Neste estudo do Velho Testamento, Haroldo Dutra Dias aprofunda-se no Livro de Êxodo, focando na simbologia do Tabernáculo. A aula transcende a interpretação histórica e geográfica, buscando um entendimento universal e espiritual da estrutura, que é apresentada como uma representação da escala evolutiva dos espíritos.
O que é estudado neste episódio
- A Estrutura do Tabernáculo como Escala Espírita: Haroldo Dutra Dias propõe que o Tabernáculo, com suas três partes (Pátio, Lugar Santo e Santo dos Santos), simboliza as três ordens da escala espírita de Allan Kardec: espíritos imperfeitos, espíritos da segunda ordem (bondade e sabedoria) e espíritos puros.
- O Pátio e os Espíritos Imperfeitos: A primeira parte do Tabernáculo, onde ocorriam os sacrifícios de animais, é interpretada como a fase dos espíritos imperfeitos. O sacrifício de animais é visto como um símbolo da encarnação e reencarnação, onde o corpo físico é o “animal” que se “sacrifica” para a purificação do espírito. São abordadas as características dos espíritos imperfeitos, conforme a questão 101 de “O Livro dos Espíritos”, destacando a predominância da matéria, a propensão ao mal (entendido como benefício exclusivo para si), ignorância, orgulho, egoísmo e paixões consequentes.
- A Punição Divina e a Reeducação: A discussão sobre a “punição” mencionada por Kardec é aprofundada, ressignificando-a como um processo de reeducação e corrigenda, em vez de castigo divino. É enfatizado que Deus, sendo soberanamente justo e bom, não pune de forma arbitrária, mas permite experiências que visam o progresso e a purificação do espírito.
- O Lugar Santo e os Espíritos da Segunda Ordem: Esta seção do Tabernáculo, onde os sacerdotes realizavam serviços como manter o incenso aceso, trocar os pães e o óleo do candelabro, é associada à fase de transição para a segunda ordem de espíritos. Representa a fidelidade, o serviço e as obras da lei, entendidas como ações de caridade e desenvolvimento moral.
- O Santo dos Santos e os Espíritos Puros: A parte mais interna e sagrada do Tabernáculo, acessível apenas ao sumo sacerdote uma vez por ano, é comparada ao estágio dos espíritos puros. A Arca da Aliança e os querubins simbolizam o retorno ao “Éden”, ou seja, a condição de espírito puro que não necessita mais da encarnação.
Reflexões
- A interpretação do Tabernáculo como uma escala evolutiva dos espíritos oferece uma perspectiva profunda sobre o propósito da encarnação e das experiências terrenas, ressignificando sofrimentos e desafios como oportunidades de purificação e progresso.
- A discussão sobre a “punição” divina à luz da pedagogia espírita convida a uma compreensão mais ampla da justiça e bondade de Deus, afastando-se de conceitos de castigo e aproximando-se da ideia de reeducação e reparação.
- A complexidade do processo evolutivo é destacada, enfatizando que a cada segundo, decisões divinas são tomadas visando a purificação do espírito, e que a misericórdia divina sempre busca os caminhos mais suaves possíveis para o progresso individual.
Ler transcrição do episódio
O mal que habita em mim reconhece o mal que me tocou O mal que habita em mim reconhece o mal que me tocou Assim Deus permitiu para que o mal que habita em mim Reconheça o mal que me tocou E eu possa me curar do mal que habita em mim Para que eu possa enfim brilhar Para que eu possa me alcançar Do eterno bem que habita em mim Porque assim Deus permitiu Para que eu possa enfim brilhar Para que eu possa me alcançar Do eterno bem que habita em mim Porque assim Deus permitiu Quem senão Deus criou obra tamanha no espaço e o tempo As amplidades e as eras onde se agitam Por milhões de esperas que a luz, as céus alus Para que se banha quem senão ele fez A espirite estranha O segredo inviolável das monedas No coração dos homens e das feras No coração do mar e da montanha Deus somente o eterno penetrável Poderia criar imensurável E o universo infinito criaria Suprema paz, interna piedade Que habita na eterna claridade Das torrentes da luz e da harmonia Quem se banha quem fez A espirite estranha O segredo inviolável das monedas No coração dos homens e das feras No coração do mar e da montanha Boa tarde, boa tarde, amigos.
Mais um estudo de êxodo. Eu estava pensando aqui, sabe, Júlio? Há duas semanas estava eu e o Aroldo. Depois, semana passada, estava você e o Aroldo. Essa semana, eu e você. A coisa só vem piorando. Não, gente, o Aroldo, ele mandou o recado que ele se atrasou um pouquinho na saída do fórum, né? E já está chegando. Diz que cinco minutinhos ele já está entrando. Enquanto isso, a gente vai dando boa tarde aos amigos. É isso mesmo. Mas, brincadeiras à parte, né, Eleonora? É assim mesmo, né? É um time, né? Está certo que nós não vamos aventurar em falar do tema aqui, né?
Muitas respostas, não, mas muitas perguntas, com certeza, o Júlio tem, né? Com certeza. Com certeza, não, porque eu vou te falar o seguinte, Eleonora. Perguntar é um negócio difícil. A gente pensa assim, não, perguntar é fácil, né? Não, tem hora que falta até pergunta, viu? Você fica assim, ah, é, é. Com aquela cara de, o que eu falo agora, né? Mas, a hora em que a gente vai estudando, vai escutando as coisas, vai juntando as pecinhas, aí você vai tendo dúvidas, né? É legal isso, né? Porque quando você tem dúvidas, é sinal de que a coisa está fervilhando, né?
Os grandes pensadores foram aqueles que fizeram as grandes perguntas, né? Realmente. Realmente. Tem que pensar bastante para ter as perguntas. É, boa vontade, tem que ter bastante tranquilidade, né? Humildade também, né, Eleonora, para se considerar, né? No sentido do aprendiz, né? Aquele que quer saber, né? Aquele que procura saber, né? Essa famosa maiútica que a gente aprendeu recentemente, né, Eleonora? O Partejar das Ideias, que Jesus fazia também, né? Pois é, e trabalhou com perguntas, né? Quando você pega o Boa Nova ali, nossa, é uma pergunta da outra, né?
E é isso. Mas, e aí, Eleonora, nós temos novidades acontecendo no SER aí, você falou que ia convidar a turma aqui, como é que é? Ah, então, hoje é dia, hoje é dia que nós estamos fazendo o lançamento do Advento de Natal. O que é o Advento de Natal, Eleonora? Então, aqueles que já participaram no ano passado, estão convidados a participar, e quem nunca participou, venha conosco. Então, é uma ideia, né? Que tivemos, uma inspiração que tivemos em grupo no ano passado, diante de um ano tão atribulado e de pandemia, né?
Estávamos no auge da pandemia, e como esperar esse Natal, né? Esse Jesus nascendo nos corações. Então, o objetivo é esse, é nós nos reunirmos em comunidade espírita, né? Para criarmos esse pensamento, essa vibração, daqui até o dia de Natal, esperando que Jesus nasça em nossos corações. Então, a gente faz um calendário com atividades, com reflexões, durante todos os dias. Ele vai começar seguindo o calendário, o cristão, né? Dia 28, o primeiro domingo do Advento, a gente já começa com uma reflexão, com uma atividade.
Essa semana, a gente está convidando os amigos para entrarem no grupo, de UATs, né? A gente está fazendo um grupo, e lá as atividades a gente compartilha. Como é que as pessoas acessam esse grupo, Eleonora? A gente compartilhou já nos grupos de WhatsApp, e quem quiser, entra lá. A gente vai ter uma publicação hoje, né? Com convite, nas redes, no Facebook do SER, no Instagram. Então, a pessoa, ela entra lá e diz assim, quero participar, que aí o pessoal vai estar compartilhando o link para fazer parte dessa comunidade.
