Neste episódio do estudo do Velho Testamento, conduzido por Haroldo Dutra Dias, mergulhamos no livro do Êxodo, explorando as profundas implicações da Lei Divina e sua transmissão, tanto oral quanto escrita.
O que é estudado neste episódio
- A Torá Oral e Escrita: O estudo aprofunda a compreensão da Torá, destacando a tradição hebraica que atribui prevalência à Torá oral sobre a escrita. É discutido como essa distinção moldou o aprendizado e a interpretação dos textos sagrados ao longo da história, e como essa perspectiva se diferencia do princípio protestante do “sola scriptura”.
- A Vida como Revelação: Haroldo Dutra Dias enfatiza que a vida é maior que a biografia, e que a verdadeira revelação não se limita a textos ou biografias, mas se manifesta na vivência do Cristo e na experiência humana. Ele compara a riqueza de conviver com mestres e figuras inspiradoras, como Honório Abreu e Richard Simonetti, com a leitura de seus escritos, ressaltando a profundidade da experiência pessoal.
- Deus de Vivos, Não de Mortos: Retomando a fala de Jesus aos saduceus, o estudo reforça a ideia de que Deus é um Deus de vivos, sempre presente e atuante. A importância de sentir a presença divina em nós e em tudo ao nosso redor é destacada, contrastando com a visão de um Deus distante ou circunscrito a limitações humanas.
- A Lei no Coração: A profecia de Isaías sobre a escrita das leis nos corações é abordada, indicando a evolução da humanidade para um estado onde os mandamentos serão vivenciados naturalmente, sem a necessidade de códigos externos. Isso leva à reflexão sobre um futuro onde instituições como tribunais e cadeias se tornarão desnecessárias, dando lugar a escolas, campos de cultivo e espaços de arte.
- A Presença Divina em Tudo: O estudo culmina na ideia de que Deus não é palavra, som ou movimento, mas presença. Essa presença constante e aperfeiçoadora está em todos e em tudo, inclusive em nossas “trevas” e “imperfeições”, como ilustrado por um texto recebido da espiritualidade.
Reflexões
- A compreensão da Torá oral e escrita nos convida a uma leitura mais profunda e sensível das escrituras, buscando não apenas a letra, mas o espírito e o sentimento por trás das palavras.
- A ideia de que Deus é um Deus de vivos e que sua presença é constante e imanente nos desafia a reconhecer o divino em nós mesmos e em todas as manifestações da vida, superando a visão de um Deus distante.
- A transição para um mundo onde a Lei estará escrita nos corações aponta para uma evolução moral e espiritual da humanidade, onde a fraternidade e o amor ao próximo serão a base de todas as relações.
Ler transcrição do episódio
O pessoal tava sentindo falta né, Júlio? É, rapaz, esse pessoal no deserto sem ouvir o chofar. Nossa mãe, não tem jeito. Boa tarde a todos. O chofar é um convite né, pra subir o monte né, Haroldo? Exatamente. Exatamente. Então vamos dar as boas-vindas a todos os nossos amigos que estão conosco hoje, quem vai assistir esse estudo no decorrer da semana, sejam todos bem-vindos. Gratidão por estar nos recebendo nos seus lares. E vamos começar harmonizando os nossos corações, né? Isso. Haroldo, quer fazer a nossa prece hoje?
Bom, podemos fazer. Vamos. Mestre Jesus, Pai de infinita bondade, nesse momento especial em que nos reunimos para estudar o livro Êxodo, nós te pedimos, Senhor, inspiração, amparo espiritual, proteção, para que o nosso estudo transcorra em clima de harmonia, de respeito recíproco, de muito aprendizado, mas, especialmente, Senhor, que possamos receber as energias canalizadas do alto que se destinam ao nosso fortalecimento e à nossa preparação para os desafios e lutas do dia a dia. Nós te pedimos também proteção para os nossos lares, para as nossas famílias, que todos sejam envolvidos nessa luz, Senhor, nessa inspiração, que todos possam receber das bênçãos dessa hora que passamos juntos.
Esteja conosco agora e sempre, especialmente no transcurso desse estudo. Que assim seja, Senhor. Vamos lá, então. Qual a nossa programação de hoje? Bom, nós já quebramos tudo, não é, Eleonora? Já quebramos as pedras, a lei, já trabalhamos aquele aspecto lá no recebimento da lei, a gente entendeu melhor aquilo, não é? Entendemos que a lei, a Torá, ela é primeira dada de forma oral e só depois Moisés recebe o escrito, as pedras. Isto é muito importante, não é? Isto é muito importante por quê? Porque o povo hebreu, eles se especializaram no estudo da interpretação dos textos, eles se especializaram nisso.
