#007 – Estudo do Velho Testamento – Livro Êxodo

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Em mais um episódio do estudo do Velho Testamento à luz da Doutrina Espírita, Haroldo Dutra Dias nos conduz por uma jornada de aprofundamento e reflexão sobre o livro de Êxodo. Este estudo, que entrelaça a primeira, segunda e terceira revelações, busca extrair o espírito da letra, superando interpretações literais para alcançar o sentido espiritual e pedagógico dos textos sagrados.

O que é estudado neste episódio

  • Citações do Velho Testamento por Jesus: Uma análise sobre a frequência e o critério das citações de Jesus aos livros do Velho Testamento, destacando a diferença entre referências diretas e temáticas.
  • Achados arqueológicos na Península do Sinai: A discussão sobre a dificuldade de encontrar registros arqueológicos da passagem dos hebreus pelo Sinai, ressaltando a importância de não aplicar critérios históricos modernos a contextos antigos e a natureza verossímil dos relatos bíblicos.
  • Escravidão dos israelitas no Egito: A fragilidade de teorias que negam a escravidão dos israelitas, reforçando a importância de filtrar informações e buscar a essência dos relatos bíblicos.
  • Simbolismo da cinza de forno em Êxodo 9:8: A interpretação da cinza como símbolo de luto, constrição e adoecimento, relacionando-a a experiências coletivas como pandemias, e a compreensão das pragas do Egito como linhas de expiação do espírito encarnado.
  • Deus endurece o coração do Faraó: A explicação dessa expressão idiomática hebraica como uma manifestação da providência divina, que atua mesmo através das ações humanas para cumprir seus desígnios, sem ferir o livre-arbítrio.
  • Êxodos na jornada espiritual: A compreensão de que a vida é uma série de “êxodos”, momentos de liberação de constrangimentos e purificação, que nos permitem seguir em frente após o cumprimento de nossas colheitas.
  • O medo da liberdade e a compulsão pela repetição: A análise das razões pelas quais os hebreus desejavam retornar ao Egito, interpretando-as como compulsão pela repetição de padrões nocivos e o desafio que a liberdade impõe, exigindo responsabilidade e esforço.
  • O Maná como teste de fé e confiança: A discussão sobre o maná como um símbolo da providência divina e um convite à confiança em Deus, que se manifesta diariamente e exige uma parceria ativa do ser humano.
  • A natureza do Maná: A importância de focar no sentido espiritual do maná, em vez de sua composição química, compreendendo-o como uma metáfora para as bênçãos e auxílios divinos que se manifestam de diversas formas em nossa vida.
  • As três revelações: A centralidade de Jesus (a segunda revelação) como modelo e guia, e como a justiça (primeira revelação) e a verdade (terceira revelação) são instrumentos do amor divino para educar e esclarecer a humanidade.
  • A expressão “Filho do Homem”: A evolução do significado da expressão hebraica “Ben-adam” (filho de Adão) de “espécie humana” para “modelo e guia”, referindo-se a Jesus como o novo Adão, o tipo mais perfeito oferecido por Deus.

Reflexões

  • A interpretação do texto bíblico à luz da Doutrina Espírita nos convida a ir além da letra, buscando o espírito e o sentido pedagógico das narrativas, superando o atavismo religioso e o fundamentalismo.
  • A providência divina age de forma onisciente e onipotente, utilizando todas as circunstâncias, inclusive as ações humanas, para conduzir a humanidade em sua jornada evolutiva, sem anular o livre-arbítrio.
  • A liberdade é um desafio que exige responsabilidade e esforço, e o “êxodo” espiritual representa a constante liberação de constrangimentos e a busca pela purificação, em parceria com a providência divina.

Ler transcrição do episódio

Desde que eu ouvi Me sinto a ler Em chamas, me chamas Sou teu pescador Vi tuas furas Branduras na voz E o sol de ternura Rompendo o tabor Deixei meu mar Meu mar, meu cais E busquei meu lugar Junto a ti O amor demais Me fez capaz de curar Em teu nome, amor Filho do trovão Deita tua cabeça sobre mim Mãe Maria Eis teu filho Ao lado da cruz Sou apenas João O trovão apaz tentador Testemunharei por ti Seja onde for Não te queimarás Não olhe o que perder por mim Pois tu viverás Pra contar o presente e o futuro Ao seu bem Chamas e chamas Chamas, me chamas Chamas e chamas Chamas, me chamas Mas nem toda terra poderá compreender Todos os livros que se puder escrever Das coisas que ele fez Chamas e chamas Chamas, me chamas Chamas e chamas Chamas, me chamas Chamas, me chamas Chamas, me chamas Boa tarde a todos que estão conosco em mais um estudo de êxodo à luz da doutrina espírita.

Estamos chegando em todos os lares para falar sobre a terceira revelação unida nas… Aliás, para falar sobre a primeira revelação entrelaçada com a segunda, com a terceira. Gostaria de dar boa tarde para a Teca. Ela é a primeira que entra sempre. Lá da Pensilvânia, ela entra sempre ao meio-dia e nos dá boa tarde. O Heitor, de Belém, está sempre conosco estudando. A Tânia, boa tarde. Linda sexta-feira para todos. A Ândria Nascimento, de Maringá. Boa tarde, Ândria. A Marilda, aguardando aqui do Rio de Janeiro. Tânia, de São Paulo.

