Neste episódio do estudo do Velho Testamento à luz da Doutrina Espírita, Haroldo Dutra Dias aprofunda a análise do livro de Êxodo, focando na simbologia do Tabernáculo e sua importância para a jornada do povo hebreu no deserto. O estudo destaca a não-linearidade da peregrinação e a complexidade dos símbolos bíblicos, que exigem uma compreensão mais profunda do que a literal.
O que é estudado neste episódio
- A Peregrinação do Povo Hebreu: A discussão inicia com a analogia da peregrinação não-linear do povo hebreu no deserto, comparando-a a um movimento em espiral, que reflete a complexidade do aprendizado espiritual.
- O Tabernáculo como Centro de Gravidade: É enfatizado que o Tabernáculo era o centro de gravidade da peregrinação, com as doze tribos organizadas ao seu redor em formação de cruz. Este arranjo simboliza a centralidade do divino na jornada evolutiva.
- Tabernáculo: Guia e Modelo: O Tabernáculo é apresentado como “guia” (pela nuvem de dia e coluna de fogo à noite, que indicavam quando parar e seguir) e “modelo” (determinando a organização e o posicionamento das tribos).
- O Evangelho como Chave de Leitura: Haroldo reitera que o Evangelho é a chave para a compreensão do Velho Testamento, e a Doutrina Espírita, por sua vez, é a chave para ambos, revelando os significados mais profundos.
- O Tabernáculo e a Unidade Divina: A ideia de “gravitar em torno da unidade divina” (referência à questão 1009 de O Livro dos Espíritos) é conectada ao Tabernáculo como um centro de gravidade da evolução espiritual, simbolizando Deus e seus prepostos, como Jesus.
- Jesus como Expressão de Deus: É discutido que Jesus não é apenas uma figura isolada, mas a expressão e presença de Deus na Terra, um “porta-voz” eleito pelo próprio Criador.
- A Parábola da Videira Verdadeira: A passagem de João sobre Jesus como a videira verdadeira e nós como os galhos é explorada, destacando a importância de frutificar para evitar o “machado” (corte) e receber a “tesoura” (poda) para o crescimento.
- A Centralidade de Deus vs. o Ego: A remoção do Tabernáculo (Deus) do centro leva à idolatria e ao egocentrismo, onde cada indivíduo busca ser o centro, perdendo o fio condutor da evolução.
- Confiança em Deus: Diante da complexidade da vida e da dificuldade de compreender os desígnios divinos, a confiança em Deus é apresentada como essencial, pois nem tudo pode ser entendido pela mente humana.
- Parceiros de Infortúnio: A ideia de Bert Hellinger de substituir “vítima” e “algoz” por “parceiros de infortúnio” é citada para ilustrar a complexidade das relações cármicas e a interconexão das vidas.
- Os Três Crivos (Verdade, Bem e Útil): A importância de aplicar os crivos da verdade, do bem e da utilidade às informações e experiências da vida é ressaltada, ajudando a discernir o que deve ser guardado e o que deve ser esquecido.
Reflexões
- O Tabernáculo, como centro da peregrinação, simboliza a necessidade de manter Deus (ou seus prepostos, como Jesus) no centro de nossa própria jornada evolutiva, evitando o egocentrismo e a idolatria.
- A compreensão dos símbolos bíblicos e da vida exige uma perspectiva que transcende o literal, utilizando o Evangelho e a Doutrina Espírita como chaves para desvendar os profundos ensinamentos espirituais.
- Diante da complexidade das interações e dos desígnios divinos, a confiança em Deus e a busca pelo que é verdadeiro, bom e útil são fundamentais para o crescimento espiritual, transformando as “areias” da experiência em “pérolas” de sabedoria.
Ler transcrição do episódio
Jesus está comigo em todos os perigos Ainda que me sinta só confio que Jesus olha por mim Jesus está comigo, não me abandonará Levanta os olhos e contigo a vida eu convide a superar Jesus está comigo nas minhas alegrias E todo o seu amor é um motivo a mais pra perdoar Pois Ele está comigo, Jesus está comigo Já não me sinto só morro A dor é passagem, gravais o amor de Deus É luz que nunca vai se apagar Jesus está comigo É assim que a gente tá se apegando, né, Rodolfo Alves? Exatamente, exatamente. Pois e aí, Haroldo, estamos bem?
Estamos felizes? Como é que estamos aí, né? Bem, graças a Deus. Trabalhando muito, muita palestra. Você fez essa semana passada em Goiânia, né? O evento em Goiânia foi? Foi o congresso de Goiás, né? Que vem vai ser presencial, se Deus quiser, né? Se Deus quiser, né? Se Deus quiser que nós não estamos sentindo falta, viu? E também tem feito outras coisas também? Tem os estudos que tem feito aí, né? Pois é, Júlio, agora a gente tá com a live toda terça, quarta e quinta no Espiritualidade de Vida. Qual que é que tá sendo agora?
Terça é Carta de Paulo, quarta é Evangelho de João, quinta-feira o nosso Lá. Sexta-feira aqui, Êxodo. E segunda é o dia que eu deixo pra poder fazer palestras. A convite, né? E enquanto o pessoal manda e-mail achando que é pouco, às vezes alguns finais de semana eu faço também. Tem gente que fala, ué, você abandonou o Espiritismo? Pois é, só tô fazendo seis lives por semana. Aí chega o Chico pra você e fala, Seu Haroldo, é tão bom devolver, né? É tão bom, né? Ah, meu filho, tá pouco mesmo, tá pouco. Eu psicografava doze horas.
Você tá fazendo só uma hora de live, meu filho. Reclama não. Tá ótimo, né, Haroldo? Tá bom demais. E que horário que tá sendo essas lives da noite, Haroldo? Então, você lembra sempre o meu horário? Sempre dezenove horas, horário de Brasília, Júlio. Sim. No Espiritualidade de Vida, né? Sempre dezenove horas. Porque às vinte horas eu tenho a live, mas aí é no canal profissional, que não tem conteúdo religioso, né? É às vinte horas. Terça, quarta e quinta também. Aham. E aqui, o nosso estudo. Importante isso, né? Até que muita gente pergunta, Ah, mas tem um monte que é ao ero.