E esse tipo de detalhe não passou despercebido dos sábios. Então, quando o Salgo estuda com Gamaliel, quando ele aprende aos pés de Gamaliel, ele vai aprender esse tipo de detalhe. Ora, por que a lei primeiro é dada oralmente e só depois por escrito? E isso vai gerar uma tradição. Isto é muito importante. Isto é muito importante. É tão importante que uma coisa é você conhecer o Espiritismo, por exemplo, no Canadá, na Inglaterra. Você nunca conhecia, você conheceu lá. Outra coisa é você conhecer aqui no Brasil. Então, as pessoas, os costumes, o grupo, é diferente.
E mesmo no Brasil. Se você conheceu o Espiritismo no Rio Grande do Sul, é uma coisa. Se você conheceu em Minas Gerais, é outra. Se você conheceu em Belo Horizonte, você cresceu numa tradição de grupo hermano, de Honório, de Oswaldo Abreu, de Arnaldo Rocha, de Martins Peralva. Se você foi lá em Campinas, você cresceu com Terezinha de Oliveira. Se você está em Bauru, lá com o nosso escritor, nosso querido lá. Que desencarnou recentemente. Desencarnou, exatamente. Richard Simonetti. Richard Simonetti, Richard Simonetti.
Querido Richard. Eu morei em Bauru. De Bauru, né? Eu morei lá. Ah, você morou lá, Júlio? Eu morei. Que bacana. Eu cheguei a frequentar lá. Olha que bacana, né? Então, se você conviveu no Nordeste, se você conheceu em Belém do Pará, então, todos, cada local, possui uma tradição. E, quando você aprende algo, você aprende de acordo com essa tradição. Você aprende dentro dessa perspectiva, desse olhar. Então, é mais ou menos assim. Você tem uma… Ah, a Sandra Morim está falando, cresceu lá com a Terezinha de Oliveira, lá no CEAC, né?
E, a Terezinha formou tanta gente, muito legal. Eu estive com a Terezinha em Pedro Leopoldo Arnaldo, foi muito bom, né? Então, cada tem uma tradição. Por que nós estamos dizendo isso? Os sábios hebreus, eles tinham essa noção muito clara, muito clara mesmo, de que nós aprendemos algo dentro de uma tradição. Dentro de uma comunidade. Essa é a Torá oral. E, para eles, a Torá oral, ela tem prevalência sobre o texto escrito. Essa é uma grande divergência dos judeus com os protestantes. Por quê? Porque a Reforma Protestante estabeleceu um princípio.
Qual que é o princípio? O princípio é só vale o que está escrito, a verdade está toda no texto. Que é o princípio do sola scriptura. Só o que está escrito. É claro que, hoje, muitos teólogos, muitos pensadores da Reforma Protestante, do mundo evangélico, muitos questionam isso, não aceitam isso. Então, eu convivia, por exemplo, muito com o pastor Enésia, ele não aceita. Porque ele diz assim, a palavra é Jesus, a palavra não é o texto do Evangelho. O Evangelho não é o texto de Mateus, de Lucas, de Marcos. O Evangelho é o Cristo.
É a figura do Cristo. Não é a biografia. Então, é interessante isso, né? Eu conversei muito com o pastor Enésia sobre isso e ele explicou, ele explicou isso demais, né? Explicou isso pra gente, assim, muito, muito mesmo. Oi, gente, pera aí. Está falhando o negócio aqui. É. Eu estou só… Ele explicou de um modo, assim, muito detalhado isso, que, para ele, a revelação é a pessoa de Jesus. Porque a gente não pode confundir uma vida com a sua biografia. Faz sentido isso, Júlio? Não é, Leonardo? Faz, Haroldo. Mas é uma coisa sutil, né, Haroldo?
Porque muitas vezes a gente confunde a história de alguém com a vivência dela, com a vida, com a entrelinha da história, né, Haroldo? Exatamente. E aquela história da entrelinha, né? As coisas estão nas entrelinhas, muitas vezes. Estão nas entrelinhas. E, às vezes, a pessoa se apega. Então, por exemplo, vamos dar um exemplo aqui. O Júlio conviveu, eu convivi muito. Eleonoro, não sei se chegou a conhecê-lo pessoalmente, encarnado, mas, por exemplo, nós convivemos com o Honório Abreu. Convivemos com a figura, né? Convivemos com ele.
A gente sabia como é que ele era, qual era o jeitão dele, a abordagem dele. E hoje você lê um texto, uma metodologia, não é nem 1% do que você assistir ao vivo e bater o papo com o Honório, né? Eu ainda tive uma bênção ainda, que durante um ano, toda semana eu ia para a casa dele, ficava quatro horas escrevendo a postila da FEB. E ele incentivando a tradução. Garoto, faz a tradução, está incentivando. Então, eu pude bater papo, pude acompanhar a pessoa, né? Tomava café com ele, batendo papo. É outro mundo. Então, hoje, quando eu pego uma postilazinha, método do Honório Abreu, eu começo a rir.
