#044 – Estudo do Velho Testamento – Livro Êxodo

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No 44º episódio do Estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda a simbologia do Tabernáculo, a “Tenda do Encontro”, no livro do Êxodo. O estudo aborda a presença divina e a jornada evolutiva do espírito em busca da comunhão com Deus, explorando as três partes do santuário e suas correspondências com a escala espírita.

O que é estudado neste episódio

  • A Tenda do Encontro e a Presença Divina: Relembrando que o santuário simboliza a presença de Deus, Haroldo Dutra Dias destaca que a Tenda do Encontro representa a iniciativa divina de se manifestar e o movimento humano em direção a essa presença.
  • Transcendência e Imanência de Deus: É enfatizado que Deus é transcendente (insondável para qualquer criatura) e imanente (presente em tudo e todos), envolvendo o verme e o anjo com o mesmo grau de presença. A diferença reside na percepção de cada ser.
  • A Proximidade Divina e a Jornada Evolutiva: A proximidade com Deus é comparada à órbita dos planetas em relação ao sol: a intensidade da presença é constante, mas a percepção varia com o grau de proximidade. Cada degrau da jornada evolutiva é um passo em direção a essa proximidade, culminando na comunhão.
  • Intimidade e Afinidade com Deus: A intimidade com Deus pressupõe afinidade. Como Deus é a perfeição moral, cabe a nós nos purificarmos e nos educarmos moralmente para nos afinizar com Seus atributos, processo que Kardec chama de aprimoramento do senso moral.
  • A Lei Divina no Coração: A evolução nos leva a internalizar a lei divina, que deixa de ser um conjunto de regras externas para se tornar parte de nossa natureza íntima, manifestando-se espontaneamente. Paulo, ao dizer “já não sou eu quem vivo, é o Cristo que vive em mim”, exemplifica essa fusão com a lei.
  • As Três Partes do Tabernáculo: O Tabernáculo é dividido em três partes, cada uma simbolizando uma etapa da jornada espiritual e correspondendo à escala espírita:
    • Átrio Exterior: Representa os espíritos imperfeitos, onde ocorriam os sacrifícios de purificação.
    • Lugar Santo: Simboliza os espíritos bons, que ainda encarnam e trabalham na fidelidade e vigilância (candelabro aceso, pães trocados).
    • Santo dos Santos: Corresponde aos espíritos puros (primeira ordem), onde a presença divina é plena e a pureza moral é extrema. A Arca da Aliança, guardada por dois arcanjos, simboliza a lei divina e a governança planetária.
  • O Sacrifício no Velho Testamento e o Corpo Biológico: A necessidade de sacrifícios de animais no Velho Testamento é interpretada como um símbolo do sacrifício do corpo biológico na encarnação, que “espia o pecado” e contribui para a purificação do espírito. Paulo, em Hebreus, afirma: “Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste”.
  • A Doutrina Espírita como “Átrio dos Gentios”: A Doutrina Espírita é apresentada como a “terceira revelação”, que explica de forma racional e sem símbolos o que o Tabernáculo representava metaforicamente, tornando acessível a compreensão para aqueles que não entenderam as revelações anteriores.
  • A Grandeza do Espírito Humano: Haroldo Dutra Dias reflete sobre a grandeza do espírito humano, refutando a ideia de que somos “ínfimos”. Não somos pequenos, mas podemos ter atitudes e posturas ínfimas. Acusar-se de insignificante é, na verdade, acusar a Deus.
  • A Páscoa na Visão de Jesus: A Páscoa é ressignificada como o compromisso de Jesus, que foi o “cordeiro” do sacrifício, em contraste com nosso envolvimento. A verdadeira “paixão de Cristo” não foi a dor física, mas a “dor moral augusta” de amar e não ser amado, de querer reunir a humanidade sob suas asas e não ser compreendido.

Reflexões

  • A presença de Deus é uma constante no universo, igual para todos, mas nossa percepção e proximidade com Ele dependem do nosso grau de evolução e afinidade moral.
  • A Doutrina Espírita, ao desvendar os símbolos do Velho Testamento, oferece uma compreensão racional e direta da jornada espiritual, tornando a lei divina acessível e compreensível para todos.
  • A verdadeira humildade não reside em nos considerarmos insignificantes, mas em reconhecer a grandeza do espírito que Deus nos concedeu e em buscar aprimorar nossas ações e sentimentos para refletir essa grandeza.

Ler transcrição do episódio

Olá, pessoal. Boa tarde a todos. Boa tarde, Júlio. Boa tarde, Haroldo. Como é que estão as coisas? Tudo em paz, né? Sejam todos bem-vindos aí ao Estúdio do Êxodo. Hoje nós vamos falar um pouquinho aí das diferenças aí dos três níveis do santuário. Semana passada, né, Júlio, nós comentamos sobre aquela ideia da presença divina e o santuário como espírito, como ser essa presença de Deus. Vamos fazer uma revisão rápida disso e já começamos na diferença aí das três partes do santuário que também é presença, né? É como se a gente tivesse dividindo didaticamente aquele aspecto do espírito caminhando na direção da presença divina, da comunhão com Deus e também do criador descendo da do coração das alturas, como diz Maria Dolores, em nossa direção, pra que haja o encontro.

Por isso que é chamada de tenda do encontro. Então, a gente vai falar um pouquinho disso. Quais são os requisitos dessa presença? Porque ela é uma presença que exige algumas coisas de nós e aí é sobre isso que nós vamos falar. Define aí as três partes da tenda, as três partes do santuário, né? Mas que bacana. Vamos cumprimentar aí a turma. Não, boa tarde aqui rapidinho pra gente aproveitar o estudo, né? A a hoje aqui pra mim pareceu, acho que é, é que eu vou dar pra falar o nome, acho que é Gilda, que chegou aqui em primeiro lugar, todo monstro que eu coloquei no ar aqui, praticamente, a Gilda Brito, né?

