Dando continuidade aos estudos do Velho Testamento à luz da Doutrina Espírita, Haroldo Dutra Dias explora o livro de Êxodo, focando nos mandamentos divinos e suas profundas implicações para a jornada evolutiva do espírito.
O que é estudado neste episódio
- Nono Mandamento: Não levantar falso testemunho (Êxodo 20:16): O estudo aprofunda o nono mandamento, mostrando que ele transcende a mera obrigação jurídica de não mentir em um tribunal. Ele se refere à fidelidade àquilo que sabemos e vimos, sendo um aspecto da fidelidade que permeia todos os mandamentos.
- A Verdade e a Mentira: A discussão aborda como o mundo de expiação e provas está permeado pela mentira e como a verdade plena seria insuportável para o nosso nível evolutivo atual. O esquecimento é apresentado como uma proteção e prevenção à loucura, permitindo que o espírito se recupere e avance em amor.
- Misericórdia Divina e Perdão: A importância do perdão para acessar a misericórdia divina é destacada. A vingança e o ódio são vistos como barreiras à capacidade de perdoar, tornando o espírito impermeável à misericórdia.
- Justiça e Misericórdia: É enfatizado que a justiça divina e a misericórdia andam juntas, em equilíbrio. A misericórdia não anula a justiça, mas a suplanta, fazendo mais do que o mínimo exigido.
- Parábola da Mulher Adúltera (João 8:1-11): A passagem é analisada sob a ótica do testemunho e do julgamento. Jesus não julga a mulher, mas a educa, mostrando que os puros não julgam, mas orientam. A invasão da vida privada em nome de uma falsa pureza espiritual é criticada.
- O Amor que Suplanta a Justiça: O amor é apresentado como a força que vai além da justiça, cobrindo a multidão dos pecados. Exemplos como o do filho pródigo e a dedicação de Chico Xavier ilustram como o amor transforma e redime, superando as expectativas da justiça.
Reflexões
- O esquecimento das vidas passadas é uma bênção de Deus, uma proteção para que possamos evoluir sem o peso total de nossos erros pretéritos, recuperando a verdade à medida que avançamos em amor e capacidade de perdoar.
- A misericórdia divina é inalterável e não depende da nossa autoestima ou moralismo. Ela nos alcança para além de nossos méritos, mas só é plenamente recebida por aqueles que são capazes de perdoar, a si e ao próximo.
- A justiça e a misericórdia de Deus são inseparáveis e atuam em perfeito equilíbrio. O amor, no entanto, suplanta a justiça, indo além do que é exigido, não para burlar a lei, mas para elevá-la a um patamar superior de redenção e transformação.
Ler transcrição do episódio
Antes mesmo da tua oferta Mostra ao pai a tua boa intenção Reconcilia-te com teu irmão Com um aperto de mão Se desejas a união De todos os povos em paz e em comunhão Ensina hoje a criança O bem que o amor faz ao nosso coração Paz no porvir, reconciliação Ensina hoje a criança O bem que o amor faz ao nosso coração Paz no porvir, reconciliação Ensina hoje a criança O bem que o amor faz ao nosso coração Boa tarde, amigos! Boa tarde! Boa tarde, Júlio! Boa tarde, Leonor! E Leonora, Júlio! Sejam todos bem-vindos a mais um estudo de êxodo, à luz da doutrina espírita.
Eu tô corrigindo aqui os autores da música. Eu meti um erro aí. A música é de Tim e Lúcio de Abreu. Isso é Tim e Lúcio de Abreu. Olha, que maravilha! É, Tim e Lúcio de Abreu. Eu tô corrigindo aqui porque, pelo amor de Deus. É um poema antigo? É um poema antigo de um livro do seu Lúcio, que tá no CD Petras na inspiração do Tim. A curiosidade desse disco é que a incumbência chegou pra mim primeiro, pra musicar. Daí eu enrolei, enrolei, enrolei e não fiz, né? Não fiz as músicas. Aí o Tim pegou e fez, né? Aí, passado um tempo, a gente…
O seu Lúcio desencarnou, né, Lúcio? E a gente tem um contato com ele na nossa reunião, né, e tudo. Passou lá no Meimei, na época, né, porque ele é o pai das meninas lá do Instituto Meimei, da Cláudia, da Tânia, né? Aí eu fui e musiquei um outro poema dele, que conta das ovelhas perdidas, né? Aí foi a conta de eu fazer a música, ele manifestou na reunião e falou que ele precisou morrer pra eu fazer uma música. Pra ele. Aí foi muito engraçado. Ele falou assim, não, mas precisei morrer pra poder você fazer a música pra mim, né?
Então essa aí é dele, seu Lúcio. Algumas pessoas não conhecem, né, tem umas obras que ele trabalhou aí pelo Meimei, muito boas. Evangelização no Mais Além, né, é uma delas. Ele também, Diretrizes Apostólicas, que é uma obra também muito importante, muito bonita. E ele trabalhou muito aqui na Evangelização, né, Arudo? Na União de Itamineira. Seu Lúcio era doçura em pessoa. Seu Lúcio de Abreu, irmão de Honório de Abreu. Irmão de Honório de Abreu, é. Muito divertido, muito engraçado, né? Muito espirituoso, né, Arudo? É, muito espirituoso.