Não é? Eu, às vezes, tenho vontade de rir. Porque não faz jus, e o Júlio sabe disso. É a grandeza do ser humano, né? De um Oswaldo Abreu, de um Martins Peralva, de um Lúcio Abreu, de um Manuel Alves, né? Essas figuras todas, né? Porque a vida é maior que a biografia. A vida é maior do que o livro que a pessoa escreveu. Eleonora, você vai falar? Eu ia dizer que a gente lembra, é de João, né? Quando ele diz que se fosse escrever tudo, não teriam livros. Porque, realmente, não teriam livros para falar tudo que Jesus fez, né?
Exato. E aí a gente lembra de Chico, e ainda hoje a gente encontra pessoas vivas que conviveram com ele. E sempre contam uma história, sempre contam a sua impressão, o sentimento. Realmente, não cabe num livro. Não cabe num livro, não é? Agora, então, essa pessoa. Outra coisa que nós temos que entender, gente. Nós temos que entender. E essa era a grande divergência entre saduceus e fariseus. Os saduceus acreditavam em quê? Os saduceus tinham uma crença que era assim. Eu tenho que ficar com o texto, porque todo mundo morreu.
Eu não tenho mais contato com ninguém. Moisés morreu, Abraão morreu, Isaac morreu, todo mundo morreu, só sobrou o texto. E, olha, o que tem de espírita pensando isso é de doer a alma. E aí eles vão conversar com Jesus. E aí, o que Jesus diz para eles? Deus é Deus de vivos, não de mortos. De vivos. Então, se você acha que Jesus está morto, se você acha que Jesus não está acessando o seu pensamento agora, se você acha que Ele está de férias numa outra galáxia, num resort, em Sírios, e que Ele não está monitorando os seus sentimentos e os seus pensamentos agora, tem que voltar para os fundamentos de doutrina espírita.
Tem que voltar para os fundamentos. Tem que ir lá estudar fluido cósmico de novo, tem que estudar pensamento, tem que ir lá no livro A Gênese, não é, gente? Tem que voltar para os fundamentos. Porque, na verdade, nós estamos mergulhados na presença, na presença divina, a presença divina que é permanente, nós estamos mergulhados na condução do Cristo, que é permanente, correto? Então, faz muito sentido essa ideia de que a tradição oral é mais importante. A tradição é mais importante. Por isso que a Torá oral tem prioridade sobre a Torá escrita.
Percebe, gente? E como que Emmanuel começa o livro A Caminho da Luz? Emmanuel começa assim. Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos do nosso sistema existe uma comunidade de Espíritos puros e eleitos pelo Senhor Supremo da Vida. Dizem, rezam no sentido de dizem, constam das tradições do mundo espiritual, tradições. Então, o que é isso? O que é isso? Você vai lá em nosso lar e a veneranda fala assim, olha, eu visitei Jesus lá na esfera dele, ouvi falar lá que é assim, né? Aí vem um benfeitor lá das esferas e fala, olha, lá todo mundo comenta que é assim e essa tradição vai chegando.
Essa tradição vai chegando. Faz sentido isso? Faz sentido? Faz, sim. E como é bom escutar o testemunho de uma pessoa que teve uma superação, de uma pessoa que teve uma superação, de uma pessoa que viveu uma experiência, a gente aprende muito mais do que apenas lendo um livro. O livro é muito bom, ele é muito bonito, também nos leva para outros pensamentos, mas quando a gente escuta de uma pessoa o sentimento, a vibração que ela emana quando ela conta a sua história, Agora, Arudo, me veio um pensamento assim, né? Porque também é fato de que nem todas as pessoas vão poder ter tido contato com todas as outras pessoas e que, de alguma sorte, aquela tradição oral, igual uma vez a gente conversando sobre os Talmudes e as coisas que aprendi aí com você na sua biblioteca, a gente vai ler a partir dos livros, né?
Eu sinto que é por isso que nós temos que entender também esse livro que também está escrito em nós, na nossa consciência, né? Porque a gente já falou, porque como é que a gente acessa esse livro que é a Torá Oral de Deus, para nós, que está aqui a Torá Oral de Deus, está gravada a Torá Oral dele aqui, eu penso que é quando você sente, é quando você aprende a sentir, você lê no seu sentimento, nas percepções da natureza que estão escritas nas suas histórias. Então, por quê? Porque o livro também tem isso. Você pode ler a letra, mas você pode ler a letra atento ao sentimento a que ela te remete e ler junto o que você sente, profundamente.
