Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento, conduzida por Haroldo Dutra Dias, mergulhamos no Livro do Êxodo, dando continuidade à análise do simbolismo do Tabernáculo. O estudo aprofunda a compreensão das três partes do Tabernáculo, relacionando-as didaticamente com as três ordens dos Espíritos, conforme a classificação de Allan Kardec em “O Livro dos Espíritos”.
O que é estudado neste episódio
- Revisão do Tabernáculo: Retomada das três partes do Tabernáculo – o Átrio, o Lugar Santo e o Santo dos Santos – e seus respectivos simbolismos.
- O Átrio e a Expiação: Análise do Átrio como o local da expiação, onde os sacrifícios de animais eram realizados para a purificação dos pecados. É enfatizado que a purificação se dá pelo fogo e que não é o pecador que é imolado, mas um substituto.
- O Lugar Santo e a Nutrição Espiritual: Exploração do Lugar Santo como um ambiente de nutrição e encontro, simbolizado pela mesa com pães, o candelabro e o incenso, representando uma “ceia” espiritual acessível aos sacerdotes.
- O Santo dos Santos e a Comunhão Divina: O Santo dos Santos é apresentado como o local da comunhão com a presença divina (Shechinah), onde se encontrava a Arca da Aliança e a Lei. Apenas o Sumo Sacerdote podia entrar, uma vez ao ano, simbolizando a transcendência e a inacessibilidade da plenitude divina.
- A Escala Espírita e o Tabernáculo: A comparação central do estudo:
- O Átrio (local da expiação) é associado à Terceira Ordem dos Espíritos (imperfeitos), caracterizada pela predominância da matéria sobre o espírito, propensão ao mal, ignorância, orgulho e egoísmo (Questão 101 de “O Livro dos Espíritos”).
- O Lugar Santo (local da nutrição) é relacionado à Segunda Ordem dos Espíritos (bons espíritos) (Questão 107).
- O Santo dos Santos (local da comunhão) é comparado à Primeira Ordem dos Espíritos (puros) (Questão 112).
- Mundo de Expiações e Provas: Diferenciação entre expiação (penitenciária/hospital, para erros intencionais e cristalizados) e prova (escola, para sedimentar conhecimento e corrigir erros naturais do crescimento).
- Subclasses dos Espíritos Imperfeitos: Breve explanação das subclasses da Terceira Ordem, como os impuros (Questão 102), levianos (Questão 103), pseudo-sábios (Questão 104) e neutros (Questão 105), destacando suas características morais.
- O Amor e a Missão dos Espíritos Puros: Reflexão sobre a vinda de espíritos puros em missões grandiosas, como Jesus, que não vêm por expiação, mas por amor e caridade, suportando as dificuldades por livre e espontânea vontade.
Reflexões
- A jornada espiritual é uma peregrinação constante em direção à “Terra Prometida” dos mundos celestes e espíritos puros, simbolizada pelo Tabernáculo em movimento.
- A purificação não é a destruição das paixões, mas o seu equilíbrio, retirando o excesso que contamina e nos torna “impuros”.
- A evolução espiritual não é uma corrida, mas um processo de aprendizado contínuo, onde cada etapa, mesmo a da imperfeição, é fundamental para o crescimento e a aquisição de sabedoria e amor.
Ler transcrição do episódio
Olá, pessoal! Boa tarde, amigos! Eleonora, seja bem-vinda! Júlio! Bom revê-los a todos! Todo mundo sentindo sua falta aqui na live, viu? Ah, e eu mais ainda! E eu mais ainda, mas acompanhei todinhas depois, assisti pelo canal Espiritismo TV. Tá muito bom, hein? A gente falar desse templo. Já, já o Arudo vai falar pra gente do que nós vamos falar hoje. Nós vamos lembrar um pouquinho do que foi na outra, mas eu quero ler aqui rapidinho pra vocês. Acabei de receber um livro da Masco Editora, que é uma editora de uma casa espírita, lá do Rio de Janeiro, que nós visitamos.
Vou falar o nome daqui da casa. É um trabalho muito legal. Solar Meninos de Luz, lá no Rio. Sim, estivemos lá já. Isso, fica lá no Centro Espírita Paulo de Tarso, em Copacabana, uma escola espírita que atende mais de 430 crianças, do Bensário Arrocínio Médio, em tempo integral. Tá localizado no bairro de Copacabana e atende a comunidade do Pavão, Pavãozinho e Cantagalo. Há 30 anos, Arudo. Nossa! Bacana demais, né? Então, a Jane é a médium que psicografou esse livro. Pelo Espírito Afonso. E eu vou divulgando aqui pra vocês.
Vocês podem procurar da Masco Editora, se quiserem conhecer o livro. Mas esse é um poema sobre Moisés. Vou ler pra gente abrir. Pai da primeira revelação, detentor da justiça, apaziguador dos ânimos exaltados. Conferiu-se a ele a responsabilidade das tábuas da lei. No monte Tabor, junto ao mestre, confirma sua atuação ímpar junto ao orbe. Serviu sereno, preparando a vinda do Messias por séculos. Seu senso de justiça e sua fortaleza em levar o povo hebreu adiante nem sempre foram reconhecidos. Muitos aviutaram ele em desfigurar a passagem terrena em busca de suas faltas e imperfeições.
Não era ele perfeito, no entanto, trazia no peito a confiança no pai e o amor por toda sua criação. Se almejas chegar mais brevemente entre os espíritos felizes, segue tu também com a determinação e fidelidade de Moisés, abrindo as águas do mar morto que possuís entre as imperfeições de tua alma e dirige-te ao reino de paz e consolações em teu coração. Espírito Afonso. Agradecer a Jane, ao Fábio Damaceno que nos presenteou. Você lembra do Fábio Damaceno, lá do Rio? Que mandou pra gente agradecer nesses amigos que estão aqui com a gente hoje.
Alguns que nos conheceram através do Estudo de Êxodo acompanham o Serra, né? E é uma grande família. E nós estamos sempre recebendo notícias dos trabalhos. E o Fábio, ele sempre falou, o conto marcou a ele aquele evento do Pensamento e Vida que nós realizamos lá no Rio de Janeiro, com o Morro Alto e tudo mais. E é muito legal a gente receber os amigos assim, e receber esse carinho dos amigos que a gente divide com vocês. Mas, no episódio anterior, nós falamos do que, Haroldo? Pois é, falamos daquela simbologia do tabernáculo que é um movimento do Criador que se aproxima das criaturas e o movimento das criaturas durante a jornada evolutiva, tentando se aproximar do Criador.
Por isso que chama Tenda do Encontro. Tenda do Encontro. Deus desce e os seres humanos sobem pra que possa ter um encontro. É muito bonito isso que o Pai Nosso diz assim, é Pai Nosso que estás nos céus. Pra que a gente nunca se esqueça da transcendência e da grandiosidade de Deus. Se a gente se esquece disso, fosse só Pai Nosso, chega um momento que você começa a achar que Deus é como você. Então, a gente tem que tomar cuidado com isso. Então, é sempre Pai Nosso que estás nos céus. Sempre lembrando que, por mais que a gente suba, Deus sempre desce pra se encontrar conosco.