E marido da dona Ioli, né, mãe da Tânia e da Cláudia, marido da dona Ioli, que a gente gravou um podcast que foi muito emocionante, você lembra, Arudo? Tá lá no SER, que a gente estava gravando na casa dela, ela estava fora, e quando ela chegou no meio do podcast deu aquela emoção, né? Aquela autoridade da evangelização, né? Nós fomos evangelizados com a dona Ioli, né? Então dona Ioli tem essa história, a família Abreu tem essa história muito importante aqui em Belo Horizonte. Com o evangelho, né? Com o evangelho, né?
Fundaram o Grupo Emmanuel, e seu Oswaldo Abreu, que conduzia os estudos sobre mediunidade, o seu Lúcio ali atuando muito no campo da evangelização, e seu Honório com esse evangelho vigoroso que formou tanta gente aqui, né, Arudo? Verdade. Então, que essa música fique aí pra nós como uma homenagem a toda a família em nome do seu Lúcio, que era sempre uma pessoa que fazíamos muito bem, assim, a companhia dele, né? Mas é isso, sempre tem história, né, Arudo? Nossa, meu Deus. Cada música é uma história, né? E que poema lindo, Reconciliação.
Gente, eu queria dar alguns recados, né? Então, a nossa live ao vivo pelo YouTube do Portal SER, todas as sextas-feiras, às 14 horas. E Facebook também. E Facebook também. E aí, por 24 horas, ela fica disponível no YouTube. Depois, ela vai pra plataforma Espiritismo TV, que muitas pessoas mandam mensagem e perguntam, né, onde é que eu encontro os estudos. Então, hoje estamos no estudo 27, então temos 26 estudos já prontos, né, e gravados, disponíveis lá no Espiritismo TV. Então, estamos no 27º estudo de êxodo, à luz da doutrina espírita, e damos as boas-vindas.
O Júlio, ele fez cedo o link, e agora eu fui ver e apagou. Desde as oito da manhã, tinha amigos dando bom dia, aguardando o estudo. Pra mim, aparece a Sônia Maria às 13 horas, 13h52. A Silvana Gabrieli aparece pra mim às 13h30. Ah, Silvana? Boa tarde, querida. Silvana, Silvana tá sempre aí com a gente. Ela me mandou um recado tão carinhoso na semana passada. Beijo pra você, Silvana. Queria dar boa tarde ao Felipe, aqui de Laranjeiras do Sul, que sempre assiste, e ele falou que nunca tinha dado oi. Então, hoje ele deu.
Boa tarde, Felipe, amigo aqui do nosso Centro Espírita Renascer. Tânia Amara. Amarilha Firjan. É um bocado de gente, né? A Tânia Antiqueira, que tá sempre conosco nos nossos estudos. Elaine Porto. É, gente. Quem estiver pela primeira vez aqui com a gente, manda um recadinho, fala de onde é, né? Como que conheceu o estudo, e se já tá acompanhando os anteriores. Conta pra gente aí, como é que tá, hein? É isso aí. Vamos dar um recadinho rapidinho, só pra todos saberem, né? Tem uma amiga nossa que trabalha no grupo do SOS Press, que atende as pessoas pelo telefone, às vezes pessoas em sofrimento, né?
E precisando de ajuda, de um atendimento fraterno. Então, lembrar disso. Você sabe o acesso, Eleonora? Então, a Rosana que nos encaminhou, principalmente por conta do Setembro Amarelo, que a gente lembra dessa campanha de prevenção ao suicídio. Então, as pessoas que estão precisando conversar, né? Tem esse canal do SOS Press, que eu já vou encontrar aqui a mensagem da Rosana, e ela fez a divulgação pra nós. Tem o site, né? sospress.com.br Ela disse que no Google, né? Procura lá SOS Press, ou se não, pelo telefone, que depois a gente pode estar disponibilizando.
Tem o telefone aqui do Glax, que é o 31, né? 3, 5, 4, 4, 9, 6, 20. Tô olhando aqui na internet. Mas até o fim do programa, a gente vai dando essa informação certinho, porque existem vários, vários contatos. Inclusive, se vocês procurarem na internet, o sospress.com.br, vai ter lá os contatos. Tá bom? Muito bom. E seguindo também, então, os nossos recados de hoje, estamos cheios de recados, né? Como sempre temos amigos novos que estão chegando ao estudo, é importante que a gente lembre, né? Tudo que a gente já percorreu até aqui.
Exato, exato. Então, nós fizemos a divisão, né? O Haroldo orientou a divisão do estudo de êxodo em três partes, pra que fique mais fácil a nossa interpretação. A primeira parte, falando sobre a liberdade, quando tem a saída do povo da escravidão. A segunda parte, a fidelidade, que é o momento em que se recebe os mandamentos, a fidelidade. E a terceira parte, a comunhão. A gente está estudando a fidelidade e os dez mandamentos. Exatamente. É isso que estamos vendo hoje. Exatamente. E hoje vamos estudar o décimo mandamento, né?
Nós vamos terminar o nono, né? Ficou só um pedacinho ali do nono pra gente poder estudar. E se der tempo, a gente entra no dez. Vamos combinar assim, né? É tanto conteúdo, né? Mas a gente comentava no nosso encontro da semana passada que tem uma fala muito especial de Jesus, está lá no capítulo três do evangelho de João. É a conversa de Jesus com Nicodemus. Todo mundo lembra disso, né? E no versículo onze do capítulo três, Jesus afirma para Nicodemus. Damos testemunho do que vimos, porém não acolheis nosso testemunho.