E eu ia comentar que tem atividades para a família, tem atividades para fazer só, tem atividades emanuais, tem atividades de reflexão. Sempre a gente ajustando isso com o versículo bíblico, desde o anúncio de Maria, até o nascimento de Jesus. E esse ano está mais especial, né, Julio? Porque a gente está com uma proposta de acender alguns valores dentro de nós. Sim. De acender luzes. Ressignificar, utilizar o simbólico das menorás, da metáfora das menorás, para que a gente possa, a partir daí, ressignificar esses valores, ressignificar esses gestos dentro de nós.
Então é uma atividade muito bacana. Mas explica melhor para o pessoal o que é essa diferença que vamos ter, porque tem gente aqui que talvez já tenha participado. Claro que a gente sabe que a doutrina espírita, ela nos ensina que não há época certa, que Jesus vai nascer em nós a qualquer momento em nossa vida. A gente está aproveitando esse momento histórico, esse momento em que o planeta, em que o mundo é cristão, ele comemora esse Natal e a gente comemora realmente com o sentido do nascimento de Jesus em nossos corações.
Então esse ano que vai ter diferente é que a gente teve o convite para que a gente acendesse luzes dentro de nós, que a gente acendesse os valores espirituais. Então a gente aproveitar a época em que o planeta está vibrando no nascimento do Cristo. A Vanessa está nos ajudando lá. A Vanessa está nos ajudando a elaborar também o advento. As meninas que trabalham com a evangelização é do ser. Está todo mundo junto criando as atividades, escolhendo os versículos. Então a proposta é que a gente comece, desde que Gabriel faz o anúncio e vá percorrendo esse caminho com José, com João Batista, Maria e a sua prima Isabel, o censo, a viagem até a manjedoura e o anúncio que os anjos fazem, que Jesus nasceu, que o governador espiritual do planeta está entre nós.
E nós também estamos seguindo com uma programação dentro do advento no espiritismo. tv no ar, né, Leonora? Começamos aí também com nove programas que vão abordar essa questão de nos sintonizarmos com esse processo que vai desde a anunciação, que se chama anunciação de Maria, até o nascimento de Jesus e tudo. A gente sabe, né, Leonora, e a gente tem cuidado disso tanto quanto no estudo do Antigo Testamento e tal, que como espíritas, muitas vezes, viemos de uma dissidência às vezes de outras religiões, né, Leonora? Viemos aí na busca de um elemento novo, mas nessa busca, muitas vezes, nós deixamos para trás muitos valores importantes, né, que estão nas nossas raízes.
A gente estuda aqui o Antigo Testamento, que o Haroldo gosta de dividir e falar para a gente como o Antigo Testamento como a raiz, o Evangelho como o tronco dessa árvore e o espiritismo como essa copa, né? Agora, não tem árvore que dá fruto sem raiz, né? Então, a gente lembra disso, né, que algumas coisas que nós no passado fizemos ainda, não à luz da doutrina, hoje podemos fazer à luz da doutrina, né? O advento é uma atividade, ou as novenas de final de ano, né, as novenas de Maria que existem na Igreja Católica, trazem elementos de iluminação muito fortes, né?
E é importante que dentro do espiritismo a gente ressignifique esses processos e não os abandone, como a gente agora resgata o conhecimento do Antigo Testamento, não é? Porque durante um período aí nosso, e talvez para muitos ainda, a gente achou que deveríamos cortar o mal pela raiz, que a gente achava, né? Só que a raiz não pode ser cortada, porque se a raiz é cortada do Evangelho, né, e a raiz do Evangelho é o Antigo Testamento, Haroldo gosta de falar disso, né, ele fala assim, tem um estudo dele que eu assisti ao vivo, foi muito engraçado, que ele começou a falar do Antigo Testamento e tal, e aí ele começou a perguntar ao pessoal, falou assim, qual evangelho será que Jesus lia naquele tempo, né?
Ele lia o Evangelho de João? Ele lia o Evangelho de Mateus? Ele lia? O que é que Jesus lia naquele período? Naquele tempo, né? Certamente ele estudava Marcos, né? E ele lia, e tal. E aí o povo foi encolhendo na cadeira, sabe? A turma aqui, a gente já sabia que era meio contra a coisa. Pois é, se Jesus estudava o Antigo Testamento, se era a lei, né, da onde ele tirou? A plataforma, né, do seu ensino e dali, das leis divinas ele tirou? Será que a gente tem que estudar também, né? É a mesma coisa, né? É, é usar esses símbolos exteriores, mas para iluminar o nosso interior, né?
Significar. E a gente vai, e a gente traz os versículos bíblicos sempre alinhados a uma explicação ou de Emmanuel, ou um poema. A gente tem o livro Antologia Mediúnica de Natal, então a espiritualidade escreveu muito sobre, né? Sobre esse momento, então a gente sempre conduz com as reflexões espíritas com esse momento, porque realmente a Vanessa até tinha escrito aqui o que eu tinha pensado. Eu tinha pensado bem se ela escreveu trabalhando os símbolos fora para trabalhar dentro, né? Para se ver realmente dentro. Até o dia que perceber que fora e dentro…
O templo é oficina, né? O templo é oficina, então a gente não ilumina. Quando iluminamos dentro, naturalmente iluminamos fora, porque a gente ilumina dentro e vai para as ações, as ações iluminam fora, no externo, no processo do encarnado. Jesus falou por parábolas, usou elementos da natureza, elementos tão sólidos naquele tempo, né? Então era a semente, era o pão, não é isso? Eram coisas que eram materiais, alimentos materiais muitas vezes, né? E da mesma forma a gente está acreditando nisso, né? A nossa capacidade de ressignificar, a nossa capacidade de compreender esses símbolos.
Então, quem quiser acompanhar, gente, vale muito a pena mesmo, quem participou no ano passado, a Leonora, tem vários depoimentos do pessoal que… Aqui, a Zuila está falando aqui. Participem, é muito lindo. Como é o nome do grupo? É, como é que é o nome do grupo? Então, assim, o nome do grupo é Advento 2021, acho que é esse, mas esse é o grupo do Instagram. Mas para entrar, você tem que entrar em Portal Ser, então aproveita e já entra lá no grupo do Portal Ser, curte lá no Facebook, no Instagram, que lá vai ter os convites, que vai ter as informações.
Então, o nosso professor chegou. O professor chegou. A gente estava comentando aqui, Haroldo, que estudo a gente não conseguiria fazer, a gente teria muitas perguntas, né? Oi, Leonoro, boa tarde, Júlio, boa tarde. Gente, eu estou chegando de pouso alegre do evento lá do Tribunal e cheguei esbaforindo aqui, mas estamos animados, viu? Eu gostei da frase, eu estou chegando de pouso alegre. É, de pouso alegre. Mas chegamos, chegamos. Graças a Deus, chegamos. Nós estamos aqui divulgando com o pessoal o evento que você fez, faz desde o ano passado, que a gente chama de Dia de Vento, né?
Que é esse período agora até o Natal que a gente vai percorrendo aqueles passos desde a anunciação de Maria até o nascimento de Jesus, né? Dentro do simbolismo que a doutrina nos traz desse período. Aproveitando aí esse vácuo que o Natal deixa, né? Se fosse na Fórmula 1, nós estamos pegando o vácuo do Natal, né? Pegando o vácuo do Natal. E lembrando, né, Júlio? Para o ano que vem, a retomada do Projeto Boa Nova. Esse mês estamos retomando o Pode Ser. É. Então, a partir do ano que vem, se Deus quiser também, o Lítero Musical.