Gilda deve estar aí, né? Aí eu falei com o pessoal, né, Arudo? Pra não esquecer de dar um like aí. É importantíssimo isso aí, né? Se estiver muito alto minha voz me fala que eu tô usando um microfone diferente hoje aqui, ó. Alvaro, que coisa. Arudo. E aí, José Roberto Que saudade sua. José Roberto, ele, ele, ele é o homem da pipoca de tilapia, depois te explico o que que é isso. Simone Soares, a Marta Pila, a Lúcia Cristina, Regina Célia, a Yara, a mãe do Thales, Yara Arbulo, mãe do Thales, dada de vitória da conquista.

Que maravilha. Sandra Maria, a Sandra Maria já deixou uma pergunta aqui de cara, viu Arudo? Eu falei com o pessoal pra trazer as perguntas de novo. Pois é, Júlio, hoje também a gente podia. Responder umas coisinhas, né? Pois é, a gente podia avançar, né? A Patrícia Simeonato, a Gleide Morim, a Leda Piovesan e vamos ver aqui quem tá aqui no final da lista, vamos ver quem chegou por último aqui, vamos ver. Quem tá aqui comentando, comenta aí. Nossa, mas o nome é Nil Dália Souza. Boa tarde a todos. Fabiano Rodrigues, Maria Ângela Vieira, a Clara Michelon, Rose Freitas, Sandra Damas, Adriana, olha aqui, ó.

Meu Deus do céu. A esposa do Cláudio. Ei Adriana, seja bem vinda, viu? Dando um abraço, um beijo aí pro Cláudio Marinhos. Saudade. Nosso querido. Saudade dos dois. Sandra Morine, Fátima Soares, aí ó, tá mandando boa tarde. Quem tem aqui, Sandra Morine querida, acompanha todos os canais aí, né Sandra? Tem né, Sandra participa com a gente lá no Estudo Matriz de Quatro também, maravilhosa. Tem Miss Leal, aí Bom dia, só tá dando boa tarde. É que ó, aí eu chamei você de de de de Álvaro, né? A a nova chamou você de Arnaldo, pronto.

Pô, que beleza, Arnaldo tá vendo aí o seu Arnaldo aí né? É o corretor, né? A gente preocupa no corretor pra tudo nesse mundo. Olha aqui, quem tá aqui? Tiago Paulino, aí saudades do Matriz de Quatro, né Tiago? Cê volta então, danado. É isso Arnaldo, vamos lá, né? Na semana passada a gente terminou falando um pouquinho sobre falamos sobre eu quero, eu posso, eu devo, nós falamos sobre os os crivos do do é bom, né? É é é é verdade? Verdade, bom e útil, né? E útil e então nós vamos hoje trabalhar essa temática aí e seguir e seguir compreendendo o tema, né?

É que a gente acabou abordando outras coisas, né? Mas o grande tema era a gente compreender o que que quando a gente fala do tabernáculo nós estamos falando de presença divina de presença e comunhão com Deus e por que essa tenda especialíssima era chamada de tenda do encontro? Então, nós eh nós dissemos que havia duas ideias claras nesse encontro ou ou melhor, dois movimentos, porque se é um encontro, duas pessoas estão se movimentando pra que haja o encontro, né? Duas pessoas precisam se movimentar na rota do encontro, né?

No caso da tenda do encontro, a a primeira pessoa, a pessoa que tomou a iniciativa do encontro, a pessoa que propiciou, que proporcionou o encontro é Deus, né? Então, o encontro se dá somente porque ele quer o encontro, porque ele deseja o encontro, né? Então, o primeiro a vir a manifestar sua presença é Deus e nós comentamos também que é é muito importante a gente se precaver, a gente tomar um cuidado muito grande com algumas armadilhas de pensamento, de raciocínio quando se trata de Deus. A primeira armadilha é confundir Deus com a criação.

Isso é panteísmo. Então, achar que se eu somar um planetinha com outro, com o sol, se eu somar tudo, eu vou ter Deus, né? O probleminha dessa equação é que é mais ou menos assim, cê soma todos os quadros do Van Gogh, só deixa o Van Gogh de fora, né? Então, não adianta você somar todos os quadros e confundir a soma dos quadros com o pintor, né? Achar que o pintor é a somatória da tinta, do pincel e do quadro. Então, isso nos nos remete a uma questão da transcendência divina que está também no poema Matéria Cósmica do Augusto dos Anjos.

Há algo em Deus que é insondável. Sim. Mas não é insondável pra nós espíritos imperfeitos. É insondável pra qualquer criatura, incluindo os Cristos. Há algo de Deus que é insondável. Então, na verdade, nós temos acesso dele somente aquilo que ele revela. E, pra ele se revelar, ele precisa se apresentar, se fazer presente, ele precisa manifestar a presença dele, né? Importantíssimo isso, nós não podemos esquecer isso. Então, isso é a transcendência de Deus. Deus é transcendente, mas ele também é imanente, ele também está presente, ele também resolveu que estaria entre nós, dentro de nós, ao redor de nós.

Então, essa é a ideia do fluido cósmico, da grande presença divina. Esse é o movimento de Deus. Independentemente, isso é muito bonito, né? Porque, mano, no Pensamento e Vida, capítulo 30, quando ele vai falar sobre o amor, o Emmanuel diz assim, que o Criador envolve, com o mesmo grau de presença, tanto o verme quanto o anjo, que o representa junto ao verme. Então, por que o Emmanuel está dizendo isso? Não existe uma diferença de intensidade de presença. O que existe de diferença é grau de percepção, porque a percepção do anjo, evidentemente, ela é muito mais ampla do que a percepção do verme.

O verme está começando a jornada. O anjo já chegou nos altos níveis, né? Nos altos degraus da jornada evolutiva. Então, é esse o sentido. Essa presença de Deus, ela é inteira pra todo mundo. Pra todo mundo. Então, não é porque eu, Júlio, quem quer que seja, estejamos num determinado grau de evolução, que Deus esteja menos presente do que ele está pra Jesus. A presença dele é uma constante no universo. Ela é igual pra todos. Pra todos. Não há distinção. A distinção é na proximidade. Veja, se você está em Mercúrio, se você está em Plutão, você vai sentir o sol de maneira diferente.