E é um versículo que trabalha com paralelismo. Falamos do que sabemos, damos testemunho do que vimos. Então, nós estávamos comentando aqui que esse nono mandamento não apresentar, não oferecer um falso testemunho, ele vai muito além do que uma obrigação jurídica da testemunha num tribunal. Ou perante um julgamento. Porque o povo hebreu, durante a peregrinação do deserto, é importante isso, Moisés dividiu os anciãos, os mais velhos, para poderem julgar demandas. Então, as pessoas, os hebreus, tinham demandas, tinham litígios.
E isso era julgado. Daí, depois, mais pra frente, Moisés precisou oficializar isso e ele instituiu os juízes. Tem até um livro, Juízes, né? E nós temos um juiz famoso, que é o Sansão, né? Ah, é? É, então… Bom, mas isso é outra história, senão a gente entra aqui na… Entra na literatura bíblica aqui, né? Só vai acontecer outro dia. A Gisele, minha filha aqui, enteada, estava assistindo Gênesis, da Record, e aí o Isaac saiu em perseguição a Ismael, e aí deu um intervalo na televisão. Deu intervalo. A propaganda. E ela voltou e falou Mãe, mãe, o Isaac está perseguindo o Ismael.
Será que vai matar? Eu falei Não, filha. Vem cá, deixa eu te contar. Não, não me conta. Não me conta. Não me conta, que eu não quero saber. Então… Que é a história nova, né? Então não vou contar aqui, para estragar essa surpresa dos livros aí que a gente vai estudar, né? Então vamos ficar aqui em êxodo. Tá bom. Então, parece que o mandamento é só isso, mas não é só isso. O testemunho dado por cada consciência é muito mais amplo do que uma obrigação judicial. O testemunho do espírito imortal, o testemunho da consciência, é Eu preciso ser fiel ao que eu sei e ao que eu vi.
Então, vejam. Todos os mandamentos têm um fio condutor. Qual é o fio condutor? Fidelidade. Olha que bonito isso, né? Todos os mandamentos. Todos os mandamentos, no frigir dos ovos, é um aspecto da fidelidade. O nono mandamento, portanto, é o aspecto da fidelidade que diz respeito a você presenciou, você sabe, sei. Então seja fiel a isso. Dê o seu testemunho. E, aqui, é um problema desafiador, porque o mundo de expiação e prova está baseado na mentira. Se acabar a mentira no mundo de expiação e prova, ele deixa de ser expiação e prova e passa a ser mundo ditoso.
As nossas instituições, tudo está baseado, num certo grau, em mentira. Em mentira. Porque ocultar, também, parcela da verdade, tem o mesmo efeito aí. Então, em algum grau, tem a mentira permeando nossas instituições, nossas relações. Olha que interessante. Entenda, gente, isso é importante, porque você não exige de uma criança de dois anos que ela caminhe o que um adulto de 18 caminha, o que um adulto de 18 consegue andar. Então, nós, nenhum de nós aqui tem condição de toda a verdade. Toda a verdade. Vou dar um exemplo aqui.
Imagina você desencarnando e você chega num lugar, tem duas mil pessoas, um telão, e começa a aparecer no telão todas as suas conversas do WhatsApp. Você daria conta? Agora eu vou mais longe. Todos os pensamentos que você já teve desde o dia que você nasceu até hoje. Se todos os seus pensamentos fossem estampados num telão, você daria conta? Não! Você não suportaria. Por quê? Você não tem evolução suficiente ainda para isso. Imagine se, cada vez que você pensasse, um alto-falante espalhasse esse seu pensamento pela cidade inteira.
E aí? Como que seriam as relações? Como que seriam os relacionamentos familiares? Ia ser um caos total. Por quê? Nós não temos ainda evolução espiritual suficiente para toda a verdade. Para toda a verdade. Qual de nós aqui está preparado para um espírito angelical chegar aqui na nossa frente e dizer toda a verdade a nosso respeito? Será que nós estamos preparados? Então, eu vou dar um exemplo aqui. Quem acha que está preparado? Eu vou dar um exemplo aqui. Dona Laura, do livro Nosso Lar, com o marido dela, o Ricardo, começaram a ter algumas lembranças espontâneas no mundo espiritual.
No mundo espiritual. E elas, então, procuraram o ministro Clarício. E o ministro Clarício os encaminhou para o Ministério do Esclarecimento. Os técnicos falavam, vocês estão tendo regressão de memória espontânea. Então, eu vou fazer o seguinte. Vocês vão acessar duas vidas. Claro, eu estou falando duas vidas antes da última, né? Que é a última… a sua vida atual você tem acesso. Então, duas vidas. Ou seja, eles iam ficar com a memória de três vidas. Só que o que eles fizeram? O que os técnicos fizeram? Imprimiram a história e a Dona Laura e o seu marido Ricardo tiveram que ler primeiro a história para não ficar muito chocado.
Quer dizer, teve uma preparação. Depois eles foram para um aparelho que há no Ministério do Esclarecimento e então eles reviveram a experiência com as emoções, com o cheiro, com o cor, com tudo. Conclusão? Não deram conta mais de ficar em nosso lar. Falaram, nós temos que reencarnar. Planejaram uma volta e os técnicos disseram o seguinte, vocês não têm condição de voltar mais. Porque se voltar, vocês vão se desequilibrar psiquicamente. Então, a gente acha que dá conta de lembrar de tudo. A gente acha que dá conta de ter acesso a toda a verdade.
