#036 – Estudo do Velho Testamento – Livro Êxodo

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Neste episódio da série de estudos do Velho Testamento à luz do Espiritismo, Haroldo Dutra Dias aprofunda o Livro do Êxodo, focando na estrutura do Templo de Jerusalém e sua relação com o Evangelho de João. O estudo, que tem como propósito oferecer uma visão geral das obras mosaicas, explora as três fases do Êxodo – Liberdade, Fidelidade e Comunhão – e as conecta com os conceitos de expiação, arrependimento e reparação.

O que é estudado neste episódio

  • Estrutura do Templo de Jerusalém e o Evangelho de João: Haroldo Dutra Dias apresenta uma analogia profunda entre a arquitetura do Templo de Jerusalém e a estrutura do Evangelho de João, dividido em três partes:
    • Capítulos 1 a 12 (Átrio dos Gentios): Corresponde à área dos sacrifícios e da expiação, onde Jesus fala sobre a encarnação e Nicodemos questiona o “como fazer”.
    • Capítulos 13 a 17 (Lugar Santo): Representa o banho de purificação e a entrada dos sacerdotes. Jesus lava os pés dos discípulos e discursa sobre ser o pão da vida e a luz do mundo, em um diálogo intimista com seus “amigos”.
    • Capítulos 18 em diante (Santo dos Santos): Simboliza o acesso exclusivo do sumo sacerdote. Jesus é preso e vai sozinho para a cruz, como o cordeiro, cumprindo seu “êxodo”.
  • As Três Fases do Êxodo (Liberdade, Fidelidade e Comunhão):
    • Liberdade: Alcançada através da expiação e reparação dos débitos. A expiação liberta da escravidão do mal praticado.
    • Fidelidade: Após a expiação, o indivíduo é testado em sua fidelidade a Deus, seus princípios e valores, vivenciando provas e tentações.
    • Comunhão: Não é um lugar físico, mas um estado de sintonia afetiva, intelectual e espiritual com Deus, uma identificação com a divindade.
  • Arrependimento, Reparação e Expiação: São os três aspectos do “Código Penal da Vida Futura” de Allan Kardec.
    • Arrependimento: Transformação íntima, abominação do mal e mudança de mentalidade.
    • Reparação: Compensação do prejuízo causado ao outro, principalmente através do trabalho no bem e da caridade.
    • Expiação: Mudança de lado, vivenciando o que se causou ao outro, como um processo educativo da alma para compreender o mal.
  • A Tipologia do Êxodo na Vida de Jesus: A vida de Jesus é vista como uma tipologia do Êxodo, com Lucas mencionando o “êxodo” de Jesus ao se aproximar de sua crucificação. Moisés e Elias no Tabor simbolizam a condução e a redenção, respectivamente, reforçando essa conexão.

Reflexões

  • A analogia entre o Templo de Jerusalém e o Evangelho de João revela a profundidade e a arquitetura tridimensional do pensamento hebraico, onde cada parte da narrativa tem um significado simbólico e espiritual.
  • A compreensão das fases do Êxodo (Liberdade, Fidelidade e Comunhão) como um processo de evolução espiritual, que envolve a expiação dos débitos, o teste da fé e a busca pela sintonia com o Divino.
  • A importância do arrependimento como transformação íntima, da reparação através do bem e da expiação como aprendizado, mostrando que Deus, em sua infinita sabedoria, transmuta o mal em oportunidades de crescimento e amadurecimento para a alma.

Ler transcrição do episódio

Boa tarde, Leonora. Tudo bem, tudo bem, amigos. Já entramos hoje, é direto que o Júlio não está aqui para colocar musiquinha, né? Entramos dando boa tarde a todos os amigos, que todos estão conosco. Exatamente, Leonora. Se você quiser cumprimentar, aí tem uma turma grande, né? Vamos cumprimentar, então. Patrícia Félix, boa tarde. Aldemice, boa tarde, amigos. Boa tarde, Cristãos. A Silva Caldeira. Maria Aparecida, boa tarde, amigos queridos. Marisa Calvi. Rita, boa tarde. Maria Joana, boa tarde a todos. Regina. Iguaçu.

Muito rápido, Tiago, não consegui nem ler. Débora. Maravilha estar com vocês. Débora não, Dodora. Andréia. Boa tarde de Caraguatatuba, São Paulo. Cássia Rezende, de Belo Horizonte. Boa tarde a todos. Boa tarde, seu Júlio Adriano. Tudo bem? Olha só, gente, que beleza. Comentamos que entramos sem música hoje? Pois é, não é possível que o Tiago fez isso. Vamos encerrar, então, com música, já vamos deixar combinado. Está bem. Exatamente, Júlio. Tudo bem, né, Arô? Tudo bem, Leonora? Tudo bem, tudo bem. Dizem que esse ano essa é a última.

Não é, não, esse ano… Esse ano nós vamos encerrar o ano com chave de ouro, se Deus quiser. Ano que vem, 13 de janeiro, a gente está em 2022, cheio de esperanças, Deus quiser. Estou doido para falar em 2022 já, viu, Arô? Vê se a gente consegue fazer os eventos ao vivo, se Deus quiser, não é, Arô? Musical, vir a ser, vai ser maravilhoso esse 2022. Se Deus quiser, se Deus quiser. Será que a gente não perdeu a mão, não, Arô? Vamos ter que treinar, viu? Vamos ter que treinar muito, hein? Vai ser tudo novo, né? Vai ser como se fosse pela primeira vez.