Porque Ele é supremo. Eu gosto da Maria Dolores, ela tem uma expressão que é linda, ela diz assim, no coração das alturas. Onde que Deus está? No coração das alturas. Bom, e hoje, episódio de hoje, nós vamos comparar as três partes do tabernáculo com as três ordens dos Espíritos de acordo com a escala didática criada por Allan Kardec, pedagogicamente, para que a gente pudesse entender a evolução espiritual. Então, é uma divisão em três níveis, didática como tabernáculo. Como tabernáculo, né? Não podemos levar isso ao pé da letra, isso é uma coisa didática, porque a gradação segue ao infinito.
Mas essa didática aqui é muito boa e ela nos ajuda. É isso. E aí, Leonora, vamos dar umas boas tardes aí? Muito bem, todos bem-vindos à nossa tarde de estudo de Êxodo. Para mim, a primeira que aparece é a Matilde. Para mim, aparece a… Boa tarde a todos. Piracicaba, São Paulo. Boa tarde. Então, vamos ser justos aqui, porque essa aqui, olha só, a primeira, tá? Essa aqui é a primeira. 7h57 da manhã. Pela primeira vez, eu vou colocar aqui. Aqui, olha. Olha só, pela primeira vez, eu consegui participar ao vivo. O fuso horário atrapalha um pouco.
Nova Zelândia. Nossa, que bacana. Que maravilha. Aí vem aqui em seguida a Lizy, de Orlando, na Flórida. Não é isso? Tudo… Tudo tão belo, tudo mais feliz de vir. Aí vem. E nós vamos lá para o fim. Tem muita gente aqui para a gente começar esses estudos. A última que nos manda mensagem é a Isa Bartolomeu. E aqui no meio tem muita gente bacana que acompanha. Eu queria agradecer ao Denise, que sempre está conosco, e ela transcreve todos os estudos. Não é pelo método automático, é pelo… Ela escuta os estudos, transcreve os estudos, passa para o grupo.
Me pede as músicas que eu usei. É isso aí. Muito bom. Então vamos lá, né, Leonora? O Haroldo hoje está com a imagem um pouquinho ruinzinha. Seu internet está mais ou menos. Eu acho. Para mim, pelo menos. Você mais está cristalizando um pouco. Mas faz parte, né? Às vezes não está bem legal. Pode ser, Júlio. Pode ser a luminosidade. Porque agora o sol está batendo exatamente aqui. Está mais parecendo a… Está mais parecendo a velocidade mesmo, a qualidade para transmitir. Mas nós vamos levando. Está dando para te ver.
Isso não está tão bonito quanto poderia, mas… Pois é. Mas esse é típico da terceira ordem. Espíritos de defesa. Quando você começa a falar dos de primeira ordem, melhora. Típico dos espíritos imperfeitos, viu? Eles são sempre meio, assim, embaçados. Misturam coisas boas com… Vamos lá. Então vamos. Bom, então, só para a gente relembrar, então, para não ficar ninguém perdido, vamos relembrar. A escala espírita começa na questão número 100 de O Livro dos Espíritos. Questão número 100. E aí tem umas vinte, vinte e poucas questões a partir da questão número 100 tratando da escala espírita.
Então, se alguém tiver aí o livro espírita aí do lado, é bom colocar ao lado, abrir, ou então depois, que acabar a live de hoje, poder consultar, poder estudar. Muito importante, né? O meu está aberto aqui do lado, né? No PDF. Outra coisa que nós precisamos relembrar. As três partes do tabernáculo. Então, o átrio, a parte inicial, onde estavam as bacias e onde o sacrifício era oferecido. Lá, os animais eram degolados, aproveitava-se o sangue, porque é o sangue que espiava o pecado, o erro. É o que está dito lá em Levítico.
Quem tiver dúvida, vai lá nos estudos de Levítico, dá uma maratonada, que vai entender tudo isso. Então, o sangue espiava o pecado. Você cometeu um erro, erro ou, seja no pensamento, no sentimento, seja na conduta, você precisava se purificar. Veja, olha aqui, olha que beleza isso. Olha que beleza isso. A ideia de que, ao errar, e errar significa que o seu pensamento, que o seu sentimento, que a sua conduta estão afastados da lei divina, estão dessincronizados com o que determina a lei divina. A lei divina exige pensamentos, sentimentos, comportamento.
Comportamento. Então, vai desde o pensamento. Toda vez que eu não cumpro nessas três dimensões, eu me torno impuro. Eu me torno impuro. Então, o animal é levado para espiar o pecado. Veja que não é na estrutura do Velho Testamento. Um outro animal vai morrer por conta do animal que pecou. Então, tem um animal no sentido de que o ser humano, né? É uma das espécies. Então, tem uma substituição. Importante isso, vamos gravar isso. Isso é muito importante. Por quê? Não é o próprio pecador que é imolado. Não é ele, em pessoa.
É o outro. Importante isso. Então, o animal, o outro, era degolado, o sangue espalhado na bacia. Às vezes, alguma parte, algum pedacinho da carne, quando o pecado é muito pesado, era queimado também, junto com o sangue. E veja, a purificação se dá pelo fogo. Vamos gravar isso. Por enquanto, eu peço que ninguém fique interpretando. Dá uma tecla de pausa no seu aparelho de interpretação. Porque, às vezes, a gente tem muita pressa em interpretar. Então, calma. Por enquanto, só recolhe as informações essenciais. Qual a informação essencial?
Não é o pecador que vai ser imolado. É um outro animal. É o sangue que importa. Às vezes, um pedacinho da parte do corpo dele que é queimado. É o fogo que vai queimar o sangue e aquele pedacinho de carne. Então, é o fogo que purifica. Porque essa expiação é um ritual de purificação. Guarda essa palavra. Purificação. Purificação vem de puro. Puro. Então, repita comigo 500 vezes essa palavra. Puro. Purificar. Puro. Purificar. Puro. Gravar isso. Então, essa é a primeira parte. Na segunda parte do tabernáculo, da tenda do encontro, não tem animal, não tem sangue, não tem fogo, não tem nada disso.
A segunda parte muda. Muda o ambiente, muda o cenário, muda tudo. Já não tem mais expiação pelo pecado. Está entendendo? Ah, Haroldo, então, você está querendo dizer que a primeira parte do tabernáculo eu poderia chamar de expiação? Pode. Local da expiação. Quem que expia? Quem cometeu o pecado. Pecado no sentido aqui de erro do pensamento, do sentimento e da conduta. Quando eu falo conduta, eu estou falando de agir, falar, comportar-se. Então, a primeira parte é a parte da expiação. E na segunda parte? A segunda parte é outro cenário.