Não dá. Não dá. Então, o esquecimento é proteção. O esquecimento é prevenção à loucura. Perceberam, gente? Se nós tivermos acesso a toda a informação da nossa vida, é um quadro de demência total. Total. Sua autoestima vai a menos 20 e talvez você não consiga dar a volta por cima. Principalmente as pessoas rígidas, inflexíveis. Essas são as que têm mais dificuldade. Porque com a medida com que você mede, você é medido. Então, quem é rígido demais com o outro, é também rígido consigo mesmo. Se você lembra dos seus erros, sua rigidez com você vai te adoecer.
Vai te adoecer. O sentimento de culpa vai ser tão gigante que não é aconselhável. Não é aconselhável. Da mesma maneira que você não entrega uma faca para um bebê de um ano, você não entrega tanto conhecimento, tanta verdade para o espírito do nosso nível evolutivo. Então, nós recuperamos a informação, a verdade, à medida que avançamos em amor. Porque o dia que você for capaz de perdoar a todos… Volto. No dia que você for capaz de perdoar a todos… a todos, você será capaz de perdoar a si mesmo. Então, você será livre.
Alguma coisa a ver com a música que a gente escutou no início? Exatamente. Antes mesmo da tua oferta. Reconcilia-te com teu irmão. Eu perdoo o outro e isso é um treino para eu me perdoar. Para eu ter condições de acessar minhas vidas passadas. Eu ia comentar o que o Afonso colocou aqui. A gente sempre pensa que desencarnando, lembraremos de tudo. Que bom que ainda tem essa benção. E na nossa condição é uma benção. Como diz o André Luiz, desencarnação não é promoção para a angelitude. Então, às vezes a gente acha que vai desencarnar, vai sair volitando, visitando planetas, lembrando…
Isso é anjo, gente. Isso é espírito puro. Isso é alceone. Isso não é para… Bom, pelo menos para mim, né? Às vezes tem algum anjo aí assistindo a live que me perdoa. E nem vamos ser remetidos às trevas profundas que nós já criamos em torno de nós, né, Haroldo? Claro. Porque muitas vezes a gente tem um passado de tantas trevas, de tanta dificuldade, e ainda assim, quando desencarna, há tanta misericórdia, há tanto trabalho da espiritualidade a nosso favor que a gente sequer passa por aquilo, por aqueles ambientes que nós criamos em torno de nós, plenamente, né?
Porque eu penso sempre que a verdade de Deus, né? Ela é sempre para o crescimento do homem. O Emmanuel fala disso, né, Haroldo? Assim, numa prece que tem no Voz do Grande Além, né? Que a tua verdade não seja fogo destruidor. Exato, exato. E tem uma coisa interessante, Júlio, Eleonoro, né, quem está nos acompanhando, que muitas vezes nós somos impermeáveis à misericórdia divina. Sim. Muitas vezes a gente rejeita a misericórdia divina. Sabe por quê? Porque a gente não consegue perdoar. Só recebe misericórdia quem é capaz de perdoar.
Vou dizer por quê. O que acontece com o espírito que se vinga de alguém? Quando eu me entrego à vingança, significa que eu não consigo admitir o mal que o outro me causou. Eu… Você conversa com o espírito e ele fala não quero saber. Ele não tinha o direito de fazer isso comigo. E, aí, quanto maior o ódio, quanto mais intensa a vingança, é onde nascem os processos mais graves de obsessão. Quanto mais intensa a vingança, menor a capacidade do espírito de perdoar. Então, eu digo, imagina se esse espírito tiver acesso às vidas anteriores dele.
Para onde vai esse ódio dele? Para ele. Nesse momento, ele vai se tornar impermeável à misericórdia. A misericórdia vai chegar e falar assim filho, vem cá. Não, não me abraça porque eu não mereço. Eu sou um monstro. Não, eu não mereço. Mas, Deus não te pergunta se você quer misericórdia. A misericórdia de Deus não está no seu controle. Você não dá palpite nas ações de Deus. Kardec diz assim e desde quando Deus tem que nos consultar para fazer alguma coisa? Você acha que você tem algum controle sobre o amor de Deus?
Mas, é nenhum. É nenhum. É zero. Bem-aventurados os misericordiosos. É zero. A misericórdia de Deus não está nem aí para a sua autoestima. A misericórdia de Deus não está nem aí para o seu moralismo, para a sua rigidez. Ela não está nem aí. A misericórdia de Deus é inalterável. Inalterável. Como diz Emmanuel no capítulo 30 do Pensamento e Vida. Para que a gente possa compreender o amor de Deus, ele diz assim A mesma seiva, a mesma árvore que abriga o pássaro, abriga a serpente. A mesma seiva que alimenta a pétala de rosa, alimenta o espinho.
O que isso quer dizer? Todos os criminosos estão sustentados pelo amor de Deus. Porque Deus vai renovar a todos. Todos os espíritos que se perderam no cipoal do mal, estão sob a misericórdia divina. Porque Deus vai educar a todos. E não adianta você ficar bravo. Não adianta. É a parábola do filho pródigo. Porque a grande questão da parábola do filho pródigo não é o filho pródigo. É o filho pseudo puro. É o filho que achava que é puro. E que não compreende os planos de Deus. Você acha que Deus vai consultar esse filho para receber o pródigo?