As pessoas também são novas, né? Todos nós estamos renovados com essas experiências todas. Vai ser bonito esse encontro. Se não estiver renovado, nós vamos voltar para a fase 1 do êxodo, que é a escravidão. Ah! A Maristela nos lembrou que 13 de janeiro é quinta-feira, perguntou se vai mudar. Não, então é 14 de janeiro. Eu confundi, perdão. 14 de janeiro. A princípio, seguimos, né, às sextas-feiras. Vamos seguir, né? Nós vamos ajustar o horário. Eu acho que a gente pode fazer isso aí, mas eu vou conversar ainda com o Júlio, com o Eleonor, tudo para a gente encontrar um horário bom, ver se esse é um horário bom também, porque às vezes esse é um horário bom, né?

O pessoal está gostando. Até agora eu não achei nenhum horário ruim, não. A turma vem e está aí sendo presente. E aí é bom. De vez em quando a gente faz essa coisa, meio nômade, faz num horário, faz num outro horário, vai pegando cada hora um público. É, pega diferentes públicos. Até de todo mundo, né? Até de todo mundo. Vamos tirando todo mundo nesse êxodo aí, né? É porque é uma viagem, né, Eroldo? Nessa viagem a gente vai passando pelos lugares, nos horários diferentes, né? É uma viagem, né? Mas como é que está o ânimo aí para hoje?

Não, estava falando com a Leonora, né? Hoje, como é essa véspera de Natal, do Ano Novo e tudo, a gente quer abrir para perguntas, fazer uma revisão, porque eu acho que o gostoso do estudo, esse estudo que a gente faz do Pentateuco, mosaico, dessas obras de Moisés, A Luz da Doutrina Espírita, ele não é um estudo ansioso. Nosso propósito aqui é ter uma visão geral da obra, da mensagem central da obra. Eu tenho muito medo quando a gente entra num bosque e fica preso em árvores. E esquece de ter a visão geral do bosque, ter a visão geral do parque.

Todo mundo sabe aqui, eu sou apaixonado por Nova York, a cidade do meu sonho é Nova York, e uma coisa que eu acho bonito é aquela visão que tem do Central Park. Você sempre tem uma visão aérea do Central Park, né? E aí você vê, olha, tem isso, tem isso, você tem aquela visão global, é bacana, né? Porque quando você entra no Central Park, você fala, eu estou aqui, eu estou nessa parte aqui, você não se perde aí. Isso é muito importante pra gente. Às vezes eu vejo o estudo bíblico sendo conduzido, a pessoa fica num versículo, ela pega detalhes, ela não tem a visão conjunta da obra.

E tem uma pegadinha na Bíblia. A Bíblia é composta de vários livros, só que esses livros estão reunidos num volume só. Então a gente tem que tomar muito cuidado, porque o fato deles estarem reunidos em um volume significa que é o mesmo livro. Muito cuidado com isso, né? Eu posso fazer, por exemplo, reunir num único volume os romances de Emmanuel, a série André Luiz e o panal de Olimpo 1. Mas será um grande engano eu achar que eu contei um livro novo. Não, são vários livros reunidos. Então, é isso. Me vem dessa analogia sua, Haroldo?

É até uma imagem, sim, de que quando Emmanuel, por exemplo, faz essa orquestração com a obra do Chico, reunindo ali os textos e tal, você tem textos individuais, você tem a obra. Não dá para você conhecer apenas o texto individual e também não dá para você falar… Ficar só na obra. Ficar só na obra. Na compinação, no geral, no sumário e tal. Por quê? É igual você falou, fui lá em Nova Iorque e vi o Central Park por cima e não entrei lá, não fui lá. Não entrei no detalhe. Mas não, não é isso, né? Quando há uma orquestração, uma montagem de uma obra, como é a Bíblia, ela te apresenta uma visão do todo, que é uma visão que tem uma maneira de você ver e você vai ver, talvez, até mais de longe, né, Haroldo?

Ela se abre e você tem aquela que é aquela do detalhe, da característica. E aqui a gente deixa para as pessoas fazerem isso, né? No macro e no micro. A gente dá essa geral e depois todo mundo vai fazer essa leitura mais detalhada. Desde o início foi a proposta, né, Haroldo? Você falou daquela visão panorâmica, daquele voo panorâmico e essa analogia que você fez agora aí me relembrou como se fosse um mapa. Você está num estado, numa cidade. É tão importante que você saiba, estou em Belo Horizonte, mas é importante também que você saiba o Belo Horizonte está onde.

Isso, exatamente, exatamente. Não é porque senão você… A sua referência de distância para as demais cidades e demais coisas, elas não te ajudam a entender, por exemplo, o clima de um e o clima de outro. Exatamente. Não te ajudam a entender fronteiras, né, Haroldo? Isso, isso. Eu acho importante esse estudo dessa maneira. E essas partes do livro, né? Por exemplo, né, vamos dar um exemplo concreto, senão fica uma… Claro. Eu já tenho uma pergunta aqui, hein? Por exemplo, a gente toma o Evangelho de João. O Evangelho de João, ele traz tudo, e isso é uma coisa importante, porque os autores bíblicos hebraicos, hebreus, eles pensam em forma tridimensional.

Muito importante. Até porque a própria manipulação do pergaminho permite isso, né? Você tem uma visão tridimensional, é quase uma arquitetura. Por isso que Emmanuel diz que é um monumento da ciência secreta do povo hebreu. É um monumento. Os egípcios construíram pirâmides de pedra, os hebreus construíram pirâmides de letras, de frases, de orações, de textos, mas são monumentos. Então, olha que interessante. O Evangelho de João, ele tem a estrutura do Templo de Jerusalém. Exatamente a estrutura. Ele está dividido em três partes.

Capítulo I até o final do Capítulo XII, Capítulo XIII até o final do Capítulo XVII, Capítulo XVIII e em diante. Então, veja como é que é isso. Como é que eu percebo isso? Então, começa o Evangelho de João. Está falando o verbo João Batista, aí vem Nicodemos, Mulher Samaritana, está acontecendo muita coisa. É a primeira parte do Templo. É o atrioli dos gentios, é onde tem os sacrifícios. Você vê que é a pergunta de Nicodemos. Como é que faz? Jesus fala da encarnação. Está ali, está na parte onde os sacrifícios são feitos.