Não tem bacia, não tem fogo, não tem animal, não tem sangue, não tem nada disso. O que tem na segunda parte? Uma mesa com pães, um candelabro e incenso. Ou seja, um banquete. A segunda parte do tabernáculo é uma ceia. É uma ceia. É uma mesa. É um local de alimentação. Eu não estou mais na dimensão da expiação. Eu estou na dimensão agora da nutrição, da alimentação, da reunião, do encontro, da refeição. Ah, Arudo, agora eu estou entendendo então a ceia que Jesus fez. É, agora você está entendendo. Agora você está entendendo.
Agora você está entendendo. Quem entrava nesse local da ceia, da mesa, da refeição, da alimentação, do incenso, do candelabro? Quem entrava? O sacerdote. Ou seja, esse lugar não é mais um lugar acessível para qualquer pessoa. Não basta querer. Não basta querer. Tem todo um conjunto de exigências. E o terceiro lugar? Bom, o terceiro lugar já é totalmente diferente do segundo. O terceiro lugar, que é o Santíssimo, que em hebraico se chama de Santo dos Santos, que é o local da comunhão. O que tem lá? A Arca da Aliança.
Os dois arcanjos, com as asas abertas, guardando o quê? A lei. A lei. E o que tem lá no Santo dos Santos? A presença divina. A presença divina. Quem podia entrar lá? Só o sumo sacerdote. Ele entrava uma vez por ano. Mas, ele não podia ficar. Então, é isso que Paulo fala na Carta aos Hebreus. Então, na verdade, ele não entrava, né? Ele só visitava, não é mesmo? Então, vamos lá. Na primeira parte do templo, tinha gente o dia inteiro. Tinha sacerdote, estava lá o dia inteiro. Na segunda parte, fazendo sacrifício, gente oferecendo sacrifício, sacerdote imolando animal, estava lá cheio o dia inteiro.
Todos os dias, o dia inteiro. Na segunda parte, também. Tinha gente lá o dia inteiro, porque não podia apagar o candelado, não pode apagar o incenso, o pão não pode murchar. Tem gente o dia inteiro. Agora, tem um lugar que está vazio. O ano inteiro, ele está vazio. Não tem ninguém lá. A não ser Deus. O único que está lá, todos os dias do ano, é Deus. Ou, a presença de Deus. Quando eu falo, mas, Haroldo, o que é a presença de Deus? Shehrinah, em hebraico, significa a emanação de Deus. Uma emanação. Então, você poderia falar assim, aqui em Minas, a gente chama de uma faísca.
Uma faísca. Uma faisquinha de Deus. Você não acha que Deus está todo inteiro lá, né? Você não acha que o infinito vai caber dentro de um copinho. Nem os hebreus achavam isso. Nem os hebreus, há 4 mil anos atrás, achavam isso. Então, eles sabiam que aquilo era um raio da luz de Deus. Era uma faísca. Não é? Um brilhozinho que Deus emitiu. Estava lá. Mas, não tinha ninguém. Perceberam? Não tinha ninguém. Bom, essa é a revisão. Se a gente não souber isso, aí, nós não vamos entender aqui. Não vamos entender. Agora, eu vou fazer uma comparação aqui, porque já ficou evidente o quê?
O que ficou evidente? O local onde é feito o sacrifício, espírito da primeira ordem, espírito imperfeito. Questão 101. O local da refeição, da mesa, espíritos da segunda ordem, bons espíritos. Questão 107. E? O santo dos santos, o santíssimo, primeira ordem, espíritos puros. Olha a palavra aí. Olha a palavra aí, puro. Olha a palavra puro aí. Olha a sintonia da codificação com a primeira revelação e com a segunda. Olha a sintonia de vocabulário. Espírito puro. Questão 112. Ok? Ora, vamos lá. Ora, é importante, importante, nós entendermos duas coisas aqui.
A Terra é um mundo de expiações e provas. Qual é a diferença de expiação e de prova? Vamos pensar em prova. Gente, prova quem faz é aluno. Expiação é quem cometeu um erro, muitas vezes um crime. Então, quando eu uso a palavra prova, eu estou pensando numa escola. Quando eu estou falando expiação, eu estou pensando numa penitenciária. Estou usando dois símbolos fortes, ou, se você quiser, hospital. Então, se eu falar expiação, você lembra de uma penitenciária ou de um hospital. Mas, hospital psiquiátrico. Porque, se você está expiando, você está doente.
Ferir alguém, praticar o mal, é adoecimento da alma, principalmente da mente. E a expiação vai corrigir. Ela vai purificar. Purificar. Prova. Quando falar prova, você lembra de escola. Você lembra de escola. Qual que é o objetivo da prova? Sedimentar conhecimento. Averiguar se realmente o aluno, a aluna, absorveram a lição. Não é? É o teste. Aprendeu mesmo? Aprendeu mesmo? Né? Então, isso é importante. Nós não podemos ter dúvida quanto a isso. Então, faz um desenho. Pega uma folha aí. Pega uma imagem no Google. Imprime uma imagem de um hospital, de uma penitenciária.
Coloca do lado esquerdo. Pega uma imagenzinha de uma escola e coloca do lado direito. Em cima da penitenciária do hospital, você escreve expiação. Em cima da escola, você escreve prova. E aí, em cima de tudo, você escreve mundo de. Expiação e prova. Então, a Terra é penitenciária, hospital e escola. Até aqui… Vamos só sondar, Eleonora? Se até aqui está claro ou se tem alguém que está com dúvida nesses fundamentos. O pessoal está acompanhando. Ninguém colocou dúvida relacionada ao tema, não. Ninguém colocou, não. Está todo mundo bem aí, né?
Todo mundo acompanhando. Muito claro, muito claro, claríssimo. Que ótimo. Que ótimo. Então, vamos vamos para a primeira parte do tabernáculo ou a mesma coisa, para a terceira ordem, os espíritos imperfeitos. Perceberam por que Kardec chamou de terceira ordem? Por que ele não chamou os imperfeitos de primeira ordem? Acho que pensando em uma escada, né? Isso aí, Leandro. Porque a primeira ordem são os degraus mais altos. Então, em termos de evolução, nós estamos falando de algo que está acima, algo que está mediano e algo que está no início da escada.
Então, presta atenção. Como é que você acha que o tabernáculo deve ser visto? Qual é o primeiro espaço do tabernáculo? Qual é a primeira ordem do tabernáculo? É… O Santíssimo. No entanto, é o último a ser visto. Aqui também, né? O primeiro aqui é o último a chegar. Por que, Julio? Porque os últimos serão os primeiros. Não é? O primeiro aqui é o último que a gente chega. Então, o primeiro lugar do tabernáculo é o Santíssimo, o segundo é o Lugar Santo, o terceiro lugar é o local onde o sacrifício é oferecido. E, às vezes, a gente inverte.
Não é? Então, qual que é a ideia aqui? A ideia aqui é… O que é natural no universo? O que é o natural, a regra no universo? Onde tudo se estabiliza, mundos celestes e espíritos puros. Mundos celestes e espíritos puros é para onde tudo vai. Até lá é travessia, é jornada, é peregrinação. Então, o Santo dos Santos é a Terra Santa. A terra de onde emana leite e mel é o Santo dos Santos. Não é um local geográfico. Então, veja. Todos nós, espíritos imortais, estamos caminhando na direção da Terra Santa, da Terra Prometida.