Então, em Mercúrio, o sol é muito intenso. Em Plutão, o sol é menos intenso. Mas, veja, isso não tem nada a ver com o sol. Porque o sol, ele está irradiando na mesma intensidade. O sol simplesmente irradia. A diferença é do grau de proximidade. E aí, nós entramos no outro aspecto, que é a jornada evolutiva. Cada degrau da jornada evolutiva é um passo em direção à proximidade divina. Então, é como se você saísse lá de Plutão e fosse avançando, avançando, avançando, até você chegar naquela órbita de Mercúrio ali que você está na presença plena.

Essa presença plena nós chamamos de comunhão. A comunhão com Deus. Então, esse processo de estreitar a órbita eu estou numa órbita distante. Deu me aproximar e cada vez orbitar a Deus, cada vez mais próximo. Esse é um movimento nosso. Esse é o nosso movimento. Então, tem um movimento dele e tem um movimento que é nosso. Como que isso está simbolizado na tenda do encontro? Na tenda do encontro tem a presença divina. Ela está ali. A nuvem da presença durante o dia, a coluna de fogo durante a noite. Está ali presente.

No entanto, as tendas que estão ao redor do tabernáculo, elas abrigam os moradores ali e esses moradores eles vão fazer aproximações dessa tenda. Eles vão visitar essa tenda. Eles vão se aproximar mais ou menos dessa tenda. Então, até aqui eu acho Vamos ver se tem alguém aqui no banco. Alguém já queimou o fusível aí, né? Parece que tinha uma pergunta. Você falou que tinha alguém que tinha perguntado. Ela perguntou uma outra coisa. Nós podemos voltar nela aqui depois. Quando você estava falando, Haroldo, dessa questão de Deus e dessa onde a presença…

me veio uma ideia, eu não sei como trabalhar, de que ele está sempre perto, dentro, fora. Porque não tem dentro e fora para ele, não tem perto e longe para ele, não tem tempo para ele, não é para Deus. E o que a gente aumentava com Deus era a intimidade. Eu fiquei pensando quando Jesus falou com os apóstolos, chamavam como amigos. A intimidade que a gente vai tendo é ser íntimo, que envolve o que? Haver troca, haver algo que você comece a despender de você, e que aquilo comece a criar conexões, conexão, intimidade.

Jesus começa a dialogar com os apóstolos, dialoga com eles, e Deus com a gente. Eu fiquei imaginando isso quando você estava falando. Exatamente, é o texto de João. João registra essa fala de Jesus. Se guardares os meus mandamentos, eu estarei em vós, e vós estarás em mim. Eu estarei em vós e vocês estarão em mim. O que significa isso? Significa que essa intimidade, ela pressupõe afinidade, afinidade. Mas, veja, Deus é a pureza moral, é a perfeição moral. Ele não vai deixar de ser puro pra se afinizar conosco. Então, quem tem que se purificar, quem tem que estabelecer um processo de educação moral, quem tem que estabelecer um processo de sabedoria e estabelecer um processo de comportamento, de conduta pra se afinizar com Deus, somos nós.

No curso da evolução, nós vamos adquirindo experiências, aprimorando a nossa inteligência, aprimorando nossos sentimentos, aperfeiçoando nossa conduta, ou como gosta Kardec, aprimorando nosso senso moral pra que cada vez nos tornemos mais afins, mais afinizados com os atributos de Deus. Isso naquela mensagem, aquela mensagem que é o clássico, a gente sempre sinta ela aqui como um gar com Deus, aquela mensagem do Emmanuel. Esse processo de adquirir afinidade é o processo da fidelidade, porque pressupõe que eu preciso me tornar íntimo dos mandamentos, das exigências, das exigências da lei divina, das exigências da divindade.

Quando eu treino, quando eu me afinizo com isso, aí, Júlio, vai criando essa intimidade. Essa intimidade já entra no terreno da comunhão. Então, é importante nós dizermos isso, porque até um determinado ponto da evolução, você diz assim, eu sigo, eu aceito, eu cumpro os mandamentos. De um determinado ponto pra frente, você não diz mais isso. De um determinado ponto pra frente, você começa a dizer assim, é assim que eu penso, é assim que eu sinto, eu já não, veja, a gente repete essa frase, não de problema, a gente repete as frases sem raciocinar, sem raciocinar.

O Paulo diz assim, já não sou eu quem vivo, já não sou eu quem vivo, é o Cristo que vive em mim. O que ele está dizendo com isso? Ele está dizendo assim, até um determinado ponto, eu encarava o Cristo como alguém que estava querendo me mostrar algo, querendo me ensinar algo, querendo que eu mudasse minha forma de pensar, minha forma de sentir, minha forma de comportar. Agora, ele não me impede nada, porque eu já sou assim, agora já sou eu, eu já não sei ser diferente do que eu sou hoje. Então, eu sei que isso é muito difícil, mas eu vou tentar dar alguns exemplos.

Então, assim, imagina a gente começou a aprender a tocar violão. Então, você está lá com o professor e fala, olha, você vai pegar aqui a mão esquerda, nossa, não, está errada, só a mão direita, nossa, aí você faz exercício, aí passam-se os anos, passam três, quatro, cinco anos, aí eu vou olhar você tocando, eu vou olhar para a sua mão esquerda e para a sua mão direita, não tem mais nenhum professor dizendo para você que a sua mão esquerda tem que ser assim, sua direita assim. Já é, o Júlio já é assim, ele já é automático, ele pegou o violão, a mãozinha esquerda dele, a direita, já é, já é, agora, isso já é o Júlio, aí o tempo vai passando, ele vai aprendendo, daqui a pouco o Júlio já é um concertista de renome internacional.

Aquilo que para mim está no manual, porque eu estou aprendendo violão, eu peguei um livro, eu peguei um método, eu peguei um vídeo, então, para mim, é um método. Para o concertista internacional, não é mais método, é ele. É ele. Então, tem um sujeito muito engraçado, tem um sujeito muito engraçado, que é o Du Assad, não é? Tem os irmãos aí? Sim, sim. Du Assad. Não tem o Sérgio Assad? E o, nossa, não tem o branco dele, o Eduardo Assad. É o Sérgio, não é? É o Sérgio, não. É o Sérgio e o… Nossa, me deu um branco aqui do outro.