Tente divulgar isso melhor. É. Porque nós temos aqui toda sexta-feira, né? Isso mesmo. É isso aí. E nós estamos precisando marcar antes de gravar um novo Boa Nova, hein, Haroldo? Gravar os Boas Novas. E agora vamos ter que tomar força total. É isso aí. Mas vamos lá. Eu vou ter que combinar isso. O que é que nós temos pra hoje? Eu pedi pro pessoal falar aqui como é que foi na outra semana, não sei se eles responderam. Deixa eu ver. Eles fizeram a recuperação. Ah, é bem. Me relembra aí, Haroldo. Como é que foi semana passada?
Hoje eu tava querendo, Júlio. Porque assim, a gente tá fazendo um processo aqui que não é linear. Sim. E é importante que todo mundo entenda isso. É. Até porque o povo hebreu não peregrinou no deserto linearmente. Eles ficaram andando em círculos. Em círculo não, em espiral. Então eles davam uma volta e avançavam um quilômetro. Dava mais uma volta, avançava. Por isso que demorou por 40 anos, né? Então, nós também. A gente vai, volta, vai, volta. Porque é um simbolismo difícil. É um simbolismo difícil. E ele é difícil por quê?
Porque se eu chegar e falar assim, ó. Café é café. Café a gente bebe. É um símbolo fácil. Porque café é café e acabou. Pão de queijo é pão de queijo, café é café. Aqui, tabernáculo é 70 coisas. Não tem esse negócio de, ah, tabernáculo é isso. Tabernáculo é A. Tabernáculo é letra D. Não. Tabernáculo é letra A, B, C, D, F, G, H, I, J, L, N. Essa é a dificuldade desses símbolos densos que nós estamos estudando. Mas quando a gente compreende isso, a nossa postura perante o símbolo muda. Nossa postura perante o símbolo muda.
E por que eu estou dizendo isso? Hoje eu queria trabalhar, eu queria fazer um recuo. Um recuo para a gente poder avançar com mais segurança. E eu queria dizer, hoje, eu queria destacar duas coisas que o tabernáculo é. E aí, quem estiver com o caderninho, quem estiver anotando, anota. Anota. Anota porque é precioso. É precioso. Então, primeira coisa que eu… Porque, imagina, eu tenho um povo que está peregrinando no deserto. Aliás, é até bacana, que o pessoal pode até assistir a novela da Record. Você conhece a novela da Record?
A Bíblia, não é? E o povo está muito joadão, atravessado lá o joadão. Então, assim, a novela lá da Record está acabando mesmo. Eles estão na nossa frente. Nós estamos ainda… Eles já acabaram, já entraram na Terra Santa, já atravessaram o jordão, já estão indo lá para tomar a Jericó. E você está gostando? Está sendo bom? Está sendo legal? É uma produção muito bem feita, né, Júlio? Apesar de que a narrativa é muito parada, como uma novela, fica criando o episódio e tudo, mas está uma produção boa, atores bons, e aí justiça seja feita, umas falas muito fiéis ao texto, né?
Ah, sim. E tão fiéis que a gente tem que entender os símbolos também, né? O jordão abrindo, não pode interpretar literalmente. Mas é bacana porque dá para a gente uma dimensão… Você assiste ali e você tem uma… Ah, então, olha só, né? E por que eu estou citando isso? Porque ela é uma fala das tribos. As tribos caminhando juntas. Nós não podemos esquecer que são doze tribos. E tribos, para ficar fácil, é mais ou menos se você chamasse para viagem Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Distrito Federal, Paraíba, Ceará, são os estados.
É difícil. Imagina, né? Imagina, né? Você está ali mais de duzentas mil pessoas peregrinando, e essas pessoas estão divididas ali de acordo com as suas identidades, que são como os estados. Então, o povo gaúcho tem uma identidade, o povo mineiro tem outra, o povo do Espírito Santo, Capixaba, tem outra identidade, o carioca tem outra, o paulista, né? O paulistano. Então, as tribos são essas identidades dentro de uma nacionalidade. E essas tribos, elas peregrinavam de forma organizada. E, por incrível que pareça, a gente já falou isso, se você olhasse de cima com um drone, você ia ver que o formato era uma cruz, que ironia, né?
Quatro tribos na frente, três tribos na frente, três atrás, três à esquerda, três à direita, mas à frente de que? Atrás de que? À esquerda e à direita de que? Do tabernáculo. Do tabernáculo. Então, vejam, quem está deslocando? Isso que eu gostaria de reforçar. Esquece as tribos. Quem que está peregrinando? O tabernáculo. O centro de gravidade é o tabernáculo. Quem está andando, se deslocando, é o tabernáculo. As tribos estão peregrinando ao redor do tabernáculo. Então, eu tenho três tribos adiante do tabernáculo, três tribos na retaguarda do tabernáculo, três à esquerda e três à direita.
4, 3, 3, 12. Eles estavam, estavam conscientes. Essa estrutura e essa forma de deslocamento foi passada, foi desenhada por Moisés. Foi desenhada. Tinha o momento de parar. Cada grupo de três tribos tinha uma bandeira. Uma bandeira era um touro, a outra era uma águia, a outra era uma figura humana, a outra era um carneiro. Olha que interessante! Tinha até uma simbologia, identificando ali os grupos, as tríades. Tríade. E, aí, é bonito porque você acaba formando quatro pontos cardeais, quatro pontos cardeais ao redor do tabernáculo.
Eu acho importante. Eu acho importante a gente entender isso. A Silvia está perguntando. Não, naquele tempo, cruz não tinha símbolo nenhum. Cruz não era nada. Naquele tempo, cruz não tinha significado nenhum. Nenhuma simbologia. Depois, lá na frente, cruz vai ter um sinônimo de morte, de pena de morte. A cruz só vai ter uma simbologia a partir do Cristo. E, é por isso que o Paulo diz o Cristo explica a Escritura. Porque, a partir de Jesus, eu volto em Êxodo e compreendo porque o deslocamento se deu daquela maneira.
Ou seja, o Evangelho é chave de leitura do Velho Testamento. O Evangelho é chave de leitura do Velho Testamento. E a Doutrina Espírita é chave de leitura dos dois. Não é? A base está ali. Então, vamos lá. Quem está… Isso é maravilhoso. Porque… Pensa comigo, Júlio. São as tribos que estão guiando o tabernáculo Não é o tabernáculo que está guiando as tribos, Júlio. É o tabernáculo. Então, gente… Eu não entrei ainda nos dois pontos, não, tá? Estou só fazendo a introdução aqui. Vamos chamar esse tabernáculo de tabernáculo-guia?