Mas, não vai mesmo. Ele é o pai. Ele é o senhor da casa. Esse é o ponto que nós temos que refletir. O universo não é regido pela nossa opinião. O universo não é regido pelos nossos parâmetros morais. O universo é regido por Deus. E Deus não é passarinho que você coloca na gaiola. Então, veja, é um mandamento desafiador. É um mandamento desafiador. Agora, tem um outro aspecto desse mandamento. Vamos para o outro agora? A gente estava olhando o elefante de cima. Agora, nós vamos ver o elefante de frente. Ele fica maior agora.
Agora, nós vamos… Outro ano. Outro ano. Tudo que eu sei gera uma responsabilidade em testemunhar. Resumindo, como diz o ditado popular, a ignorância é uma benção. Hoje, tem algum comentário aí, Júlia, Leonora? O pessoal está falando aqui. Esse aqui é o lado B do mandamento. O lado B do mandamento. Eu estou vendo aqui, Haroldo. O pessoal está falando aqui. Aqui, olha. A mesma mão que toca o violão também é capaz de fazer a guerra. Lembra uma música para nós, não é? Exatamente. Estou lembrando… Eu até te mandei um texto recentemente sobre a verdade.
Você falou tudo hoje que tem a ver. Essa verdade, esse testemunho que nos é pedido. Mas a verdade… Aqui no texto fala que ela tem sua imandileta, que é a misericórdia. E você vê isso na expressão do Criador conosco. A verdade sempre de mãos dadas com a misericórdia. No trechinho ele fala assim… É uma carta à verdade, o texto. Nós, teus pupilos rebeldes, ora deturpamos tuas lições perfeitas sobre o impulso de nossas inseguranças, ora abafamos os ecos harmoniosos de tua voz com a balbúrdia de nossas conclusões apressadas.
Olha que interessante. Ele se referindo à nossa postura diante da verdade. E a verdade vem sempre a nosso favor. A verdade é misericordiosa, é amorosa. Ela vem a nosso favor. Ela pode até promover algum tipo de processo que nos faça caminhar algumas vezes pela dor, mas ela não vem com o desperdício da energia a nosso desfavor. A única coisa que a misericórdia não faz, Júlio, é passar dos limites da justiça. Sim. Porque a misericórdia, a justiça de Deus… o Chico… é bonito, né? Tem uma entrevista do Chico… foi na televisão e está no Youtube.
Perguntaram para o Chico… quando surgiu a AIDS… Chico, a AIDS é um castigo de Deus? Aí o Chico falou assim… não, meu filho. Porque a justiça divina paira no mesmo nível da misericórdia. Muito bonito, né, senhor? Então a ação de Deus é igual o prato da balança da justiça. O símbolo da justiça não é uma balança? Tem dois pratos… uma é a justiça e a outra é a misericórdia. Eles ficam em equilíbrio. Então você não pode ter uma misericórdia que provoque injustiça, mas você também não pode ter uma justiça que sufoque a misericórdia.
Então justiça e misericórdia andam juntos. Bonito demais. E mais… o amor… o amor joga a balança fora. Cobre. O amor cobre. A multidão dos pecados. A justiça fala assim… eu dou mil. O amor fala… dou quatro. E aí? Indivíduo assassinou o outro numa vida passada. A misericórdia divina fala… vai ser teu filho. Vai recebê-lo dentro da tua casa. Vai ter que dar todo o amor a ele. Dar educação… dar tudo o que você tirou na outra vida. E você fala… dou. Dou com gosto. Recebe, ama, dedica, dá tudo. Passou aquilo…
aí te pergunta assim… e aí você resgatou ele? Resgatou? É… você resgatou porque seu filho nessa vida aí não é aquele que você matou? Ih, meu amigo, já esqueci disso. Eu já saí dessa. É meu filho amado e será pro resto da vida. Esse aqui eu aprendi a amar. Acabou. E o bonito disso, né, Haroldo, é que… toda a caminhada que você tiver que fazer com este amado… com este que você ainda pode… ainda ter o que… propor, né… não vai ser sacrifício, né… não vai ser cobrança… não vai ser nada… vai ser… O amor é chocolate com pimenta, né?
Ele é chocolate 70% cacau, né? Porque o amor, ele é azedo, ele é amargo… ele é pimentado… mas é doce. Porque a gente acha que amor é só doce, né? Não. O amor é uma coisa completa. Por isso que o Paulo diz assim, né… Paulo não, né, quem está falando é Jesus, né? Paulo está só psicografando. Psicografando não, psicofonia, né? O amor tudo sofre. O amor tudo espera. Não é aquele poema do amor, né? Então, a gente acha que amor é Hollywood, né? Só docinho, chocolate ao leite… 80% açúcar? Não! Não! O amor tudo sofre, o amor tudo espera…
tudo perdoa… Então, o amor tem pimenta, tem amargo, tem azedo, tem doce… tem… O amor é completo. O amor é aquela mãe que… ela come menos para que os filhos possam comer, né? Ela fica sem comer para que os filhos possam comer. Ela abre mão dos sonhos para que os filhos realizem os deles. Não é isso? É. É o pai que sacrifica, poderia ter um, que sacrifica para dar um padrão para formar os filhos. Renuncia. Aí, você vai falar que é só doçura? Não! Não é só doçura. Mas pergunta para quem ama se ele quer tirar essa pimenta, desse azedo, desse amargo do amor?