E o outro que é engraçado. O outro toca, ele é meio caladão, mais caladão, mais introvertido, e o Sérgio é mais comunicativo, gosta de conversar. O Odair. O Odair Assad. O Odair é mais caladão. O Odair gosta de tocar. Ele não detesta dar aula. Ele não gosta de dar aula. E uma vez um aluno perguntou pra ele assim, Odair, qual que é o melhor método de violão? Qual que é o método que você mais gosta? Ele falou assim, o método sou eu. Porque é o seguinte, o sujeito é um gênio do violão. É um gênio. Você vê os dois tocarem e você fala assim, isso é sobrenatural.

É sobrenatural. Como que esses dois não perdem o compasso? É sobrenatural, não tem explicação. É um negócio sobrenatural. Então, o que eu estou querendo dizer com isso? Isso já se tornou eles. Já se tornou. Então, é a mesma coisa, Júlio, se você tivesse a oportunidade de… Alguém encontrou o molê, ô, seu molê, tudo bem? Tá bom? Olha… Como é que é a regra mesmo de pegar no pincel? Ele vai falar assim, ô filho… Esqueci, como é que é isso? Eu não sei qual que é a regra de pegar no pincel. Deixa eu te dizer por quê.

Porque o pincel e a minha mão são a mesma coisa agora. Não tem mais diferença entre o pincel e a minha mão. Então, a literatura bíblica, ela vai dizer assim… E eis que escreverei as minhas leis no coração desse povo. Então, até o ponto da evolução, a lei está fora. Você está sendo lembrada. Só que chega um dia, você vai perceber que ela sempre esteve dentro de você. Que ela faz parte da sua natureza íntima. E aí você manifesta ela. Essa é a fase da comunhão. Então, isso é importante nós pensarmos nisso, Júlio? Porque, veja, não tem ninguém pedindo para o anjo ser anjo.

Percebe? Nos mundos celestes não tem regra. Porque o anjo já é a regra. Ele já é a lei. Ele é o cumprimento. Ou, se você quiser, ele é a carta viva. Como o Cristo falou, né? Vocês estão assistindo a profecia, né? É. Não é bonito? Ele pega o rolo, ele pega o rolo, pega o rolo, abre, lê, fecha o rolo e fala assim, não tem mais rolo. Vocês querem ler a profecia? Ah, eu aqui. Sou eu. Você fez carne. Sou eu. Sou eu. E aí, eu e o pai somos um. O que é isso? Isso significa afinidade absoluta. Então, eles são um, não é porque Deus falou assim, meu filho, seja um comigo.

Não, é porque ele quer. O desejo, o querer dele já é esse. Não tem nada externo impondo a ele alguma coisa. Isso nós temos que entender. O anjo não está lá sendo anjo no mundo celeste porque tem algo externo impondo. Ele é assim. E aí, ele não consegue, ele não consegue e ele não quer mais ser imperfeito como nós. Então, Júlio, é a mesma coisa eu dizer assim, ô Júlio, pega o violão aí, ô Júlio, pelo amor de Deus, toca errado. Toca errado. Eu quero que você toque com a mão esquerda, você não consegue. Tem que fazer o mesmo esforço que fez para aprender.

Você não vai conseguir. Não tem jeito. Não, Júlio. Você não está entendendo. Eu queria que você tocasse como no primeiro dia que você tocou o violão. Ô, meu querido. Eu não sei mais. Isso não sou mais eu. Não sou mais eu. Então, na hora que você pega o violão, sua mão já pode… Você não percebe. Já vai, né? Já vai. Não tem jeito. Então, é a mesma coisa. Júlio, eu vou fazer um teste com você aqui. Vou fazer um teste aqui agora. Era lá, hein? Ó. Está vendo esse controlezinho? Estou vendo. Você está vendo? Estou. Viu o controle?

Agora, Júlio, eu quero que você não… Você não deixe de ver. Você desveja o controle. Acabou. Fala para mim assim, não pensa no controle. Desveja, desveja, desveja. Desveja. Desver, não tem. Só tem jeito de ver. Não tem jeito de desver. É só para frente. Caminha só para frente. Os dois movimentos. Agora, veja. Então, nós falamos de dois movimentos. Um movimento que é a presença divina, porque Deus se manifesta, porque é o seguinte. Se Ele não se mostrar, não tem nenhuma criatura que chegue a Ele, porque só há um Deus.

Só há um Deus. Então, não tem jeito de planeta virar sol. Nós temos que entender isso. Não tem jeito de criatura virar Deus. O Deus Supremo. O único. Então, o que acontece é a criatura se tornar o melhor que ela pode ser. A águia tem. Isso se chama… Kardec chama de a perfeição relativa da criatura. A perfeição relativa da criatura. Ela se torna o melhor. O padrão. O padrão ouro da criatura. Porque planeta virar sol… Eu fico imaginando que… Eu fico imaginando isso agora. Que quando a gente… Uma das coisas que você falou anteriormente, que eu queria ter falado, esqueci.

Que é assim. O processo é autoconhecimento. Quanto mais se autoconhece, mais conhece a Deus. Quanto mais se autoconhece, mais conhece a Deus. Mais autoconhece… Conhece a Deus, conhece o Criador. Na verdade, Júlio, é assim. Aí a gente tem que fazer só um reparo. Reparo. Quanto mais eu me autoconheço, mais eu conheço a parte de Deus que ele deixou em mim. Porque é só não confundir, achando que Deus inteiro está dentro de mim. Porque aí seria imaginar que um copo de mar é o mar todo. Sim, sim. Não é? Então assim, o copo de mar…

É mar. O copo de mar é mar. Mas não é o mar todo. É só tomar cuidado disso, né? Entra também num… Aí vamos trazer para a gente acrescentar nessa conversa, para a gente entender, porque aí quando eu falo disso, é lógico que eu não estou falando no âmbito de… É que você fala assim, olha, quando você recolhe um copo da água do mar, você traz para uma análise… Todos dizem, isto é a água do mar. Ou seja, tem os elementos do mar. Ok. É isso. Esse é o mar? Não. Mas o mar é composto desse elemento que você te trouxe para cá.