Legal. Então, o ser volta a velocidade de cruzeiro, né? Vira ser. Tem muita coisa aí que essa parada foi involuntária, né? A gente teve que obedecer aí a vida. A vida, né? Mas a partir do ano que vem, nós estamos aí com força total, né? É isso mesmo, Arouca. É isso mesmo. Se Deus quiser, né Arouca? Que bom. É isso mesmo. E com um novo ano, né Arouca? Vencidos aí os desafios. E certamente mais fortes, né? Mais maduros, né? Com um olhar mais amadurecido perante a vida, né? Perante as coisas, né? Fruto aí dessa experiência que a gente está vivendo.
Que é uma experiência divina, né? Uma experiência que está nos sendo proporcionada. Mas muito bem. Eu falei com eles que eu estava enrolando eles mesmo, Arouca. Mas eu já falei desde o início. Mas parece que tem tantas perguntas aí, é verdade? Deixa eu pegar a minha cor. As perguntas sim, as perguntas são as mesmas. Que hora que o Aroldo chega? Mas, enfim. Chegamos, chegamos. O que é que nós temos para hoje, Arouca? Hoje, Júlio, eu tinha separado para a gente… Uma coisa que a gente faz… Hoje nós vamos falar sobre a estrutura do tabernáculo.
Mas eu vou começar pelo fim. Eu vou dizer por quê. Porque é um estudo com muitos detalhes. Com muito simbolismo. Então, se nós não dissermos já, de saída, qual é o sentido espiritual disso, a jornada fica meio confusa. A pessoa fica pensando, mas por que nós estamos estudando esses detalhes? Por que nós estamos tratando disso? Então, eu prefiro dar a linha de chegada. O caix, a chegada. O que é o tabernáculo? Ah, nós falamos disso também. Agora, espiritualmente falando, vamos esquecer que tem horas que, no estudo bíblico, a gente tem que esquecer que é encarnado.
E tem horas que a gente tem que esquecer que é da Terra. Porque o universo não gira em torno da Terra. Então, muitas vezes a gente fica com a mentalidade religiosa, que é uma mentalidade de terráqueo. Achando que a única história do universo é a história da Terra, os movimentos sociais da Terra, os movimentos religiosos da Terra. Então, a gente fica com a mente muito estreita. Muito estreita. E, nesse estudo do tabernáculo, nós vamos precisar de transcendência. Transcendência. Porque esse símbolo, ele não é um símbolo da Terra.
Ele não é um símbolo do judaísmo, de cristianismo. Não. Ele é um símbolo do universo, das galáxias. Da evolução do Espírito. Bom, eu sei que é difícil, muitas pessoas ficam assustadas com isso, porque elas ficam querendo Ah, mas como é que é a história do Oriente? Esquece a história do Oriente. Esquece isso. O universo não se resume apenas à Terra. E nós precisamos que esses símbolos falem ao Espírito imortal. Não sou eu que peço isso. Quem pede isso é Jesus. Olha o que ele diz para os discípulos, em particular. Está lá no Evangelho de João, aliás, nós vamos falar sobre isso, o Evangelho de João é um tabernáculo, ele está dividido em três partes.
Quem fala isso é o Frederic Mendes. Então, o Evangelho de João é um tabernáculo. E, na segunda parte, que é o Lugar Santo, é o momento do capítulo 13 e em diante, até o início do 18, do 13 até o final do 17 e início do 18, em que Jesus tem uma conversa particular com os discípulos. É ali que ele fala do Consolador Prometido. E é ali que ele fala o quê? As palavras que eu vos digo são palavras de vida eterna. Então, se você está pensando em História e Geografia da Terra, você está comendo a casca da banana, você não está ficando com as palavras de vida eterna.
Você está ficando com palavras históricas. Aí, é preferível você ir para a universidade fazer um curso de História. É preferível. Aí, você vai ser historiador. Então, tem hora que nós precisamos transcender. Hoje, nós vamos transcender. Transcender. Nós vamos entender para o Espírito imortal. Não estou falando para hebreu, não estou falando para cristão. Esquece isso. Para o Espírito imortal, o que é o tabernáculo? É aí a pergunta. O Júlio está sem microfone. Tornar universal o símbolo que nós achamos que era só hebreu.
É. Mas eu acho que é só o Espírito. Júlio, e universal não é só transnacional. Sim. Porque, às vezes, a gente usa a palavra universal para falar assim, é universal. A China, o Brasil, os Estados Unidos. Não, não. É universal, envolve as galáxias. Universo. Universo. Sistema solar, outros sistemas. Só na nossa Via Láctea, você tem mais de 100 bilhões de sistemas solares. É disso que nós estamos falando. É disso que nós estamos falando. A gente tem estudos… E no macro e no micro, né, Leonora? Porque quando a gente pensa em universo, temos também essa imagem do universo exterior.
Exatamente. Aí depois a gente vai descer até chegar no micro. O povo hebreu, a comunidade cristã. Aí você está no micro. Nós vamos partir do macro. Então vamos lá. Você quer falar alguma coisa, Leonora? Não, eu só ia comentar que a gente tem estudado que esse símbolo é a escala espírita. É o nosso… Aí, Leonora. As três fases de espírito que está no pátio imperfeito, espírito que entra no lugar santo, até chegar naquela comunhão dos cristos no santo dos santos. Exatamente, Leonora. Então, o tabernáculo é a escala espírita.
É isso. O tabernáculo é a escala evolutiva dos espíritos. Espíritos imperfeitos, espíritos da segunda ordem, né? E os espíritos da primeira ordem, que são os espíritos puros. É essa a escala. É isso. Então, a primeira parte do tabernáculo é o tempo que nós passamos na evolução enquanto espíritos imperfeitos. Lugar santo é quando nós atingimos a segunda ordem, que é a ordem da bondade e da sabedoria. E o santo dos santos é quando eu ingresso na primeira ordem e me torno espírito puro. Então, vejam, nós vamos ter que reler a escala espírita, porque a gente acredita que entendeu, mas não pegou certos detalhes.
Não pegou certos detalhes. Então, agora eu vou convidar a todos, a todos nós, a enxergarmos a escala espírita e o tabernáculo de outra perspectiva. Nós vamos lançar um novo olhar sobre cada elemento da escala espírita, porque Kardec não dividiu aquilo em três à toa. E tem uma lógica, tem uma lógica, uma lógica cósmica, porque, por exemplo, na Revista Espírita de 1857, salvo engano, não sei se é janeiro ou fevereiro, Kardec escreveu sobre os druidas. Saiu um livro lá sobre os druidas e Kardec escreveu uma parte externa, por quê?
Porque ele foi druida, não é? Ele foi sacerdote druida. E qual era o princípio lá nos druidas? As tríades. Todo o ensinamento na religião dos druidas era passado em tríades. Esse preso aí tem um simbolismo profundo. Profundo. Os espíritos vão retomar lá na questão 25, 26, 27, a trindade universal, Deus, Espírito e Matéria. As três ordens da escala espírita. Tem muita… A própria trindade do catolicismo. Então, tem muita sabedoria aí. É isso que nós vamos explorar hoje. Vamos explorar hoje. Me lembrei que… Tem os cintos, né?
A ordem inversa, né? Deus, Espírito e Matéria. Deus, Espírito e Matéria, exatamente, Júlio. Exatamente. Eu estou até aqui pegando o Livro dos Espíritos, Júlio, ou abrindo aqui, porque a gente vai… vai ter que explorar algumas coisinhas aqui. Mas, enquanto eu estou abrindo aqui o Livro dos Espíritos, eu vou lembrar um pouquinho do que tem no tabernáculo, nas três partes do tabernáculo. Isso está em Êxodo. Então, depois, todo mundo pega aí Êxodo, né? Essa terceira parte do livro Êxodo aí, para poder dar uma lidazinha, dar uma lida rápida, não fica preso a detalhes, não.
