver a autenticidade? Porque hoje é sexta-feira. 17h42. Nós estamos aqui estudando o êxodo. Então existe um desejo em nós aqui de espiritualidade. Existe um desejo sincero em todos nós aqui de melhorar, de acertar. Existe um desejo sincero aqui de alcançar a pureza. Então, como que faz? E aí eu tenho uma cena que eu acho… Gente, essa cena é maravilhosa. Que é a cena que Claríncio vai visitar André Luiz quando ele está internado.

Ele tinha acabado de ser recolhido do umbral e o André Luiz começa a reclamar, e aí o Claríncio dá uma chamada de atenção nele. Meu filho, você foi recolhido, você está no hospital limpo, você está sendo tratado. Alto lá. Tem irmãos em situação muito pior do que a sua. E aí o André Luiz fica muito envergonhado. E aí ele vai para o outro extremo. Ele fala… Nossa, meu Deus do céu, eu sou muito ingrato. Aí o Claríncio fala… Meu filho, calma. Eu também já perambulei pelos abismos que você saiu. Isso é maravilhoso, gente.

É o ministro Claríncio. É o ministro Claríncio. Ele está dizendo assim… André, meu filho, fique tranquilo. Eu já estive nessa posição que você está. É isso, gente. É isso. Então, você ter consciência que, graças a Deus, você já se afastou do pior, mas você ainda está próximo. Você já se afastou do pior, mas você está… Então, autenticidade. Tenha empatia pelo sofrimento alheio. Entenda. Há pouco tempo você estava na mesma situação. Há pouco tempo. Aí a gente chama o nosso querido Paulo de Taço. Graças a Deus, já sou o que sou.

Graças a Deus. Eu sou muito menos do que eu gostaria de ser. Mas, graças a Deus, eu não sou mais o Aroldo de dez anos atrás. Vocês não viram o Aroldo de duzentos anos atrás? O de duzentos anos atrás? O de duzentos anos atrás você não ia gostar de conhecer. Percebeu? Mas é só duzentos anos, hein? É só duzentos anos. Quando a gente entende isso, eu me alimento do ideal, eu passo a me alimentar do ideal, porque hoje o ideal nos alimenta, gente. Vocês acham que eu sonho com os mundos celestes? É claro! Você não fica emocionado vendo o Doutor Estranho da Marvel?

Imagina o que é o mundo celeste, gente? Você atravessando o espaço-tempo? Pelo amor de Deus! Está aqui, atravessa uma porta, você está em outro planeta? Está aqui numa galáxia, você fala, o que você vai fazer esse final de semana? Está uma galáxia lá, tem um sistema solar bonito lá, eu não conheço, queria conhecer. Isso aqui é vida de espírito puro. A gente não sonha com isso? Sonha. A gente sonha. Você imaginou um planeta em que a pessoa mais imperfeita, a mais imperfeita é Chico Xavier? Já imaginou? Se eu chegar num mundo, quem é o mais imperfeito aqui?

O Chico, ele foi Chico Xavier. O Chico é o mais imperfeito? Ele é o mais imperfeito aqui. Você já imaginou um mundo desse? Que coisa maravilhosa! Então, a gente alimenta do ideal, a gente alimenta do sonho. Mas, mas, compreendendo que, veja, nós temos um tabernáculo. Ah, Haroldo, eu não entendi. Nós temos um tabernáculo. E, por enquanto, nosso tabernáculo tem três partes. Por quê, por enquanto? Por enquanto, o santo dos santos é o nosso superconsciente, o primeiro andar da casa mental, o lugar santo é o presente, e O lugar do sacrifício é o nosso passado.

Então, nós estamos no meio. A gente ainda tem que voltar para fazer um sacrifício, expiação e prova, mas a gente já sonha com o santo dos santos. Nós temos ainda um tabernáculo, gente, uma tenda do encontro que nós temos que levar ainda por muito tempo. Todo mundo entendeu isso? Isso sim é consolador. E a proposta do Cristo é que a gente coloque ela dentro de nós. Porque vai chegar o dia, Júlio, que nós vamos transformar o santo dos santos e acabou o tabernáculo. Porque aí você vai estar na presença do Altíssimo. Acabou.