Quando termina o Capítulo XII, como é que começa o Capítulo XIII? Jesus chama os discípulos à parte e começa a lavar os pés deles. Olha isso! Entrou no lugar santo, porque, no lugar santo, você tinha que tomar um banho de purificação. E, no lugar santo, só os sacerdotes entravam, porque ali eles têm que cuidar do pão, do candelabro, do incenso. Aí, o que tem do Capítulo XII até o final do Capítulo XVII? Jesus falando que ele é o pão da vida, ele é a luz do mundo, os elementos da segunda parte do Templo. E, primeiro, ele lava o pé de todos aqueles que vão entrar em particular com ele no lugar santo, que não é um lugar acessível a todos.

Ali, Jesus começa num discurso intimista. Tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto aprendi de meu pai eu tenho ensinado a vocês. Já não vos chamo servos, tenho-vos chamado amigos. Não se turbe o vosso coração. A mensagem do Paracleto. É ali a conversa intimista, é a conversa ali do lugar santo. O que vem depois do lugar santo? O santo dos santos. O santo dos santos só entra o sumo sacerdote. Então, no início do Capítulo XVIII de João, o que acontece? Jesus é preso. E, ali, ele vai sozinho. Ele, o sumo sacerdote, vai sozinho preso para a cruz.

O cordeiro. O cordeiro. Então, você vê a estrutura do Templo no Evangelho de João. Quando eu compreendo isso, eu falo, gente, que beleza. Que beleza. Olha como é que… Agora eu entendi. Nossa, por que ele está… Fica tudo claro. Está tudo claro. Você percebe aquelas fases, as três fases. As três fases. É muito bonito isso. Que interessante esse três. Porque o próprio livro que nós estamos estudando, o de Êxodo, também a gente começou com essa proposta de divisão em três partes. Mesma coisa. Até é bom para a gente…

Hoje que a gente está em um dia de revisão, a gente lembrar os amigos que a gente dividiu em três partes. Em liberdade, fidelidade e comunhão. Conversamos já sobre as duas primeiras, liberdade e fidelidade. E estamos, encerrando esse ano, ainda conversando sobre a comunhão, quando conversamos sobre o Templo, sobre a estrutura do Templo. Seria, de repente, importante a gente dar uma relembrada dessas três partes. E agora vai dar uma relembrada acrescentando uma pimentinha, acrescentando um tempero. Então, vamos lá. Quando que acaba a escravidão e começa a liberdade?

Quando eu expio os meus débitos. Com a expiação. Por isso que a primeira parte do Templo é o sacrifício. É o sacrifício. A reparação. Então, quando eu reparo, toda vez que eu passo por um processo de expiação, eu estou adquirindo novamente a liberdade. Eu estou saindo da escravidão. Qual escravidão? A escravidão do mal praticado. O mal praticado é um algema. Ela prende a gente. Ela nos prende à raiz do mal e você perde a liberdade. Olha que coisa! Aí, eu faço expiação e adquiro a liberdade. Só que, aí, depois da expiação, depois dessa expiação…

Fechou? Júlia? Não, estamos ouvindo. O Júlio que parece que deu uma trancadinha. O Júlio travou. Travou pensando. Está refletindo. Está pensando. Quem é que travou? Fui eu, não é? Você travou, Júlio. Eu pensei muito alto. Você travou, senhor. Ah, o pensador. Nossa, o que eu perdi aí? Até fiquei assim. Então, a gente estava comentando que depois da expiação vem a liberdade. Ah, eu ia te perguntar isso. A liberdade… Ela vem… do pátio dos centios com a entrada ali no… Porque ali, Júlio, ali não é o sacrifício de animais?

Não é ali que você faz o sacrifício para expiar o pecado? Essa é a ideia. Então, se eu agir contrariamente à lei divina, eu começo a ser tratado como réu. Porque eu feri a lei, eu perco a liberdade. Naquela área específica, eu perdi a liberdade. Eu me escrevi… Não é porque Deus me prendeu, não, gente. Não é isso. Eu perdi a liberdade porque agora eu tenho débito. E não existe impunidade na justiça divina. Não confunda misericórdia com impunidade. Então, eu terei que expiar o pecado, expiar o erro. Então, está lá, Kardec explica, quem tiver dúvida, o livro O Céu e o Inferno.

O livro O Céu e o Inferno é todo ele pra explicar isso. Inclusive, Kardec, muito feliz, escreveu um item lá, o Código Penal da Vida Futura. Por que Código Penal? Você pode viver uma encarnação inteira sem nunca ter contato com o Código Penal. Você não cometeria um crime. E contato que você vai ter com a justiça criminal? Nenhum. Nenhum contato. Nenhum contato. Por isso que está lá o Código Penal da Vida Futura. O Código Penal divino ele só age nas consciências que infringiram a lei divina e que geraram mal para o povo, para as pessoas, para o ambiente e para si mesmos.

É importante isso. Então, é isso que tira a liberdade. É isso que tira a liberdade. Perdeu a liberdade. Quando eu expio, eu retomo a minha liberdade. Agora, você é livre de novo. Mas, depois da expiação, vem a prova. A segunda parte de Êxodo é sobre fidelidade, é sobre você ser testado na sua fidelidade a Deus. É sobre você ser testado nos seus princípios, nos seus valores, na sua conduta. Você vai ser testado. Então, você vai viver tentações, você vai receber propostas, não é? Nós conversamos sobre as placas, as de trânsito que dão uma direção, mas aquelas pessoas que já seguem as leis que não precisam das placas, a gente conversou sobre isso.