A Cláudia, de Belo Horizonte. O Brasil inteiro representado. E nós vamos começando com a nossa prece. Dando boa tarde a todos. Essa minha luz está estourando aqui. Haroldo, quer fazer a prece para nós? Para nós iniciarmos nosso dia de perguntas e respostas? Pois é, hoje, não é? Vamos lá! Pai de infinita bondade, Mestre Jesus, neste momento em que reunimos corações em torno da mensagem das revelações, nós te suplicamos, Senhor, amparo em nossas reflexões, inspiração para os nossos pensamentos, apoio e sustentação nas nossas decisões e na condução das nossas vidas, Senhor.

Que possamos contar com o auxílio da espiritualidade amiga na condução desta atividade e que todos os lares, todos os corações aqui reunidos possam também ser protegidos, amparados e conectados às forças do bem que agem em teu nome, Senhor. Conduz-nos nessa hora de reflexões que ela possa representar para o nosso espírito alimento, roteiro, fortaleza, claridade. Que assim seja, Senhor. Que assim seja! Então, nós abrimos um formulário de questionários já no mês de março, quando começamos o estudo de êxodo, não é? Então, a gente está com muitas perguntas, vamos devagarinho, fazendo uma a uma e degustando, não é?

Se a gente não conseguir responder a de todos, prometemos que fazemos mais um dia de perguntas e respostas mais para frente. Exato, é verdade. E conforme a gente for conversando, quem quiser ir comentando aqui no chat, a gente vai lendo também e vamos construindo esse estudo juntos. Então, vamos lá. A primeira pergunta, eu não vou conseguir colocar no quadro, porque ela é uma pergunta bem extensa. Ele é do Marco Aurélio Cândido de Melo. O Marco Aurélio, ele estuda conosco, no grupo do WhatsApp, ele é médico, está na linha de frente do Covid, sempre acompanha o estudo, então a gente agradece muito a participação, não é?

Ele é de Goiânia. Então, ele escreveu assim, Boa noite, Haroldo. Fiz um pequeno levantamento sobre quantos livros do Velho Testamento são citados por Jesus, no Novo Testamento. De acordo com Steve Hood. Fiquei pasmo. Segundo o autor desta pequena análise, Jesus cita 24 livros, 247 passagens do Velho Testamento e 350 versos do Velho Testamento. E como alguns se repetem, e mesmo excluindo as repetições, estima-se que são citados 400 versos ou passagens diferentes. Pelo que está escrito, apenas os livros de Esdra, Neemias, Esther, Eclesiastes e Cantares de Salomão não são diretamente citados por Jesus nos textos do Novo Testamento.

Gostaria de saber, se for possível, se essas informações realmente procedem e se o autor deste levantamento é reconhecido com credibilidade teológica. Desde já, muito obrigada e um fraternal abraço. Ah, sim! Esse problema de levantamento, de citação do Antigo Testamento no Novo Testamento não é se o autor tem autoridade, é que varia muito o critério. Então, dependendo do critério que você adota, esse número de citações pode crescer muito ou pode diminuir. Então, qual é o critério? Muitas vezes, você utiliza simples referências ou utilização de palavras-chaves ou de temas citados naqueles livros.

Entende? Então, o que acontece? A gente poderia dividir, assim, falas de Jesus que estão correlacionadas com algum texto do Velho Testamento e falas de Jesus que são citações diretas do Velho Testamento. Então, se nós adotamos o critério de citações diretas, ipsis literis, elas não são tantas assim. Tem citações diretas, citações específicas, como, por exemplo, a citação que Jesus faz na cruz. Eli, Eli, lama sabataninho. Deus, meu Deus, por que me desamparaste? Que é uma citação que o evangelista coloca nos lábios de Jesus, uma citação explícita, direta, do primeiro versículo do Salmo 22.

Se o critério for esse, se a gente usar esse critério mais rígido, aí, Marco Aurélio, o número de citações jamais chega a essa estatística aí que o autor está apresentando. Mas, se você flexibilizar o critério, e entender que toda vez que Jesus está fazendo referência a uma temática, a palavras-chaves, a tipologias que ele está evocando o texto, aí sim, aí eu consigo ampliar mais e consigo ter esse número tão extenso de citações, variando aí de autor para autor, porque realmente tem algo aí que é subjetivo nessa escolha.

Mas, tem muitas citações, sem dúvida, a menor dúvida. O Abílio, colaborando, colocou assim, ah, não, porque Jesus não escreveu nem deixou nada escrito. Claro que o que o Marco Aurélio, de certo, comentou é o que os evangelistas escreveram, né? Ah, sim, claro, lógico, lógico, lógico, é, é. É, o que ele está comentando, Abílio, é sobre o texto escrito, né? O texto escrito. Então, a gente tem que considerar que na redação dos evangelhos, os evangelistas trabalharam com uma certa liberdade de compor o texto deles. Agora, também, Abílio, a gente não pode cair no outro extremo, achar que os evangelistas arbitrariamente colocaram palavras na boca de Jesus, porque ele também fica, não é bem isso, né?