Vai fazer igual um foguete que solta. Vai embora. Vai chegar o dia que você não vai estar debaixo da nuvem da presença, você vai estar na nuvem da presença. Vai chegar um dia que você não vai estar debaixo da coluna de fogo, você vai estar na coluna de fogo. Lembra do Paulo, gente? Vocês lembram do Paulo? O Paulo desencarnou? Cortaram a cabeça ali no finalzinho? Aquilo lá de trás. Lembra? Aí ele encontra com Jesus, Jesus fala pra ele assim, vem Paulo! Se feliz! Pois é da vontade do meu pai que os verdugos e as vítimas se reúnam para sempre no meu bem.

Acabou. Entrou na nuvem da presença. Acabou. Tá na presença do Cristo. Na presença. Nossa! Tá na presença. Nós estamos carregando um tabernáculo. Nós ainda temos um montante de débitos, um conjunto de tarefas que vão ser testados no cumprimento delas e um conjunto de ideais e de sonhos que a gente quer realizar. Porque o mundo celeste que eu vou construir pra mim não é diferente do do Júlio. Por quê? Porque eu tenho amores que são meus, o Júlio tem amores que são dele. E nós temos amores que são comuns. É por isso que o doutor Bezerra ficou.

Preferiu ficar. Não, ainda tenho entes queridos, ainda não gostaria de ir sem eles. Peço permissão pra ficar. É sério. Então, nós estamos carregando a nossa tenda do encontro. Então, tem ainda uma parte de débito, são as expiações que eu consigo passar, uma parte de encargos, de tarefas, são as minhas provas, meus desafios e tenho sonhos. Os sonhos de aventura, de felicidade, os sonhos de encontro. Me vem à mente a história que o Cristo rasga os véus ali, e esse é o objetivo. Aí acabou, tá bem lá. Aí você está, você…

Agora me vem o seguinte, Naruto, tudo o que você falou, da situação que a gente está, ainda ali na personagem, na persona, do que desejamos ser, mas é muito importante o que a gente falou na outra semana, e o que você falou de Paulo agora, graças a Deus já sou o que sou. Nós temos que buscar o melhor e estar sempre de pé a caminho, mas felizes com as conquistas que temos, e não lamentando as derrotas que sofremos. Porque se não, é isso que você falou lá de André Luiz, ele sai da inconsciência e achar que está muito bom, para um pensamento, sou o pior do mundo, e não tem solução, e eu não vou conseguir, que às vezes a gente vê a gente falando, essa humanidade não vai, depende só da gente, Deus está no comando, quem está governando a coisa, administrando as aulas, colocando esse ou aquele na recuperação, administrando a lição, é Deus com as suas leis, com os seus trabalhos, e a gente tem que caminhar sempre melhorando, agora é que a gente se mistura muito quando a gente está falando no meio desse grupo, que a gente já tem aqui, não é uma coisa totalmente heterogênea, porque eles estão reunidos aqui num propósito, agora quando você pensa no mundo, a gente se confunde com o mundo, porque quando você entra aqui no êxodo, você tem dificuldades íntimas, mas ainda tem uma certa homogeneidade de alguma coisa que nos une, quando você vai pro mundo você vê muita diversidade, heterogeneidade, aí você se perde, o mundo está se salvando ou não está se salvando?

Porque quando está em êxodo, buscando aqui, parece que nós estamos caminhando, mas quando a gente desligou o computador aqui e encerrou a live, parece que o mundo vai acabar, porque aí você tem a guerra, você tem os conflitos com os vizinhos, com os parentes, com os filhos, com o trabalho e tal, como é que a gente administra isso tudo entendendo que isso tudo é uma coisa única? Isso é bacana, isso aí é muito importante, eles estão entendendo, então olha só, gente, isso é muito importante, quem é responsável pelo acampamento inteiro é Deus, e o que que eu percebo?