Exatamente. Até o dia que você vai andar por ali, siente da sua conduta. De acordo com o ambiente que você está, você saberá se postar. Eu estou lembrando aqui, Haroldo, que nos nossos estudos do Matos de Quarto, estudando sobre a estrutura do templo também, o autor, que a gente chama de autor um, ele fala, e você fala disso aí, que no limiar da terceira para a segunda ordem, está o perdão. E é interessante, porque você, quando vai culpado, e quando você inflige a lei, uma das coisas que tem que se trabalhar, não sei se estou fazendo a interpretação correta, é esse aspecto também do perdão.

Sem ele, eu fiquei pensando naquele, quando a gente se sente a vítima, e que você também fica algemado ao mal, mas por que não perdoou? E Quando você fica algemado ao mal, quando você fez o mal a alguém? E ao mesmo tempo, quando o auto-perdão, e quando esse nível de consciência nosso, como fala Santo Agostinho, de autoconhecimento, esse autoconhecimento que traz esse auto-perdão, essa compreensão que não exime, que você falou, misericórdia não é injusto, você não pagar… Mas é só isso, o perdão nesse limiar, achei muito interessante, porque realmente, ele fala, lavar os pés nas bacias, e esse ato de limpar-se, se não há o perdão das ofensas, e não há o perdão de si mesmo, como é que você penetra nessa segunda ordem?

Exatamente. É por isso, Júlio, que tem três aspectos na, vamos dizer, no Código Penal da Vida Futura. O arrependimento, a reparação do mal, a expiação. É preciso a gente entender isso. O arrependimento é transformação íntima. É transformação íntima. Por quê? Eu não mudo de fase se eu falar assim, ah, fiz mesmo, e, se for preciso, faço de novo. Ixi, aí danou! Porque aí eu estou em curso na rebeldia, no endurecimento. Ah, fiz mesmo e faço de novo. Não é? Uma vez eu vim fazer um interrogatório de um réu e falei assim, poxa, mas foram 17 homicídios?

Ele falou, é, doutor, eu gosto de matar. Gosto mesmo. Ver a pessoa assim morrendo me dá muito prazer. Então, seja, há um longo caminho para ser percorrido, porque a pessoa, ela não se arrependeu ainda, não virou a chave, não mudou a mentalidade dela. Ela acha que aquilo é vantagem. Então, o arrependimento é quando você abomina o mal. Você fala, eu não quero mais, eu estou saturado, chega! Eu não quero mais isso. Chega! Então, é um eu fui adiante, não é? Eu fui adiante. Aí, vem a reparação do mal, porque o que acontece?

O prejuízo que eu causei para o outro eu preciso reparar. Agora, entenda, reparar reparar não é espiar, porque eu posso reparar com amor. E, na verdade, a maior parte da reparação do mal se dá com o trabalho no bem. É por isso que a gente sofre no trabalho no bem. Porque você está reparando. A pessoa fala, nossa, eu sou tão caridoso. A senhora falava isso, não é? A pessoa fala assim, nossa, eu sou tão caridoso, eu ajudo tantas instituições. Parabéns, você está reparando bem, não é? Você está reparando, que coisa boa, não é?

Estou reparando. O trabalho no bem, a caridade, eu estou reparando. Porque a contabilidade divina ela não é uma contabilidade fria. Causou prejuízo aqui, mas, agora, ele está entendendo que precisa fazer o bem. Está reparando. Está gerando frutos do bem. E a expiação? E a expiação? A expiação é mudar de lado. A expiação é mudar de lado. Então, se hoje eu sou a pessoa que está puxando o tapete de alguém, expiar é agora nós vamos inverter. Você vai ficar do lado e alguém vai puxar o tapete. Por quê? Não é punição. Entenda, são processos educativos são processos educativos da alma.

Se eu não perceber o outro lado, eu não tenho a visão real do mal. Então, nossa, isso é tão profundo, porque, às vezes, você faz tudo correto, você faz tudo correto. Tudo correto, segue ali, tudo certinho. E, numa relação locatícia, numa relação comercial, aí, do outro lado, a pessoa vem e você fala gente do céu, que isso! Olha isso que essa pessoa fez! Eu pago o aluguel certinho, estou fazendo tudo certo, estou dando um exemplo, hipotético. Aí, a pessoa faz isso. Nessas situações, nós estamos nesse processo de mudança de lado, porque um dia a gente teve do outro, teve ocasiões em que nós fizemos esse script de causar esse tipo de aflição no outro.

Agora, a gente está do outro lado, percebendo assim, gente, isso não é bom, realmente, isso não é bom, isso não é bom. Então, você satura, você satura. É por isso, gente, que não existe anjo caído. Anjo não cai, porque você não se torna anjo se você não se saturou do mal. A jornada é tão árdua, a jornada pelos mundos primitivos, mundo de expiação e prova, mundo de regeneração, ela é tão árdua que você satura do mal. Satura, você não quer nunca mais, né? Porque vai… Então, é interessante isso, né? Eu lembro. Que é a grande lição, né?

Essa lição quando a gente muda de lado. E entender, né, Herodo, que essa troca, esses lados, essas questões, não são desalinhadas com o propósito aí da nossa evolução, vamos dizer assim, ou com os propósitos da lei divina. Então, você tem, você você contribui de um lado e contribui de outro lado, né? É uma interdependência, né? A gente, talvez, eu tenho um pouco de dificuldade, não sei se estou correto em pensar assim, mas, assim, aquela lição que tem lá no 14, lá do Sete Minutos com Emmanuel, né? Nós somos todos devedores, que eu gosto tanto, que fala dessa posição, né?