Não é bem isso. Que havia uma tradição oral, havia testemunhas oculares, pessoas que conviveram e que estavam ali checando a qualidade dos evangelhos, né? Eu falo que os textos do Novo Testamento, eles também passaram por um processo de seleção natural. A comunidade não ia, assim, aderir e cultivar e copiar um livro se ele fosse por a imaginação dos apóstolos ou por a imaginação dos redatores, tem que tomar cuidado com isso também, né? Havia ali, a própria comunidade selecionava, tanto que aqueles livros que eram muita viagem, que eram muita fantasia, eles não foram copiados.

É simples assim, não foram copiados, que é o que vai acontecer com muita literatura espírita. Com o tempo, vai cair no total esquecimento, né? E, a comunidade vai cultivar, vai estudar, vai manter aquelas que têm uma consistência, que toquem, que têm uma qualidade intrínseca, né? Então, é importante também a gente não perder isso de vista, né? Muito bem, a próxima eu vou conseguir colocar na tela, que é o Maurício, de São Paulo. Gostaria de saber se há achados arqueológicos em torno da Península do Sinai que provem a presença dos hebreus naquela região.

O Sinai é um trechinho ali do deserto, né, Maurício? Difícil você ter um registro arqueológico de passagem ali, né? Complicado. Até porque eles não montaram cidades, né? Não vai ter cidade. Eles passavam, né? Eles peregrinavam. Não ficou, não ficou. Você tem uma tradição. Mosteiros que foram construídos ali perto do Sinai. Pegaminhos, uma tradição de manuscritos, né? Mas é tudo fonte indireta, né? Fonte indireta. Ali a gente precisa também abrir mão desse conceito que nós temos, que é o conceito de história que o século XX e o século XXI produziram, né?

Às vezes a gente quer pegar esses critérios do iluminismo, especialmente do século XIX, XX, XXI, e aplicar pra três mil anos atrás. É um anacronismo, né? É um… Não funciona, né? Porque eu tô aplicando um critério histórico para um tempo que não tinha esse critério, né? O critério era de tradição oral, tradição que sobreviveu, né? Então, a gente trabalha mais com esses relatos. É claro, você tem muita coisa arqueológica que pontua, né? Mas são como se fossem indicações de quilômetros, sabe? Imagina, você tá numa estrada assim, dois mil quilômetros, aí você tem uma marcação lá, a cada duzentos quilômetros você tem uma marcação.

As descobertas arqueológicas são isso. São apenas marcações de que aquela história tem veracidade, ela é verossímil. Mas não necessariamente de que todos os detalhes daquela história, de que todos os detalhes têm ali um achado arqueológico, uma fonte primária pra confirmar. Esse não é um critério muito legal da gente tratar texto bíblico, né? Muito bem. Acho que a próxima também tá bem… O Gevinho Bonfim, do Paraná, de Itaperuçu. Alguns historiadores defendem a ideia de que os israelitas não eram escravizados pelos egípcios.

Poderia ser? Caso essa teoria seja verdadeira, o que muda na interpretação bíblica? Olha, tem teoria de historiador que Deus não existe, que Jesus nunca esteve entre nós. Querido, aí, olha, a gente tem que filtrar, né? Acho muito frágil essa tese aí, essa teoria, muito frágil mesmo. Não é algo que me atrai, não. Mas tem de tudo, meu amigo. Ler de tudo retende o bem. Sai que eu tô tentando colocar na tela. Não vou conseguir. Deixa eu ler aqui, ó. É o Marco Aurelio, de Minas Gerais, de Belo Horizonte. Deixa eu só copiar a perguntinha dele aqui pra ficar melhor.

Ele vai citar um versículo. No capítulo nove, versículo oito de Êxodo, Yavé fala Apanhei mãos cheias de cinza de forno e lancei para o ar. Qual o simbolismo espiritual desta fala? Vamos pegar o texto aí, está muito solto, né? Está muito solto. Esse texto está lá nas pragas, né? Está lá nas pragas do Egito, não é isso? A gente pode ler ela, ó. Ele fala As úlceras Disse Yavé a Moisés e Araão Apanhei mãos cheias de cinza de forno e Moisés a lance para o ar diante dos olhos do faraó. Ela se converterá em pó fino sobre toda a terra do Egito e provocará nos homens e nos animais tumores que se arrebentarão em úlceras por toda a terra do Egito.

Eles apanharam cinza de forno e apresentaram-se a faraó e Moisés, lançou-as para o ar e os homens e os animais ficaram cobertos de tumores que se arrebentavam em úlceras. Os magos não podiam manter-se de pé diante de Moisés por causa dos tumores, porque havia tumores nos magos e em todos os egípcios. Todavia, Yavé endureceu o coração do faraó e este não os ouviu, como Yavé havia dito a Moisés. Então, vamos entrar em detalhes aqui, porque foge do nosso escopo aqui do estudo do livro, entrar em detalhes de versículos como esse.

Mas, a gente pode compreender as pragas do Egito como linhas de expiação do Espírito encarnado. Cada uma das pragas indica núcleos, linhas de expiação. Então, esse é o sentido. Esse momento da cinza é muito importante, porque há uma tradição toda no Oriente Próximo, Oriente Médio, Mesopotâmia, da cinza como sinônimo do luto, da constrição, do adoecimento, da morte. É muito interessante. Guarda muito uma linha com essa questão de pandemia que nós estamos vivendo hoje, de quarentena. Evoca esse gênero de experiência.