Mas ele nunca. E é esse amor que a justiça não alcança. O senhor Honório adorava dizer… o amor começa onde a justiça termina. Adorava essa frase dele. A justiça… ela cobre… 10 anos-luz. Aí você fala… Nossa, eu sou justo. Eu sou justo. Sou a pessoa mais justa da Terra. Você é o menor no reino dos céus. Olha que lindo. Porque o reino dos céus é feito… é habitado pelos que amam. Os que amam superaram 1 milhão de anos-luz a justiça. Superar no sentido de… não é superar no sentido de… abrogar… descumprir da justiça.
Não! Superar no sentido de fazer mais. Porque a justiça pede que você anda uma milha. O amor anda duas. A justiça pede que você dê a túnica. O amor dá a túnica e a capa. Não tem. Ninguém pode com o amor. Ninguém pode com o amor. Entendeu, Júlio? Sim. A justiça fala… Você deve ao Júlio 100 e eu pago 400. A justiça fala… Não tem jeito. Está injusto. Aí vem Deus e fala… Não, essa é a matemática do amor. Percebeu? Agora, quem age no amor, como é que você vai medir ele? Como é que você mede? Não, pera aí… Como é que nós vamos fazer com o Júlio?
Tudo que ele deve 100 ele paga 500? O que nós vamos fazer com esse homem? Aplica o amor nele. O amor transforma tudo, né, Rodo? Isso aqui é o interessante. É que ele… o chocolate… ele apura seu paladar. Ele apura. Então… eu não aguento nada amargo. O amor aguenta. É o paladar ajustado. Porque não é… não tem aquilo. Ele aprende a perceber uma coisa que é inerente ao Criador, né, que é… ele é bom sempre. Ele ama sempre. Ele está… tudo é expressão do amor dele. E por mais que… e esse, para mim, pelo menos, é o meu esforço maior, Rodo, porque tem momentos que a gente pensa mesmo que…
que foi esquecido, né? Foi esquecido ali, porque está penando e etc. Mas é um fundamento básico esse entender, lembrar disso, né? O amor, ele faz você ver tudo diferente. E é o que eu gosto daquela frase de Jesus. E é importante, Júlio, só lembrando, porque às vezes a gente constrói algumas falácias. O amor, ele não afasta a justiça. Ele suplanta a justiça. Sim. Porque senão a gente fica achando que o amor encontra um jeitinho de burlar a justiça. Não! Não! A justiça fala assim… você vai andar uma milha. Não, vou andar duas.
Hã? Não, não, você só tem que andar uma milha. Eu vou duas. Até na primeira milha, você está sobre a edge da justiça. A hora que você passou um centímetro, Júlio, da primeira milha, você está regido pelo sol do amor. Bonito demais, né? Pelo sol do amor. Então, vamos lá. Emmanuel chegou para o Chico e falou… Chico, nós pretendemos realizar um trabalho com a tua colaboração. E precisamos saber se você está preparado. O que é o princípio? Três coisas. Disciplina, disciplina, disciplina. Qual que é o trabalho? Psicografar trinta livros.
Ele acreditou. Multiplica. Trinta! Tá bom. Trinta. Olha… O negócio é o seguinte… Tem umas promissórias aí… Você está afim de quitar? Mais trinta? Mais trinta livros? O que você acha? Vamos, vamos lá. Bora. Mais trinta. Sessenta. Terminou os sessenta livros e falou… Oh, Chico… Quer avançar na quitação? Vamos voltar mais uns séculos aí para trás? Mais trinta aqui… É para acabar. É promoção. Vai descontar aqui juros. Vamos lá. Centésimo livro, Emmanuele chegou e falou… Olha, o negócio é o seguinte agora…
Agora você está no sol do amor. Está no sol do amor. Antes, o projeto era resgatar. Agora o projeto é redenção total. Redenção total. E o Chico assustou, não é? Mas… Se eu não quiser? Olha, se você não quiser, o que você tinha para cumprir aqui, cumpriu. Você já cumpriu. Olha, se você nos entregar a sua vida… Eu não posso prever o que você vai receber, porque agora não é comigo mais, é com Cristo. Aí, Júlio, a primeira vez que eu fui no grupo Espírita da Prece, uma pessoa me contou… O Chico sentou… cinco da tarde…
para poder psicografar. Ele psicografava um receituário… milhares de pessoas. Viu, Leandro? E depois recebia mensagem para as mães. Ele sentou na cadeira cinco horas da tarde. Agora, duas horas da manhã, uma pessoa… Eu achei até isso… estranho, mas… bom… sem julgamentos. Duas horas da manhã alguém falou assim… gente… tem que ajudar o Chico porque ele fez xixi na calça. A calça dele está… está cheia de xixi. Ninguém lembrou. Ninguém lembrou? Levar para fazer um xixi, dar uma água… Ele, né? Dele? Ele se entregou?
Um chá… Esqueceu do trabalhador ali, né? Da pessoa. E ele, para não incomodar ninguém, fez xixi na calça. É isso. É o testemunho, né? Eu estava em São Paulo… estava na casa de uma família que recebeu o Chico, né? E aí o Chico contou essa história. O Chico disse que ele estava psicografando… já tinha sete horas que ele estava psicografando. E toda hora ele fazia assim… dava uma parada e fazia assim… Ele estava morrendo de dor de cabeça… de enxaqueca… morrendo de dor de cabeça. De repente… isso o Chico que contou, tá?