Pega só o sentido geral. Só o sentido geral. Mas, vamos lá. O que tem na primeira parte do tabernáculo? Tem as bacias de bronze, onde eram feitos os sacrifícios de animal. Os animais eram imolados. Agora, vejam. Tem um sentido na imolação dos animais. Eles eram devolados e, para a cerimônia, só se aproveitava o sangue. A carne, depois, era o pagamento do trabalho do sacerdote. Era o pagamento do trabalho do sacerdote. Então, o sacerdote recebia salário em carne. Como é? Calma. Travou. Já voltamos. Dá uma travada boa agora.
Oi? Voltou, né? Calma. Dá um retrocesso aí de uns 30 segundos. Eu estava falando que, na Idade Média, muitos recebiam pagamento em sal. Daí, a palavra salário. Os sacerdotes recebiam em carne. Então, o pagamento era a carne. A carne dos animais. Esse era o pagamento. Inclusive, boa parte de Êxodo, mas, especificamente, em Levítico, você tem lá as regras de como que paga o sacerdote. Tanto por cento para a carne. Não é? Nós estudamos isso em Levítico. Então, o que chama a atenção na primeira parte do Tabernáculo? Sacrifício de animais.
É só isso, basicamente, que tem na primeira parte do Tabernáculo. Animais sendo sacrificados para espiar o pecado. Para espiar o pecado. Segunda parte. Segunda parte. Segunda parte é a parte da fidelidade, do serviço, das obras da lei. Qual que são as obras da lei? Manter o incenso aceso 24 horas por dia, trocar os pães todo dia, acender as sete hastes do tabernáculo e trocar o óleo para que a luz se mantenha acesa. Esse era o trabalho dos sacerdotes. Essa é a famosa obra da lei. As obras da Torá. Ou, os hebreus chamam de Avô da Torá.
Serviço da Torá. Serviço no sentido de servo. Os servos da Torá tinham esse serviço. A etimologia das palavras é muito ermita. Serviço é o trabalho do servo. Quando Paulo vai traduzir isso para o grego, dá uma complicada, porque aí traduz para o ergonômo. Obras da lei. Mas obras da lei confunde. Aí o povo interpretou tudo errado. Porque, na verdade, é Avô da Torá. São serviços da lei. Quais são os serviços da lei? Trocar o pão. Manter o candelabro aceso. Manter o incenso 24 horas. Fazer as orações. Oração da manhã, oração do crepúsculo.
Um tanto de oração. As cerimônias de limpeza. É o serviço da Torá. É aí que surgem os turnos. O sacerdote ficava uma semana de plantão fazendo esse serviço. Depois, só no segundo semestre. Então, era uma semana por semestre. E você tinha os turnos. Você dividia em 52 semanas. Dividia no meio. 26, 26. E você tinha os turnos. Os turnos sacerdotais. A pessoa fazia um plantão das obras da lei. E o Santo dos Santos era o local que somente o sumo sacerdote podia entrar uma vez por ano. Yom Kippur. Onde ele fazia purificação coletiva.
Olha isso. Lá no Santo dos Santos está a Arca da Aliança. Com os querubins. Olha os querubins lá. Olha os querubins. Os mesmos querubins que ficaram protegendo o Jardim do Éden. Para que ninguém entrasse. Então, é uma lembrança aí de que quando você entra no Santo dos Santos, você voltou para o Éden. Você vai para os mundos celestes. Você se torna espírito puro. Não precisa mais encarnar. Por que não precisa mais encarnar? Você não tem mais que fazer o sacrifício de animal da primeira parte do Tuta Bernardo. Aí eu compliquei, né?
Vamos com calma. Vamos com calma. Quem é o animal sacrificado na primeira parte do templo? Né, Julio? Quem é o animal? Quem é o animal? O animal sacrificado. Eu lembro que lá em Levítico você falava que tinha, inclusive, as pessoas que podiam dar um animalzinho mais assim, um animalzinho mais assado, dependendo da coisa, né? É, mas eu não estou falando no sentido histórico. Aqui, agora, a gente está pegando só o sentido espiritual, evolutivo. É o corpo. Sim. É a encarnação. O sacrifício de animais na primeira parte do tabernáculo é um símbolo da reencarnação.
Da encarnação e da reencarnação. Então, cada vez que você encarna, você recebe um animal, que é seu corpo, para derramar sangue. Por quê? Porque é o derramamento do sangue que vai purificar o seu espírito. Ao longo da existência, com as vicissitudes da vida corporal, nós envelhecemos, nós adoecemos, nosso corpo… Parou. Voltou. Então, eu falava, nosso corpo sofre traumas, ele adoece, ele envelhece, até que tem o derramamento final do sangue, que é a morte do corpo físico. O pessoal está lembrando aí. É o jumentinho do Francisco de Arcesa.
É o jumentinho. No final, o jumentinho é sacrificado. Por que há o derramamento de sangue? Para purificar o espírito. Sem derramamento de sangue não tem purificação. Então, a questão do objetivo da encarnação, os Espíritos dizem assim, Deus lhes impõe a encarnação, com o fim de os fazerem progredir. A encarnação é uma imposição. É uma imposição. Lembrando, Leonora, que eu pedi ao pessoal que tivesse perguntas, para fazerem as perguntas escrevendo antes da pergunta. Pergunta, né? Para que a gente possa identificar melhor aqui onde estão as perguntas, etc.
E eu acho que a gente vai ter que fazer um dia só de perguntas fora o tema. Porque o que a gente tem de pessoal que manda perguntas sobre doutrina, sobre o que eu acho assim, o que a gente acha assado, então a gente tem um combinado. A gente vai fazer as perguntas aqui de acordo com o tema que a gente está conversando durante a noite, durante o estudo. E o Maurício fez uma pergunta aqui que está relacionada com essa parte. Nos planetas de expiação e provas, não devemos então esperar outra coisa que não os desafios e sofrimentos?
Ou seja, vivemos a primeira parte do tabernáculo? Isso aí. Exatamente. Exatamente. Exatamente, Maurício Franco. A internet está… Em mundo de expiação e provas é onde habitam os espíritos da terceira ordem, né? Da terceira ordem. Porque nos mundos primitivos não há ainda a luz da razão. Os mundos primitivos estão formando o cenário para que surja o mundo de expiação e provas. As provas são os desafios que aperfeiçoam nossa inteligência e nosso sentimento, e a expiação é a reparação do mal cometido. Então, vamos lá.
Vamos estudar um pouquinho a primeira parte do tabernáculo? A matança de animais? Vamos entender um pouquinho o mundo de expiação e provas? E também o mundo de regeneração? Porque, lembra, mundo de regeneração é morada de espírito imperfeito. Tem gente achando que mundo de regeneração é morada de espírito puro. Cuidado! Morada de espírito puro é mundo celeste. Morada de espírito da segunda ordem é mundo ditoso. Mundo de expiação e prova e mundo de regeneração é morada de espírito imperfeito. Só que, no mundo de regeneração, a pessoa está cansada.
Ela está cansada de escolher mal. Ela fala, cansei, cansei. Quero mudar. Eu preciso dar um novo rumo. Não é? Então, vamos lá. Olha que interessante. Questão 101 do Livro dos Espíritos, terceira ordem, espíritos imperfeitos. Caracteres gerais. É o Kardec, hein? Eu estou lendo o Kardec. Caracteres gerais dos espíritos imperfeitos. Olha, olha por que o Kardec é o codificador, por que ele é o bom senso encarnado. Porque, por mais que a gente tente descrever isso aqui de uma maneira melhor, não consegue. Olha o que ele diz.