Gênero. Porque o texto bíblico não está descrevendo fatos concretos detalhados. Ele está escrevendo classes de experiências, gêneros de experiências. Então, nós poderíamos dizer que essa aí das cinzas jogadas, das úlceras, tem a ver com essas questões como nós estamos vivendo, por exemplo, de pandemia. Mas, esse é um estudo profundo, isso aí daria, só que entra num simbolismo tão grande, entra num simbolismo tão complicado, que não dá para a gente fazer isso aqui no âmbito da nossa proposta aqui da live do Estudo do Êxodo.

E sabe que vários amigos mandaram a pergunta que a gente vai fazer agora da Maíze, que tem contexto com o final desse versículo. Você está sem o áudio, Eleonora. Você travou o seu áudio. Travou mesmo. A gente estava literado e não estava. Vários amigos, sabe que eles perguntaram a mesma questão. E eu vou compartilhar a pergunta da Maíze porque tem a ver com o final desse versículo. E a gente teve umas três perguntas nesse contexto, quando fala que Deus endureceu o coração do faraó para que ele realize suas maravilhas.

A Maíze perguntou, a Sirlene também perguntou em outro contexto também desse endurecimento do coração do faraó. Ah, fantástico. Esse é um aspecto espiritual de uma sutileza, de uma beleza, a beleza que, se a gente não entende esse conceito, muita coisa no Velho Testamento não faz sentido. Que conceito é esse? Vamos lá. A Torá apresenta Deus como o Criador. O Criador. Então, nada do que existe, existiria se não fosse Deus. Então, esse é o primeiro ponto. Segundo, Deus é todopoderoso. Então, o que significa isso? Não há limite, empecilho, impedimento, nem físico, nem social, nem humano para a ação de Deus.

Esse é um ponto importantíssimo. Não há impedimento. Não há impedimento na criação para a ação de Deus. Não há nada na criação que represente limite para a ação de Deus. Esse é um ponto importante. Por isso que Deus é todopoderoso. Outro atributo de Deus. Não há nada na criação oculto a Deus. Porque, se Ele é o Criador, toda a sua criação é transparente para Deus. Por isso, Ele é onisciente. Todo mundo está acompanhando? Está acompanhando, Ele? Então, Ele é o Criador, Ele é onipotente, Ele é onisciente. Então, por que acontecem coisas apavorantes que nós, encarnados, nós, encarnados, da nossa perspectiva, da nossa visão limitada, afirmamos?

Deus cochilou. O que aconteceu? Saiu do controle de Deus. Saiu. Então, esse versículo, Deus endureceu o coração do faraó, é uma expressão idiomática, cuidado com expressões idiomáticas do hebraico. Expressão idiomática é igual a chover o canivete, engolir o sapo. Você não vai interpretar isso ao pé da letra. Achar que a pessoa pegou um sapo e começou a comer, com azeite e sal, achar que começou a chover canivete mesmo, não é? Expressões idiomáticas, a gente tira o espírito da letra. Então, o que essa expressão idiomática está querendo dizer?

Está querendo dizer o que um ditado nosso, em português, diz. Deus escreve certo por linhas tortas. Então, o que esse texto quer dizer é pelas linhas tortas do faraó, porque o faraó tem uma margem de movimentação, o faraó tem um campo de ação, e esse campo de ação não está fora da onisciência, nem fora da onipotência de Deus. Então, o que o texto está querendo revelar? A qualquer momento, Deus poderia apertar o botão power e desligar. A qualquer momento. Não é? Não é interessante? Então, a qualquer momento, o poder divino pode intervir e cessar.

Então, por que Deus não cessa? Porque, como diz Kardec, abre aspas, a frase é de Kardec, Deus não nos consulta para tomar suas decisões. Fecha aspas. Quem diz isso é Kardec. Deus não consulta a gente. O Haroldo, eu estou querendo tomar uma decisão aqui na Praterra, você concorda de eu fazer isso? Isso não vai acontecer. Então, você não vai ser consultado para Deus agir. Então, todos nós temos uma margem de ação, uma margem de experimentação, inclusive para exercer o livre-arbítrio, e existe uma lei de responsabilização.

Então, dentro daquela margem, o que a providência divina faz? Ela atua para que, mesmo em meio à multidão de injustiças, não haja nenhum injustiçado. Esse é o sentido. E a Patrícia Paula tinha colocado, ah, é uma expressão, então. A Selene entrou agora, a gente estava respondendo a sua questão, Selene, sobre o endurecimento do coração do paraó. Exatamente, exatamente. E nesse contexto… Eleonora, você fechou de novo seu áudio. Então, nesse contexto de êxodo, a Maria Luiza Leitão do Nascimento, de Pernambuco, na cidade de Camaragibe, a caminho da luz sempre viveremos vários êxodos?

Olha, isso é uma questão boa, Maria, porque o que isso significa, Maria? Significa que Deus estabeleceu um princípio no universo que é o da livre escolha. Então, isso significa que Deus não vai invadir a sua esfera de ação para tomar decisão por você. Ele não vai fazer isso. Se Deus não invade a sua esfera de ação para decidir por você, se Deus não invade a sua esfera de ação para agir por você, você é dotada do atributo, da faculdade de escolher, de um determinado ponto da evolução em diante, que é quando surge o livre-arbítrio.