Porque quando o Cristo fala assim, né, que… Quando ele pergunta para os apóstolos, mostra-nos Deus, e ele vai falar. Você tem convivido com você há tanto tempo? Isso. E aí se confunde, Jesus é Deus? Mas quando Jesus… Aí você explica. É porque é assim, Júlio. Para a Terra, o Cristo é a lente que focaliza os raios do sol. Então você vai no seu quintal, pega uma lente… Essa brincadeira é boa, né? Uma folhinha de papel, uma lente, aí você vai polarizar a luz do sol. Aquilo tem uma potência. Você polariza aquilo ali, queima o papel, porque aquela lente está polarizando a luz do sol.

Só tomem cuidado, a lente não é o sol. Então, veja. O que Jesus está dizendo para Filipe? Filipe, deixa eu te dizer uma coisa, querido. Deus é infinitamente maior do que eu, mas a parte que Ele é maior do que eu, você não tem condição de perceber. Porque é assim, Júlio. Vamos fazer um raciocínio aqui. Tem uma reunião… A reunião. Lá em Andrômeda. Entendeu? É um encontro. Vai ter um encontro lá, os Cristos planetários… É um congresso. Os Cristos planetários com os Cristos, com o Cristo da galáxia. É um congresso, assim, grande, né?

Porque tem mais ou menos, em média, 200 bilhões de sistemas solares na Via Láctea. Então, tem 200 bilhões de comunidades de Cristos. Né? Então, chega aqueles bilhões de Cristos todos lá, diante do Cristo da galáxia. E aí, o Cristo da galáxia vai dizer para os Cristos dos sistemas solares, dos 200 bilhões de sistemas solares. Então, assim, gente, vocês não têm ideia da grandeza de Deus. Ai, ai… Então, o que é que eu estou querendo dizer com isso? Aí eles respondem pelo quê? Nem você. Exato. Porque… é infinito. Ai, ai…

É infinito. Infinito. Então, Júlio, é desafiador para você e é desafiador para o Cristo da galáxia. É, isso me faz pensar… Respirar. Respirar. Por quê, Júlio? É por isso que Jesus orava. Se Ele e o Pai, se eu e o Pai somos um, para que Ele orava? Eu e o Pai somos um significa que Ele está em afinidade, mas não significa que Ele sonda Deus integralmente, por isso que Ele ora. Ele ora para dizer assim, Pai, eu estou enxergando aqui, eu dei uma olhada aqui, eu estou enxergando aqui uns 10 mil anos para frente. Pai, eu queria saber, Pai, uns 20 mil.

Eu estou enxergando assim, eu estou percebendo aqui, vai ter uma crucificação, eu estou conseguindo enxergar aqui uns 10 mil anos para frente. E estou pensando isso, isso, estou percebendo essas tendências aqui, só tem alguma observação a fazer? Então, Júlio, imagina o Cristo da galáxia orando. Ele fala assim, Pai, eu estou administrando aqui esses 200 bilhões de sistemas solares? Eu estou conseguindo enxergar aqui mais ou menos um bilhão de anos a frente. Só tem alguma observação a fazer? Além desse um bilhão de anos a frente que eu estou enxergando, essa é aquela hora que a gente dá uma bandeja assim na perna, né?

Essa é a hora que o Chico falou assim, ô, irmão, volta, volta, volta. Eu vou tomar um cafezinho? Você vai tomar um café? Volta. Volta, porque aí eu já desestabilizei. Volta, eu vou tomar um cafezinho, vou assar um pãozinho de queijo, deixa eu voltar para o meu nível, porque deixa, deixa. Eu entendi, viu, Emmanuel, o que você quis mostrar, agora eu entendi, mas agora eu preciso tomar uma xícara de café. É um tema desafiador, né, Haroldo? E a gente tentando encontrar a paz dentro de nós, é conviver com ele, porque nós temos uma coisa boa aí ao mesmo tempo, que é justamente o fato da ignorância, né?

Desse esquecimento, dessa ignorância, da plenitude, que essa luz não segue em nossos olhos, essa luz não nos paralise, né? Tudo isso não nos paralise, porque o grande lance de tudo isso, eu já aprendi te ouvindo, é que nós temos que, em primeiro lugar, quando estivermos com muita dificuldade, com tudo isso, entender que esses são parâmetros terrenos, né? Imaginar distância, ou seja, imaginar tempo, ou imaginar número, quantidade, porque, por exemplo, a gente vive num mundo em que o quantitativo pesa muito, né? É, eu não diria nem terreno, eu diria assim, meio que do nosso universo físico, né?

É, não, eu estou falando assim, no âmbito do valor, né? Eu estou só viajando assim, porque eu acredito que esses espíritos tão elevados, eles não vivem num ambiente quantitativo, mas qualitativo. Então, entra numa outra base de medida que escapa pra nós, né? Você fala assim, ah, mas é quantitativo, tantos bilhões de anos, tantos bilhões de planetas, não, eu estou falando de qualidade, não estou falando de quantidade. Aí a gente entra num outro ponto, que é, aí você entrou num ponto maravilhoso, que é o ponto da pureza, pureza moral.

Por isso que pureza moral se alcança, porque pureza moral é qualidade. Conhecimento do universo é quantidade. Seu conhecimento sem, Sócrates, né? A sua ignorância sempre será infinita. Não importa o tamanho do seu conhecimento. Sim, é verdade. Agora, sua pureza moral, não. Porque pureza moral é qualidade. Então, a pureza moral eu atinjo. E aí a gente entra num grande tema aqui do tabernáculo. O tabernáculo é dividido em três partes. Então, significa que tem três grandes etapas para chegar na comunhão. Três grandes etapas.

A última etapa é a etapa da pureza extrema. Pureza extrema. Interessante, né? A pureza extrema. Então, para entrar no santo dos santos, a metáfora tem que estar pura. Tem que ter pureza extrema. Aí a pessoa fala assim, porra, Haroldo, mas o sumo sacerdote não entrava? Aí o que o Paulo vai nos dizer? Entrava não, visitava. Por isso que todo ano ele tinha que voltar. O único que entrou mesmo foi o Cristo. Porque ele entrou uma vez e acabou. Entrar é uma vez, entrou. O sumo sacerdote visitava. Por isso que todo ano repetia a visita.