Caracteres gerais dos espíritos imperfeitos. Predominância da matéria sobre o espírito. Predominância da matéria sobre o espírito. Então, os espíritos imperfeitos, eles vivem mais a vida material do que espiritual. Eles têm mais conhecimento da matéria do que do espírito. Os seus hábitos são mais materiais do que espirituais. É natural. É natural. Outra característica, propensão para o mal. Olha, Haroldo, mas, o que é o mal? Lá no livro Ação e Reação. O mal é alegria, prosperidade, felicidade, progresso, vitória, conquista.
Isso aqui é o mal. Só que com um detalhe. É progresso, vitória, conquista, só para mim. E o bem? Essa definição está no Ação e Reação, gente. E o bem? O bem é vitória, progresso, conquista, felicidade, para todos. Essa é a diferença do bem e do mal. Então, os espíritos imperfeitos têm propensão para o mal porque só pensam neles. Então, olha as outras características aqui. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são consequentes. Todas as paixões que são consequência da ignorância. Então, por exemplo, uma característica da ignorância, a ignorância tem certeza de tudo.
A ignorância não tem dúvida, ela só tem certezas. O orgulho, o orgulho não enxerga valor em ninguém, a não ser em si mesmo. E o egoísmo? Farinha pouca, meu pirão primeiro. Percebendo? Percebendo? Tem a intuição de Deus, tem a intuição de Deus, mas não o compreendem. Por que não o compreendem? Porque Deus não é material? Deus é incorpóreo, imaterial? Como que o espírito imperfeito vai compreender Deus? Não tem como. Por quê? Porque nele a predominância da matéria sobre o espírito. Como ele vai compreender algo que é puramente imaterial e incorpóreo?
Eles não compreendem. Agora, olha que interessante o que Kardec vai dizer. Nem todos são essencialmente maus. Em alguns, há mais leviandade, irreflexão e malícia do que verdadeira maldade. Percebe? Uns uns não fazem nem o bem, nem o mal. Não fazem nem o bem, nem o mal. Mas, pelo simples fato de não fazerem o bem, já denotam a sua inferioridade. Outros, outros, ao contrário, se comprasem no mal e rejubilam quando uma ocasião se lhes depara de praticar o mal. Fica feliz de praticar o mal. Ai, que coisa boa! Estou com a oportunidade agora de praticar o mal.
Então, veja, tem uma gradação, tem uma gradação entre os espíritos imperfeitos. Tem o morno, não faz nem o bem, nem o mal. Tem o perverso, que sente alegria, alegria no sofrimento do outro. Alegria. Eles se comprasam no mal. E, tem aquele que pratica o mal por irreflexão, por malícia, por leviandade. É o descuidado, não é? É o descuidado. O orgulho, o egoísmo, a ignorância o levam a ferir as pessoas, mas, é a irreflexão, não é? Depois, ele pensa e fala Nossa, meu Deus, o que eu fiz? Por que eu fiz isso? A inteligência pode achar-se neles aliada à maldade ou à malícia.
Então, essa é uma característica básica dos espíritos imperfeitos. Quando eles são inteligentes, a inteligência está aliada à malícia e à maldade. Seja, porém, qual for o grau que tenham alcançado de desenvolvimento intelectual, suas ideias são pouco elevadas e mais ou menos abjetos seus sentimentos. Então, a gente vê que a grande deficiência está no sentimento. Restritos conhecimentos tem das coisas do mundo espírita. Mundo espírita, que é o mundo espiritual, não é? E o pouco que sabem, se confunde com as ideias e preconceitos da vida corporal.
Não nos podem dar mais do que noções errôneas e incompletas. Então, vejam. Espírito imperfeito dá aula, ensina, faz curso. Coloca um tanto de aluno. Só que o que eles ensinam é errôneo e incompleto. Entretanto, nas suas comunicações, mesmo imperfeitas, o observador atento encontra a confirmação das grandes verdades ensinadas pelos espíritos superiores. Olha que interessante. Por quê? Porque o germem da verdade não está só com os espíritos puros ou com os espíritos da segunda ordem. A verdade também está com os espíritos imperfeitos.
O germem dela. O germem dela. A gente sabe disso, não é? A pessoa fica ali meia hora falando cada coisa, você fala, meu Deus do céu. Aí, ela solta uma coisa, você fala, agora sim, agora você falou. Agora, você falou bem. Na linguagem de que usam, se revela o caráter. E, aí, vai falando as características. Agora, olha que interessante. Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corporal. E essa impressão é, muitas vezes, mais penosa do que a realidade. Olha isso. Sofrem, pois, verdadeiramente pelos males que padeceram em vida e pelos males que ocasionaram aos outros.
E, como sofrem por longo tempo, julgam que sofrerão para sempre. Deus, para puni-los, quer que assim julguem. Olha isso. Forte, não é? Eu fiquei pensando, Haroldo, que essa escala dos imperfeitos é a que Kardec mais conceitua. Ele dá, inclusive, vários sub-ordens e tudo. Acho que é para a gente mesmo se conhecer e reconhecer nessa situação. Porque, depois, quando vai indo para os bons espíritos e os espíritos puros, ela vai ficando mais sutil, porque fala de coisas que a gente ainda não conhece muito. A gente não sabe, não é, Leonora?
Ficaria difícil. É como você entrar em uma sala de alunos da quarta série do Ensino Fundamental e começar a dar matéria de Química do terceiro ano do Ensino Médio. Você vai falar para as paredes. Então, por exemplo, o espírito puro, acho que ele usa dois parágrafos ali, mas fala o quê? O espírito que não tem corpo, não tem mais forma, viaja na velocidade do pensamento, consegue estar em mais de um lugar. Mas, você vai falar o quê de um ser desse? Que experiência que nós temos para falar de um espírito puro? É um negócio assim, fora da nossa capacidade de imaginar, de conceber.
Não dá para falar. Aí, ele fala do essencial, domínio total do bem, inteligência superior a todos os outros. E, aqui, tem uma pergunta, que o Kardec usou uma palavra aqui forte, Deus para puni-los. O pessoal está perguntando aí. E agora? E agora, gente? Deus pune? Haroldo, qual é o significado da palavra punição? Exatamente, Júlio. Exatamente. Então, nós temos um significado que é religioso. Mas, Kardec foi discípulo de Pestalozzi. Ele está falando como educador. Ele está falando como educador. E, aí, vem uma reflexão interessante.
No Brasil, vejam, a lei brasileira, a lei de execução penal, chama o apenado, o indivíduo que está cumprindo pena por ter cometido um crime, a lei chama esse indivíduo de reeducado. Só que, qual que é o problema? Nós temos 1.700 anos de tradição religiosa, no mínimo. Se for contar as outras experiências, nós temos quase 3, 4 mil anos de experiência religiosa. Quando usa punição, a gente lembra de inferno, de castigo divino. E o que acontece? A pedagogia tem que ter elementos de corrigenda. Tem que ter corrigenda. Tem que ter corrigenda.
Então, aqui é o pedagogo usando a palavra forte. Forte. Interessante, não é? Interessante. Mais algum, Anjo? Acho que o pessoal parou aqui nessa frase mesmo, mas a posição no sentido de reeducação, dessas coisas que a gente tem que conversar. Mas para a pessoa, Leonora… Porque, assim, a gente se pergunta, por que que não usou uma palavra mais leve? Mas qual palavra mais leve você usaria para uma pessoa que encarnou num corpo com paralisia cerebral? Qual palavra mais leve você usaria? É difícil essa… Vem a mim, tá, Aronaldo?