A partir desse momento, o que Deus faz? Educa. E educa como? Através das consequências. Consequências que homologam sua escolha e sua ação ou consequências que te obrigam a refazer. Então, nesse sentido, êxodo é sempre liberação do constrangimento de refazer. Êxodo é sempre liberação do constrangimento da colheita. Então, você escolheu a sementeira, você agiu na sementeira, o determinismo da justiça divina te colocou na colheita, você cumpriu a parte devida da colheita e o êxodo é o momento da liberação, é o momento da purificação, é o momento que fala assim, chega, está refeito, está reparado, está corrigido, segue em frente.

Isso é êxodo. Isso é êxodo. É o momento em que você, exatamente, tem de volta a liberdade, para que você possa usá-la. Bom, para que você possa usá-la segundo o seu liberdito. E acho que a gente pode emendar na pergunta da Maria… Ah, não, isso aqui já foi. Na pergunta da Márcia, de Minas Gerais, de Vinópolis. No estudo 5, Aroldo termina dizendo que muitos gostariam de voltar para o Egito, ou seja, voltar para o cárcere. Na visão dele, por que isso ocorreria? Por que temos medo da liberdade? Quase como a pergunta anterior, do êxodo da liberdade, mas perguntando por que a gente quer voltar.

Exatamente. Bom, então vamos lá só um pouquinho, Márcia. Isso não sou eu que digo, não é o Aroldo, é o que está no texto. Os hebreus fazem diversas reclamações à Moisés. Essas reclamações estão lá nos capítulos 16 a 18. Não é isso? Então, não fui eu que tirei isso da minha cachola, não, pelo amor de Deus. Os textos estão lá, eles reclamam, reclamam várias vezes. Ah, você tirou a gente do deserto e agora nós estamos com fome, eu quero voltar, porque lá eu tinha comida. Não sou eu que disse isso. Está escrito lá. Tem um determinado momento que ele chega e fala assim, ah, nós estamos com sede, lá a gente tinha a água do Nilo, a gente quer voltar para lá.

Então, isso é um fato. Está narrado no texto. Está narrado no texto. E, aí, agora nós vamos interpretar isso. Então, como que a gente interpreta isso? Trazendo para os dias de hoje e tirando o espírito da letra. Aí, tem várias interpretações. Eu trouxe algumas, lembrando que a Torá tem 70 faces, não é? Não é isso? Tem 70 faces. Então, a gente vai, eu não estou querendo fechar a interpretação. Então, eu trouxe algumas interpretações. Primeira, compulsão pela repetição. Porque os padrões por nós vividos, os padrões que a gente vive, mesmo que sejam hábitos nocivos, eles geram padrões compulsivos.

E, se você não tomar cuidado, você entra num círculo vicioso de repetição. Esse é um ponto. Segundo ponto, liberdade da trabalho. Liberdade não é um brigadeiro, não é um bolo de chocolate, não é? Liberdade da trabalho. Construir a liberdade é aprender a decidir, assumir riscos, enfrentar críticas, enfrentar haters, enfrentar perseguidores. Então, a liberdade não é algo fácil. A liberdade exige um trabalho, um esforço, uma construção muito grande do Espírito. E isso pode desanimar alguns menos resilientes. Se nós estamos numa vibração mais acomodada, se nós estamos numa zona de conforto por muito tempo, a liberdade assusta.

Por quê? Porque não tem ninguém para decidir por você, não tem ninguém para assumir os riscos por você, não tem ninguém para fazer e para aprender a fazer. Então, às vezes, a gente interpreta a liberdade de uma maneira muito ingênua, muito poeril. E a liberdade não é fácil, não. A liberdade é desafiadora. Os nossos pais sempre diziam, liberdade com responsabilidade. Com responsabilidade. Ou a liberdade tem um preço. Liberdade tem um preço. Liberdade tem um preço. Tem consequências. Eu vou colocar agora a pergunta do Caio.

A pergunta do Caio ficou cumprida. Deixa eu ver se eu consigo colocar aqui um pedacinho. Não. Aqui. Caio, do Rio de Janeiro. O Maná foi descido do céu ao povo, pois respondeu às murmurações do povo. E ele te expô-lo à prova, a fim de saber se andavam de acordo com as suas leis. Pergunta. Ai, rodou o chat. Peraí. Pergunta. O Deus testou o povo com sua misericórdia e providência? Um teste de fé e confiança? Muito obrigada. Isso. Eu só juntaria as palavras, Caio, porque confiança é fé. Não tem fé e confiança. A palavra emuná, em hebraico, a palavra pistes, em grego, que foi traduzida para o português como fé, significa confiança.

Esse é um grande equívoco, porque nós costumamos acreditar que fé… A gente costuma pensar que fé é acreditar. Fé não é acreditar. Fé é confiar. E a providência divina, ela tem essa parte que é a face iluminada das bênçãos? Tem. A providência divina ampara? Ampara. A providência divina sustenta? Sustenta. A providência divina age com misericórdia? Age. A providência divina abre caminhos? Abre. Mas, se você não confiar nela, se você não se entregar, se você não fizer uma parceria com a providência divina, a providência divina está apontando em uma direção e você está apontando em outra.

Não é? Então, o maná caiu do céu, mas, a partir daquele momento em que Deus propôs um tipo de relacionamento com o seu povo… Olha o relacionamento. Olha como que o relacionamento era desafiador. Ele disse assim… Todo dia eu vou te alimentar. Mas, não tem estoque. Não tem reserva. Você vai ter que confiar que todo dia eu virei e te mandarei o maná. Percebe? Então, tem uma parte que é minha, tem uma parte que é de Deus. A parte de Deus é comparecer diariamente, é fornecer o maná. A minha é colocar-me receptivo, é recolher o maná, é esperar a hora certa, é confiar que o maná virá, é atuar em parceria com Deus.