Porque, realmente, a obra escrita em si é importantíssima, né? Porque ela vai te colocar em contato com a tradição, né? Então, a gente fica pensando assim, como é que eu vou fazer isso? E fazer as duas coisas. Ler… Só para cumprimentar, eu lembro que você falou comigo uma vez nas suas leituras do Evangelho, depois de um tempo, teve um período assim, você começava, eu comecei a ler o Evangelho e eu via um escrito em tridimensional, eu via como se eu visse um monumento, né? Eu não via 2D, eu via 3D. É mais ou menos isso?
Exatamente, Júlio. Porque o que que acontece? Isso é importante você estar dizendo. A primeira coisa que nós precisamos tomar um cuidado é nós, principalmente agora, na transição planetária, a conjunção que a gente mais gosta é ou. Né? Ou café ou chá. Ou não sei o que. Eu lembro uma vez, eu fui para o Nordeste, né? E estava com o Alberto Almeida, né? Aí a pessoa chegou e falou assim, Alberto, você quer camarão com massa e camarão ou um peixe grelhado? Aí ele falou assim, e tem que escolher? Tem que escolher, né? Não pode ser.
Não pode ser o e? Então, tem que tomar cuidado. Não é tradição oral ou livro, pelo amor de Deus. É tradição oral e o livro. Nós temos que aprender a somar. Porque, na natureza, não é dia ou noite. É dia e noite. É primavera e verão, e outono, e inverno, e frio, e calor, e… Não é? Então, tomar cuidado com isso. Pensamento de oposição. Isso é delicado. Então, o livro, nós temos um poema lindo, do Rui Barbosa, sobre o livro, psicografado pelo Chico, não é? Fala sobre o livro. E ele tem também um encarnado, que ele fala.
Na verdade, você tem vários poemas exaltando o livro. O livro é uma bênção. Não é? Meu Deus, o livro é… A escrita foi um grande avanço da humanidade. Você poder registrar as coisas, você poder guardar. Porque eu digo o seguinte, quem ama, lembra. Quem ama, grava. Quem ama, anota. Você gosta muito de alguma coisa, você quer anotar, você quer registrar, não é? Então, não é isso. Nós não estamos opondo. O que nós estamos dizendo é que qual era a compreensão dos sábios? É que atorar, atorar de verdade, é isso que o Júlio falou.
É uma pessoa vivendo, não é um livro narrando. Então, Desmandamentos, não é o capítulo 20 aqui da minha Bíblia. Por que não é? Porque o capítulo 20 da minha Bíblia está escrito em português, e um alemão não consegue ler. Um chinês não vai conseguir ler isso aqui. Mas, um chinês, um alemão, qualquer pessoa, sabe reconhecer um ser humano fraterno. Não é? Qualquer pessoa do planeta, não precisa nem falar a língua, você encontra você e um árabe, você faz uma gentileza, ele sabe o que é uma gentileza, você também sabe. Um gesto de ternura, um sorriso, um aceno, isso é toror, isso é lei, isso é mandamento.
Percebe? É por isso que o Espírito Verdade, ele dá uma balança, de propósito, ele fez isso de propósito. Ele fala assim, um novo mandamento vos dou, só pra provocar. Um novo mandamento vos dou. Amai-vos. Eis o primeiro mandamento. Instruí-vos. Eis o segundo. Pra provocar. Pra provocar. Porque a pessoa fala, ai meu Deus, são doze agora, eu achei que eram dez, são doze. É pra mexer com esse nosso fundamentalismo, é pra mexer com essa nossa fé cega, é pra gente ser mais flexível, é pra gente ser mais, mais aberto, pra gente ter um pouco mais de sensibilidade, é isso que você está falando, Júlio, um pouco mais de sensibilidade.
Então, uma pessoa vivendo é o melhor exemplo da lei que nós podemos ter. É uma pessoa vivendo. Porque a lei, tudo isso aqui, foi feito para quê? Para ser escrito? Tem sentido? Por que Deus escreveu na pedra, não matará? Não porque ele gosta de escrever, inclusive ele fez uma caligrafia bonita, ele gosta de ter pedras. Não, não, não. Ele escreveu na pedra para que as vidas respeitem, vivam, de acordo com aquelas orientações. Não matará-las. Uma sociedade que não mata. Nós vamos chegar nisso. Ah, mas nós vamos chegar?
Vamos! Não tem assassinato em mundo de todos, gente, nem em mundo celeste. E todos os planetas, todos, sem exceção, porque progresso não é opção, é determinismo divino. Progresso não é opção, é determinismo divino. Todos os mundos vão evoluir de primitivo para expiação e prova, de expiação e prova para regeneração, de regeneração para ditoso, de ditoso para celeste. Todos os mundos serão celestes. É isso. Então, nós vamos caminhar para uma vida e para um mundo onde todos os mandamentos serão escritos. E aí a gente entende a profecia de Isaías.