Para nós não generalizarmos que todas as pessoas que estão encarnadas no mundo com paralisia cerebral estão debaixo de uma punição, de um processo… Nós não podemos generalizar. Mas… Eu acho que nós temos um problema com a palavra porque ela, muitas vezes, aplicada pelo homem, foi aplicada contrária à lei. Não sei se o Aronaldo travou aí. Aronaldo, eu estava falando… Não, eu te ouvi, eu te ouvi. Então, essa sensação da punição como algo totalmente injusto, totalmente fora do… E realmente, muitas vezes, extrapolando os limites do direito, extrapolando os limites do bom senso, os limites da humanidade.
Então, como se fala em impunir as crianças com a palmatória? Então, a palmatória está aliada à punição. E dentro de um processo educativo, e nós precisamos ressignificar para que a gente não paralise no que a gente é capaz de compreender. Os aspectos da palavra em si, no amplo aspecto. Eu busquei o significado, e um deles que tem aqui, que a punição é uma pena determinada por quem cometeu um crime, para quem cometeu um crime. Esta pena, eu sei que você entende esse negócio, é algo compatível, hoje, com os direitos humanos, com as questões que envolvem todo o processo social, todo o processo cultural, que envolve todo um processo de…
É complexo, não é, Rodolfo? Não é uma coisa simples, não é um juízo. O que acontece, né, Júlio? Aqui o Kardec está dizendo que impune é Deus. Sim. E aí, nós temos que tomar um cuidado para não projetar em Deus o que nós fazemos, o que nós fazemos, ou o que nós fizemos. Fazer de Deus a nossa imagem e semelhança, né? Exatamente. Exatamente. Temos conversado tanto nos outros estudos que Deus é amor e que é misericórdia, né? Aí, Eleonora, aí é uma coisa importante, porque também nós não podemos ir para o extremo da ingenuidade.
Porque, veja, Deus é soberanamente justo e bom. Então, nós não podemos imaginar um Deus cuja bondade o faça injusto. E nós não podemos imaginar um Deus cuja justiça o faça perder a bondade. O problema, Eleonora, é que nós seres aqui do mundo de expiação e provas, nós não sabemos o que é justiça e bondade de mãos dadas. Nós não sabemos. Nós não sabemos. Não sabemos por quê? Porque nós temos pouca experiência com a bondade. Temos até uma experiência razoável com a justiça. Você quer ver uma coisa? Todo mundo reconhece quando está sofrendo uma injustiça.
Então, você tem experiência. Tem experiência. Quando você sofre uma injustiça, na hora, você sabe, mas se é injusto, então você sabe. E a bondade? A gente só consegue pensar quando os nossos filhos erram, sabe? Claro que é muito pequeno, né, Diante? Fico pensando que se nós não conseguimos nem a definição de um Espírito puro, que será desse amor e bondade? A bondade de Deus, né, Cláudio? Mas o que a gente conhece, sendo pai e mãe, né, quando um filho erra, como é a punição que um pai faz, né? Então, Eleonora, olha o que acontece aqui, porque nós não podemos ser ingênuos para pensar a evolução.
Eu não posso imaginar um Deus amor, um Deus bondade, e aí não tem mais reparação do mal, não tem mais expiação. Porque basta você olhar pela janela, basta você olhar para a família, basta você olhar para a sua vida, e você vai identificar diversas situações em que você está espiando. Que situações são essas? São situações que, aparentemente, são injustas. Por que que aparentemente? Porque elas não têm causa nessa vida. A gente não consegue enxergar qual a causa daquela aflição. E está acontecendo. Está acontecendo.
Então, quando nós adentramos nos meandros da justiça divina, nós só conseguimos sair com uma fala, a de Jesus. É necessário que o escândalo venha, mas sai daquele por quem vem o escândalo. Olha que complexo. Olha que complexo. E, basicamente, é assim, Júlio, só para completar. Se eu olhar para o mundo agora, o mundo está cheio de injustiça. O mundo está cheio de injustiça. Mas não tem nenhum injustiçado. Por Deus, não. Nenhum injustiçado. No universo não tem nenhum injustiçado. Então, olha, se eu tenho um mundo repleto de injustiça, mas ninguém pode ser injustiçado, então somente uma inteligência suprema para administrar essa equação.
Os dois lados da equação. Porque, de um lado da equação, eu tenho um mundo repleto de injustiça. Do outro lado da equação, ninguém pode ser injustiçado. Somente uma inteligência suprema para administrar isso, para resolver essa equação. É aqui que entram os aspectos sublimes da justiça divina. Agora, você olha para o indivíduo e fala, Meu Deus! Que resgate doloroso! Que resgate doloroso! Como que Deus permitiu isso? Mas, espera aí, você teve acesso à falta cometida? Você teve acesso à falta cometida? Como que você pode avaliar?
Minuto de reflexão. Eu vou travar aqui em homenagem a ele. Não é? É. O Haroldo, as questões que me vem pensando aqui, eu até busquei na internet aqui, tem que ter cuidado com as coisas que busca, mas achei interessante que eu achei um, sobre a questão da punição aí, eu achei um artigo, eu procurei, punir filosofia, procurei isso, punir filosofia. E achei uma página que fala sobre a punição, e essa questão da punição humanitária, olha que interessante, punição humanitária. E eles estão discorrendo sobre o tema, que eu não pude ler a fundo, mas eu queria refletir, filosofar, ou pensar um pouco, as dores dos outros, Haroldo, estas que a gente se escandaliza com elas, elas são dos outros, Haroldo?
Ah, isso é… Elas pertencem só a eles, Haroldo? Isso é filosófico, Júlio. Aí tem uma mensagem do Emmanuel sobre isso, né? O sofrimento, um dia nós perceberemos que o sofrimento da humanidade é também o nosso. Sim. Esse é um ponto. Esse é um ponto. Sim. Porque quando a gente se depara com isso, e à medida que nós estamos conversando aqui, evoluindo no caminho do entendimento da justiça divina, e do seu processo de evolução, nós vamos abrindo os olhos e percebendo que o mundo lá fora muitas vezes expressa o mundo interior que nós construímos.
E ele está no externo também, às vezes com cores berrantes, Haroldo, e vermelhas como o sangue, para que a gente perceba que é assim que nós construímos, que este foi o quadro que nós pintamos. Sim. Júlio, é assim… O que nós precisamos fazer é reler os clássicos da doutrina espírita, por exemplo, os romances de Emmanuel. Por exemplo, os romances de Emmanuel. Você começa a ler lá o A Dois Mil Anos e vai entender. O avô do Públio Lentos, quem era? Quem era o avô dele? Públio Lentos Sur. O que ele fez? Como que veio Públio Lentos?
Quais as oportunidades que ele teve que ele não aproveitou? Quais foram as expiações dele? Entendeu? Então, assim, nós não podemos ter esse discurso infantil, porque você ficar cego e morrer debaixo das cinzas de um Vesúvio… Mas, você viu lá o que aconteceu com o Sura? O que ele fez, Júlio? O que o Sura fez? Eu não me lembro, Haroldo. Ele assassinou muita gente da época da República, lá do Cícero. Foi um derramamento de sangue, assim. Mas, quando ele chega como Públio Lentos, a primeira opção era ele sofrer, espiar?