Genial, né? Então, ali nós temos… É uma simbologia maravilhosa, sabe, Júlio? É maravilhoso porque essas três partes do tabernáculo são as três partes da escala espírita. A primeira parte que são os espíritos imperfeitos. A segunda parte que é o santo, o lugar santo. É do espírito dos bons. E o santo dos santos é dos espíritos puros. A terceira, né? Espíritos da primeira ordem. É por isso que lá no santo dos santos tinha o quê? Tinha o quê? Uma arca com os arcanjos. Os arcanjos. Dois. Dois arcanjos com a asa assim guardando a lei.

Dois, Júlio. Estou esperando você perguntar porque é dois, né? É… Eu estava aqui pensando, na verdade, o seguinte, né? É o arcanjo de Gabriel e o arcanjo de Colima. Por que dois, garoto? Se não, você não vai responder para a galera e eles vão ficar chateados. Eles já estão até postando aí, já. Por que dois? Júlio? Ah, porque Deus queira, sim, ué. É dois porque não é três, né? Nenhuma, estou brincando. Estou brincando. Por que dois? Júlio, Jesus é o governador do planeta, né? Não é isso? É, disse que sim, né? Emmanuel falou que é.

É, Emmanuel, Leão Denis, né? Quando ele encarnou, quem ficou governando, Júlio? No lugar dele? É. Eu não posso revelar, garoto. Não, mas não precisa pôr o nome, não. Aí é só você responder assim, ó. É só você responder assim. O outro arcanjo. O outro. Por isso são dois. Por que são dois? Um governou. Quando que governa, encarna, quem ficou? O outro. Por isso são dois. Olha só. Interessante ideia. São dois. Guardando a lei. A Torá. Eles são guardiões. Guardiões. Da lei. Agora foi fundo, né? Então, vamos lá. Entrada da tenda.

Que é onde está a Torá. As bacias de bronze. As bacias de bronze para para o derramamento de sangue. É a espíritos imperfeitos. Por quê? O que que purifica ele? Encarnar, desencarnar. Derramar sangue. Lugar santo. É aquele que está aqui, ele ainda está aqui ainda, derramando. Porque aquele sacerdote lá, eles revelam. Eles ficam. Faz o sacrifício, vai para o lugar. Não é porque eles são sorteados, vocês lembram? É a classe dos bons espíritos. Eles ainda encarnam. Eles ainda têm que vir aqui fazer sacrifício. Por quê?

Porque eles trabalham no lugar santo por turnos. Eles não ficam ali permanentemente, Júlio. Sim. O que que tem aqui? O teste da fidelidade. O teste da fidelidade. Você quer ver? Não pode apagar o candelabro. Já imaginou, Júlio? Nossa, esquecia o café. Esqueci o café no fogão. Não é assim que você fala? Nossa, esqueci de apagar. Não pode. Jesus tem que manter o candelabro aceso. Esse é o teste da fidelidade. O candelabro tem que estar aceso. 24 horas. Não pode apagar. Os pães? Não pode apagar. Os pães têm que ser trocados, não pode murchar.

Percebeu? Então é mais ou menos assim, Júlio. Você vai vigiar três tartarugas. Não pode fugir nenhuma das três. Ali é o teste da fidelidade. Agora. O santo dos santos. Acabou, Júlio. Entrou na comunhão. Por isso que o sumo sacerdote hebreu, na verdade, ele não entrava. É isso que Paulo vai dizer em Hebreus. Ele não entrava, ele só visitava. Todo ano ele tinha que voltar. E ele mesmo tinha que oferecer sacrifício, então ele não entrou. A gente só conheceu um sumo sacerdote que entrou de verdade. Jesus. Jesus. É. Essa imagem, né, da estrutura do templo, ela se desdobrando em várias percepções, na escala espírita, no desenvolvimento.

A gente tem um estudo do Matos de Tio Cláudio, uma mensagem que trata desse processo, que é muito legal, que fala essa coisa, que vai dando esse limiar de um para outro, as coisas que nós vamos vencendo para estar nesses lugares. Não é uma coisa simples. Você vai falar de fidelidade a Deus, você vai falar de vigilância. Eles até comentam num texto que isso vai sendo o limiar da terceira para a segunda ordem e tal perdão automatizado. A gente pensa assim, perdão tem de outro mundo. Então, aí ele fala o automatismo do perdão já ali pra você entrar nesse processo de fidelidade a Deus, né, porque você imagina alguém ali dentro que numa situação ainda de pensar se vai perdoar.

Então, assim, é interessante a gente pensar nesses aspectos, nesse processo que está ali. A gente começou, você prometeu da gente fazer o papel inverso, né, de começar lá no Santo dos Santos, né, nós estamos ali falando de Deus e tal pra gente entender. É isso mesmo. Até porque… Tem uma cena aqui. Oi, Júlio. Eu ia falar que é interessante porque entender, a gente entender a que Deus nós estamos sacrificando. Porque quando você está na Sama dos Santos, você está trabalhando essa compreensão de Deus, é importante pra gente entender todo o processo do lugar santo e também ali do pátio, né, também.

Porque tem sacrifício, né, às vezes a gente está fazendo sacrifício, fazendo sacrifício por um Deus que… Grande sacrifício, né, Júlio? Grande sacrifício. Então, não é bem hoje, não dá pra gente entrar nisso, porque nós vamos ver isso à parte, a questão do sacrifício. Nós temos que entender assim, por que alguém tinha que levar um animal pra sacrificar? Todos nós trouxemos um sacrifício ao encarnar. Esse sacrifício, Júlio, é nosso corpo biológico. Uai, Alô, não estou entendendo. Então, vou resumir. No final do processo da encarnação, ele vai sair morto.

É forte, né? Então, você está conduzindo ele para a morte. Mas, veja, ele espia o pecado. A purificação do Espírito se dá por ele. Esse é o mistério do sacrifício que está lá no Velho Testamento. Depois eu vou entrar nisso, tá? Não vamos entrar nisso aqui agora. Ou, bem rapidinho, vamos voltar pro outro lado, senão a gente se perde. Por isso que Paulo fala assim, sacrifício não quiseste, mas corpo me preparaste. Onde está isso, Alô? Hebreus. É isso. Mas a gente vai ver isso com calma, vamos, né? Vai ter seu tempo, né?