Qual que é a Terra Prometida? Mundos celestes. Mundos celestes. É sério? Então, o povo estava peregrinando e carregando o tabernáculo… Olha a pedagogia divina. O povo peregrinava carregando o tabernáculo, mas o tabernáculo é o símbolo da peregrinação deles. O tabernáculo é uma metáfora da peregrinação do espírito imortal. Não é? O espírito imortal. O pessoal está perguntando. O leite e o mel é um símbolo. Amor e sabedoria. Amor e sabedoria. O leite é o amor, o mel é a sabedoria. E esse é um símbolo judaico, tá, gente?
O leite é o amor, é o alimento, é o que nutre, é o que sustenta, o mel é o que adoça. É o fruto da colmeia, né? É o resultado do trabalho na colmeia. É a sabedoria. Amor e sabedoria. Sabedoria e amor. Leite e mel. Essa é a simbologia judaica. Leite e mel, amor e sabedoria. Bom, então vamos lá. Todo mundo acompanhando, né? Está todo mundo acompanhando. Vamos ver aqui. São as duas asas da evolução, amor e inteligência. Sim, sim. Por isso que anjo tem asa. Só que você não vai esperando uma asa igual de passarinho, de galinha.
Você vai se decepcionar às vezes, né? Porque não necessariamente, né? São asas simbólicas. São asas que representam um voo celestial. Por quê? Porque nos mundos celestes estão os livres. Os libertos. Os espíritos que atingiram a plena liberdade. A mais extraordinária liberdade. Eles têm bilhões de maneiras de fazer o bem. Tanta maneira que demora para escolher. Tanta opção. Percebeu, gente? Porque a gente tem uma mania de achar que o mal tem muita opção e que o bem tem pouco. É o contrário. O mal é um negócio com pouquíssimas opções.
O mal é um negócio limitado. Não tem muita opção. O bem é que é infinito em opções. Por isso que quem está integrado ao bem precisa de liberdade absoluta. Quem está no mal precisa de pouca liberdade. Não tem muita opção. Não tem muita. Não tem muita. É o contrário. Então, a gente tem que reformular nosso pensamento. Então, vamos lá. Vamos lá para a bacia, animal sendo degolado, sangue derramando, queimando, cheiro de carne. Que beleza. Primeira parte. Onde que tem isso, gente? Onde que tem isso? Onde que tem tudo isso?
Questão 101 do Livro dos Espíritos. Características gerais da terceira ordem. Qual que é a característica dos Espíritos da terceira ordem? Predominância da matéria sobre o Espírito. Propensão para o mal. Ignorância. Orgulho. Egoísmo. E todas as paixões que lhe são consequentes. Gente, agora eu preciso definir paixão aqui, hein? A palavra paixão, no sentido etimológico, paixão vem de excesso. De ficar apaixonado. Quer dizer, ficar apaixonado, né? Você fica apaixonado, você está meio excessivo, né? Paixão é o excessivo.
O excessivo. Uma dor excessiva, um sofrimento excessivo, uma propensão excessiva, tudo que saiu, que foi para os extremos. Paixão. Essa é a característica. Qual a característica dos Espíritos imperfeitos? Tudo neles é excessivo. Tudo neles é fora do equilíbrio. Predomina o egoísmo, o orgulho e a ignorância. É a ignorância. Por quê? Porque os Espíritos imperfeitos não querem conhecimento, eles querem ter opinião. Então, não importa conhecimento, importa ter opinião. Mesmo que a opinião seja poeril, mesmo que a opinião seja contrária à verdade, não importa.
Importa é ter opinião. Conhecimento não importa. Essa é a característica do Espírito imperfeito. Por isso que nós vamos ter aqui uma subclasse, que é o Espírito dos Sábios. O que é o Espírito pseudo-sábio? Ele é cheio de opinião, ele só não tem conhecimento. Só que ele acha que, com opinião, ele pode ser professor ou professora. Ele acha que, para ser professor ou professora, basta ter opinião. Esse é o pseudo-sábio. É o sábio de mentirinha. Ele finge que é sábio. Com certeza, ele engana a si mesmo. E, às vezes, ele engana os outros.
Então, deu aí a característica dessa turma? Deu sim, deu a característica. Mas eu fico pensando, a gente consegue hoje ter esse raciocínio lógico sobre esses temas, porque já estamos nesse nível de evolução. Mas fico pensando antes disso, porque, na escala espírita, é desde que o homem assumiu a razão. Ele está nessa terceira ordem. Em todos os estágios. Que nem você falou, como uma escola. Então, a gente tem os nossos filhos lá, que ainda não aprenderam a andar. Mas a gente sabe que eles vão andar. Porque, às vezes, a gente fica assim, porque é imperfeito, porque é mal.
Porque é imperfeito, porque é egoísta. Como só ruim, sabe? E, às vezes, eu fico pensando que não é só ruim. É uma etapa do aprendizado espiritual muito natural. Mas aí tem que ter um equilíbrio, Eleonora. Então, vamos lá. Só é ser humano se estiver na razão. Enquanto não tem a razão e pensamento contínuo, não é ser humano. É primata ou está em outro nível da evolução. Aí não entrou na escala ainda. Porque essa escala aqui é uma escala de evolução moral. Percebeu, Eleonora? Essa escala aqui é uma escala de evolução moral.
Por isso que Ele está dizendo características gerais, Ele só está dando características morais. Agora, olha o que Kardec escreve aqui. Nem todos são essencialmente maus. Nem todos. Mas alguns são muito maus. Percebeu? Então, nós temos que tomar um cuidado para não achar que todo espírito imperfeito é mal e também para não cometer um outro erro também poeril, achar que todo espírito imperfeito é só ignorante. Não. Tem espírito imperfeito que é profundamente mal. Ele se comprasma no mal. Por isso que vai ter as subclasses, Eleonora.
Olha aqui, vamos ver as subclasses? Que Ele colocou várias, né? É, mas olha lá, na 102, a décima classe. Os impuros. Impuro. O impuro, o que ele tem que fazer? Qual que é a frasezinha lá, Júlia, que você colocou aí? Está impuro, tem que… Purificar. O que que purifica? Expiação. Então, olha a décima. Espíritos impuros, agora vamos ler, Eleonora. São inclinados ao mal de que fazem objeto de suas preocupações. Então, esses aí, a mente deles é o tempo todo maquinando o mal. Nós temos outros. Nós temos questão 113. Tem os levianos.
São ignorantes. Maliciosos. Irrefletidos, zombeteiros. Aí vamos para a outra. Questão 104. Olha o pseudo-sábio. O pseudo-sábio, gente, não é que ele acha que sabe tudo, não. Ele não está preocupado em saber tudo. Ele se contenta em ter opiniões. Vou repetir. Isso é muito importante. O que que é um espírito sábio? Se você pergunta para um espírito sábio uma coisa que ele não sabe, ele vai dizer para você, não sei. Não sei. Se você perguntar para um espírito pseudo-sábio, ele vai dizer assim, não sei, mas tem uma opinião.