Vamos chamar ele de tabernáculo-modelo? Então, a partir de agora, nós vamos chamar o tabernáculo de tabernáculo-guia-modelo. Por que guia? Eu já li esse texto aqui. Eu já li isso aqui. Quando a nuvem começava a andar de dia, o povo começava a andar. Escurecia. Quando a coluna de fogo parava, o povo parava. Então, quem está guiando, gente? Quem está guiando? É a nuvem e a coluna de fogo que estão guiando ou é a tribo que está guiando? Está evidente… Está evidente… que é a nuvem da presença, a xerriná e a coluna de fogo.
Quando ela anda, as tribos andam. Quando ela para, as tribos param. Chegou no sábado, ela parava. Parava. Depois voltava a andar. Então, quem é guia? Quem é guia? A xerriná. E onde que está a xerriná? Em cima do tabernáculo e atravessando o tabernáculo. A nuvem da presença é a presença de Deus no tabernáculo, em cima do tabernáculo, de lado. É a presença envolvendo o tabernáculo. E a coluna de fogo sai do tabernáculo e vai no céu. Ela liga a terra ao céu. Entre a terra e o céu. Entre a terra e o céu. Já ouviu essa expressão, Júlio?
Entre a terra e o céu? Você está sem áudio. Você está sem áudio. Tem uma vaga lembrança disso aí. Já ouviu isso, Júlio? Entre a terra e o céu? É, rapaz. Eu acho que já ouvi isso em algum lugar. Começa com André e termina com Luiz. Francisco e Xavier, né? Começa com Francisco Cândido e termina com Xavier. Eu estou com uma imagem aqui que eu estava procurando, desse negócio que você falou, para ver se a gente vê. Tem uma imagem aqui bonita, deixa eu tentar colocar ela na tela. A gente mostrou no livro aqui, né? Eu não sei se…
Acho que tirou um print aí da tela, não foi? Vamos ver aqui. Deixa eu compartilhar aqui minha tela. É legal a gente ver isso que você está falando. Compartilhar a tela. Compartilhar a tela. Vamos lá. É… Deixa eu achar aqui. Aqui. Vamos lá. Olha aqui, vamos ver aqui. Está vendo essa no canto aqui? É isso aqui? É isso aí. É isso aí. Agora aqui, Júlio, o acampamento está sendo mostrado de uma forma muito… Aí a gente não consegue ver a estrutura do deslocamento, né? Ah, sim. É, a gente não consegue… É que a gente vê como se estivesse tudo junto, né?
A gente não consegue… Você falou o quê aqui? Tantas do lado, tantas do outro, né? Então você tinha três tribos à frente, três tribos atrás, três tribos à esquerda, três tribos à direita. Sim. Aqui tem outras imagens, mas… Aí está o tabernáculo. Então, ou seja, a tenda do tabernáculo é guia. Ela que guiava. Então, como que o povo sabia que tinha que andar ou que tinha que armar a tenda e repousar? Olhando para a tenda do tabernáculo. Então ela é guia. É ela que está guiando. Por que ela é modelo, Júlio? Porque toda a organização do acampamento depende do tabernáculo.
Porque eu não estou me organizando três tribos à frente, três atrás, três à esquerda, três à direita. Então quem que determina como que nós vamos nos organizar? O modelo de organização? O tabernáculo. Então é guia e modelo. Guia e modelo. É, passou a… A… Também há um senso de orientação para as tribos também se posicionarem nos acampamentos. E me veio uma comparação, uma imagem com um sistema solar, onde as tribos orbitam ali em torno daquela… Então, Júlio, como que começa… Mas tudo isso que eu estou falando aqui é coincidência, viu, Júlio?
Ah, isso eu sei. O tabernáculo, guia e modelo, entre a Terra e o Céu. Isso tudo é coincidência. Agora tem uma terceira coincidência. Como é que o Paulo, o apóstolo Paulo, começa a mensagem dele na questão 1009 de O Livro dos Espíritos. Ele começa assim, ó… Gravitar em torno da unidade divina. Tal o objetivo. Essa é uma coincidência bacana. Gravitar em torno da unidade divina. Então veja. Aí agora eu vou dar… Desculpa, Júlio. Olha só. Aí eu vou… dar o primeiro sentido. O primeiro sentido, então, do tabernáculo é…
O tabernáculo representa um centro de gravidade da evolução espiritual. Um centro de gravidade da evolução espiritual. Então, nós estamos também em uma jornada ascensional. Nós estamos em uma jornada ascensional orbitando o Sol da vida, que é Deus. A unidade divina. Deus e seus prepostos maiores. Em nosso caso, o Cristo. Então… Vamos primeiro esse primeiro ponto, né, Júlio? Esse primeiro ponto para ver se todo mundo entendeu. Peraí, Júlio, só… Pode dar vontade, Haroldo. Pode ir aí. É, pessoal, é para dar um respiro, né, na gente, aqui desse estudo, né?
Que bacana essas coincidências que o Haroldo brinca, né? Que coincidência, não tem nada, né? Mas vamos ler aqui algumas coisas que vocês estão trazendo. Aqui, ó. Aqui é o pessoal já sacando aqui mais ou menos. Então, o tabernáculo é Jesus? Aí… É, só que aí, Júlio, vamos lá, cuidado com essa afirmação. Sim. Cuidado. Porque, olha só, Jesus não é o Cristo de Deus? Então, quando eu falo assim Jesus, não é só Ele, gente. É isso que nós temos que entender. Olha, tem uma passagem no Evangelho de João que o Filipe chega para Jesus e fala assim Senhor, mostra-nos Deus.
E Ele responde assim Você está comigo há tanto tempo? Você está comigo há tanto tempo e não está vendo Deus? Então, Jesus é uma grande lente pura que canaliza esse sol Olha que bonito isso, Júlio. Então, eu não posso falar só que o tabernáculo é só Jesus. O tabernáculo é também presença de Deus. Por quê? Porque Jesus é a presença de Deus na Terra. Só que Deus não está presente só na Terra, tá? Ele está presente em Marte, em Mercúrio, em Vênus, no Sol, em Sírios. Ele está presente nos mais de 2 trilhões de galáxias conhecidas.