Este é o desafio da comunhão. O desafio da comunhão com Deus é este. Por quê? Porque não tem garantias. Às vezes, a gente quer se relacionar com Deus exigindo que Deus assine nota promissória. Nós queremos ditar os termos do acordo. Mas, Ele é Deus, você é criatura. Não é assim que vai funcionar. Então, a relação com a providência divina exige de nós confiar. Fiar com. É igual o tricô, o crochê. Só que é assim, você está com uma parte da varinha do crochê, Deus está com a outra. Você faz um movimento, Ele faz o outro.

Você faz o seu, Ele faz o outro. Isso é confiar. Fiar com. Fiar na parceria. Tecer os fios da vida em parceria com Deus. Isso é profundo. Por isso que é difícil. Por isso que é difícil. E por isso que tem muita gente que acredita em Deus e pouquíssima gente que confia em Deus. São coisas absolutamente distintas. A Maria Benedita, de Minas Gerais, Estrela do Sul. Ela também pergunta sobre o estudo 6. O que é o maná? Ela pergunta se é uma planta. Tem o Lucas aqui que já fez algumas ponderações do que ele pensa que pode ser o maná.

Olha, o maná não é nada que havia na Terra. A descrição que nós temos do maná é que ele era branquinho, caía como um floco, tinha um sabor doce, correto? E alimentava. Então, gente, a gente precisa tomar um cuidado aqui. Tem que tomar um cuidado aqui. Nós estamos tirando o espírito da letra ou a gente quer estudar a anatomia do texto bíblico? Perceber? Tem que tomar cuidado com isso. Porque senão, daqui a pouco, a gente sai do sentido espiritual do texto e fica querendo estudar a composição química do maná. Aí, você perdeu o foco do estudo bíblico.

Perdeu o foco. Percebe? Não é que você não possa pensar nisso. Não, não. Não tem problema nenhum. Não é isso. A gente precisa saber priorizar. Correto? Então, eu estou vendo aqui muitas perguntas que estão extremamente focadas na letra. Um achado arqueológico, composição química do maná, latitude e longitude do monte Sinai. Cuidado, gente. Cuidado. Cuidado com isso. Porque nós estamos aqui para extrair o espírito da letra. Se você pegar a banana, começar a comer a casca, jogar a banana fora, você perdeu a grandidade do estudo bíblico.

Correto? Não é? A Silência está falando que nós somos cientistas, mas aqui não é ciência, Silêncio. Ciência é a universidade, querida. Aqui nós estamos no estudo bíblico. Não é? Nós estamos aqui para recompor destino, para tocar em questões relevantes da nossa experiência espiritual. Nós não estamos em uma aula aqui de bioquímica. Tomar cuidado com isso, gente. E olha que eu sou apaixonado pela bioquímica, não é? Então, temos que… Vamos equilibrar a balança. Vamos equilibrar a balança. Senão, a gente se perde nos devaneiros, não é?

Se se perde nos devaneiros. Porque aí eu vou chegar ao seguinte. Se nós vamos estudar a composição química do maná, maravilha. Então, traz para mim 600 gramas dele. Me traz uma amostra. Como é que eu vou fazer ciência do maná se eu não tiver uma amostra dele para levar para o laboratório? Eu acho ótimo. Quem tiver aí um pouquinho de maná, me chama, por favor. Eu estou doido para estudar. Agora, você tem que ter uma amostra. Tem que ter um pouquinho do maná para a gente levar para o laboratório. Não é? Então, vamos harmonizar.

Não é isso? O maná é uma metáfora. É uma metáfora, gente. Até porque… Você acha que realmente ficou 40 anos caindo um maná do céu, gente? Você acha que historicamente isso é plausível? Você acha que o povo ficou atravessando o deserto e todo dia chovia um negócio, ele ia lá, pegava e comia? Você realmente acredita nisso? Acredita que Deus chegou lá, incendiou e falou como exército, aí o mar abriu, sabe? Não é sério? Que o Jonas entrou dentro da baleia, ficou três dias lá na barriga da baleia. Você realmente acha que isso é literal?

Você acha que realmente tinha um casal, Adão e Eva, aí eles saíram tendo filho, tendo filho, a cada segundo o Eva tinha um parto, daí a pouco tinha 30 mil pessoas, porque Eva dava um parto a cada 10 segundos. Não é tão, gente? Vamos? Correto? Então, qual que é a palavra hebraica para parábola? Que é uma palavra, inclusive, mais ampla do que parábola. Machal. O texto bíblico é um texto parabólico. Ele usa a história, a geografia, como apoio. Então, por exemplo, essa minha garrafa de água aqui está apoiada na mesa. Então, essa mesa é um apoio.

Os escritores bíblicos usam os fatos históricos, as pessoas históricas, os acontecimentos, como apoio para colocar as parábolas. Ok? Então, gente, eu sei que não é fácil, porque a gente precisa desfazer-se de condicionamentos milenares. Há milênios nós estamos interpretando o texto bíblico ao pé da letra. Mas, aqui, nós estamos no estudo bíblico à luz da doutrina espírita. Então, nós precisamos superar esse atavismo religioso. Precisamos superar esse atavismo. Deixa o outro lá. O outro quer manter no fundamentalismo?