Ele sempre tem uma opinião. Mesmo não sabendo nada. Depois vem. Olha lá, Eleonora, 105. Os neutros. Aí que mora o espírito. É, eles não são… Eles não fazem muito bem. Eles não estão fazendo bem. Mas também não fazem mal. Muito mal. Então, eles fazem um pouquinho de bem, um pouquinho de mal. Perceberam? E tem mais ainda. Tem os 106 lá. O Cadete colocou aqui, que é interessante. Ele fala assim, ó, esses aqui, eles não formam uma classe distinta, não. Eles não formam uma classe distinta, não. Eu só estou colocando aqui para efeito de mediunidade.
Eles gostam de ficar lidando com a matéria. É batendo, é fazendo barulho. Não é uma classe distinta. É só uma prova de que eles são materializados. Deu um perfil? Ficou interessante, Eleonora? Ficou ótimo. Então, nessa ordem, você tem desde os maus mesmo, mal, planeja o mal, fica o tempo todo pensando no mal, e tem aquele que ele não é nem bom, nem ruim. Está ali. Haroldo, eu estava procurando aqui o significado de impuro. Porque eu fiquei pensando, como é que a criação divina, da evolução dos seres, dos espíritos, da criação, você tem alguém totalmente votado ao mal, e que não…
São questões que a gente tem dificuldade de compreender. E aí fala que o impuro é o que não é puro, que foi adulterado pela introdução de elementos de corpos estranhos. Interessante, porque a gente pode se tornar impuro, na medida que você se deixa contaminar por elementos tais. Os excessos são as paixões. Por isso que a gente falou lá, você lembra? As paixões. Qual que é a característica deles? Paixões. Paixões são excessos. Excesso é o que passou da medida. É esse extra que entrou aí e contaminou. Então, por exemplo, você ter autoestima é uma coisa importante.
Autoestima demais é orgulho. Você preocupar-se com você, cuidar dos seus interesses, muito bom. Exagerou, virou egoísmo. Então, é esse elemento excessivo que tornou o impuro. É exatamente isso. Muito bom. Muito bom. Então, o que nos torna impuro? O excesso. É por isso que quando Kardec vai indagar sobre as paixões, as paixões serão destruídas de jeito nenhum. As paixões são como corséis, cavalos. Elas precisam ser domadas. Elas precisam ser equilibradas. Ou seja, eu tenho que tirar o excesso. Eu tenho que purificar.
É interessante, não é? Como é que você purifica a água? Põe ela no filtro, não é? Você acaba… Ah, eu purifico a água jogando ela fora. Faz sentido, não é? Como é que você purifica a água? Você põe no filtro, não é? O que o filtro faz? Ele retém as impurezas e deixa a água passar. É o filtro. É o elemento purificador. Ele deixa a essência ficar. Por quê, Júlio? Porque a essência é divina. E a impureza é humana. Não sei. Eu tenho tanta dificuldade de compreender o que de humano tem que não é divino. Eu tenho dificuldade de compreender isso.
Como qualquer criadores, a gente compreender essas impurezas, essas questões que passaram a fazer parte do nosso processo evolutivo porque acabam sendo como agentes que nos fazem sofrer no futuro, que nos imperam a um sofrimento da prova e da expiação, que é justamente isso aqui. O resultado de um processo de impureza. A prova e a expiação é justamente o processo da limpeza, do processo da expiação e da prova. Eu tenho dificuldade de entender, mas… Só que tem um detalhe, Júlio. Tem um detalhe importante. Vamos lá.
A prova é o filtro que purifica as imperfeições e os erros não intencionais. A prova é o filtro que purifica os erros naturais do processo de crescimento. No processo de crescimento, você vai errar. Então, você começou a aprender violão. Você não vai tocar como o maior violonista do planeta. Você não vai, querido. Então, as provas vão fazendo o quê? Vão apurando sua técnica. Vão filtrando o erro que é natural. Que é natural, não tem problema. Faz parte do crescimento. Expiação, não. A expiação é o filtro que purifica o erro intencional.
Fruto da teimosia, da desobediência, da cristalização. Essa que é a diferença. Então, você fala assim, mas para a gente evoluir tem que errar. Depende. Você está falando de que erro? Você está falando do erro que a prova purifica ou do erro que a expiação purifica? Por quê? Kadeque pergunta para os Espíritos. Todos têm que passar pelo caminho do mal? Os Espíritos falam, do mal, não. Da ignorância. Você vai cometer erros, mas as provas vão corrigir. Agora, expiação você não precisa, não. Expiação você não precisa, não.
Olha que coisa linda, não é? Entendeu, Júlio? Então, você está. Você aprendeu, está lá tocando violão. Errei o acorde. Perdi o compasso. Isso é normal. Isso é normal. A prova corrige. As provas corrigem isso. Expiação, não. Expiação, não. No direito penal, a própria lei humana, Júlio, ela distingue, distingue. Você tem o crime culposo e o crime doloso. O que é o culposo? É aquele que eu cometi por imperícia, imprudência ou negligência. Você fala, ai, meu Deus do céu. Olha o que eu fiz. Não é? A pena é bem menor. Tem alguns crimes que nem tem pena.
Tem alguns crimes, se você cometer por culpa, nem pena tem. Agora, o doloso, não. O crime doloso, eu quis, eu planejei, eu detalhei, eu cumpri todas as etapas que precisam ser cumpridas para um crime ser cometido. Foi desejado. Ai, não tem jeito. Esse é o doloso. Esse a pena é maior. Ajudou, gente? Ajudou aí, gente? Demais. Tem uma pergunta aqui, se essa escala aqui é só para encarnado ou desencarnado. Não, gente. Essa escala aqui é para espírito. Não importa se ele está encarnado, desencarnado, se ele está vindo, se ele está voltando, se ele está lá.
Essa escala é para espírito. É para espírito. É a escala dos espíritos. Quer eles estejam encarnados, percebe? Ou desencarnados. Então, o que eu estou querendo dizer com isso? Se você é espírito imperfeito, quer você esteja encarnado ou desencarnado, você é espírito imperfeito. Se você é um bom espírito, quer você esteja encarnado, quer você esteja desencarnado, você é um bom espírito. Agora, se você for espírito puro, você não está encarnado. Raramente. Raro, raro, raro, raro, mas é muito raro. Você vai demorar séculos, séculos, muitos séculos para você ver um espírito puro encarnado.