Senão a gente complica aqui. Agora nós temos que entender a estrutura geral. A estrutura em três. Essa estrutura em três é um simbolismo. O simbolismo dessa estrutura. A terceira revelação explicou numa linguagem racional clara e sem símbolo. Mas, quando você vai lá no Livro dos Espíritos e começa a ler da questão 100 até 115, 117, que é quando acaba a escala escrita, você está lendo sobre o tabernáculo. Aquilo ali é o tabernáculo. Só que dito sem símbolo, sem simbologia, sem metáfora, dito, ó, acabou. Acabou. Né? Então nós vamos ver isso.

Então, semana que vem, se preparem, se preparem, semana que vem nós vamos ler a escala escrita e nós vamos fazer uma leitura comparada. Eu vou ler uma descrição da primeira parte e ler a descrição dos Espíritos em Perfeito, da primeira classe. Eu vou ler uma descrição do lugar santo e vou ler da segunda parte. Vou ler do Santo dos Santos e vou ler da classe dos Espíritos Puros. Aí nós vamos ver. Pra gente poder entender isso, pra gente poder enxergar. É a mesma coisa. Uma delas está sendo dita numa linguagem simbólica, metafórica, a outra está sendo dita numa linguagem racional, objetiva e direta.

Aí é isso. Haroldo, pessoal, eu vou fazer uma pergunta maluca para o Haroldo que vocês relevem. Isso aconteceu, eu venho falando do Santo dos Santos, do lugar santo e ali o pátio, né? Me parece que, tipo assim, na ordem das revelações, a mais próxima do Santo dos Santos é a primeira. A do lugar santo me parece ser a segunda. E a terceira eu estou falando pra esse monte de gente ainda que está lá de fora que não resolveu a vida. Não falar sem símbolo, porque eles não estão entendendo nada. Eu tenho que tirar o símbolo deles.

Me parece uma linguagem… No fundo, é isso mesmo, Júlio. Se pensar do ponto de vista pedagógico, a doutrina espírita é o atrio dos gentios. Não é possível. O que ela está fazendo é explicar pra quem não entendeu. É explicar pra quem perdeu a fé. É isso aí. Nossa. Me veio tão forte esse pensamento que… É uma… Olha, já que a turma não entendeu, já que a turma não compreendeu, não sentiu, vamos explicar… Vamos fazer um trabalho extra aqui? Vamos explicar mais detalhado, porque eles são… olha que o coração deles é tardio no entendimento.

Está escrito lá, no profecia. O coração deles se endureceu. O coração deles é tardio no entendimento. Nós vamos ter que explicar um pouquinho mais. Senão eles não vão conseguir avançar, não. Não tem problema, Júlio. Olha, a misericórdia de Deus é infinitamente mais criativa do que a nossa arrogância. Sim. Do que a nossa teimosia, do que a nossa resistência. A misericórdia divina é infinitamente mais criativa… Eu ia usar uma palavra, mas não vou usar, porque… do que a nossa resistência, do que a nossa incompreensão.

É isso aí. O tempo todo que você fala, que a gente conversa aqui, me vem, sabe? E eu ia falar primeiro que, para tanto, Jesus nos deu a lição dos trabalhadores da última hora. Não é? Nós tivemos essa lição para entendermos a importância desse momento para nós. Não nos diminuir. Um pouco atrás alguém comentou, se você estava falando isso, para mostrar quanto a gente é ínfimo e para que a gente tenha humildade. E eu fiquei pensando, ainda não te perguntei a sua resposta, mas acho que nós não somos ínfimos nesse aspecto, porque o que nós não sabemos é reconhecer a nossa grandeza.

Vivemos como se fôssemos pequenos. Porque esse negócio da gente ficar eu sou ínfimo, não sei o quê, isso aí é humildade de padaria, né? Pois é. Só extremos. Deus não faz nada ínfimo. Deus não faz nada ínfimo. Deus não faz nada ínfimo. O que nós podemos ter são atitudes ínfimas. Postura ínfima. Ser ínfimo, não. Você não é ínfima. Você não é pequeno. Não, você não é pequenino. Você pode falar de forma pequenina. Você pode agir de forma pequenina. Você pode amar de forma pequenina. Você pode se comportar de uma maneira muito pequenina e mesquinha.

Mas você não é isso. Não é. Porque quando eu disse eu sou insignificante, você está achando que está sendo humilde? Não, você está acusando Deus. Está desenderecendo você, não. Está desenderecendo Deus. Então, alto lá. Alto lá. Se você resolveu pegar um Stradivarius, o violino mais caro do mundo, que tem o melhor som, e transformar ele em um vaso para cultivar alface, o problema não é do violino. É. É. Eu quero trazer uma frase do Mário Cardoso aqui, que eu achei tão linda. Até vou te dizer que eu não tive capacidade de ir tão fundo na frase dele, mas deixa eu ver se eu acho ela aqui.

Ele fez uma comparação. Aqui, olha. Na hora que a gente estava conversando, ele falou isso, olha. Isso. Linda, não é? Bonito, bonito mesmo. Depois, se tiver um autor, se ele for um autor, ele fala para a gente. Achei muito legal. A partitura musical comporta, entre linhas, é bonito, não é? Porque a gente pensa assim, o silêncio numa música, amigo, não existiria som se não houvesse o silêncio. Não existiria… Como é que é a música do violino? Pausa é nota. Existe a luz, se não fosse a escuridão. Eu dizia para o nosso filósofo Lúcio Santos, né?

Olha só. Nós estamos começando aqui no C, um trabalho típico que a gente fez, típico do Natal, que é o advento, que a gente chama, né? E esse agora, a gente vai começar o advento da Páscoa. Eu quero te lançar um desafio de último momento. Porque o desafio de trabalhar a Páscoa é trabalhar a Páscoa na visão de Jesus. Como seria para você a Páscoa na visão de Jesus? Eita, hein? É bonito, né? Porque na nossa visão é a gente celebrando em torno de um cordeiro, né? Na visão do Cristo é ele sendo o cordeiro. Eu ia dar um exemplo aqui, mas assim, a diferença entre estar envolvido e estar comprometido, né?