E eu escreverei as minhas leis em seus corações. É o que você disse, Júlio. E eu escreverei as minhas leis em seus corações. É isso. Porque o dia que a lei estiver no coração, não precisa mais de código. E o Emmanuel diz mais, tem uma mensagem do Emmanuel que ele diz assim, que um dia os tribunais fecharão suas portas. Eu vou perder meu emprego. Os tribunais fecharão suas portas, as cadeias deixarão de existir. Por quê? Não vai ter mais ninguém transgredindo a lei? Não vai ter mais ninguém tirando o direito do outro?
Todos vão ser fraternos, todos vão se sacrificar pela felicidade do outro. Ninguém mais vai cometer crime. Essas instituições vão deixar de existir. Agora, vai se multiplicar escolas. Não é? Vai se multiplicar campos, cultivos, espaços de arte. Não é? E mesmo as bibliotecas. Não é? O Aroldo, você falou uma coisa que me lembrou um outro texto que eu já li, um trechinho aqui, que fala disso, quando você falou da Torá oral e essa coisa do próximo, que ele fala assim, nosso autor, ele fala da manifestação e fala assim, encontrarás o mais belo roteiro excursionista para Deus no livro bendito de teu próximo.
Nele Deus revelar-te-á as mais belas ilíades do ágape supremo. Eu senti nesse trecho dele, meio que falando disso, que essa leitura que você não está fazendo, que você está fazendo na vida do próximo. E você ali, você está vendo escrita a lei, você está vendo escrita a lei divina, mas você consegue ler, porque você excursiona por ela de uma maneira que você nunca fez, porque a gente fez isso olhando para si mesmo, às vezes, não é, Aroldo? Apenas para si, e não para o aprendizado que a vida está te trazendo, que o próximo está te trazendo, não é?
Porque essa relação do evangelho também, que eu percebo no antigo testamento, você vê, são pessoas tendo conflitos, pessoas amando, pessoas sofrendo, pessoas caminhando em busca de algo, pessoas errando o alvo. Por isso que Emmanuel diz que o Velho Testamento é o homem batendo a porta da casa divina. O Novo Testamento é o pai respondendo aos filhos. Responderam como? Como que ele respondeu? Mandando um ser, mandando uma pessoa. Agora, olha que interessante, Júlio, eu comecei a criar um hábito agora, está sendo meio desconcertante.
Eu estou fazendo prece agora olhando para os meus olhos no espelho. Então, ao invés de fechar os olhos e falar Deus, Pai de infinita bondade, ficar imaginando Deus lá longe, eu estou olhando para o espelho, para dentro dos meus olhos, porque Ele está dentro de mim. Ele está dentro de mim. É estranho, é um negócio meio esquisito. Mas, eu tenho feito isso. Eu entro, às vezes, para tomar banho, tem um espelhinho lá, eu olho nos meus olhos e fico Pai, olhando nos meus olhos, Ele está em mim. Ele está em mim. Ele está se manifestando.
Por que Ele tem que estar longe? Que ideia é essa? Esse é o resquício de religiosidade, esse é o que Emmanuel chama de resquício de má educação religiosa. A gente imagina que Deus está em um lugar, com um endereço certo. Não! Deus não está em nenhum lugar. Ele está em todos. Está em todos. Então, você pega o seu cachorrinho, eu pego aqui a Ti, olho para os olhinhos dela e falo gente, Deus está ali, está conduzindo. Claro! Cada átomo do corpinho dela é fluido cósmico. Nós estamos mergulhados nele. Mergulhados nele. Então, é isso aí.
É isso aí. E, por isso que, quando Kardec pergunta aos Espíritos, os Espíritos imperfeitos compreendem a Deus? Ele diz assim, podemos compreender a Deus? Aí, eles dizem assim, os Espíritos puros, sim, o veem e o compreendem. E os imperfeitos? Os sentem, sentem e adivinham. A gente fica tentando adivinhar como é que é, mas a gente sente. A gente sente. Você sente. Você sente. Sente. Sente. Só que, é um detalhe, Ele não é palavra. Deus não é palavra. Deus não é barulho. Deus não é som. Deus não é movimento. Deus é presença.
Presença. Nós somos pais, a gente sabe. Os filhos estão em casa, você fala, está presente, está aqui. Seu coração fica sossegado, não é? Está ausente, seu coração fica acelerado. Está ali do seu lado, não precisa estar conversando. Está do seu lado, está ali, está presente. Presença. Não é isso? É isso. Presença. Então, quando a gente começa a sentir presença, quando a gente começa a sentir a presença, é por isso, Júlio, tem aquela, eu adoro essa, é da Madre, a Madre Teresa de Calcutá, ela é muito espirituosa, muito, tem umas tiradas, e a repórter pergunta para ela, Madre, o que a senhora fala com Deus, quando a senhora está orando?