Tem algo que é difícil, difícil, é você ter um equilíbrio em que você não pode perder a sensibilidade, a empatia e a caridade pelo sofrimento do próximo. Eu vejo a guerra na Ucrânia e falo, meu Deus, como eu posso ajudar? Que coisa terrível, o que eu posso fazer? Ótimo, ótimo, isso é empatia, sensibilidade, isso é caridade, isso é desenvolver o amor ao próximo. Agora veja, se você entra num processo de Interromper a sua marcha, porque o mundo está difícil, aí passou, aí exagerou, aí exagerou, sabe por quê? É melhor que você se qualifique para que a sua ajuda seja mais qualificada.

Vou traduzir, se a mãezinha de André Luiz fosse seguir os equívocos do marido dela, que estava com duas amantes, estava se complicando, se a mãezinha de André Luiz fosse acompanhar os equívocos do filho, que estava se perdendo na arrogância, na vaidade, na falta de sensibilidade, se a mãezinha de André Luiz fosse se perder nos desmandos das filhas, ela não estaria numa esfera superior em condições de ajudar todo mundo. Então, cultive a empatia, cultive a sensibilidade, cultive a caridade, mas não para de avançar, porque quem avança pode ajudar.

Se você permanece no mesmo nível, se você permanece errando com a pretexto de empatia e de caridade, depois você não vai ter condição de ser bem feitor, de ajudar. Então, um equilíbrio delicado, sutil, delicado e sutil. É por isso que Clarencio diz assim para André Luiz. Qualifique-se e conquiste simpatia. Ajude para você conquistar simpatia, porque com essa simpatia, grande A é amigos. Com essas simpatias, você obterá intercessão para aquilo que você precisa, porque é intercedendo na dor do outro que você obtém intercessão para as suas dores.

E é se preparando e se qualificando que você tem condições de ajudar sem cair, sem errar com. Percebe, gente? Então, é… Nossa, mas é… É, gente, é um processo temporário. Olha, essas escalas aqui que a gente está falando, os três níveis, é uma peregrinação. Isso aqui, na eternidade, é uma faixa muito pequena de tempo. Isso tudo, hoje, parece muito grande para a gente. Não é? Isso tudo parece muito longo. Ai, nossa, 100 mil anos, não é? Mas, depois, isso tudo vai soar muito pequeno. Isso tudo, depois, vai soar muito curto.

Vai nos parecer uma peregrinação mesmo. 40 anos no deserto. Alô, a gente já está aqui em 1749, Eu queria ler um texto que acho que você vai gostar muito. E já falando de novo, que a gente está reunindo, né, Leonora? Todo dia, a gente postando o material sobre o que a gente chamou, né? Vivendo a Páscoa com Jesus, ressignificando esse momento da Páscoa. Tanto a se refletir e tanto nós estamos refletindo. No dia 15 e 16 de abril, a gente vai ter um evento, né? A gente vai abrir ainda as inscrições, o Arudo vai fazer um estudo pra gente lá, muito bacana, sobre a oração sacerdotal, que vai ser muito legal.

Nós vamos ter no outro dia o Aloísio Elias, também vai falar pra gente um pouquinho do Reciclo, o Vitor Hugo Menino, a gente, o João Galberto, a Leonora, a Sheila, nós vamos fazer no sábado de Aleluia, é sábado de Aleluia que fala? A gente vai estar reunido de manhã também lá, conversando, refletindo, muitas coisas bacanas. E hoje, o texto de hoje, Leonora, que eu acho que cabe muito bem… Lá onde o pessoal está perguntando, em breve no Portal Ser. Em breve no Portal Ser.org, vocês vão poder se inscrever agora. O grupo de WhatsApp que está todo dia recebendo as mensagens de manhã, com uma leitura de um texto de Emmanuel, algumas reflexões e a proposta de algumas vivências, assim, pra cada um fazer dentro da sua vontade, do seu jeito, está no grupo de WhatsApp que a gente criou aí pra o pessoal acompanhar.

Mas olha só esse texto de Emmanuel, Alonso, Na Hora da Crise. Você conhece esse texto? Você lembra dele? Eu gosto quando o Alonso não lembra, que a cara dele, você vai ver que eu vou lendo, ele fica assim, Na Hora da Crise. Júlio, só um minutinho, o pessoal está perguntando como é que eu entro no grupo, como é que eu faço pra participar, só pedir ali nos grupos do Ser, ou no Instagram, ou no Facebook, quero participar. No Êxodo que a gente tem colocado, a gente pode colocar no grupo do Êxodo pra pessoal saber onde clicar.