Não! Ele teve dois sonhos. Lembra dos sonhos? Ele sonhou que estava em um tribunal celeste. E, os orientadores da evolução disseram para ele, escuta, você vai ter uma oportunidade agora de mudar seu destino. E, quando Jesus conversa com ele, fala a mesma coisa. Ou seja, tinha outros caminhos? Tinha. Mas, ele não quis. Ele não quis. E, o mal cometido precisava ser reparado. E, ele precisava espiar, porque espiar é o quê? É você ser colocado na outra posição. Você estava numa posição em que você causou o mal. Agora, inverte.
Por quê? Porque você já teve a experiência do que é causar o mal. Agora, você tem que ter a experiência de sofrer o mal. E, vai ser sempre, Haroldo, na Justiça Divina, se necessário e se útil. Claro. É sempre assim. Porque, nós vamos encontrar, porque aquilo que salta aos nossos olhos, é justamente quando a pessoa vem com a dificuldade material, física, do corpo, processo, doença, isso aí salta aos olhos. Quando a pena ou a punição é essa. Mas, quando a punição é, olha, eu vou te dar uma vida com saúde, assado para você, não sei o quê, você não enxerga.
E, nem enxerga muitas vezes a reincidência. Às vezes, no erro. Então, não está sobre a punição ou sobre a pena, vou chamar da punição a pena, não está sobre a pena? Isso. A pena. A pena. Apenas, aqueles que aparentam um mal físico, um mal de saúde, um mal assado, não estão. Às vezes, a pessoa tem toda a saúde, Haroldo, e tem um filho que não tem a saúde. Às vezes, ele tem toda a saúde e não mora num lugar que ele tem toda a saúde. Às vezes, ele tem toda a saúde e não tem condições. Então, eu fico pensando que nós realmente precisamos, não é para agora, sabe, Haroldo?
Acho que a turma, é legal que a gente acende aqui os ânimos da discussão, e isso é muito importante. Mas, é muito importante também que nós não, todos nós, todos nós, não tenhamos pontos finais para essas discussões. Essas discussões são para acender em nós o pensamento. O raciocínio. Mas sabe o que acontece, Júlio? Tem uma coisa que complica muito para a gente compreender isso, porque a gente está acostumado aqui na justiça humana com o catálogo, Júlio. Sim. Com o catálogo. Então, aqui na justiça humana é assim. Matar.
Pena. Seis a vinte anos. Agravantes. Atenuantes. É um catálogo. Por quê? Porque é um código. É um código. É uma lei. É um papel escrito. É um código. No universo, Júlio, não tem um código. Tem uma inteligência suprema. E um supremo amor. Isso é muito difícil, não é? Nós admitimos isso. Admitimos não conseguir compreender às vezes isso, não é? Aí o que acontece? Aí chega assim… Haroldo. Qual que é o histórico? O histórico dele é esse. Quais são as tendências predominantes hoje? Tendências predominantes são essas. Quais são os caminhos de purificação?
Olha, são esses, esses e esses. Vamos tentar todos os mais os mais suaves possíveis. Suave possível. Suave possível. Que é o sacrifício em favor do próximo, a renúncia, a doação, aquela entrega que exaure. Em alguns momentos, naquele quadro, a decisão é não tem jeito. O melhor pra ele agora é passar por essa experiência expiatória. Entendeu? Como é duro esse discurso. Não é? Então você chega lá no médico e ele fala assim… Doutor, tá doendo, tá doendo, tá doendo. Prepara o paciente agora pra cirurgia. Prepara o paciente agora pra cirurgia.
Ai, doutor, mas não tem jeito de só dar um xaropinho? Não. Agora nós vamos ter que fazer a cirurgia. E às vezes a cirurgia é até de amputação, né, Herodo? Às vezes a cirurgia é… Até de amputação. Até de amputação. Até de amputação. Então você imagina a decisão do médico. Fala assim, doutor, tá gangrenando, ele vai morrer em 45 minutos. Amputa a perna. Percebe? Agora veja, Júlio. Deus não vai chegar lá com um machado sem anestesia. Não é assim que funciona. Aí vem os recursos da misericórdia. Os recursos da misericórdia.
Que vão fazer o quê? Vão ancorar. Aí você tá passando por aqui, mas você tem algumas pessoas que foram colocadas na sua encarnação pra te acompanhar. Aí tem alguns elementos que vão entrar ali. Aí já tem aquele médico que chega e que vai… Júlio, aí é infinito. Por isso que não tem inteligência humana. Nós somos vaidosos. A gente acha que vai compreender o processo expiatório de alguém. Não vai. Porque o processo expiatório… O processo expiatório… É tão bonito, né? A última conversa que eu tive com o senhor Norio.
Uma semana antes dele desencarnar. Foi a última vez que ele foi internado. Eu falei… senhor Norio, o que que tá acontecendo? Aí ele disse assim… Eu tô bem. Eu não tenho todo o processo, Haroldo. Eu não tenho todo o processo. Vou confiar na bondade divina. Eu não tenho todo o processo. Agora você imagina, Júlio. A gente tá aqui… Você não lembra nem da sua última encarnação. E se lembrar, você lembra… misturado com uma bobajada, alguns fatos reais, outros fantasia… Não lembra. Não lembra. A dona Laura com o Ricardo, lá no nosso lar, lembraram duas vidas anteriores.
Não aguentaram lembrar mais? Pediram pra reencarnar. E aí? E aí? Não? Olha… O processo é dinâmico e vivo. O processo é dinâmico. A cada segundo, decisões podem ser tomadas. Nós não sabemos. Não sabemos. Haroldo, nós já vamos encerrar, né, um pouquinho? Vamos. Mas eu quero que vocês… Sábado, né? É, eu quero que vocês escutem um minutinho o que eu passei logo no início do programa, pra você me falar o que você vai sentir e o que vai acontecer. Vamos lá, pra quem chegou depois. O mal que arbitra em mim Reconhece o mal que me tocou O mal que habita em mim Reconhece o mal que me tocou Assim Deus permitiu Para que o mal que habita em mim Reconheça o mal que me tocou E eu possa me curar Do mal que habita em mim Para que eu possa enfim brilhar Para que eu possa me alcançar Do eterno bem que habita em mim Porque assim Deus permitiu Para que eu possa enfim brilhar Para que eu possa me alcançar Do eterno bem que habita em mim Porque assim Deus permitiu O mal que habita em mim Reconhece o mal que me tocou Nossa, falou tudo.
Falou tudo. Esta canção é uma das do Linha 200 de um capítulo do Emmanuel chamado Objetivo Supremo. Nossa! Então eu acho que é do Linha 200. Linha 200. Nossa, que coisa, hein? Objetivo Supremo, que a gente está compondo e estamos terminando já de fazer todas as músicas e entregá-las, mas eu achei muito a ver, né, Leonora? Com a temática desse mal que habita em nós e a permissão de Deus, a presença dele. Ele falou o mal que habita em mim reconhece o mal que me tocou. Nossa, é isso aí. É isso aí. Porque senão, Júlio, eu nunca veria o mal que habita em mim.
Porque a gente acha que enxerga todo o mal em nós e não enxergamos, Júlio. As pessoas que convivem com a gente falam assim, nossa! Puxa vida, por que o Haroldo faz isso? Nossa, ele tem essa atitude lista, um tanto de defeito, eu não vejo. A pessoa fala, nossa, fiquei magoado já que ele falou comigo, puxa, fiquei triste dele ter feito isso, eu não estou enxergando. Até que esse mal que está em mim me fira. Aí abre uma luz assim, eu enxergo. Nossa, eu tenho isso em mim. Eu sou assim também. É muito lindo que hoje nós falamos bastante desse pátio, falamos bastante dessa terceira ordem, dessas dúvidas, dessas questões dos espíritos, a nossa ordem mesmo, que está percorrendo essa caminhada.