Ela fala, eu não falo nada, só escuto. Danadinha, não é? Ah, a senhora só escuta. E o que ele fala com a senhora? Ele não fala nada, ele só escuta. Então, o que ela estava tentando transmitir? Deus não é troca de palavra. Não é troca de palavra. É presença. É presença. E a gente entende isso, né? A gente entende, não entende? Você fala, poxa, oh, fulano, eu queria tanto que você estivesse presente. Não é? Só que ele, ele é a presença eterna. Ele nunca é ausência. Ele é a única presença invariável. Arouzos, nossa, você está falando um negócio que nós conversamos, eu não sei se vai se lembrar, nos últimos textos que a gente recebeu, da espiritualidade, que assim, é tudo que você está falando, Arouzos, e assim, eu estou aqui basbacado, assim, porque essa questão que você falou de se olhar no espelho, né?
E foi uma reflexão que o amigo fez sobre a gente não reconhecer que Deus está em nós porque somos impuros. Então, olha só o que ele fala, você me permite ler? Assim, é curtinho. Deixa eu ler pra você. Ele fala assim, né? Tu rejeitas a ti mesmo, alegando ver trevas imensas no teu ser. Mas o Senhor quis que sementes, promessas de vida, fossem plantadas nas trevas. Nada temas, teu Deus vive em tuas trevas, em tuas sujidades, em tuas impossibilidades. Olha só isso. Exato, exato. Lindo, né, Arouzo? Em tudo, né? Ele vai falar o que você falou agora, dirás, não é crível.
O Deus de perfeição não vive na imperfeição. Ora, amigo, deseja colocar limites a Deus? Não aprendeste que o Pai é onipresente? Pois se é onipresente, está em ti, está em tudo, está em todos. Exato. Exatamente, né? E é a presença constante que a tudo aperfeiçoa. Não é? E esse é importante, Júlio, porque assim, havia um paradigma na tradição do Velho Testamento que era e olha que nós temos esse resquício, hein? Passados, milênios, como diz o Bilas, passados milênios e eis que a gente continuou pensando do mesmo jeito.
O que é que a gente pensa? Que o puro tem que se afastar do impuro para não perder sua pureza. Como Cristo, o puro procura o impuro para tudo purificar. É por isso que Jesus diz assim, eu não vim para os sãos, eu vim para os doentes. Eu vim para os doentes, eu não vim para os sãos. Por que que não veio para os sãos? Porque nos sãos o trabalho já está feito. E porque não tinha nenhum aqui. E porque não tinha nenhum aqui. Tinha, tinha a mãe dele, rapaz, restei. É verdade, é verdade. Se não fala da minha mãe. Interessante, não é?
Demais, Haroldo, demais. Gosto muito, gosto muito de ver essa sincronicidade da vida. Isso que você disse, a gente está em contato, somos uma doutrina espiritismo, e espiritismo feito desse relacionamento espiritual e é tão lindo você ver a sincronicidade dos nossos trabalhos, a direção dos trabalhos, não é, Haroldo? Como é que as coisas estão assim, mas você só consegue enxergar isso se realmente tiver aqueles olhos de ver e sentir, para você não ler apenas na letra, não é, Haroldo? Não ler apenas na fotografia da coisa, não é?
A gente tem que ir além dessa fotografia que a gente faz das coisas, compreender as entrelinhas, os sentimentos, as intenções, e Isso é o que é o bonito, não é? Como é que transforma-se a leitura do êxodo numa discussão tão profunda? Exatamente. Exatamente. Porque poderíamos encontrar só deserto nessa caminhada. Exatamente. E aí, é bonito essa questão da tora oral, por quê? Porque como ela é viva, como ela é viva, ela ultrapassa os limites da história e da geografia. Então, veja, não há oposição. A tora escrita tem história e geografia.
Não é? A tora escrita tem. Tem história, tem geografia, tem redação, tem texto, tem contexto. Não é? A tora oral, não. É fluida. Porque ela é espírito. Ela é vida. Ela é presença. Ela é presença. E a presença divina não conhece o tempo, porque o tempo é criação divina. O tempo foi criado. O espaço também. O espaço-tempo foi criado. Deus está antes antes do espaço e do tempo. É importante a gente entender isso. É importante a gente lembrar, entender como é que alguma coisa está antes do espaço e do tempo. É o incriado.
Difícil. Difícil. Isso nós temos que entender. É difícil. Isso aí. Que é a conversa do A conversa do Jonas, não, do Jó. O Jó tem uma hora que ele cansa. Ele perde a paciência. Ele fala só, o negócio está muito sério Eu quero falar com Deus. Eu quero agora. Agora eu estou bravo. Eu quero conversar. E aí ele recebe o seguinte recado. Deus fala pra ele assim. Então, nós vamos conversar. Você vem como homem. Eu vou como Deus. Pausa dramática. É uma pausa. Porque às vezes a gente imagina que Ele está circunscrito às nossas limitações de tempo, espaço, de conceito, de visão.