Fala assim, olha, o texto de Paulo fala que eu sou o devedor de de tal e de tal, de tal e de tal, que agora esqueci. Mas, enfim, o que acontece, né, Herodo? Na posição de espiar é interessante porque eu vou me valer e eu posso aproveitar essa oportunidade para educar aquele que fere, ajudar no processo dele de uma forma diferente da que eu fiz no passado, porque quando eu puxo o tapete de alguém que supera com o perdão, que supera com a fé, que supera com essas questões, eu promovo. E aí é interessante que nesse texto do Emmanuel, no meu entendimento, ele fala disso, né, que seremos devedores desses que nos prejudicaram.

Exatamente, exatamente. Então é interessante que na espiação você resgata também, você tem condições de resgatar com estes, ajudá-los, estender a mão e ser para eles aquela fase que você já passou por ela também. No fundo, né, Júlio, isso aí é aquela velha, velha ditada popular, né, Deus escreve certo por linhas tortas. Então, todas essas situações, elas são muito ruins para quem praticou o mal, mas não necessariamente ruins para quem sofreu o mal. Esse é um ponto importante, né, porque tem uma frase do Paulo que é linda, né, ele diz assim, de agora em diante ninguém mais me moleste, porque trago em mim as marcas do Cristo.

Então, enquanto muitas pessoas estavam se comprometendo, como ele no passado se comprometeu, estavam se comprometendo, ele estava adquirindo marcas da redenção. Marcas da redenção. Então, é… Isso mesmo. Isso é importante. E isso revela, Júlio, isso é difícil, isso é um raciocínio difícil. Eu vou trazer só uma pontinha aqui, porque isso demandaria uma reflexão muito madura, muito. Isso significa que Deus é tão infinitamente sábio e tão infinitamente amoroso que nada se perde, nem o mal. Mas esse é Deus. Porque eu falo isso com muito cuidado para que a gente não caia numa fantasia de achar, ah, então vale a pena praticar o mal.

Vai com calma. Vai com calma, hein? Na hora que você está na dor intensa você vai ver que não vale a pena, não. E na frase, na frase entrega, vale a pena? Tem uma pena, né? Vale a pena? Então, mas Deus transmuta, transmuta, transforma, transforma. E se não fosse esse poder transformador de Deus, seria um caos. Seria um caos. Então, quando a gente entende Deus está no comando, Deus, como Jesus diz, não é para Levi, que em governo o mundo é Deus. Em governo o mundo é Deus. E Ele tem caminhos que nós não vamos compreender.

Tem caminhos que nós não vamos compreender. Tem caminhos que nós não vamos compreender. Porque, às vezes, Ele está fazendo uma volta de dez quilômetros e você fala que está longo. Nessa volta de dez quilômetros Ele está resolvendo um milhão de coisas e você não está nem vendo. É a onisciência e a infinita sabedoria do Criador. Não tem jeito, nós não temos acesso a isso. Mas, uma coisa é certa, Júlio. A sensação da perda do liga-arbítrio a sensação da perda do liga-arbítrio é muito ruim, não é? E a expiação é isso. Você não tem escolha.

Você não tem escolha. Você fica numa conjuntura que não tem. Não tem. O que nos resta é aquela mensagem belíssima. Obediência e resignação. Obediência é o consentimento da razão. Resignação é o consentimento do coração. Você precisa compreender que você fala assim eu estou diante de algo aqui que está acima mesmo das minhas forças. Eu preciso agora me entregar. Eu não vou encontrar uma saída. E me veio uma imagem que nessas circunstâncias para mim e pessoalmente são vários os paradigmas as ideias. Nesse momento em que a gente perde o liga-arbítrio ou que se perde que está sob a expiação em que você não estou meio que cerceado e tal o amor de Deus é o que a gente crer está agindo plenamente a seu favor.

E é importante lembrar disso para que nós não nos desesperemos com o remédio que a gente tem que tomar, porque afinal de contas nós já estamos na condição encarnada no planeta Terra até o momento de provas e expiações o que significa que nós estamos falando de nós nós estamos falando de nós que estamos aqui hoje provando e expiando e compreendendo através do evangelho o amor de Deus quando ele nos proporciona a oportunidade de um planeta de provas e expiações porque esse amor está fluindo a gente erra, errou mais ainda talvez num passado mais remoto, estamos na caminhada mas de Deus fluindo amor, fluindo oportunidades, fluindo vamos dizer assim o remédio, fluindo o que vai nos educar e é importante que a gente se lembre disso nesses momentos que a gente se revolta contra a providência e vem muitas imagens tem uma coisa tem uma mensagem do Emmanuel, Júlio que fala assim, muitas vezes rogamos a Deus a cura e ele nos manda o bisturi que vai rasgar nossas entranhas e extrair o mal que está causando através de uma cirurgia e nos dar a cura isso é profundo porque é o seguinte o foco do Criador está no resultado e o nosso foco está no processo então a gente fica focado ai, meu Deus, está cortando ai, o bisturi, nossa, estou passando por isso e o foco do Criador está assim, calma filho calma nós estamos aqui, olha eu estou direcionando para o resultado eu estou direcionando para o resultado o ser eterno, né a gente foca só no hoje, na individualidade nesse tempo curto a gente tem várias perguntas que bom, vamos lá vamos ver gente, quem perguntou e talvez a gente não fale, coloca ali de novo pergunta, porque as vezes é tanto comentário que vem do Face, que vem do Youtube, né o André Luiz, quando a gente estava falando sobre arrependimento o arrependimento seria o autoconhecimento entendimento do meu eu interior também, né, André, também também o autoconhecimento mas tem uma parte do arrependimento que tem a ver com o conhecimento das relações sabe, André?