Muito bom. Obrigada a todos que estiveram conosco hoje. Semana que vem nós seguimos conversando sobre esse tabernáculo amplo, que nem o Haroldo, ele começou universal. Essa… Muito lindo esse início que você abriu hoje, Haroldo. Eleonora, eu vou falar uma coisa, só para encerrar. Aí dá boa noite, boa sexta-feira para todos, sextou. Quando você vence uma expiação, você vence aquilo, você passa… internamente, você sente… você sente assim… eu estou mais puro. As portas vão se abrir agora. E aí começa a fluir. A gente sente.
Você sente que desprendeu uma carga, sabe? Você sente. Então, para mim, a coisa mais linda que Jesus falou de expiação é quando ele fala para Lázaros assim, desata-o e deixai-o ir. Esse é o resgato. Tira, tira, deixa ele ir agora. Agora ele é livre. Agora ele é livre. E eu digo isso porque a primeira vez que eu visitei um apaque, eles fazem uma cerimônia. Apaque é um negócio muito interessante, né? E era uma desembargadora que conduziu, era uma desembargadora criminal, e aí tinha o rei educando da apaque, ele tinha cumprido a pena.
Aí, olha como era a cerimônia. Eles faziam uma linha no chão, e aí todos os companheiros dele de apaque estavam do outro lado, aí ela virou para ele e falou assim, fulano, né? José da Silva Xavier. Presente. José da Silva Xavier. Você cumpriu sua pena. Você quitou com a sociedade e com a sua consciência. Venha para o lado de cá. Venha para o lado dos cidadãos livres. Aí ele abraçava os companheiros de pena e passava para o outro lado da linha, pegava a malinha dele e saía da apaque. Eu falei, gente do céu, isso é resgate.
É a mesma coisa. É a mesma coisa. Porque uma coisa é você errar, uma coisa é você estar aprendendo, outra coisa é você praticar o mal. Quando você pratica o mal, você vira réu da lei divina. Você vira réu. Veja, a justiça divina não vai te massacrar, não, porque a justiça divina quer recuperar. Mas, você é réu. É forte, né? E réu diante da própria consciência. Da própria consciência. E você precisa desonerar daquele mal, porque quem está do lado de lá está assim, maroto, purifica disso, purifica, nós estamos doidos para te receber aqui, mas, do jeito que você está, você não pode vir.
Venha para o lado de cá. Do jeito que você está, não pode, porque não existe impunidade no universo. Não existe. Não existe. Bonito, né? Bonito pensar que, às vezes, o que divide… Bolos de mãos dadas, né? Bolos de mãos dadas. E aí, o que a gente vai fazendo? Eu vou ajudando o outro na expiação dele, aí eu deduz da minha pena, não é assim? Não tem isso na lei humana? Você trabalha lá e deduz da pena? Aqui também, gente. Você ajuda alguém lá, deduz da sua pena. Você faz uma coisa aqui, você melhora, deduz. O processo é dinâmico, é por isso que não tem como prever.
Não, fulano cometeu isso, vai acontecer isso com ele. Ai, ai, ai, para de falar bobagem. Evolução é um processo dinâmico, você não sabe o que vai acontecer. Você não sabe. A cada segundo, inteligências divinas estão tomando decisões a nosso respeito. O amor cumprindo a multidão de pecados. De pecados. E providências sendo tomadas, né, Júlio? Porque é o seguinte, eles não estão com o compromisso de você ter conforto na encarnação. Eles estão com o compromisso de purificar seu espírito. Se para isso você tiver que ir para o mundo espiritual, você vai.
Eu não estou tirando isso da minha cabeça. Isso está lá na questão flagelos destruidores. Os espíritos dizem assim, vocês encarnados, tudo vocês tomam o corpo, tudo para vocês é vida corporal. Para nós que estamos aqui, a gente olha, vida corporal é um sopro. É um sopro. Aron, você pode voltar de Pouso Alegre mais vezes, fica tranquilo. Voltou alegre, né, gente? Obrigada, Aron, obrigado. Ótima sexta-feira. E vem para o lado de cá, né? Estamos aguardando esse dia, Aron. Verdade. É para a gente passar essa linha, né, Aron?
Passar essa linha. Aí aos pouquinhos a gente vai passando, né, Júlio? Mas tem algumas coisas, a gente já passou tantas linhas, né? Puxa vida. Tem coisas que a gente já não faz mais. A gente nem consegue mais fazer, né? Você vê que você passou, né? Já passou. A gente vai aos pouquinhos, vai ficando leve, aos poucos, aos poucos. Aos poucos. É o caso da Valéria, da Valéria, que o Chico visitava, né? Que aparece lá, luminosa, e fala, ô, Chico, sou eu, você me conhece, né? Bonito, né? É isso aí. Porque a gente está olhando ali para aquela condição da pessoa encarnada e você não está vendo o processo espiritual que está sendo construído ali com…
Eu lembro que… Todo mundo sabe que o Arnaldo é otaciano, né? Lá do Ave Cristo, todo mundo sabia disso, né? Aí teve um dia, teve a inauguração do livro lá, do seu Honório, do Evangelho, né? E o Arnaldo estava lá, né? Organizando a fila e tal. Aí o seu Honório vira pra mim e fala assim, você não sabe a alegria no mundo espiritual hoje, Arnaldo. Alegria dos amigos do Arnaldo, vendo ele hoje falando de Jesus. Ele que soltava cachorro pra comer cristão, meu amigo. Você não sabe a alegria. Quanto tempo que eles esperaram pra assistir esse momento que está acontecendo aqui agora.
Então, o Honório tinha uma chirada. Eu falei, meu Deus, é verdade, gente do céu. Pra gente era uma coisa simples, o lançamento de um livro. Mas aquilo espiritualmente, pra aquele ser que matou cristão, que perseguia cristão. Aquilo… É uma festa, né? Uma festa. Espero que nós também estejamos alegrando nossos vetores, nossos amigos. Nossa Arouca, o Júlio Eleonora fazendo o meu diêsovo. Meu Deus, misericórdia. Olha a menininha lá em cima. Pelo menos uma vez na semana é chicané. Eles falavam, esses são aqueles três lá da Idade Média?
Nossa, não é muito? Rapaz, esses três mudaram da água pro vinho. Arô. Arô, obrigado. Muito bom, gente. Foi ótimo o nosso encontro. Desculpa a gente não ter podido trazer todas as perguntas, mas eu acho que fluiu bem. Guardem as perguntas que permanecerem, tragam novamente nos próximos encontros. E nós vamos embora. Arô, vamos pra Tabernáculo 2 na outra encarnação? Não, na outra reunião? Não. Vamos entrar no Lugar Santo semana que vem? Vamos fazer uma passada pelos três, depois a gente vê detalhes de cada um. Os detalhes aí tem muita coisa, Júlio.
Tem muita coisa. Então nós vamos continuar nos tabernáculos, né? Semana que vem. Aliás, pelos próximos 100 mil anos aí nos tabernáculos. Estão doidos pra tabernáculo lá, só que com Jesus, né? Então é isso, gente. Um beijo pra vocês todos, viu? Vou deixar uma musiquinha no final aqui de novo pra vocês pra gente meditar, tá bom? Beijos. O mal que habita em mim reconhece o mal que me tocou O mal que habita em mim reconhece o mal que me tocou Assim Deus permitiu para que o mal que habita em mim reconheça o mal que me tocou E eu possa me curar do mal que habita em mim para que eu possa enfim brilhar para que eu possa me alcançar do eterno bem que habita em mim Porque assim Deus permitiu para que eu possa enfim brilhar, para que eu possa me alcançar do eterno bem que habita em mim Porque assim Deus permitiu
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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