Ele não está. Ele não está preso a isso. Por isso que é difícil entender. Muitas vezes. Meus queridos, hoje eu estou com um compromisso. Eu pedi um passinho um pouquinho mais cedo. Mas, na semana que vem, a gente pretende trabalhar um pouquinho mais os dez mandamentos. E o trabalho de análise e de síntese. Porque esses dez vão gerar dezenas. Os dez vão gerar dezenas de outros. Mas, eles podem ser resumidos em dois. Que lindo, não é? Não é? Então, são dez. Mas, eles podem ser resumidos em dois. E, se você quiser, em um.
Mas, os dez também podem ser decompostos em dezenas de outros. Bonito, não é? Então, você tem um movimento de multiplicação e um movimento de síntese. É bonito. Próximo encontro. Você compensou, viu, Haroldo? Compensou. Compensou a semana passada, que você deixou todo mundo no deserto, sem água, e eu tentando lá abrir o mar vermelho, e não dava certo. Entendeu? Mas, tudo bem. Semana que vem a gente conta. Ah, mas está ótimo, Haroldo. Quando não tinha, hein? E, quando era discado? Quer trocar? Ô, meu amigo, obrigado, viu?
Foi ótimo aí, esse encontro. É sempre muito bom. Que as pessoas sintam essa amizade que nos une aqui, também leva para suas vidas isso, não é, Haroldo? Essa alegria de estar juntos. Acho que é o grande segredo. Eles estão falando que adoram esse estudo de vocês. Eu fico pensando, eu não estudei nada, não é? Estou aqui só dando palpite. Mas, é muito afeto. É muito afeto. E muita boa vontade, não é, Haroldo? E assim, não é, Júlio? Isso é que a gente não pode perder, não é? Quando a gente vem para um estudo desse, cada um traz vida.
Cada um traz sua vida. Suas experiências, seus sentimentos, suas vivências, suas lutas, suas dores. E isso, também, é torá. Isso aí. É um pique-pique, que nem diz o Júlio, não é? Cada um traz um prato e a gente compartilha. Vamos liberar o Haroldo e dar uns recadinhos, não é? Gente, obrigada. Até semana que vem. Um abraço, Haroldo. Com Deus. Amanhã nós temos o Evangelizar-se, Eleonora. Amanhã começa, não é? O pessoal que ainda não conseguiu se inscrever ou não se inscreveu, a gente queria convidar para que venham conhecer também esse trabalho, não é?
Do Evangelizar-se, que é um trabalho bonito demais, de sentimento. A gente tem certeza que a gente vai voltar semana que vem para os Dez Mandamentos um tantinho melhor. Porque a gente vai trabalhar lá essas metáforas das árvores, mães são árvores, filhos são frutos, não é? E vamos ter um estudo com o Afonso, muito bacana, novo, com Arthur Valadares, com o Tales Argolo, estudo com o Aluísio Elias, vamos ter várias dinâmicas, estudo com a Sheila sobre Maria, então tem muita coisa bacana, que começa hoje à noite, não é?
Isso, vai ter música, café com Jesus, importante, não é, Júlio? Não sei se você comentou na semana passada, que não é um evento só de evangelização, de crianças, é uma evangelização de família, uma evangelização de espíritos, e tem tanto a parte teórica do livro, do estudo, como tem essa parte que o SER adora fazer, as vivências, a música, a arte, a interação com os grupos. Tem uma palestra do Arouto, que eu sei te falar, sobre as mães em nosso lar. Então, assim, entra lá no portal ser.org, dá uma olhada na programação do evento, se inscrevam, ficam convidados, é assim mesmo que a gente vai construindo essa relação, esse relacionamento que sedimenta todos os trabalhos e todos os outros estudos que a gente vai promovendo aqui na plataforma, junto com Aroudo e junto com outros amigos, né, Eleonora?
Então, o evento, a temática é sobre o trabalho de auto-evangelização, então não especificamente para evangelizadores, só para evangelizadores, é para o que o Aroudo falou, né, todos nós que estamos nesse processo de auto-evangelização e para todos nós que, de alguma forma, estamos aqui trabalhando a evangelização também, levar o evangelho para as pessoas, né, é uma compreensão do sentimento, então é uma ótima oportunidade, nós sabemos que temos aqui muitas mães que eu acho que vão adorar participar com suas famílias, tem até no meio do dia uma receita lá que a gente faz junto pela internet, é muito gostoso, né, Eleonora?