Mas Jesus na Terra é a presença de Deus. Então, cuidado com isso. Então, o tabernáculo é Jesus? O tabernáculo é Jesus e Deus. Eu fiquei pensando, Haroldo. Se a gente, muitas vezes, se prende à pessoa, Jesus, ao corpo encarnado, Jesus, o Espírito, Jesus. E ele veio dizendo que fazer a vontade do Pai. Ele veio… Jesus é o quê? Jesus é uma expressão do amor de Deus, a expressão de Deus, a presença de Deus. Júlio, e o porta-voz de Deus na Terra? É mais. Olha só. Ele falar em nome de Deus não é porque ele quer, não. É porque Deus quer.
Olha a expressão de Emmanuel. Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos da vida em nosso sistema existem Espíritos puros e eleitos pelo Senhor Supremo do Universo. Quem escolheu não foi uma eleição com unha eletrônica. Não fomos nós que elegemos Jesus, não, Júlio. Quem elegeu Jesus foi o próprio Deus. Ele foi escolhido. É forte. Entendendo nisso, eu sei que ninguém está pensando nisso, entendendo aí que não se trata de favoritismo, e sim de construção do Espírito, porque a evolução de Jesus se perde na poeira dos sóis.
Nossa, que coisa é. Não é acessível, Júlio, isso aí é acessível a qualquer um que tenha 50 bilhões de anos de evolução. Essa é a hora, não é? Com certeza tem muitos iguais a Jesus. Eu só precisava de um aqui, não é? Exatamente. Então, é bonito isso, porque a comunidade de Espíritos puros e eleitos é a comunidade de Cristos do sistema. Mas é o seguinte, Júlio, a ciência está calculando aí, só na Via Láctea, de 200 a 400 bilhões de sistemas solares. 200 bilhões. Então, eu tenho 200 bilhões de comunidades de Cristos só na Via Láctea.
Agora, Júlio, se você tiver calculadora, porque eu não tenho uma calculadora dessa aqui comigo, mas se você tiver uma calculadora para multiplicar 200 bilhões de comunidades críticas vezes 2 trilhões de galáxias, 200 bilhões vezes 2 trilhões, dá para a gente ter uma conta aproximada aí do número de comunidades de Cristos no universo conhecido. Conhecido pela nossa ciência. Parei de brincar. Ai, ai, ai. É muito, Haroldo. Eu vou dizer assim, eu estou consoldado. É muito, é muito. Então, eu digo assim, é isso que nós temos que entender aqui.
Gente, vamos manter simples? Vamos manter simples. Sistema solar a gente dá conta de ver, Júlio, porque se eu pegar um telescópiozinho aqui, eu consigo ver Saturno, eu consigo ver Mercúrio, eu consigo ver Vênus, Marte. Júpiter. Eu consigo. Então, o nosso sistema aqui a gente consegue, a gente consegue ver até o olho nu, não consegue? Olha, olha, Vênus está ali. Olha, Marte. Não é? Então, vamos manter a nossa humildade, nosso sistema solar, a comunidade de Cristos do nosso sistema solar. Um dos membros dessa comunidade, o nosso queridíssimo Jesus, governador espiritual do planeta, porta-voz de Deus na Terra.
Está bom, não está bom? Está bom, não está bom? Está bom. Porque se a gente começar aqui a falar dos outros duzentos bilhões de sistemas com as suas comunidades, aí… aí… aí acaba. Aí espalha o bolo, não é? Aí acaba a conversa. A gente mantém aqui dentro da nossa compreensão. É isso. Eu estou lembrando aqui, não é, Herodo? Talvez seja uma refeição, não é? Daquela frase, não é? Lá no tempo de Delfos, é isso? É, o oráculo de Delfos. Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo. Então, quando você fala nos mantermos nos simples, é entender que é…
dentro de nós estão as respostas, não é? Exatamente. E existem aspectos do universo que estão acima da nossa capacidade de compreensão. Sim. Nós não temos nem condição de raciocinar. É como você dar uma equação lá da engenharia de cálculo para uma criança que está no segundo ano do ensino fundamental. Tem jeito. É desproposital. Então, vamos lá. O tabernáculo é um símbolo da unidade de Deus. Então, todos nós evoluímos, Júlio, gravitando em torno da unidade divina. Todos nós evoluímos gravitando em torno da presença de Deus.
E Deus se faz presente pessoalmente e ele se faz presente através dos seus prepostos. Ele se faz presente de qualquer jeito, diretamente e indiretamente. E o tabernáculo é chamado de tenda do encontro. O tabernáculo é o lugar que Jesus encontra com Deus e os dois se encontram com a gente. E eu virei, se guardares os meus mandamentos, e eu estou no Pai, e vós estareis em mim. Lembra lá que o João fala? Eu estou em Deus e vocês estarão em mim. É o encontro, Júlio. O encontro da unidade. Se guardares os meus mandamentos, né?
Eu estou no Pai e vocês vão estar em mim. Porque a questão aqui, Júlio, é o seguinte. A árvore, a videira, é Jesus. Nós somos só os galhos. Eu sou a videira verdadeira. Meu Pai é o lavrador. E vós? Nós somos os galhos. E se o galho não produzir? Machado. Então, nós temos dois instrumentos na evolução, Júlio. Machado e a tesoura. A tesoura poda, o machado corta. Você sai da árvore, você vira galho seco. Peça a Deus para que a vida te traga tesoura. Porque se chegar o machado, é porque você não está frutificando. A árvore que não dá fruto enfrenta machado.
A árvore que dá fruto enfrenta tesoura, a poda. E eu não tenho medo de machado. Como é que é? Não é? A árvore que não está dando fruto, machado. A que está dando fruto é podada. Sim. Ela é podada, é tesoura. Vai lá e corta. Dói. Eu também. Você falou eu. Eu tenho medo do machado. Sem dúvida. Porque a questão é o galho sair do tronco, Júlio, da onde tem asseio. Sair do tronco onde o criador está cultivando. Eu sou a videira verdadeira. Meu pai é o lavrador. Vós sois os galhos. As varas verdes. São varas verdinhas, estão brotando.