Das relações da vida do mundo porque muitas vezes a gente causa o mal porque a gente não compreende a lei que rege as relações das relações humanas que rege a sociedade então, é preciso o autoconhecimento? Sim, você precisa se conhecer mas, você também vamos abrir astros aqui, se tocar eu preciso também me tocar olha, peraí relacionamento afetivo, não é isso que eu estou pensando olha, trabalho então, eu vou aprendendo sobre o funcionamento da criação divina porque a criação divina tem regras ela tem leis e Deus vela pelo cumprimento das suas leis divinas porque elas são soberanamente justas boas e inteligentes então, num arrependimento eu me dou conta então, você vê a pessoa falando assim nossa eu não devia ter envolvido naquele ambiente ai, meu Deus eu não devia ter me entregado a essa ilusão então você está tendo um processo de autoconhecimento mas, você está tendo também um processo de conhecimento da vida de conhecimento, de experiência de maturidade como é a vida como são as relações todos nós aqui teríamos casos e histórias para contar, todos nós aqui se passássemos a nossa vida em revista você poderia chegar e falar assim nossa, meu Deus por que eu fiz isso por que eu não enxerguei por que eu não levei isso a sério eu tinha ao meu lado tantos exemplos por que eu fui seguir esse caminho tinha tantas pessoas me aconselhando tinha tantas pessoas ali servindo de exemplo para mim por que eu me desgarrei do meu grupo por que eu me entreguei a essas ilusões por que eu fiz isso isso significa o que?

Você está ganhando consciência da vida você está ficando experiente você está ficando experiente maduro então, veja nós ganhamos maturidade nas relações afetivas a gente ganha maturidade no uso dos recursos materiais a gente ganha maturidade na preservação da saúde a gente ganha maturidade no trabalho a gente ganha maturidade na nossa inserção social e política no mundo nós vamos ganhando maturidade amadurecimento porque você vai entendendo não é assim não é assim não é assim olha que bonito isso o arrependimento tem a ver com isso tem a ver com o que o erro te ensinou autoconhecimento mas também conhecimento o que esse erro me ensinou o que eu aprendi com esse erro tem uma frase bonita que o Clarencio diz para o André Luiz ele fala assim tem bom ânimo meu filho eu também já perambulei pelos abismos dos quais você acaba de regressar olha que coisa maravilhosa eu também já perambulei é maravilhoso o André Luiz estava acabando de ser resgatado de oito anos de umbral e houve isso do Clarencio eu também já perambulei eu sei o que é estar onde você esteve eu sei mas hoje eu não quero mais hoje eu estou arrependido eu não quero isso eu sei o que é, mas não quero e eu não quero que eu sei o que é e essa experiência ela muda as relações quando você sofre, quando você passa por essas experiências você consegue compreender a dor do outro consegue compreender e eu tenho por minha, Leonora aqui é uma experiência pessoal eu vou pedir permissão para dividir e eu não quero que ninguém concorde comigo não por favor porque quando você narra uma experiência ninguém tem que concordar experiência é experiência eu tenho para mim que quando a gente está vivendo momentos muito difíceis entidades muito superiores são designadas para fazer um acompanhamento psicológico do nosso progresso e eles ficam monitorando eles ficam monitorando nossas atitudes nossas reações não veja não para avaliar apenas a sua resposta àquela situação específica, mas para avaliar se você vai sair de um loop que dura 3, 4, 5 mil anos se você vai sair do loop porque eu vou dizer uma coisa para vocês o que eu tenho mais medo hoje não é da expiação em si eu tenho mais medo hoje é quando a expiação acaba e você volta errar no mesmo erro volta a cometer o mesmo erro a minha experiência é profissional isso em direito criminal se chama reincidência o que é a reincidência?

A pessoa que ganhou a liberdade volta a cometer o mesmo crime ou outro isso é que é doloroso então, eu penso onde você está nesses momentos da expiação porque hoje, aí eu estou falando da minha experiência, gente, tá bom? Eu estou falando da minha percepção eu posso estar todo errado eu posso estar equivocado eu posso estar equivocado então, o que eu sinto é que quando você se torna Espírito puro o seu trabalho é acompanhar a expiação é velar por isso que vem o nome anjos tutelares anjo guardião você começa a velar e o que é velar?

Olha o Júlio deu uma caidinha agora caiu de vez caiu, né? Então, o anjo tutelar é aquele que te acompanha ele vai lhe monitorando ele vai ele está amadurecendo ele está aprendendo ele está aproveitando essa experiência não é porque trauma não é garantia de crescimento tem muita gente que passa por um trauma e piora sofrimento não é garantia de crescimento tem gente que passa por um sofrimento e se torna pior por isso que no Evangelho segundo o Espiritismo tem a mensagem o bem e o mal sofrer o bem e o mal sofrer lembrei dos pontos mortos lá do Irmão X as vezes a expiação vem até ali no Consolador aquela questão que fala que a expiação vem para quebrar o que a gente não está conseguindo ver exatamente a gente precisa ampliar o horizonte quando isso acontece a gente está naquela situação difícil e você está ampliando o horizonte eu acho que isso é uma satisfação imensa para esses Espíritos superiores porque eles sabem o que nós estamos passando porque já passaram já passaram eles sabem eles sabem então digamos digamos que você esteja vivendo a expiação de uma doença grave os Espíritos puros, os anjos que vão estar ali te acompanhando nesse processo já passaram também por isso se você está vivendo a expiação do término de uma relação os Espíritos que vão te acompanhar são Espíritos que já viveram essa situação então isso aqui é interessante né Isso é interessante e aí a gente vai caminhando para a comunhão né Haroldo porque enquanto a gente está nessa segunda parte falando sobre a fidelidade a gente está tentando seguir as leis e o que chamou a atenção quando a gente estudou foi que as leis pareciam tão materiais e duras e a gente ampliou para coisas tão sutis né e foi muito importante e depois então a terceira parte é a comunhão que é essa que a gente está começando a conversar e a comunhão a comunhão porque a comunhão não é apenas estar chegar a um lugar eu acho que essa imagem é uma imagem ruim da comunhão ah, eu vou chegar a um lugar a gente imagina, o Júlio voltou aí a gente estava falando Júlio, que a gente tem uma ideia que comunhão é chegar em algum lugar agora eu cheguei numa esfera superior gente, olha só Jesus venceu no deserto Adão fracassou no paraíso a comunhão comunhão não é um lugar que você chega comunhão é estar em sintonia afetiva intelectual e espiritual com Deus é quando eu me identifico com a divindade porque hoje nós não estamos identificados com a divindade nós queremos coisas nós fazemos coisas que são contrárias contrárias a natureza divina ao caráter de Deus por isso que não há comunhão por isso que não há comunhão porque existe uma dissonância uma dissonância então, por exemplo se nós pudéssemos ficar com Jesus durante uma semana seria uma sintonia perfeita?