Deixa o outro, gente. Deixa o outro fazer a experiência dele. Tem que preocupar comigo. Se você já se sente confortável, se você já se sente preparado para sair da letra e ir para o Espírito, ok, então vem. Então, faça essa jornada, se você estiver preparado. Se você estiver preparado. Não é? Então, é só esse cuidado que a gente precisa ter, porque, senão, o nosso estudo transforma-se numa especulação da letra. Eu adoraria. Se tivesse mesmo uma amostra de maná, adoraria estudar. Puxa, adoraria. Porque conhecer, investigar, aprender são coisas maravilhosas.

O Espírito precisa de duas asas. A asa da sabedoria e a asa do amor. Não é? Mas tem aí a amostra do maná? Não tem. Então, cuidado. Seleciona. Então, nosso propósito aqui é nosso propósito aqui é extrair o Espírito da letra. Então, o maná é um símbolo. O maná pode ser aquele amigo que, num momento importante da sua vida, te emprestou um dinheiro na hora que você estava mais precisando. Você estava numa situação difícil, aquele amigo chegou e falou, ô, meu querido, eu tenho. E aí você fala, Jesus amado, na hora certa, eu estava precisando, esse amigo chegou no meu caminho, deu tudo certo.

É Deus mandando o maná. O maná pode ser aquele médico, você já passou por dez consultas, chega o médico e olha e fala assim, descobri, você tem é isso. Faz um diagnóstico. Pode ser o maná caindo. O maná pode ser aquele dia que você está triste, está batido, não é? Por exemplo, eu contei a história aqui, o dia que eu estava batido, lá na praça, passou o padre, eu não sabia que era o padre, o cara passou, falou, você está chorando aí, né? Eu falei, é, ele falou, traz uma prece pra mim, porque a pessoa que está sofrendo está mais próxima de Deus.

Naquele dia o cara me deu o maná. Deus jorrou o maná através daquele padre. Não é? Então, percebe? Então, tem um sentido espiritual profundo aqui no maná, que pode ser desde um prato de comida, você imagina, a pessoa está ali na rua passando fome, chega alguém lá da tarefa do grupo espírita, o prato chegou na mão da pessoa naquele momento que ele estava desfalecendo, é o maná dele. Para o outro, pode ser um telefonema, um zap. Não é? Exatamente. A Silene está lembrando aí. Maravilha, Silene. Caiu do céu, sincronicidade.

Exatamente, Silene. A sincro… Deus… Aí, aconteceu. Exatamente, Silene. Na veia. Ora e presta atenção, né? Deus te responde sempre. Exato. Olha, nós temos tantas perguntas. Você está com um questionário ali, né? Mas muitas relacionando o que para a grande maioria das pessoas foi uma novidade, que o olho por olho e dente por dente era anterior a Moisés, né? Que a gente falou sobre o código de Hammurabi. Muito anterior, muito. É. Então, foi levantada a… Quer ver, ó. Jundiaí… Marina Mendonça. São Paulo, Jundiaí.

Foi levantada a questão de ainda não ter se cumprido a justiça da lei. Quando a gente falou, né, que a lei de justiça, que é da primeira revelação, ainda estava em cumprimento. Aí, a gente tem outras perguntas nesse contexto, perguntando a segunda e a terceira revelação, quais seriam as missões, né? Se a primeira era a de justiça, que a segunda deveria ser a caridade, deixa eu saber… A segunda é do amor, né? O amor e a espiritualidade na sua mais plena expressão. Porque Jesus é modelo e guia. Então, a segunda revelação de Jesus tem uma centralidade.

Ela é o eixo em torno do qual as outras duas revelações giram. Então, nós podemos dizer que em torno do eixo da segunda revelação, que é Jesus… Porque, entenda, a segunda revelação não é um livro, hein, gente? Não vai confundir a segunda revelação com o evangelho de Mateus e o evangelho de Lucas, não, hein? Isso é biografia. A segunda revelação é a própria pessoa de Jesus. Ele é a revelação. Ele é a revelação. Por quê? Porque ele é o modelo e guia. O braço esquerdo do Cristo é a justiça, justiça pedagógica, com a qual ele educa todas as ovelhas que estão sob a responsabilidade dele.

E o braço direito é a verdade, com a qual ele esclarece, ele torna mais sábias todas as ovelhas que estão no aprisco dele. Essa frase não é minha, é do Emmanuel. Então, a justiça e a verdade são instrumentos do amor. A justiça e a verdade são ferramentas do amor. É o amor que utiliza essas ferramentas. A ferramenta da justiça para estabelecer equidade, igualdade, fraternidade, respeito, e a ferramenta da verdade para criar educação, sabedoria, excelência, engrandecimento, ampliação mental. São duas ferramentas. Espero ter ajudado, assim, ter aberto um pouquinho.

Para a gente encerrar, já que estamos falando de Jesus, que Jesus é amor, o Gustavo Leste Marques, de São Paulo, está perguntando sobre a expressão hebraica filho do homem. Isso. O filho do homem tem vários desdobramentos. É assim, vamos lá. Importante a gente dizer isso, não é, Leonor? As expressões bíblicas têm uma história. Então, nós podemos interpretar uma expressão bíblica num texto específico e podemos também estudar a evolução de uma expressão bíblica, o desenvolvimento de uma expressão bíblica. Por exemplo, eu posso estudar o vocábulo nemhá, que é palavra, verbo, desde o início de Gênesis até o profeta Zacarias.