Mas é melhor do que ser vara seca. Saiu do tronco, saiu da unidade. Se afastou do tabernáculo. Se afastou desse centro gravitacional que está guiando a evolução. Gente, alguém… Complicou demais, Júlio? Vamos sondar aí, perguntar. Se ficou complicado, se tem alguém que não está entendendo. Porque isso é muito importante. Eu não achei complicado, não. Acho que nós estamos falando de coisas que fazem pensar, né, Júlio? Fazer pensar. E a gente está num ritmo aqui de… De trazer muita informação, né? Então, a gente se lembra…
Essa coisa mesmo aí do machado, né? Trazendo para a vida prática, né? Nossa, assim… O que significa esse machado, né? Porque na árvore, aquele galho, ele vai ser queimado. Ele vai ser jogado fora, né? Ele vai perder… Ele vai queimar o fogo purificador, né, Júlio? É, nós temos que entender, né? Depois, nós temos aí nessa visão da árvore e também dos galhos… Outro momento que fala da enxertia, né? O Paulo também fala da enxertia, né? Claro, claro. E aí, a gente… Dentro da nossa realidade de enxertias aqui nesse mundo, né?
Nós temos essa necessidade de entendermos nossa situação, né, Arudo? Para que nós não nos percamos nessa viagem aí, nesse êxodo, né, Arudo? Então, existe assim, Júlio. Existe a unidade divina e existe um fio condutor na Terra. O fio condutor se chama Jesus. É o Cristo. Se a gente se perde desse fio condutor, aí a jornada fica uma jornada. Aí, Júlio, a diferença… Olha que bonito isso, né? Aí, um barco pode enfrentar a tempestade. Ele só não pode ficar aderido. Então, se eu perco esse fio condutor, se eu perco o referencial do tabernáculo, eu sou um barco aderido.
Estou perdido. A bolsa, eu lembro. Estou aderido. Porque aí eu perdi a unidade. É o problema da transição planetária. Qual é o problema hoje do mundo? O mundo perdeu a centralidade do tabernáculo. Cada pessoa quer ser o centro. Tem umas questões agora há pouco aí. Não é? Então, o que acontece? Assim, hoje, o importante não é ter conhecimento, é ter opinião. Então, a pessoa não está buscando a verdade. Ela quer ter uma opinião. Qual que é? Minha opinião é que a Terra é plana. Mas, isso é verdade? Não, não. É a minha opinião.
Eu quero ter essa opinião. Mas, veja, Deus não criou o universo com base na sua opinião. Aliás, Ele nem consultou a sua opinião. Jamais vai consultar. Isso não sou eu que digo, tá, gente? É o próprio Kardec quem diz isso. Deus vai te consultar, não. Você acha que Deus vai te consultar para fazer alguma coisa? Então, esse é um problema por quê, Júlio? Nenhum de nós, por mais bondoso que você seja, por mais gente boa que você seja, nenhum de nós tem condições de unificar a Terra, Júlio. Por quê? Porque a gente só leva alguém até onde a gente está.
Nossa, muito, muito, muito bem. Então, vamos lá. Por que eu, Haroldo, não tenho condição de unificar o planeta Terra? Como é que eu vou guiar Francisco de Assis? Como é que eu vou guiar o Chico? Como é que você guia alguém que está na sua frente? Então, esse é o problema do egoísmo e do egocentrismo hoje. As pessoas querem ser o centro. Então, essa história do tabernáculo é sobre isso. E tem uma frase bonita. Eu até achei algumas coisas engraçadas, né? Mas é bonitinha a frase. A novela da Record agora está avançando, né?
Chegou na Terra Santa, não sei o quê, e vai entrar num outro período da história do povo hebreu, que é o período de reis, né? Dos reis. E olha a chamada da novela. Quando Deus é tirado do centro, os homens querem reinar. Essa é a chamada de reis. Reis. Então, Júlio, toda vez que o tabernáculo é removido do centro, um ser humano é colocado no centro e passa a ser endeusado. Isso se chama idolatria. Pode ser a pessoa mais maravilhosa do mundo. Então, eu vou dizer uma coisa aqui. Não vou citar a nome, eu não gostaria que ninguém citasse nome.
Nós admiramos as pessoas, mas eu não coloco nenhum ser humano no centro de nada. Porque isso é idolatria. Isso é idolatria. Então, quando você coloca um ser humano, um indivíduo, no centro, você está substituindo ele por Deus. Deus por ele, né? No caso. Não pode. Não pode por quê? Porque ele também está peregrinando. Ele pode até estar na sua frente. Ele pode até ter andado mais do que você. Mas, o mesmo centro de gravidade dele é o teu. Então, Júlio, o mesmo centro de gravidade de Paulo de Tarso é o nosso. O mesmo centro de gravidade de Estevão é o nosso.
É o meu, é o seu. O mesmo centro de gravidade de Alcione é o meu e o seu, Júlio. Não são eles. Paulo não é centro de gravidade de nada. Ele é peregrino. Só que tem um detalhe. Tem peregrino que está muitas centenas de milhares de quilômetros na nossa frente, mas é peregrino. É. Você tem impressão, né, Haroldo, que na vida é ficar pensando o que nos leva, né? O que nos leva a esse processo, né? É importante saber. Porque você estava falando, por exemplo, quando tira Deus, põe Deus no centro. E quando o que nós fazemos é botar o meu Deus no centro, tirar o Deus do outro.
Aí o outro tentar botar o Deus dele no centro, tirar o Deus do outro. Porque o meu Deus sou eu, né, Júlio? Pois é. Quando eu começo a história, o meu Deus, aí sou eu. Já não é Deus, né? Porque a adoração a Deus é um ato de humildade. E ele começa com um reconhecimento de que eu não sei definir Deus. Então, é bonito isso, né? Porque o verdadeiro ato de adoração é um ato de abertura. Eu me abro para Deus. E eu deixo que ele haja. Porque ele vai agir através de pessoas, através de circunstâncias. E, muitas vezes, Júlio, hoje eu caio uma mensagemzinha interessante, né?
Estava zapeando um Instagram, assim, olhando lá as minhas postagens, aí caiu uma mensagemzinha, veio assim, uma mensagem daqueles que vem, né? Vem escrita assim, olha só. Deus não está pedindo para que você entenda, está pedindo para que você confie. Ele não está pedindo para que você entenda, está pedindo para que você confiar. Esse é o desafio. É o grande desafio, Eduardo. É o grande desafio, por isso que você fala assim, eu não estou entendendo nada. E aí eu falo, como é que está? E a veia está toda uma forma, eu não estou entendendo nada.