Claro que não porque você iria abordar assuntos polêmicos com ele e ele traria posicionamento você não ficaria satisfeito ele ia mandar você perdoar ele ia pedir para você compreender ele ia pedir para você tolerar você não iria gostar não tem sintonia não tem ainda comunhão não existe ainda identificação pode ter admiração admiração não é comunhão não é a comunhão eu chego num estado de identificação absoluta é querer com desejar com realizar com eu acho que tem que Jesus tem umas frases assim tão são tão claras a minha comida comida é uma coisa interessante comida, estou afim de comer um arrozinho um arroz um arroz gostoso com a couve estou querendo comer uma comida então você tem na comida tem um afeto na comida tem uma preparação tem uma história a comida tem uma coisa de estar junto tem tudo isso ainda mais naquela época de Jesus que você comia nas mesmas vasilhas não tinha esse negócio de um prato para mim, um prato para o Júlio um prato para o Eleonor era uma vasilha ali, todo mundo metia a mão levava um pãozinho ali, metia a mão na mesma vasilha e comia junto, então era uma coisa junta aí Jesus diz assim, a minha comida é fazer alguma padrinha, pai por quê?

Porque Jesus é uma inteligência divina agregada a Deus em processo de comunhão indescritível indescritível indescritível então é é isso, né que bonito demais identificação por isso que assim às vezes a gente fica imaginando ah não, fulano não, fulano não pode ir nessa esfera não, porque a esfera é superior e você é inferior, você não pode, não gente se você for, você não vai se identificar você não vai querer ficar por que você não vai querer ficar lá? Porque as pessoas não têm prazer de conversar os assuntos foi você, Júlio fui eu pensando de novo quando você chega numa esfera superior os assuntos que são tratados lá, você não tem afinidade com eles os hábitos dos habitantes daquele lugar, você não tem afinidade a música que eles ouvem o que eles leem você não tem afinidade quando a gente leva um filho pequeno, né pra sala de aula aí eles dizem, ai mãe, que coisa mais chata que coisa mais chata né Exatamente exatamente, né é outra bom, Eleonora chegamos então, ao fim, né vamos deixa eu perguntar um trenco desde o início vamos lá, Eleonora é Do êxodo talvez a gente já tenha falado disso, né já que a gente está no Natal nessa nessa nessa etapa e como a gente sabe que esses processos são cíclicos e eles estão ali como essa regra áurea de Deus tá tudo contido, né, naquela estrutura divina mas qual se você já tiver falado a gente repete brevemente mas assim a vida de Jesus e o êxodo o nascimento de Jesus, esse processo da vinda do Cristo qual é você consegue ver uma relação um paralelismo é um arquétipo como é que a gente vê isso é, na verdade os teólogos chamam isso de tipos né, tipologias então você pega, por exemplo, a história de José do Egito é um tipo de Jesus é uma tipologia então tem elementos ali da vida do José que apontam assim, né não totalmente, não é igual mas fala assim, olha presta atenção, hein terá alguém aí que os irmãos não vão aceitar ele é um tipo então, com certeza a vida de Jesus tem a tipologia do êxodo tem a tipologia de uma maneira profunda, né ele é o cordeiro ele vai ser imolado ele é o templo é que é uma mistura de símbolos a gente não pode ter aquela mente linear porque os hebreus vão misturando símbolos, acumulando um com o outro você não pode confundir, né tem que ficar atento para não confundir, porque os símbolos vão se acumulando com certeza, a vida de Jesus é uma miniatura do êxodo e Lucas diz isso quando Jesus faz, no Evangelho de Lucas quando Jesus faz o último anúncio da sua crucificação lá no tabu Lucas diz assim e ele percebeu que se aproximava o seu êxodo tá lá a palavra êxodo eu até coloco uma nota lá na tradução se aproximava o seu êxodo olha que bonito por isso que Moisés aparece no tabu com Elias é por isso porque Moisés simboliza a condução que leva até a porta da terra de Canaã, leva até a fronteira mas não entra e Elias representa o profeta da redenção que é o carro o carro de Elias, aquela coisa da transcendência então você tem ali dois símbolos falando, gente, presta atenção isso aqui é um êxodo ele está indo agora para o êxodo para o êxodo bonito, né?