No café da manhã, ovos com bacon. A galinha está envolvida, o porco está comprometido, né? Então, na Páscoa, o Cristo está comprometido. Nós estamos envolvidos. Ele está comprometido. Porque o sacrifício foi ele. O sacrifício da Páscoa foi ele. Foi a vida dele. Bonito isso, né? Esse tema foi anunciado e veja, Júlio, esse tema foi anunciado várias vezes. Ele foi anunciado lá em Gênesis. Abraão leva Isaac para se sacrificar. Então, na hora que ele vai se sacrificar, ele fala, não, não, não. Não, não. O cordeiro está ali.

Aí, tinha um cordeiro amarrado no espinho pelo chifre. Olha que coisa. Aí, o tempo passa, o povo está escravo lá no Egito e aí um cordeiro teve que ser sacrificado para poder salvar uma família. Então, esse tema já estava sendo anunciado, né? Já estava sendo anunciado. Alguém faria um supremo sacrifício. Um supremo sacrifício. Para que a gente pudesse… Eu vou terminar, Júlio, porque já estamos… Eu sou apaixonado com Star Trek. Jornada nas Estrelas. Assisti o último episódio hoje. Não, e agora está com o novo aí, que é o Discovery, temporada nova.

Está bonito, né? Então, Júlio, tem uma cena tão bonita na Star Trek que eles chegam num planeta, vão visitar um planeta lá e o pessoal está muito bruto ainda, sabe? Está muito bruto. Os costumes, muito bárbaros. E aí, o Spock diz assim, não, é natural. É natural. É natural. É porque o Cristo deles ainda não chegou. Olha só. Eles não receberam ainda o Cristo deles. Hora que eles receberam o Cristo deles. Isso muda. Isso muda tudo. Deixa o convite ao pessoal todo que está com a gente aqui. Estão todos convidados para a gente poder fazer uma reflexão mais profunda em torno dessa temática que precisa ser tão ressignificada, não é, Haroldo?

O que envolve não como Natal e Nascimento, mas envolve uma cruz no meio, na história, envolve a morte, e isso tudo precisa ser ressignificado dentro de nós, não é, Haroldo? Eu acho que a gente fixa muito, uma vez eu estava até com o Frei, o Frei Natariel, é um padre muito querido, amigo, sabe? E foi bacana porque era um padre, então eu falei assim, ai, Haroldo, a gente está muito fixado no Jesus crucificado. É tudo Jesus crucificado, é tudo sofrimento, a gente só lembra disso, porque a gente ficou muito impressionado com isso, sabe, Julio?

Essa é uma parte que ocorreu mesmo. Isso ocorreu. O negócio foi meio brutal mesmo. Foi muito violento. Mas Jesus estava focado nisso não, Julio. Ele estava focado nisso não. O sacrifício ali foi de outra ordem. Foi de outra ordem. Por isso que o Emmanuel diz assim, falando da gente. Eles estão muito fixados na dor física do Cristo, mas não tem dimensão da dor moral dele. E tem uma cena bonita, Julio, que tem aquela cena, que é o cinco, coração de Jesus, não é? Sim. O coração de Jesus. Sim. Está dando um retorno, está dando um retornozinho.

E tem uma… Tem essa imagem, tem uma imagem de que Jesus está com esse coração na mão. E ele diz para uma santa assim, quando ela estava num momento de muito sacrifício da vida dela, ele diz para ela assim, ah, agora você vai entender, agora você vai entender o que é amar e não ser amado. Esse é o sacrifício. Esse é o sacrifício. Essa é a paixão de Cristo. A paixão de Cristo não é a cruz, o soco, a espada do soldado, porque esses aspectos da dor física, abre aspas palavras de Emmanuel, são fogos de artifício diante da verdadeira dor moral augusta do Cristo.

Aí o Emmanuel diz, está lá no consolador, aí o Emmanuel diz assim, mas como as crianças não conseguem entender nada que se afaste do brinquedo delas, fica difícil de entender. Porque nós somos tão pegados ainda a corpo, que se não tiver corpo, a gente não entende. O homem não teve dor? Não teve corte? Teve, teve isso tudo. Teve soco, teve espada, teve corte, teve muito, teve tudo. Teve tudo. Mas, esse sofrimento diante da dor moral, de amar o mundo, é você, Júlio, construir uma casa, Júlio. Constituir uma família. Dar tudo pra essa família.

E quando você conclui, você é expulso da casa. Então, quando a gente entra nessa dimensão, aí a gente começa a entender o Cristo. Então, pra mim, Júlio, pra mim, é uma preferência. Aqui é o Aroldo, é o CPF. É o meu CPF. Pra mim, a frase mais tocante daquele momento da crucificação, a frase mais tocante, que eu acho que é onde Jesus revela o que ele está pensando daquilo, não o que os outros estão pensando. O que ele está pensando. Ele diz assim, ó Jerusalém, Júlio, como quis te reunir como uma galinha faz com os pintinhos.

Já imaginou, Júlio? Você aí, tentando, ô minha filha, ô meu filho, ô Bernardo, ô Bianca, vem cá. Ô meu Deus do céu, vem cá. Deixa o papai, cuidado, filha, ô filho. Nossa, como que eu quis reunir vocês debaixo das minhas asas. É. Ali, pra mim, era ele dizendo, ó, disso tudo aqui eu vou dizer pra vocês o que que eu estou sentindo. Como que eu gostaria de colocar vocês tudo debaixo da minha asa. Porque se vocês deixassem, eu ia levar vocês pro mundo celeste. Mas, bom, vamos que já… Nossa, fomos fundo, Aroldo, fomos fundo.

Foi ótimo, foi muito bom, boas reflexões, seguir nesse caminho de compreender todas essas coisas que têm travado tantas vezes os nossos sentimentos, né? Quanto a Deus, quanto a vida, e muito bacana. Obrigado a todo mundo que está aí, obrigado pela participação, pela presença, desculpa também novamente, vamos voltando com as perguntas nas outras vezes, e vamos em frente. Quem puder, participe com a gente lá nesses estudos da Páscoa, que vai ser muito legal. Aroldo, um abraço pra você, um beijo, fiquem com Deus. Vou botar a vinheta aqui.

Isso aí, pessoal, muito bom, né? Muito obrigado por vocês estarem conosco aí. Fiquem todos com Deus. Beijão.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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