Não estou entendendo nada. Mas estou confiante, viu? Estou confiante. É. Entenderam, não estou entendendo nada. Não estou entendendo nada. Mas estou confiante. O problema é que, quando a gente chega nesse ponto, vamos dizer assim, a gente está com um pouquinho de sanidade, né? O fato é que a gente tem muita dificuldade com algumas coisas. Verdade. Verdade. É uma coisa subjetiva ao extremo. Verdade. Porque os ângulos de visão de cada um falseiam a visão do todo, e aí toma-se a parte pelo todo, toma-se a verdade parcial, a verdade pelo todo, e por fim, o ser humano não experiente, não vou dizer, de maldade, ele se perde ali num embate, não é?
Num embate que provoca coisas. E eu fico tentando entender a dinâmica divina. É lógico que, nesse momento que você fala isso, me vem isso, que nesse momento em que parece que a gente vê amigos trabalhando bem, que sempre trabalharam, que resolveram levar a verdade ou o bem, que eles entendiam que era o bem, a extremos de que beira o desrespeito à liberdade do outro, você fica pensando assim, agora eu tenho realmente que confiar em Deus. Porque só ele consegue solucionar, eu penso muito nisso, sim, que solucionar um caso que você tem um mal-intencionado e um bem-intencionado, é fácil.
Mas dois que acham que estão bem-intencionados é um trem difícil de resolver. E aí, Edu? Isso aí. É difícil, porque eles não largam o osso. E eles chamam isso, a gente chama isso, eles não, nós chamamos isso de perseverança. Chamamos? Tá certo. Não é? Tá certo. Entender essas tribos, né, Herói? Por exemplo, a Inquisição, eu sempre falo isso aqui, a Inquisição tinha um lema, Júlio, misericórdia e paz. Pra quem? Pra quem tava matando, né? Porque pra quem tava morrendo, pra quem tava sendo queimado, pra quem tava indo pro calabouço, né?
Era o mesmo lema, Herói, na hora que vinha, misericórdia. Cara, assim, que bonito, né? Porque Deus quer que a gente confie e não que entenda. Porque nesses momentos, não dá pra entender, né, Herói? Eu vou dizer que eu vivo esse dilema hoje. Não dá. Não dá pra entender. Assim, eu olho e falo assim, cara, eu vou… Porque pra entender, Júlio, pra entender, pra entender, nós teríamos que abrir, no mínimo, dez encarnações pra trás. Só que nós não damos conta disso. Não suportamos. Nós não damos conta disso. Porque aí ia abrir uma caixa de Pandora.
Então, pra entender, você tinha que abrir isso tudo. Eu tô falando, entender os mínimos detalhes, Júlio. Não tô falando entender linhas gerais, não. Pra gente entender os mínimos detalhes, você perguntar assim, por exemplo, há quantas encarnações eu tô encontrando com você? Qual foi a primeira encarnação? Que ano que foi? Que era? Em que lugar? Aí eu tô entendendo. Só que eu tenho que fazer isso com você e com mais 200 pessoas que me cercam. Olha a complexidade disso, Júlio. Aí eu vou começar a entender os meandros das coisas.
Dá pra entender, Júlio? Dá pra entender? A questão é que você vai entender… A primeira coisa, você vai entender por que você esquece. A primeira coisa, você vai entender… Exatamente! A primeira coisa que você vai entender é ou Glória e esquecer, né? Ou bênção e esquecer, né? É. E daí, você entende… A segunda é que você entende que tem que confiar. E aí, eu falo… Isso. Isso aí. Eu entendi que vai confiar. E aí, a gente vai entender uma coisa que é interessante, Júlio. Mesmo quando a gente fala de expiação, nós estamos falando de uma média.
Por que que é uma média? Porque é assim, Júlio. Eu encontrei com você 35 encarnações. Nessas 35, em 12, eu gerei débito com você. Em 13, você gerou comigo. Está 12 a 13 o jogo. E agora, Júlio? Agora, você tem que gerar débito… Quem que tem que perdoar, Júlio? Quem que está expiando? O jogo está 12 a 13. É verdade. O jogo está 12 a 13. E como eu estou meio… Como eu estou meio duro, talvez o jogo termine nessa encarnação 13 a 13. Quem que é o algoz? Quem que é a vítima, Júlio? Aí, eu acho lindo uma frase do Bert Hellinger.
Lindo! Ele diz assim, substitui as palavras vítima e algoz por parceiros de infortúnio. Parceiros de infortúnio. Nossa! Isso é profundo, Júlio. Isso está lá no livro Entra a Terra e o Céu, Júlio. O André Alves quer saber. Não, André, para, para. Porque o que acontece? Se você tiver acesso a todas, você vai falar assim, esse jogo está 35 a 34. 35 a 33. E aí? E aí é o seguinte, eu estou aqui agora esbravejando. O Júlio não podia ter feito isso comigo. É um absurdo o que ele fez comigo. É uma injustiça o que ele fez isso comigo.
Aí, as autoridades espirituais que dirigem nosso destino estão falando assim, ai, meu Deus. Meu Deus do céu. Meu Deus do céu. O negócio assim, ele já fez 35, o outro já fez uns 37 ou 33 gols. A diferença aqui é dois gols e ele está se achando a maior vítima do universo. Não dá. Aí, o negócio é falar assim, por que a espiritualidade não separa o obsidiado do obsessor? Separar como? Separar. Você vai separar em favor de quem? Você vai entrar nisso? Você vai entrar nisso? Mas ele assassinou, ah, mas o outro assassinou ele 15 vezes.
Só de assassinato aqui, o placar está 16 a 14. Não é por aí. E na fala do, do, do, do, do… você falou, não é? Como é que ele chama? O parceiro de infortúnia? O Bert Hellinger. Bert Hellinger. O parceiro de infortúnia. Então é o seguinte, Júlio. Está 30 a 0. É o seguinte. Nós fizemos um trato, Júlio. Nós fizemos um trato. Tem 3 mil anos, nós estamos espezinhando uma vida do outro. E aí entra naquilo que você falou. Os dois achando que estão certo. Os dois achando que estão certo. Os dois achando que estão certo. Não, eu estou certo.