Outra coisa olha que bonito todo mundo pergunta isso por que que Jesus falou pra Madalena não toque em mim, porque eu ainda não subi ao pai porque ele já tinha cumprido a liberdade a fidelidade e ele estava concretizando ainda a comunhão olha só ele estava realizando a comunhão é o simbolismo então quando ele volta e entra na casa de Maria Marcos e fala a paz seja convosco ali já é a comunhão agora agora não toque em mim porque eu ainda não subi ao pai deixa eu completar o êxodo, não tenha pressa Maria Madalena não tenha pressa, deixa eu completar eu estou completando ainda só vim te falar aqui que a vida não cessa a vida não cessa muito bom, e os nossos votos eu acho que são esses né, pra nós e pra todo grupo que você falou que Jesus iria nos falar sobre tolerância, sobre perdão das ofensas sobre querer o bem querer ser melhor eu acho que os nossos votos pra esse natal, pra esse nascimento é que esses sentimentos nasçam e renasçam né é o Tiago representou aí no ser o asclepos, inteligência artificial que responde as perguntas com os versículos é aquilo ali né é exatamente aquilo você vai apresentar uma dúvida faça isso já está dito o que Jesus Jesus tem pra nos dizer, já está dito o que André Luiz diz assim no Agenda Cristã quem tem uma semana de conhecimento do evangelho, já sabe o que fazer já sabe o que fazer é isso é isso aí gente na internet está um pouquinho ruim hoje né mas eu queria agradecer muito esse ano, Haroldo eu não vou agradecer você não vou agradecer todas essas pessoas que nos acompanharam foi com muita paciência, com muita dedicação com muito carinho o empenho no grupo de WhatsApp os empenhos no estudo a dedicação, a vontade de estudar a vontade de se melhorar em todos os nossos grupos de estudo isso tem sido uma tônica tão bonita as pessoas reconhecendo bonito ver, né Haroldo no depoimento de algumas pessoas assim, poxa eu era um espírito assim assado assim assado e com estes estudos eu estou conseguindo me ver melhor eu estou conseguindo ver o evangelho de um outro prisma, eu tenho conseguido isso eu tenho conseguido aquilo eu acho que a nossa contribuição a contribuição que passa por nós da espiritualidade para as pessoas eu reconheço que ela teve êxito nessas horas, né porque as pessoas estão felizes com o estudo as pessoas conseguem se encontrar no estudo se enxergar dentro do estudo porque a pior coisa do mundo é você ter um estudo em que você não se vê nele você não se enxerga ali participante ou integrante daquela história então eu quero agradecer muito a todos vocês por esse ano que vocês nos promocionaram foi um ano maravilhoso para a gente de estar aqui com vocês de dar aí nossos bons dias de ver o nominho de vocês de saber que nós estamos fazendo amigos por toda parte, né e isso sim eu vou te agradecer porque você tem grandeado amigos por muitos lugares e tem compartilhado com a gente esses amigos e eu sempre vou te agradecer por isso porque a gente sabe que qual que é o trabalho que você faz desde o início, sabemos de você de seus potenciais sabemos do seu empenho para estar aqui para estudar, para trazer os temas então eu também te agradecer porque se a gente tem os amigos aqui muito devemos ao evangelho e a você que tem ajudado a ler a coisa aí, né então que esse Natal seja para nós também esse momento da gente refletir sobre a gratidão a gratidão a Eleonora por se dedicar com a gente aqui, lá em Laranjeiras em organizar o grupo de êxodo responder rapaz, você já viu o tanto de grupo que essa mulher administra?

Não é fácil não mas é um grupo muito legal a Luciana que tem feito as artes para a gente né Agradecer o João e o Tales que o João ele sempre escreve era muito bacana se você tem oportunidade de acompanhar ele escreve sobre todos os episódios de êxodo depois para serem colocados no canal as resenhas que facilitam muito trabalho o Tales está sempre contribuindo com a gente nos estudos trazendo aí as indicações das passagens há pouco ele nos lembrou do sexto ministério lá do nosso lar da comunhão são sempre pérolas agradecer a Sirlene que está sempre com a gente contribuindo, a Márcia a turma que está com a gente trabalhando e a todos vocês que proporcionaram que transcreve todos os estudos para depois eles virarem as legendas a Silvia Caldeira a Silvia Caldeira que faz a compilação dos estudos todas as contribuições dos grupos é Larissa é Larissa das legendas é a Larissa é a Larissa que está fazendo as legendas ela trabalha com legendas profissionalmente também está fazendo as legendas dos estudos para a gente é uma turma grande de pessoas que está empenhada nessa jornada eu queria terminar com a música a gente vai ter agora dia 23 um amigo que a gente admira muito, que a gente gosta muito a quem a gente deve a obra Morro Alto que é o Aloysio e o Luiz Barcelos eles lançaram no ano passado se não me engano no ano passado um material lindo chamado Cantata Brasiliana e é uma é um musical são músicas sobre o nascimento de Jesus, a história do nascimento de Jesus é muito lindo e eu vou tentar na minha internet aqui, vamos ver se vai dar colocar no finalzinho para vocês ouvirem dia 23 nós vamos fazer essa live com o Aloysio sobre Cantata Brasiliana então nós vamos conversar sobre as músicas ele e o Luiz Barcelos nós vamos conversar sobre as músicas sobre o trabalho musical, artístico e também um pouquinho sobre o nascimento de Jesus, então ficam todos convidados a gente vai divulgar nos canais do Ser o horário certinho, está entre ser das 19h30 a 20h vai depender aí da disponibilidade ainda que eu vou confirmar mas então no dia 23 de dezembro fiquem atentos que a gente vai divulgar nas nossas redes sociais, no nosso Youtube, Facebook a Cantata Brasiliana e aí nós vamos colocar aqui, deixa eu só já abrir aqui para vocês verem eu vou voltar aqui um pouquinho Aroldo você quer falar alguma coisa Aroldo uma mensagem final eu vou até pedindo perdão para sair porque eu estou de plantão agora nesse Natal está certo já está tendo demanda e tudo enquanto você se coloca eu vou ouvindo a música, vou ligando aqui para fora vou ouvindo a musiquinha que lindo viu, nossa que coisa linda só agradecer Aroldo, Júlio amigos até o ano que vem em janeiro estamos juntos perseverando entregando os pãezinhos e os peixinhos que Jesus é que multiplica para alimentar as multidões então muito obrigado por esse ano e nos vemos ano que vem isso aí gente música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música música

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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