O Chico que contou… para essa família… Travou… travou um pouquinho, Haroldo. Travou um pouquinho. Voltou agora. O Chico que contou para a família. O Chico contou para a família que ele estava com muita dor de cabeça… muita dor de cabeça… estava enxaqueca. Já tinha sete horas que ele estava psicografando. E o doutor Bezerra de Menezes atendendo… atendendo… doutor Bezerra de Menezes também trabalhando há sete horas. Aí de repente… o espírito doutor Bezerra de Menezes… o espírito doutor Bezerra de Menezes olhou para o Chico…
viu que ele estava com a mão na cabeça… parou o atendimento… foi lá nele e falou… meu filho… o que que está acontecendo? E o Chico em pensamento respondeu… eu estou com uma enxaqueca, doutor Bezerra. Ele falou… ô, meu filho… por que que você não falou com a gente? Por que que você não falou com a gente, meu filho? Aí o doutor Bezerra atendeu ele ali e depois de uns cinco minutinhos… cessou a enxaqueca. É isso aí. Agora… para quem está vibrando nesse padrão de amor… a justiça… que justiça? Não.
Haroldo… não querendo quebrar esse clima todo de amor… mas está me vindo muito a mente… talvez eu não tenha perdido… porque muitas vezes… a gente leva a questão do testemunho… sobre aquela questão de você… delatar… delatar o outro… delatar o erro do outro… levar para esse lado… delatar o outro… e muitas vezes a gente se vê… nessa circunstância de… de não delatar… de não ser… sair daqui correndo para ser… para ser honesto… eu saio daqui correndo para poder… falar o que o outro fez e aconteceu.
Aí eu me lembrei da… passagem da mulher adúltera… em que… estava ali uma circunstância também de testemunho… de falso testemunho… e o Cristo em uma situação de saia justa com aquela situação… Como é que você vê isso… porque… a gente… como é que a gente trabalha isso… não ser falso… não dar falso o testemunho… que é na verdade inventar o que você não viu… ou dizer que não viu o que viu… por conta de não… de querer… não prejudicar alguém, né? Como é que é isso, Haroldo? Olha, Júlio, essa passagem é maravilhosa.
Capítulo 8 do Evangelho de João. E muitas vezes a gente não presta atenção nela. A passagem diz assim… Trouxeram a Jesus… uma mulher… pega em adulterio… flagrante. Trouxeram para Jesus… o que que Jesus fez? Baixou a cabeça e ficou em silêncio… mexendo o dedinho ali… escrevendo a matéria. O pessoal fica tão preocupado com esse negócio do que que Jesus estava escrevendo que esquece o contexto. Ou seja, chegar para Jesus e falar… Olha… essa mulher estava com um amante… foi pega em adulterio… Jesus não entra…
porque isso é vida particular. Ele ficou em silêncio. É vida pessoal. E outra coisa… tem uma mensagem do Emmanuel… e o adultero? Não é? Eu lembro que tem uma coisa tão curiosa… uma vez… o Oswaldo Abreu… no estudo dele… ele falou assim… quem que adultera mais… o homem ou a mulher? Aí… o homem… o homem… Alguém adultera sozinho? Onde tem uma adúltera, tem um adúltero… onde tem um adúltero, tem uma adúltera. Ninguém pratica uma infidelidade sozinho. Mas levaram só a mulher. Então, era ali a religião invadindo a vida privada das pessoas.
Então, muitas vezes, Júlio, nós nos arvoramos em fiscais da vida privada das pessoas. Há pretexto de pureza espiritual. Isso é invasão. Bom, aí, eles fazem uma segunda pergunta. É isso que é importante. A primeira pergunta era sobre a vida privada da mulher adulta. A segunda pergunta é… A lei de Moisés manda apedrejar. Agora, a questão deixou de ser privada. A questão agora se tornou uma questão da alçada de Jesus. Porque a questão agora passou a envolver a sociedade. O bem comum. Qual é a lei que rege? A lei mosaica que manda apedrejar somente a mulher?
E o que diz a proposta de Jesus que veio completar? Que veio preencher? Então, Jesus resume assim. Não, não tem problema, pode julgar. A única exigência aqui é o seguinte. Os juízes têm que ser puros. Você quer julgar? Não tem problema, mas você tem que ser puro. Não ficou, não tinha juiz. Não preencheu a vaga. Saíram todos. Ninguém passou no concurso para juiz. Juiz da vida moral alheia. Muito bem. Então, aí vai para o puro. Aí, a mulher adulta falou assim… Todo mundo foi embora. Agora estou lascada, porque ele é puro.
Ficou um puro. Só que os puros não julgam, eles educam. Eu também não a julgo. Vá, não peques mais. Educou. Deu a diretriz para ela. Os puros não julgam, eles educam. E entra também, Haroldo, a verdade de braços com a misericórdia. E nesse caso, Jesus não fazia diferença nesse aspecto. Porque eu lembro… Uma vez eu ouvi falando isso… Um caso de um pai que esqueceu a criança no carro e aí depois foi julgado. Mas não sofreu uma pena… Porque a dor… O que ele já passou ali… Era tão cruciante para ele… Era uma perda tão forte…
Que imputar ele ainda uma pena de um crime… Era… Aí ia ter misericórdia, não é, Haroldo? Era a falta de misericórdia. É você ultrapassar o limite e botar a lei à frente da misericórdia. A lei… E a lei é humana, não é, Haroldo? Sabe que tem uma coisa que é difícil? Você quer ver? Eu vou falar assim… Eleonoro… Coloca no liquidificador dois ovos… Duas xícaras de farinha… Uma pitada de fermento… Meio litro de água… Bate… Aí a Eleonora bateu… Sai aquela massa, não é? Aquela massa ali de pão, não é?