A coisa mais rara do mundo. E quando eles estão encarnados, eles não espiam. E eles não passam por provas. Porque espírito puro não espia, nem passa por prova. O Chico Xavier era espírito puro? Tem alguma expiação na vida de Chico Xavier? Vou deixar vocês responder. Durante a encarnação do Chico, ele teve alguma expiação? O que vocês acham? O Chico passou por alguma expiação? Vou começar lá da infância com a madrasta dele. Pegando o garfo e espetando a barriga dele. O que vocês acham? O que vocês acham? É que essa coisa…
Eu vou responder. Estou trazendo aqui para todo mundo raciocinar. Então, já que a gente está raciocinando, vamos raciocinar para não ficar dúvidas que Jesus morreu na cruz. Mas… Não é, Heródoto? Aí a pessoa fala, mas por que Jesus foi crucificado? Por que Jesus foi crucificado? Porque ele… quis. Vamos revisar? Vamos revisar? Na hora que Jesus é preso, Simão Pedro tira uma espada. Não tira? Corta a orelha do maldo. Jesus pegou a orelha. Vocês lembram disso? Faz assim, olha. Dá para limpar a perinha. Coloca a orelha no lugar.
E a orelha… é restabelecida. Vira para Simão e fala assim. Embainha a tua espada. Porque aquele que com ferro fere, com ferro será ferido. Se eu quisesse, eu pediria ao pai e ele me enviaria legiões de anjos. Então, assim, ele fala assim. Pedro, filhinho, presta atenção o que eu, Jesus, o Mestre, vou te dizer. Eu não estou espiando, meu querido discípulo. Eu não estou passando por isso aqui porque eu sou obrigado. Eu estou passando por isso aqui por doação. É por isso, Simão. Simão Pedro. É por isso. É por isso. Você nunca vai ver na Terra algo como isso.
Por quê? Porque a lei divina não pode obrigar um espírito puro a espiar. Porque aí ela seria injusta. Então, Pedro, vou te contar a estratégia. Eu não tenho que passar por isso. Mas eu vou passar. Sabe por quê? Todos vocês vão ficar indépitos comigo. E vocês vão resgatar esse débito com amor. Mas aí é um tema complexo. Aí, quando a gente chegar lá no sacrifício do cordeiro, nós já estamos adiantando demais. Então, ok, gente? Ok? Então, se eu chegar para o Júlio e falar assim… Ô, Júlio, amigo, eu estou precisando de um favor do seu Júlio.
Querido, eu estou precisando que você pegue um pacote para mim, mas está do outro lado daquele pântano, querido. Aí você fala… Haroldo, mas eu estou de roupinha branquinha. Nossa, meu amigo, acabei de tomar banho. Usei o melhor shampoo, estou cheiroso, perfumado, roupinha branquinha. Eu falo… Ô, Júlio, eu não estou podendo ir, rapaz, porque eu rompi o menisco, estou na cadeira de rodas. Eu preciso de mais do que um pacote, Júlio. Conhece essa história? Aí você fala assim… Ô, Haroldo, mas se eu for lá buscar esse pacote, meu amigo, eu vou ter que entrar no pântano.
Eu falo… Ô, Júlio, eu sei, meu irmão, você pode fazer esse favor para mim? Ô, meu amigo, você pode fazer essa caridade? Aí entra o Júlio no pântano, vai lá, busca o pacote e volta. Volta fedendo, suja, a roupa toda suja. Você fala… Nossa Senhora. Falou… Ô, meu irmão, está aqui o pacote. E isso é o que acontece quando um espírito puro em missões grandiosas, e ele só vem a cada mil, mil e quinhentos, dois mil anos, que não é assim, é raro eles virem, quando eles vêm, eles estão conscientes de que a roupa branquinha deles vai sujar no nosso pântano, mas não é porque ele precisa vir, ele está vindo porque ele quer, porque ele ama, porque ele está fazendo uma caridade.
Gente, deu para entender? Aquilo que a gente fala, né? Qual a única lei que obriga um Cristo a encarnar, né? Nenhuma. A lei de amor. Ele vem por amor, né? Mas o amor não constrange, o amor não é inconveniente, mas o amor tudo sofre. O amor tudo sofre. O amor tudo sofre. Então está lá você com a roupa branquinha, mas é seu filho que caiu no pântano, você é suja? Você é suja? Você é suja? Você não sabe nadar, o filho caiu na piscina, está afogando, você pula? Pula. Pula. Um cachorro está vindo na direção do seu filhinho de três aninhos, você vai para a frente da boca do cachorro?
Vai. Não vai? Então o amor tudo sofre. Não confunda dor com expiação. Expiação é a penitenciária, o hospital para os espíritos que feriram a lei divina. Dor pode ser um processo de quem ama. Todo mundo está pedindo para eu falar da auxílnia aí, e precisa. O que o orientador dela fala para ela? Eu não aprovo a sua ida. Você não precisa disso, filha. E é uma missão arriscada. Ela fala, mas eu amo. Eu amo demais. Eu amo demais. E vem para a terra. Aí chega um espírito lá e fala assim, nossa, quem que é aquela luz que está indo para o vale da sombra?
Ah, meu filho. É mais um que ama. O amor tudo sofre. Então, cuidado. Cuidado. Cuidado. Correto? É por isso que é raro você ver um espírito puro vindo, porque não está autorizado eles ficarem vindo toda hora. Não pode. Não é assim. Tem outros mecanismos deles ajudarem. Tem outros processos. Eles podem ajudar de uma maneira muito mais efetiva. Deu para entender, gente? Isso que hoje nós conversamos só sobre o próprio pátio, né? Conversamos só sobre a terceira aula. Como que a gente tem que voltar nessas bases? Nós temos que firmar essas bases, senão a gente não entende esses elementos.
Não entende. E aí o que acontece? Nós temos uma coisa, Leandro, só para te dar a palavra, nós espíritas temos uma mania de qualquer espírito bom que a gente vê, a gente acha que é puro. Qualquer missionário, qualquer médium é puro. Ah, não. Ele é puro. Ah, não. Esse é puro. Esse é puro. Todo mundo é puro. Cuidado com isso, gente. Isso aí. Cuidado com isso. Vou dar só um exemplo, né, Julio? Obreiros da vida eterna. Asclépios. Ele materializa em nosso lar. Porque ele vive em esferas da terra onde já não tem mais a forma humana.
Imagine a elevação desse espírito. Ele é puro? Não. Por que não? Porque ele ainda tem que encarnar. Mas ele só encarna de 700 em 700 anos. Então, se você encontrar com asclépios encarnados, você vai falar assim é puro. Ai, meu Deus, é puro. Ele vai falar, não, filho. Você acredita que de 700 em 700 anos ele ainda tem que voltar? Mas eu estou com esperança de aumentar isso aí. Eu vou voltar a cada 1500 anos. Perceberam, gente? Então, calma. Espírito puro é muita coisa, gente. Espírito puro é um negócio, assim, fora da curva.