A gente cozinha junto, é isso aí. Cozinha juntos, então começa hoje e termina no domingo, então sejam muito bem-vindos a participar e o que mais, Eleonora? Isso, e na semana, aí essa semana a gente não vai ter o estudo de Mateus 24, porque vai estar acontecendo o evento e os voluntários vão estar envolvidos, né, mas aí no outro final de semana retomamos o estudo de Mateus 24, lá na plataforma do portal Ser, que estão os textos, e aos domingos a gente se reúne pelo Zoom para comentar os estudos. Isso. E esse trechinho de texto que eu li hoje para vocês, muita gente ficou emocionado, né, com o trecho que eu li, é parte também de material que a gente tem recebido da espiritualidade, que a gente pretende criar na plataforma, grupos de estudo, né, a respeito desses textos também que estão chegando, eles passam por um crivo aqui, né, interno, passam por um processo de leitura e tal, para chegar no ponto de a gente entregar para vocês alguma coisa que a gente já tenha passado pelo nosso crivo, né, mas em breve vocês vão ter notícia desses textos aí que estão chegando, para que a gente possa mergulhar nesses textos, que vocês notam que estão conversando muito intimamente com tudo que a gente está estudando aqui nos estudos de êxodo, né, a gente fica meio espantado, porque assim, quando o Aruto começa a falar, a gente fica assim, gente, não é possível, né, ele está falando tudo que os Espíritos estão falando e ele não leu aqui ainda.
Então, a gente espera também compartilhar com vocês esses momentos também que a gente, né, desses materiais que a gente recebe, tudo pela plataforma do portal ser.org, vocês se inscrevam lá, né, tem os estudos, tem vários estudos lá, tem o Mateus 24, agora está tendo um estudo sobre a reencarnação de seres-mundo também, que está sendo muito legal, que está com o foco na Evangelização, na pré-concepção legal, né, entendendo que a evangelização ali está pensando no Espírito reencarnante, no processo dos pais que estão encarnados, esperando um filho que está se preparando para nascer, e muitas vezes não se prepara adequadamente, né, com a ajuda do Espiritismo para essa recepção.
Então tem tanta coisa que a gente pode fazer juntos e fica esse convite para que todos conheçam. A plataforma espiritismo. tv, que é a plataforma onde a gente disponibiliza os estudos e que a gente sempre convida, né, a todos a a conhecerem e a contribuírem com a plataforma, se estiver ao alcance das pessoas que puderem, porque tem sido com esses recursos que a gente mantém toda essa estrutura tecnológica de estudo, de edição de vídeos, de produção de materiais, né, que a gente faz. Então a plataforma está aí para todos, aberta, né, acessível a todos, mas também disponibilizando essa possibilidade de contribuição que a gente pode fazer para que várias outras coisas sejam produzidas, né.
Tem o livro de Gênesis 2 que nós estão terminando, né, Leonora, as revisões para serem lançadas, e Então, cheio de novidades, em breve vocês vão recebendo aí, tá bem? A Selene estava perguntando se hoje não vai ter live, né, segunda e quarta e sexta tem as lives do Espiritismo TV, onde o Júlio e o João conversam e recebem convidados para falar sobre temas, né. E hoje acho que não vai ter, né. Hoje a gente não deve ter hoje, porque termina a programação, vai até tarde do Evangelizar-se, né, a gente achou que seria bacana dar um descanso, assim, para amanhã, porque amanhã começa cedo e a gente está envolvido também, né, então a gente achou por bem de não, de hoje não termos o Espiritismo.
TV no ar, né. Mas estão todos convidados a hoje, a gente vai mandar nas redes que vocês recebem aqui, nos canais que vocês sempre acompanham de êxodo, a divulgação certinha do evangelizar-se para mais tarde. Eles já estão recebendo, já receberam hoje da manhã. Ah, então ótimo. E aí é só mesmo entrar lá, acompanhar e a gente vai se falando, né, falar que esse encontro do evangelizar-se, ele é pela plataforma do Zoom, então é muito bacana porque você tem uma interação maior de pessoas, né, o que é um negócio muito legal, diferente do que nós estamos fazendo aqui e agora que é uma questão mais passiva, né, apesar da gente ler os comentários, não tem essa coisa de a gente ver vocês, né, sentir a presença tão forte assim, ou mais forte, então as vagas são, a gente tem um limite de 300 pessoas nas salas do Zoom, então quem quiser tem que realmente ir lá fazer sua inscrição porque a gente já estava com mais de 200 inscritos lá no evento e Você imagina que vai ser uma grande energia, né, 200 pessoas simultaneamente ali, integradas, estudando, compartilhando e não só assistindo, mas participando das vivências.
Então a gente realmente aconselha que vocês não percam essa oportunidade que é muito especial. Vamos nos despedir, vamos embora? Vamos sim, obrigado, gente, nos encontramos às 19 horas, né, Júlio? Isso, às 19 horas. Até lá. Beijão, tchau.
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.

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