Eu não estou certo? Lógico que está. Aí você fala, você está certo. Você está certo. Você está certo. O outro também. Você está certo, o outro também está certo. Você está errado, o outro também. Essa é a complexidade, Júlio. Essa é a complexidade. Por quê? Porque quando a gente pensa em expiação, resgate, a gente está pensando duas vidas. Se fosse duas vidas, a matemática, Júlio, é matemática do ensino fundamental. É soma e subtração, Júlio. O problema é que numa equação de causa e efeito de resgate, você tem 20, 25 vidas, Júlio.
Não é nem de segundo grau. Você tem um acúmulo. Você tem um acúmulo. As coisas vão acontecendo, vão gerando uma tendência central. Vão gerando uma tendência central. Que culmina num processo expiatório. Olha isso, Júlio. E, aí, a espiritualidade olha e fala assim, vai ser bom para ele isso. Porque essa expiação aqui talvez altere a rota das últimas 40 encarnações dele. Talvez altere. Talvez altere. Talvez aqui a gente tenha um ponto de inflexão. Eu estava conversando com um rapaz que trabalha aqui em casa. Não é espírito.
Falando um pouco disso, né? Graças a Deus, dentro da reencarnação, né, Haroldo? Porque numa dessas vem um filho do outro, né? Vem um outro pai do outro. Neto. Exatamente. Neto. Exatamente. Geralmente o mais eficaz é o neto, né? Vem neto. É aquele que o avô… Eu estou começando assim, Júlio, para não usar palavras chulas. O criador… Existem relações com maior potencialidade de amor. Avô e neto, avó e neto, né? Às vezes avô, avós, pai e filho. Casal. Casal, amigos. São relações com maior potencialidade de amor. Então Deus pega o nosso esterro e tenta dissolver nessas relações que têm maior potencialidade de amor, para que o amor cubra a multidão de esterro.
Sim. Todo mundo entendeu, né? Entendemos. Você fala… Vamos tentar dissolver isso aqui nessa relação? Vamos. Aí um vem filho do outro. Filha. Entende? Você estabelece uma conjuntura em que há maior possibilidade de dissolver esterco. Mas eu vou dizer uma coisa, viu, Júlio? O amor é a cura para qualquer criatura. É isso mesmo. Olha, Júlio, o amor tem feito coisas que até mesmo Deus duvida. Já curou desenganados. Já secou tantas feridas. Tantas feridas. É isso aí. Fica tão cicatrizado que ninguém diz que é colado. Foi assim que fez em mim, foi assim que fez em nós, esse amor iluminado.
Essas pesquisas, Henrique Moussa, que é essa, né? É isso mesmo, Haroldo. Não é, Júlio? É. E o bonito disso tudo, Haroldo, da justiça divina, é que mesmo quando esse esterco é espalhado e com quem ele é espalhado, ele é sempre para o resgate ou o crescimento. Porque o esterco, ele fertiliza a terra. Júlio, e eu vou falar uma coisa pra você. Eu não sei o que você pensa sobre isso. Eu vou falar. Agora, é a minha opinião, pessoal. É o meu CPF. Não tem nada a ver com o Dr. Inspiro. É o meu CPF, tá? Tem nada a ver. Se eu tiver errado aqui, sou eu.
É o meu CPF. Se eu tiver errado, fica com o Kardec e morra no Jesus, né? E me abandona. É. Se você chegar hoje, Júlio, e falar pra mim assim, Haroldo, eu tô aqui com os documentos, tudo pra mostrar a nossa relação, eu não quero saber. Eu só quero saber de agora. Se você falar assim, Haroldo, eu tô aqui com a documentação toda pra você entender a relação com o seu filho, eu não quero saber. É meu filho. Eu amo esse danado. Eu não quero saber. Não quero saber. Não quero saber. Você quer saber a minha opinião sobre isso?
Quero. Se você chegasse pra mim hoje e falasse assim, Júlio, tô com toda a documentação nossa de passado aqui, primeiro que eu ia achar assim, deve ser ruim pra mim. Nada. Eu ia dizer assim, eu já tô pronto pra te perdoar, Haroldo. É isso aí. Não é, Júlio? Eu quero que a gente saia dessa vida, nós dois, já que nós estamos falando, é tão bacana nós falarmos nós dois, porque nós dois estamos aqui, nessa construção que a gente está fazendo, o ser, todo esse trabalho, eu quero sair dessa vida, Haroldo, capaz de gerar perdão em você e de te perdoar, senão não valeu essa caminhada, não é?
Valeu essa caminhada, não? Porque a última coisa, ou não está em primeiro plano, aqui, o que nós estamos aqui fazendo, por todos que nos estão assistindo, entre nós dois, existe algo que está sendo restaurado, colado, de tal maneira que não fique para nós a sensação, né, essa sensação, é a nossa reconciliação. E é isso que importa. É isso que importa. Júlio, uma vez eu cheguei aqui, o seu Leão, primeira vez que eu conheci o Leão Zalho, era figurado, figurado. O nome dele era Leão, a gente chamava Leão, né, então até hoje as pessoas chamavam de Leão.
E o mais curioso de tudo é que ele morava no bairro aqui em Belo Horizonte chamado Floresta. Era muito engraçado. Então o nome dele era Leão e ele morava na Floresta, no bairro Floresta. E aí eu cheguei, ele abriu a porta, falou, aqui é Arô, aqui é Leão da Floresta. É o Leão da Floresta. E aí, Júlio, fomos conversar, uma coisa muito incrível, né? É engraçado, né? É umas conversas que são o fio condutor da encarnação, sabe? Porque, do nada, ele começou a falar comigo de vinculação e desvinculação. Por que será, né? Bom, e aí, ele chegou pra mim e falou assim, meu filho, eu vou te dar um princípio que você precisa seguir na sua vida.
Você tem que saber essas três coisas. Se é verdade, se for mentira, você sai fora. Saber se é verdade. Tem que ter amor ao conhecimento, meu filho. Tem que ter amor ao conhecimento, à sabedoria. Sem fantasia, sem mentira, sem ilusão. Verdade. Depois você tem que perguntar. É verdade? É verdade. É bom? Porque tem verdade que não presta. Tem verdade que não presta. Você joga fora. Tem que ser verdade, tem que ser bom. E, por fim, tem coisa que é verdade, tem coisa que é boa e não serve pra nada. Então tem que ser verdade, tem que ser bom e tem que ser útil.