Espírito puro é um negócio que a gente não tem condição de entender. Porque ele já alcançou um grau superlativo de sabedoria e de amor. O QI dele é um negócio… E o amor… Cuidado. Cuidado. Cuidado. Porque é aquela história. É aquela história. Quando você não toca nada de violão, todo mundo é um grande violonista. Não é, Júlio? Nossa, fulano, é um grande violonista. Aí você encontra, nossa, é um grande violonista. Isso é porque você não toca nada. A evolução nossa é essa, né? A primeira vez que pega e se… Nossa, aquele, aquele…
Nossa, fulano toca demais. Aí passa um tempo, você estudou, aí você fala, né? Nossa, o fulano do outro lado toca… É isso. Então, eu vejo que tem isso em todas as palestras que eu vou falar pra vocês. Todo mundo acha que tem assim, tem um bilhão de espírito puro encarnado na Terra. Gente, vou dizer uma coisa. Se tiver uns 10 espíritos puros encarnados na Terra, hoje, é muito. É muito. E talvez a gente não… São anônimos. Se tiver uns 10 hoje no planeta, é muito. É muito. Maroto, então quer dizer que você não é espírito puro, não, Maroto?
Júlio, você acredita, rapaz? Quase confundi, né? Júlio, no dia que eu descobri isso, eu fiquei tão triste. É tão bom disso que eu ergo. É tão bom descobrir isso. Eu tô pensando aqui ainda em como me tornar espírito bom assim. Gente, eu vou dizer uma coisa pra vocês. Eu tô no esforço pra deixar de ser pseudo-sábio. Pra começar a ter mais humildade e aceitar Jesus. Abandonar minhas opiniões pra ficar com os ensinamentos do Cristo. Isso é sério. E, veja, eu não tô falando de opinião sobre as coisas da Terra, não. Opinião sobre a evolução.
O que eu devo fazer? Como eu devo me comportar? Que escolhas eu devo fazer? Porque, muitas vezes, eu troco o ensino do Cristo pela minha opinião. Ah, não, Jesus fala isso, mas eu vou fazer do meu jeito. Vou fazer do jeito a outro. Até hoje nunca deu certo. Até hoje não funcionou. Até hoje não funcionou. Percebe, gente? Então, olha, gente, vamos com calma. Vamos com calma. Você chega lá em nosso lar, aí você fala, nossa! Meu Deus, o Clarêncio! Ai, o Clarêncio é o Espírito Puro. Aí você pega a Veneranda, que é a que tem mais bons olhos, que já foi visitar Jesus na governadoria.
Aí você chega pra Veneranda e ela fala assim, hum, hum, hum, você acha que eu sou pura? Você não viu a turma que mora lá? Você acha que eu, Veneranda, sou pura? Eu fui visitar Jesus. Eu entrei no Santo dos Santos um dia. Tem gente que mora lá. Então, respira, respira. Vou dar só uma ideia. Eu não. Abre aspas, Emmanuel, livro, roteiro. A distância que separa o seu cachorrinho de você é a distância entre você e o Espírito Puro. Então, eu pego a Tiffany aqui, eu brinco com ela, olho pra ela e falo assim, ai, quando você chegar onde eu tô, eu tô lá.
Quando você for uma pessoa, você estiver fazendo palestra espírita no outro planeta, você estiver fazendo live, minha queridinha, eu vou ser Espírito Puro. O tempo que vai demorar pra ela chegar onde eu tô é o tempo que vai demorar pra eu chegar nos puros. São palavras de Emmanuel no livro roteiro. Então, gente, vamos parar. Vamos parar de fantasia. Vamos parar de fantasia. É, Haroldo, olha só. Eu vou dar a palavra pra Leandro falar, mas nem fantasia. Deixa o Leandro falar, desculpa. Deixa eu só falar um pouquinho, bem rapidinho.
Eu vou botar ela. Aí depois você siga falando. É que algumas pessoas ainda nos comentários, e talvez se o Júlio conseguisse uma imagem do tabernáculo com o pátio, porque algumas pessoas estão confusas com a estrutura. O Júlio tem. Se o Júlio quiser colocar, a gente continua falando. Era só isso. Muitas perguntas, todo mundo gostando, assim, vibrando mesmo com o assunto. São algumas perspectivas que nunca tínhamos pensado e conversado. Então, acho que o pessoal tá gostando muito mesmo. E a gente pode ir voltando e ir conversando, né?
Ah, aqui é assim, né? É igual peregrinação no deserto, né? Por isso que demorou 40 anos. E ir retomando. Se tivesse andado reto, tinha chegado em quatro dias. Olha, Arudo, vamos escolher um aqui, peraí. Tem milhões de perguntas. Vamos escolher um aqui. Essa aqui é boa, Júlio. Essa grandona aí. Esse é o tabernáculo que eles levavam, né? Durante… Então você veja que tá cercado de branquinho, né? Tem uma cerca branca aqui, né? Consegue aumentar, Júlio, esse que tá maior? Deixa eu ver aqui. Eu tô abrindo a internet direto, gente.
Peraí que tem propaganda, tem tudo imaginado na vida. Peraí. Deixa eu voltar aqui. Não, é que eu vou aumentar aqui. Eu vou tentar aumentar aqui. Então você clica na imagem. Peraí. É que quando eu clico nela, ela tá abrindo um outro site. Peraí. Ah, não, mas isso vai acontecer mesmo. Deixa eu voltar aqui. É… É, vou tentar achar aqui. Aqui tem uma com a multidão aqui, né? O pessoal aqui, ó. Isso. Pode ser. Toda essa multidão aqui fora são os espíritos da terceira ordem, né, Arô? Da terceira ordem. Vou tentar aqui. Por isso que eles estão encarnados.
Aham. Por isso que eles estão encarnados. Porque os que já estão no santo do santo não tem mais corpo. Só um minutinho que eu vou tentar aqui. Quando você falava que o santo do santo estava vazio, eu fiquei pensando, claro, eles estão ajudando a gente, né? Estão trabalhando. Tá vendo aí agora? Tá vazio. Acho que lembra uma vez que você comentou, né, que o céu seria um lugar vazio, né? Esse aqui não tá tão bom não, né? Mas tá bom, ó. Vejam que tem uma cerca branca, né, feita de panos delimitando o que é tabernáculo, o que é fora do tabernáculo.
Então, tá pra fora dessa cerca, não é tabernáculo. É a congregação. É o acampamento. Ok? Aí tem os sacerdotes aqui de branquinho na porta. Entrou nessa parte colorida aqui, azul e vermelho, você tá na na terceira ordem. Olha as bacias aqui de sacrifício de animal. Agora, tá vendo lá a tenda com um pano dourado em cima? Quando cê entra aí, tem dois compartimentos. A primeira sala é o Santos. O Santo, lugar Santo. Lugar da mesa, da refeição. E lá no fundozinho onde tá saindo um fogo, tá vendo um fogão lá? Ali dentro é o Santo dos Santos.
Então, cê veja que o lugar Santo e o Santo dos Santos nem é visível. De fora, cê não consegue nem ver dentro. Cê não consegue enxergar. É isso. Aqui dentro, né? Mostrou, ó lá. Tem a mesa, o candelar… Opa, cê tirou. É, eu vou botar de novo. Aqui, ó. Isso. Tá pequenininho. Aqui, ó. Tem a mesa. Não é bem assim, não. A mesa é pequena. É uma mesa de refeição mesmo. O tabernáculo, o candelar não é desse tamanho. Esse desenho também é exagerado. Mas o importante… É. O importante é entender que é uma sala, e aí tem um véu, ó lá, uma cortina, e o Santo dos Santos, olha lá, uma luz saindo da Arca da Aliança, ó.