Mas pra quem não participa do grupo do Êxodo no WhatsApp, e nem no Facebook, no portal Ser, só mandar lá um aviso que quer participar, que aí a gente compartilha os links. Diariamente a gente lê um versículo sobre as coisas que Jesus disse naqueles dias, e um texto normalmente de Emmanuel, de Chico, que nos põe pra refletir sobre essas frases de Jesus durante esses últimos dias. Olha, Ana, você quer ler pra gente o texto de hoje, ou você quer que eu leia rapidinho? Já tá com o texto aí, né? Não tô com o texto. Vou aqui com a Lourda.

O versículo é Agora a minha alma está perturbada E o que direi? Pai, salva-me desta hora? Mas para isso vim a esta hora João 12, 27 Na hora da crise Na hora da crise, Emudece os lábios e ouve as vozes que falam inarticuladas no rimo de ti mesmo Perceberás distintamente o conflito É o passado que temem ficar e o presente que anseia pelo futuro É o cárcere e a libertação A sombra e a luz A dívida e a esperança É o que foi e o que deve ser Na essência é o mundo e o Cristo no coração Grita o mundo pelo verbo dos amigos e dos adversários Na terra e além da terra Adverte o Cristo através da responsabilidade que nos vibra na consciência Diz o mundo Acomoda-te como puderes Pede o Cristo Levanta-te e anda Diz o mundo Faz o que desejas Pede o Cristo Não peques mais Diz o mundo Destrói os opositores Pede o Cristo Ama os teus inimigos Diz o mundo Renega os que te incomodem Pede o Cristo Ao que te exija mil passos Caminha com ele dois mil Diz o mundo Apega-te à posse Pede o Cristo Ao que te rogue a túnica Cede também a capa Diz o mundo Fere a quem te fere Pede o Cristo Perdoa sempre Diz o mundo Descansa e goza Pede o Cristo Avança enquanto tens luz Diz o mundo Censura como quiseres Pede o Cristo Não condenes Diz o mundo Não repares os meios Para alcançar os fins Diz o Cristo Serás medido pela medida Que aplicares aos outros Diz o mundo Aborrece os que te aborreçam Pede o Cristo Ora pelos que te perseguem E calumnia Diz o mundo Acumula ouro e poder Para que te faças temido Diz o Cristo Provavelmente nesta noite Pedirão tua alma E o que amontoaste para quem será Obsessão é também problema de sintonia O ouvido que escuta Reflete a boca que fala O olho que algo vê Assemelha-se de algum modo A coisa vista Não precisas assim Sofrer longas hesitações Mas nas horas de tempestade Se realmente procuras caminho justo Ouçamos o Cristo E a palavra dele Por bússola infalível Traçar-nos-á Rumo o certo Que coisa linda, não é?

Essa é aquelas páginas que se o Chico tivesse psicografado só ela Resumo do Evangelho do livro Religião dos Espíritos, capítulo 70 Para a gente pensar sobre tudo isso que nós falamos, Arudo Assim refletimos É lógico, sempre trazendo a palavra de Paulo Para que vocês retenham o que é bom Porque estamos todos no esforço De trocar Mas está aqui a página de Emmanuel Nos situando naquilo que nós Pelo menos nos comprometemos Quando viemos Então O Cristo está no santo dos santos Nos chamando para avançar E o mundo está no ato Nos chamando para regredir Para ficar lá Repetir Permanecer Maravilhoso, não é?

Pessoal, é isso Um abraço forte para todos Eu vou ter que me despedir Porque hoje tem a live lá, 19 horas E aí tem que preparar O lugar aqui O ambiente Dispensar os vídeos Mandar os vizinhos Embora Já deu de comer pão de queijo e tomar café Um beijo para todos Fiquem com Deus A gente se encontra Marca na agenda, dia 15 e 16 de abril Seria muito legal Se vocês participassem Vai ser um evento muito bonito Todos os dias de manhã Sexta de manhã e sábado de manhã Entra lá Um abraço Até semana que vem Vamos perseverar e bom ânimo Tchau

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Telegram
Email

Respostas

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Hide picture