2.500 anos de literatura e estudar qual foi a evolução do uso dessa expressão, dessa palavra, ao longo da literatura bíblica. Então, não quero que a gente tenha uma visão congelada. Vamos lá para o início, quando a expressão surge pela primeira vez. Ela está em Gênesis. Então, na verdade, lá não está escrito filho do homem. Lá está escrito Ben-adam, filho de Adão. Então, o Ben-adam, o filho de Adão, tem o sentido de espécie humana. Então, se você compara todas as espécies animais, todas as espécies vegetais, tudo que existe na natureza, existe uma espécie.

O Ben-adam, o filho de Adão. O ser humano, o homem, não no sentido de gênero, tá, gente? O homem no sentido de espécie humana, o tipo humano. A espécie humana. Então, esse é o sentido inicial do Ben-adam. Com o tempo, essa expressão vai evoluindo. Ela vai evoluindo. Ela vai ampliando. Essa expressão idiomática vai sendo utilizada em outros contextos. Quando essa expressão chega nos livros proféticos, muita calma agora, gente. Para aí, para. Respira. 1500 anos depois, quando essa expressão chega nos livros proféticos, ela assume um outro contorno.

Qual que é o outro contorno? Os profetas começam a perceber que eu preciso de um novo Adão um novo ser humano, um novo tipo, um novo modelo, um guia. Um novo Adão seria criado. E surge, então, o Ben-adam, o segundo Adão, que é Jesus. Então, filho do homem, passa a significar agora o nosso modelo, o nosso guia, o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido aos homens para lhes servir de modelo e guia. Bonito, não é? O nosso modelo e guia. Muito bom. O pessoal estava fazendo perguntas aqui no chat. O que tem a ver ainda com o Maná, né?

O leite mel seria uma simbologia do alimento da infância espiritual? Amor, justiça e caridade, o da maioridade? Olha, essa expressão está lá no Paulo Estevam e ela foi interpretada por Gamaliel. Gamaliel interpretou essa expressão. E quem sou eu? Então, eu vou trazer aqui a interpretação que Gamaliel trouxe para Paulo na época Saulo, que ele estava na transição de Saulo para Paulo. Gamaliel interpretou que o leite e mel da revelação divina era o amor e a sabedoria que vertem de Jesus, nosso modelo e guia. Leite e mel como símbolos da sabedoria e do amor.

Mas aí é um outro estudo, depois a gente faz. Nós já vencemos o tempo aqui, né, Leonor? Eu tenho uma reunião agora. Mas essa é a interpretação do Gamaliel que o Saulo estava se tomando o pau, fica de boca aberta com essa interpretação e entende que aquilo ali já era uma referência a Jesus lá na frente. E é interessante, porque nós vamos encontrar isso no evangelho de João, não é mesmo? Jesus fala assim, eu sou o pão que desceu do céu, eu sou a fonte da água viva, eu sou a porta das ovelhas, eu sou o aprisco das ovelhas, eu sou o pastor, ele só não é ovelha, o resto ele é tudo.

Eu sou o cajado, não é? Tem muita coisa aí. É o nosso modelo e guia. A gente agradece a todos que mandaram suas perguntas, aqueles que não foram ainda respondidos, a gente vai abrir um novo questionário pra depois, num outro momento, a gente retomar, né? A gente lembrar de tirar as lições espirituais, o estudo segue durante a semana no Facebook, quem quiser fazer parte do estudo de êxodo, à luz da doutrina espírita, é só procurar lá. E… Tem gente que diz que o Estudo é novo, né? Ele é novo, acho que ele tem só uns oito anos, né, Eleonora?

Ele começou em Levítico, né? Deve ter quase uns dez anos, né? A gente estudou Levítico, Gênesis, sem Episódio… Isaías, agora estamos estudando êxodo. Exato. Estudo do Antigo Testamento, à luz da doutrina espírita. E semana que vem nós continuamos pra segunda… Pra segunda etapa da nossa estrutura, né? Fechamos a primeira, chegamos ao pé do monte, do Sinai, né? Agora a gente vai receber a lei. Vai ser a hora da… Como dizem os hebreus, Simhá Torá, o dom da Torá, o presente, a dádiva da Torá, ou seja, a dádiva da lei.

A lei vista como uma dádiva, como um presente. Que bom, né? A lei vista como um presente. Como um presente, não como uma imposição, um sacrifício. Pessoal, boa tarde. Um final de semana abençoado pra todos. Muita paz, né, Leandro? Peço perdão aí ter que sair agora, mas a gente está assim… O horário… Está ótimo. Nosso estudo encerra às 15h. Já é 15h10. Agradecemos a presença de todos. Um ótimo final de semana. Beijo no coração. Fiquem bem, muita saúde, muita paz, muito amor nos lares. Que Jesus continue derramando esse maná em nossas vidas.

Exatamente. Beijo pra todos. Beijo pra Silênio aí, pra turma toda. Gratidão. E até semana que vem, né? Com a graça de Deus. Tchau, gente. Tchau.

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio; pode conter pequenas imprecisões.


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