Lá dentro. Num compartimentozinho lá. Esse é o Santo dos Santos. Essa luz aí é a Xerimá. É a presença divina. Eu vou achar umas imagens bacanas. Eu vou deixar prontas pra gente ter de referência pra outras oportunidades. Mas deu pra entender, né? O Luiz Gustavo, ele tá nos lembrando, perguntando se o Templo de Jerusalém tinha a mesma estrutura do tabernáculo. O Templo de Jerusalém foi uma cópia do tabernáculo. Só que aí sofisticaram. Em cheiro de rococó. Mas é isso. Chegaram a estrutura do tabernáculo e sofisticaram e fizeram uma construção grandiosa.
Inspirada no tabernáculo. E aí ele deixou de ser móvel e virou uma coisa fixa. É isso. Ai, ai. Muito bom. Muito bom. Nossa, excelente. Dá até um quentinho no coração. Eu queria falar aquela hora, só pra gente encerrar, assim que estarmos na terceira ordem, na segunda ordem, né? Ou na primeira ordem, né? É oportunidade sempre, né? É caminho. Não temos que nos preocupar em chegar na primeira ordem atropeladamente, né, Haroldo? Ninguém vai chegar lá atropeladamente. A cachorrinha aqui em casa, Tiffany, tá doida pra chegar na terceira ordem.
Haroldo, a sua cachorrinha, Tiffany, tá doida pra você chegar em casa lamber sua mão e você dar ração pra ela. Ela não tá nem sonhando com isso. Né? Então, assim… E, na verdade, é bonito. Mas ela olha com admiração, né? Ela olha assim com admiração. É porque ela é sua dona. Como se eu já estivesse na primeira ordem. O único momento que eu sinto que tô na primeira ordem é quando ela olha pra mim. Ela olha assim pra mim. Eu entendi tudo agora, porque a sensação aqui em casa com a gatinha é que ela é minha dona. É o que a gente pensa dos espíritos também.
Superiores. Que a gente é dono deles. Então, assim… Mas é isso, né, gente? Nós não estamos perseguindo aqui. Não é promoção no aspecto como a gente pensa hoje, né? Se livrar das coisas, não. A escala e o processo de crescimento, ele obedece critérios divinos em que todas essas etapas são repletas de aprendizados, conhecimentos e belezas relativas à nossa evolução e importantes para sermos espíritos puros. Porque se nós não vivermos o que estamos vivendo aqui hoje… Tem uma questão, Júlio. Tem uma questão que é o seguinte.
Depois que você estiver morando num mundo celeste por dois bilhões de anos, você vai olhar pra essa trajetória e vai falar assim, nossa, foi tão rápido. É verdade. Aí você vai olhar pra frente e vai perguntar assim, quanto tempo eu vou ficar aqui no mundo celeste? Elas vão falar assim, pela eternidade. Nossa, então é muito tempo. Essa parte de terceira ordem, segunda ordem, foi assim, não, essa parte aí é a mais rápida. Ele vai falar assim, não, filho, não tem mais aqui, não. Aqui acabou o tempo. É como no colégio, né?
E foi tão bom que vamos voltar. Aí você vai falar assim, quando eu estava na terceira ordem, havia uma galáxia chamada Via Láctea e lá nela, essa galáxia já acabou, tem muito tempo, mas nessa galáxia tinha um sistema chamado sistema solar, tinha um planeta até, esse planeta durou uns 8 bilhões de anos. E eu lembro de ter morado lá, sabe? Mas hoje já não, já tem outra galáxia no lugar, já tem outro sistema, mudou tudo. Mudou tudo. Eu voltei lá pra tentar ver, mas tem mais nada. Tem não. Tá tudo gravado no Fluido Cósmico agora.
Assisti aqui no Nacional Geográfico, lá do Plano Espiritual, os documentários a respeito desse período, que o povo tira do Fluido Cósmico Universal, que é a nossa história. Gente, é isso, né? Terminamos em devaneios bacanas, assim, de pessoas encarnadas de terceira ordem. E agradecendo a todo mundo a presença aqui conosco, pela paciência de estudar conosco, de nos propiciar, né, refletir também em torno dessas coisas aí. Mas é isso, né, Leonora? É isso. Muito bom. Um bom final de semana pra todo mundo, né, Ju? Agora, tirando a brincadeira, falando de maneira certa, não tem problema estar na terceira ordem, gente.
A questão nossa agora é o seguinte, é parar de ficar gerando expiação. É isso. Essa é a nossa proposta. Não tem problema você estar na terceira ordem. É desejar o bem, né? Parar de gerar expiação. Parar de desejar o mal, parar de praticar o mal de forma consciente. Se você fizer isso, olha, é grande coisa. É grande coisa. É isso mesmo. Porque aí você começa, a estrada começa a ficar mais florida, porque você não vai precisar ficar ali em expiações muito dolorosas, né, muito demoradas. Essa é a ideia, eu gostava de falar de evolução consciente.
É ter um caminho mais de consciência pra gente falar, poxa, que benção que eu tô purificando, que benção, que eu tô resgatando, olha, na próxima eu vou vir mais leve, né, mais leve do que essa, resgatando com mais possibilidades, com menos amarras, né, mas, se Deus quiser, mais consciente. Isso é que é importante. Isso é que é importante. Porque é o seguinte, você chega lá, o nosso lar, vou citando aqui os espíritos que estão lá, está lá o Tobias, está lá a dona Laura, o povo não tem, o pessoal está bem, gente, a casinha é legal lá, tem um pianinho, está trabalhando, entendeu?
Está numa vida que é a vida do espírito consciente, que já deseja o bem, que já trabalha pelo bem, que não quer mais prejudicar ninguém, que é responsável, olha que maravilha, né? Está ótimo, né? Maravilhoso, porque, poxa, eu sou de terceira ordem, mas eu tô ajustando, eu não tô estacionando, tô caminhando, tô andando aqui devagarzinho, mas tô caminhando pra frente, tô andando pra frente. Isso é que é importante, isso é que é importante, porque aí você tem, não é? Você vê criaturas lá que são narradas na série André Luiz, você vê eles lá se movimentando, trabalhando, fazendo um curso, aprendendo, olha que maravilha, olha que coisa boa.
É isso aí. Então, um abraço pra você, pessoal, antes de terminarmos, deem seus likes aí na live pra ela subir aí, pra ser bem divulgada, e vamos aqui de alívio pra gente pensar no finalzinho aqui, tá bom? Um abraço! Obrigada, amigos! Caminheiro no caminho Em busca da direção Da expulsão do paraíso A terra da promissão Do suor do vosso rosto Do excesso de vossos passos E crescerá no frio Calidade Semeador Em meio ao dor Vinde a mim Se estás cansado Meu peso é leve Jugo suave Já não é sentido a dor Em meio ao dor Vinde a mim Se estás cansado
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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