De pizza… Vai lá… Põe um salzinho, não é? Bateu ali e saiu aquela massa. Aí a Eleonora chega e fala… Ô, da massa tá aqui, e agora? Agora separa ovo… Água… Farinha… E separa… Então, gente… Essa conversa nossa de justiça, misericórdia, sabedoria… É querer pegar a massa de Deus e separar. Em Deus… A justiça suprema… O amor supremo… A misericórdia suprema… E a sabedoria suprema… Foram batidas no liquidificador e virou uma coisa só. É isso aí. Então, a gente separa… Pra ficar didático… Deus morde e ri…
Vocês estão tentando separar o meu amor da sabedoria… Mas Ele ri gostoso… É… Eu quero passar uma coisa agora pra você sentir isso, Haroldo… Você vai lembrar do que que é? Nós começamos aqui… É, dois minutinhos… Veja bem… Presta atenção… Esperar, esperar… Tudo que Deus pode, o homem não… De então, o absurdo torna-se o diário trivial… O improvável passa a ser coisa que se alcança ou mensura… O céu estrelado, o ocaso e a aurora… O desabrochar de uma flor… Também os encontros… Gente topando com gente…
E disso, o amor… Tal que reconcilia… Que corrige o prumo… Que amadurece o fruto… E esse amor ainda… Em tudo que é do homem… Roça de mandioca… Saca de polvilho… Fornada de biscoito… Do que a saber… Há um prazo para que a rama germine… O polvilho escalde… O biscoito asse… O homem de Deus… No mundo… Amorosamente… No amor que sabe esperar… Esperar… Esperança… Sabe o amor esperar… Esperar… Sabe o amor esperar… Esperar… Pode o Senhor prover consolação… O enfermo e a compaixão…
No altar da piedade… Pode auguriar o sol da redenção… A mártir e o perdão… Na remissão do almoço… Sabe o amor esperar… Esperar… Sabe o amor esperar… Esperar… Trilogia que a gente vai lançar o segundo volume esse ano, em breve, um livro maravilhoso que trata dessas coisas todas que nós falamos aqui, né, Arudo, num nível de poesia e de beleza e de amor assim indescritíveis. Então, para as pessoas conhecerem. Falar também, Arudo, que semana passada, do seu aniversário, a gente, na sexta-feira à noite, a gente fez um programa em sua homenagem lá, né, vamos dizer, em homenagem ao trabalho que a gente fez, foi muito bacana, foi muito bonito, o Arudo estava lá com a família, não teve jeito, né, Arudo?
Mas a gente também… A gente se divertiu muito vendo as coisas, depois vou te mandar o link para você ver o programa e tudo. Hoje a gente tem um novo encontro, muita gente aqui da live foi lá à noite assistir, foi muito bacana, então foi bem legal. E a gente está com o programa do Instituto Ponto TV no ar, que acontece hoje às 21h30, e a gente está seguindo a linha, quase que você chegou, né, no centésimo livro, e a gente está no centésimo livro, que é o linha 200, né, do Emmanuel. Então hoje a gente vai ter mais uma música, uma composição de mais um capítulo, que é do livro linha 200, que a gente está musicando capítulo a capítulo.
E eu queria, tenho aqui dois minutos, a música que nós gravamos, da última música que eu apresentei, que foi a que eu compus, tem muito a ver com o que você falou hoje. Ah, que ótimo! Vamos passar agora aqui no finalzinho para o pessoal, convidando todo mundo a estar com a gente hoje à noite também no programa, para acompanhar e tudo mais. Na vez que eu apresentei essa música, quem estava conversando com a gente era o Vitor Hugo Menino, o Menino. E foi muito engraçado, foi muito divertido conversar com ele, e a gente apresentou essa canção, que é de um capítulo do linha 200 chamado Ante o Consolador Prometido.
Veja como ela tem a ver com o que a gente falou hoje. Ante o Consolador que esclarece Saibamos encontrar na fé a força necessária A justa solução e inovado caminho Que nos conduza em paz à vitória da luz Assim como o labrador recebe o arado pra sucar o solo Tanto quanto o aprendiz recolhe a lição para aproveitar Ante o Consolador que esclarece Saibamos encontrar na fé a força necessária A justa solução e inovado caminho Que nos conduza em paz à vitória da luz Assim como o labrador recebe o arado pra sucar o solo Tanto quanto o aprendiz recolhe a lição para aproveitar Ante o Consolador que esclarece A justa solução e inovado caminho A justa solução e inovado caminho Que nos conduza em paz à vitória da luz Assim como o labrador recebe o arado pra sucar o solo Tanto quanto o aprendiz recolhe a lição para aproveitar Ante o Consolador que esclarece Diz mesmo da tua oferta Mostra ao Pai a tua boa intenção Reconcilia-te com teu irmão Com um aperto de mão Se desejas a união De todos os povos em paz e em comunhão Ensina hoje a criança O bem que o amor faz ao nosso coração Paz no povo Reconciliação Ensina hoje a criança O bem que o amor faz ao nosso coração Paz no povo Reconciliação Ensina hoje a criança Ensina hoje a criança O bem que o amor faz ao nosso coração
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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