Isso é útil pra quê? Então, Júlio, voltando aqui, só pra gente fechar. A gente quer saber muita coisa do passado de encarnação? Quer saber muito de detalhe? A pergunta é é verdade? É bom? Por quê? Mas se é verdade e não for bom, o que você quer com isso, Júlio? É verdade. O que você quer com isso, meu amigo? Agora, é verdade, é bom, é útil? Porque tem coisa que é verdadeira, que é linda, que é boa, mas não tem utilidade nenhuma. Você não vai usar pra nada. Né? Então, eu depois fui descobrir, né? Eu tava falando da mensagem do Humberto de Campos, do Sócrates, dos Três Crivos, né?
Verdade, bom e útil. Aí, Júlio, hoje, 34 anos depois, é que eu começo a entendê-lo, sabe? Hoje, 34 anos depois, que eu começo a entender o que é que existe o esquecimento do passado, Júlio. Pra que você esqueça tudo quanto é mentira, tudo quanto é coisa ruim e tudo quanto é coisa inútil que você falou, que você pensou, que você sentiu e que você fez. Que fique apenas o que é verdadeiro, o que é bom e o que é útil. Porque é com isso que a gente vai avançar, sabe, Júlio? É com isso que a gente vai avançar. São as pélulas.
Então, dessa confusão toda, essa confusão toda que a gente criou, que era uma areia, virou uma pérola. Essa confusão toda, no final das contas, vira uma pérola, Júlio. Aí, a pérolazinha você guarda, porque aquela, aliás, diz Emmanuel, é a súmula da experiência vivida. É o resumo de toda aquela tranqueira que você tirou. Então, por exemplo, eu olho para o meu filho, eu olho e falo, gente, estou com a pérola aqui, eu quero lá saber da areia, que dia que entrou a areia na ostra, não me venha falar de ostra e de areia.
Não me venha falar de ostra e de areia. Eu só quero falar agora de pérola. Rubem Alves fala, né, ostra feliz não faz pérola, né? Não faz pérola. Então, no fundo lá, você vai chegar e falar, é… Pois é, né, Nando? Chegamos aqui, né? Pois é, né? A gente chegou, né? Chegamos, né? Chegamos aqui, né? E quando chega, você não lamenta que esse caminho foi assim, foi assado, não? Você tem que chegar, né? Não é? Eu lembrei para a gente pensar, não vou encaminhar na conversa, mas o garoto falou do… é verdade, é bom e é útil.
Recentemente a gente aprendeu com os amigos espirituais, também é coisa que as pessoas conhecem, não é nada de novo, mas eu quero, eu posso, eu devo. Isso. Porque tem isso, né, Nando? Eu quero, eu posso, mas eu devo. São os crivos do livre-arbítrio. Os crivos do livre-arbítrio. Antes de tomar a decisão, antes de exercer o livre-arbítrio, perguntar. Eu quero, eu posso, eu devo. É. E é isso, caminhar nesse processo. E é legal que, não por coincidência ou coincidência à parte, esses processos trinos, né, que encontramos ali no…
Estou com um templo na cabeça, mas não é templo, lá na… Mas é um templo. Olha, olha que bonito. Deus, Jesus e o encontro. E nós. Ao redor do tabernáculo. A lenda. Ao redor do tabernáculo. Deus, Jesus e nós ao redor do tabernáculo. Olha a trindade aí. É. Esse aspecto trino é muito interessante, né? É muito interessante. Ele está presente, assim. A gente tem que juntar as peças, né, Rodrigo? Aqui nós vamos conversando afiado e aprendendo, né? É bem assim que a gente vai no êxodo aqui, né? Conversando, né? Conversando, observando.
Terebrinando. É. Com a palavra. E interessante para o nosso exercício… Terebrinando com a palavra. Interessante para o nosso exercício que nós orbitemos, não é isso? Orbitar. Como é que Paulo fala lá? Gravitar em torno da unidade divina. Gravitar em torno da unidade. E aqui nós estamos gravitando em torno do evangelho de Jesus. Aqui nós estamos gravitando em torno do evangelho do Cristo, a luz da doutrina. E aí nós vamos levando esse estudo. E é legal que a gente, todo mundo, pense muito sobre as coisas que tragam essa maturidade.
Busque na sua consciência. Busque essas respostas que estão aí. Porque é assim que vai caminhando mesmo, né, Aru? Ninguém aqui está com a verdade, né? Todo mundo está tentando descobrir ela, né? É. E precisa de todo mundo aqui, né? Ó, 18h20, foi ótimo. Foi bom, né? Vamos dar a notícia. Eleonora, nós vamos ter que… Né, Arudo? É, Eleonora está… Ela está uma peregrina, né? Está levando a sério o êxodo, né? Ela está levando a sério. Mas diz que a lei tem os ouvintes e os que cumprem, né? Então, nós estamos ouvindo, ela está cumprindo, né?
Está uma peregrina, né? Está uma peregrina. Mas ela… Ela mandou um abraço a todos, né? E falou que… Acho que dentro de umas duas semanas, ela volta. Acho que ela vai… Faz uma viagem agora, mas tem que resumir com a sua família. As duas semanas, ela volta. Fala para só ela olhar a nuvem da presença e a coluna de fogo. Que ela volta… Que ela volta ao redor do tabernáculo. Foi bom, Arudo? Foi muito bom, viu? Muito bom. A gente está junto. Muito bom estar junto com as pessoas aqui. Pedir desculpas se a gente não leu aqui as perguntas.
Voltem com as perguntas que ainda permanecerem na semana que vem, né? E a gente vai tentando conversar. Tá bom? A gente agradece todo o carinho de vocês, a paciência e o afeto, né? Que você sempre deposita aqui na escolta. Arudo, um beijo para você. Fique com Deus. Até na próxima semana. Eu juro. Fica só um pouquinho. Fica um pouquinho, meu senhor. Tá bom. Um abraço. Um abraço, Arudo. Deixa eu botar a vinheta aqui, só um minuto. Jesus está comigo Em todos os perigos Ainda que me sinta só com frio Que Jesus olha por mim Jesus está comigo Não me abandonará Levanta os olhos e contigo a vida Eu convide a superar Jesus está comigo Nas minhas alegrias E todo o seu amor É um motivo a mais Pra perdoar Pois ele está comigo Jesus está comigo Já não me sinto só com frio A dor é passageira Mas o amor de Deus É luz que nunca vai se apagar Jesus está comigo
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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